São estes os veredictos da Justiça Benfiquista em relação ao jogo de ontem:
Pódio dos melhores em campo
Ouro: Cardozo (17 valores em 20). Mudou completamente o jogo, marcando dois golos, expulsando um jogador e conquistando um penalty e criando ainda, com as suas movimentações e a sua presença, várias oportunidades (sim, as oportunidades criam-se, não "basta estar lá").
Prata: Artur (16 valores). Seguro, fez duas defesas enormes a não deixar o Spartak marcar em situações em que os jogadores apareceram isolados à sua frente. Foram momentos decisivos do jogo, pelo que o seu contributo para a vitória é muito grande.
Bronze: Ola John (15 valores). Começa a mostrar porque o Benfica tanto fez para o contratar. Rápido, incisivo, com tremenda capacidade no um-para-um, a conseguir várias situações de ida à linha e cruzamento. Critério no último passe.
Outros destaques
Garay: Também uma excelente exibição, a dar uma enorme segurança e qualidade defensiva à equipa. Destaca-se um corte no fim da primeira parte e a situação em que foi agarrado e puxado e deveria ter dado penalty a favor do Benfica. 15
Melgarejo: Muito boa exibição, com diversas subidas ao ataque e combinações muito boas com John. Saúda-se o ótimo regresso à equipa. Teve mesmo uma assistência, para o primeiro golo de Cardozo. 15
André Almeida: lançado às feras, como se costuma dizer, foi sempre aplicado, rigoroso e combativo, num meio campo onde várias vezes estava em inferioridade numérica. Ainda subiu pelo menos uma vez ao ataque numa bela jogada que teve algum perigo. Não se deu muito pela ausência de Matic e não resultou da sua presença em campo nenhum embaraço, o que é dizer muito para um jogador tão jovem e ainda pouco rodado nestas lides. 14
Jardel: esteve também muito seguro e autoritário. Tem sido exemplar na forma como "tapou" a ausência prolongada de Luisão. Um exemplo de dedicação à equipa. 14
Enzo: mostrou a sua qualidade habitual, numa missão de sacrifício, tendo feito um corte importantíssimo a resolver uma situação de contra-ataque do Spartak. Conduz a bola e passa-a à distância como nenhum outro neste momento no Benfica. 14
Bruno César: mostrou alguns apontamentos, sobretudo bons remates, esperando-se que sejam indicativos de melhorias face aos últimos (muito maus) jogos. 13
O treinador
Jorge Jesus merece nota alta: 16 valores. A sua decisão de deixar Cardozo no banco é discutível mas tem que se dar mérito ao treinador por conseguir disfarçar as ausências de: Luisão, Aimar, Carlos Martins, Matic (e a "semi-ausência" de Gaitan, que não andará bem em termos físicos). É notável como, sem poder contar com tantos jogadores importantes para a equipa (e note-se que já nem me refiro aqui às ausências que já são definitivas de Javi e Witsel), consegue ainda assim montar uma equipa não só altamente competitiva mas até muito superior ao Spartak (que, claro, que agora é uma equipa miserável mas há umas semanas, depois de pregar um susto ao Barcelona, era fantástica).
O árbitro
Aqui avalio não apenas o áribitro principal mas a equipa, que merece uma nota negativa: 7 valores.
Num jogo que não foi muito fácil, errou ainda assim demasiado: pelo menos um penalty claro por marcar a favor do Benfica (aos 2 minutos) e um golo mal anulado a Cardozo. É muita coisa, numa partida em que ainda permitiu excessiva agressividade dos russos. Houve pisões, pontapés e cotoveladas que passaram incólumes. São erros a mais para este nível. Só não tem uma nota mais baixa porque no restante (na condução do jogo e na marcação de faltas para um lado ou outro) manteve um critério relativamente uniforme e não denotou uma intenção de inclinar o campo (como tantas vezes acontece em Portugal).
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Voltando ao futebol
1. Independentemente da arbitragem, é um facto que o Benfica desperdiçou inúmeras oportunidades em Coimbra. Aliás este é um padrão dos últimos anos, a que não será estranho o modelo de jogo: a grande velocidade usada, o avassalador caudal ofensivo e o elevado ritmo de jogo levam a que por vezes falte algum discernimento à frente da baliza. Por outro lado - e isto também é consequência do modelo de jogo, em particular do 4-1-3-2 em que jogávamos na altura, depois de Aimar substituir Enzo - o Benfica não pode permitir que os adversários corram quase sem oposição desde o meio campo até à nossa área como acontece no lance do segundo "penalty" da Académica.
2. Em relação a Cardozo, que vejo constantemente adeptos do Benfica a criticarem, gostava de dizer o seguinte. Há questões que não são racionais e portanto não se pode esperar que duma argumentação resulte persuadir seja quem for. Há pessoas que parecem odiar Cardozo (porquê não sei, embora alguma indolência, aliás resultante da compleição física do jogador, o possa parcialmente explicar) ao passo que outros o defendem, mais não seja com o simples facto de que é o melhor marcador do Benfica das últimas décadas.
Face a este facto e à boa entrada de Lima no jogo, penso que Jorge Jesus deveria ponderar num próximo jogo dar a titularidade ao brasileiro, que, além de ser um bom jogador, tem uma acutilância diferente da dupla Rodrigo-Cardozo. JJ só tem a ganhar: se Lima marcar muitos golos será ótimo para a equipa; se não marcar pelo menos abrandam as críticas a Cardozo e este terá outra tranquilidade para jogar.
3. Percebe-se a intenção de Jesus em dar a titularidade a Bruno César contra a Académica - dar outros equilíbrios ao meio campo. Aliás eu falei disso mesmo na passada semana. No entanto, o brasileiro não parece em boa forma. Se no início do jogo até funcionou, tendo mesmo feito um cruzamento de morte, que resultou na segunda bola ao ferro, a verdade é que com o decorrer do jogo, Bruno César perdeu fôlego e fez demasiados passes errados. Estará talvez na hora de dar uma oportunidade a Nolito como titular e talvez convocar finalmente Olha John.
4. Maxi Pereira tem que ter calma. Se é verdade que no lance do primeiro "penalty", a haver falta (para mim não é óbvio que haja e estou até convencido de que se tivesse paciência para procurar, encontraria inúmeros lances semelhantes por parte dos defesas do Porto nunca sancionados), ela é fora da área, não o é menos que a sua entrada é imprudente. Sabendo que à menor oportunidade os árbitros apitam contra o Benfica, ele deveria abster-se de lhes dar tais veleidades. Por outro lado, na fase final do jogo, Maxi poderia - e deveria - ter sido expulso. Não o foi porque Xistra sabia bem o que tinha feito anteriormente.
5. São algumas ideias e apontamentos que espero que Jesus pondere antes até sexta feira, quando enfrentaremos novo jogo difícil, fora contra o Paços de Ferreira. Há que recuperar a tranquilidade e o equilíbrio emocional e fazer um jogo sério e sem falhas.
2. Em relação a Cardozo, que vejo constantemente adeptos do Benfica a criticarem, gostava de dizer o seguinte. Há questões que não são racionais e portanto não se pode esperar que duma argumentação resulte persuadir seja quem for. Há pessoas que parecem odiar Cardozo (porquê não sei, embora alguma indolência, aliás resultante da compleição física do jogador, o possa parcialmente explicar) ao passo que outros o defendem, mais não seja com o simples facto de que é o melhor marcador do Benfica das últimas décadas.
Face a este facto e à boa entrada de Lima no jogo, penso que Jorge Jesus deveria ponderar num próximo jogo dar a titularidade ao brasileiro, que, além de ser um bom jogador, tem uma acutilância diferente da dupla Rodrigo-Cardozo. JJ só tem a ganhar: se Lima marcar muitos golos será ótimo para a equipa; se não marcar pelo menos abrandam as críticas a Cardozo e este terá outra tranquilidade para jogar.
3. Percebe-se a intenção de Jesus em dar a titularidade a Bruno César contra a Académica - dar outros equilíbrios ao meio campo. Aliás eu falei disso mesmo na passada semana. No entanto, o brasileiro não parece em boa forma. Se no início do jogo até funcionou, tendo mesmo feito um cruzamento de morte, que resultou na segunda bola ao ferro, a verdade é que com o decorrer do jogo, Bruno César perdeu fôlego e fez demasiados passes errados. Estará talvez na hora de dar uma oportunidade a Nolito como titular e talvez convocar finalmente Olha John.
4. Maxi Pereira tem que ter calma. Se é verdade que no lance do primeiro "penalty", a haver falta (para mim não é óbvio que haja e estou até convencido de que se tivesse paciência para procurar, encontraria inúmeros lances semelhantes por parte dos defesas do Porto nunca sancionados), ela é fora da área, não o é menos que a sua entrada é imprudente. Sabendo que à menor oportunidade os árbitros apitam contra o Benfica, ele deveria abster-se de lhes dar tais veleidades. Por outro lado, na fase final do jogo, Maxi poderia - e deveria - ter sido expulso. Não o foi porque Xistra sabia bem o que tinha feito anteriormente.
5. São algumas ideias e apontamentos que espero que Jesus pondere antes até sexta feira, quando enfrentaremos novo jogo difícil, fora contra o Paços de Ferreira. Há que recuperar a tranquilidade e o equilíbrio emocional e fazer um jogo sério e sem falhas.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Enzo Peres e o meio campo do Benfica
Face à saída de última hora de Witsel o Benfica ficou com um problema no meio campo.
Como todos se recordam, no primeiro ano de Jesus no Benfica, Javi Garcia assumia sozinho o lugar mais recuado do meio campo (à frente tinha Aimar) mas a versatilidade e a tremenda capacidade física de Ramirez davam à equipa um equilíbrio defensivo que se perdeu no ano seguinte. Foi o tal ano catastrófico em que a equipa parecia bipolar. Apanhado em contrapé, o Benfica expunha-se tremendamente - e consequentemente sofremos um número anormal de golos nessa época, perdendo ingloriamente vários troféus (nomeadamente não estando, pelo menos, nas finais da Liga Europa e da Taça de Portugal).
Na terceira época de Jesus, foi contratado Witsel. Inicialmente pensando-se tratar-se de um substituto para Aimar (que foi nalguma medida), Witsel veio sobretudo dar outro desenho ao nosso meio campo. Jogava tanto ao lado como à frente de Javi, permitindo outros equilíbrios, outra gestão da posse de bola e outra segurança defensiva.
Este ano perdemos Witsel (e Javi) pelo que a forma de jogar terá que ser outra.
Nesta medida, há soluções que se podem utilizar para jogar à frente de Matic. Desde logo Carlos Martins: quando em boa forma física penso que poderá ser titular muitas vezes. Mas também há Bruno César, que pode jogar no meio, com características diferentes de Aimar. E, além deste último (que jogará sobretudo num esquema de apoio a um único ponta de lança ou como 10, sozinho à frente de Matic, em jogos "fáceis" em casa), há ainda Enzo Peres.
O jogo de ontem de Enzo agradou-me, tal como já tinha gostado da sua exibição em Setúbal, numa posição diferente, na ala mas derivando também para o meio, onde se sente muito bem.
Enzo tem características diferentes dos nossos restantes jogadores pois gosta de ter a bola, que trata muito bem. É um futebolista maduro, que tem noção o que fazer à bola, no que recorda Witsel. Não tem a mesma capacidade defensiva deste último mas tem uma maior intencionalidade atacante. Enzo tem ainda polivalência, pois além da ala e da posição 8, como agora se diz, pode ainda jogar mais à frente, como 10, na posição de Aimar. Conheço aliás quem defenda que esse será o seu lugar mais natural no futuro.
A sua boa exibição no exigente jogo de ontem, de que o momento alto foi o passe soberbo a isolar Rodrigo, é mais um aspecto positivo que retiro do jogo de ontem.
Como todos se recordam, no primeiro ano de Jesus no Benfica, Javi Garcia assumia sozinho o lugar mais recuado do meio campo (à frente tinha Aimar) mas a versatilidade e a tremenda capacidade física de Ramirez davam à equipa um equilíbrio defensivo que se perdeu no ano seguinte. Foi o tal ano catastrófico em que a equipa parecia bipolar. Apanhado em contrapé, o Benfica expunha-se tremendamente - e consequentemente sofremos um número anormal de golos nessa época, perdendo ingloriamente vários troféus (nomeadamente não estando, pelo menos, nas finais da Liga Europa e da Taça de Portugal).
Na terceira época de Jesus, foi contratado Witsel. Inicialmente pensando-se tratar-se de um substituto para Aimar (que foi nalguma medida), Witsel veio sobretudo dar outro desenho ao nosso meio campo. Jogava tanto ao lado como à frente de Javi, permitindo outros equilíbrios, outra gestão da posse de bola e outra segurança defensiva.
Este ano perdemos Witsel (e Javi) pelo que a forma de jogar terá que ser outra.
Nesta medida, há soluções que se podem utilizar para jogar à frente de Matic. Desde logo Carlos Martins: quando em boa forma física penso que poderá ser titular muitas vezes. Mas também há Bruno César, que pode jogar no meio, com características diferentes de Aimar. E, além deste último (que jogará sobretudo num esquema de apoio a um único ponta de lança ou como 10, sozinho à frente de Matic, em jogos "fáceis" em casa), há ainda Enzo Peres.
O jogo de ontem de Enzo agradou-me, tal como já tinha gostado da sua exibição em Setúbal, numa posição diferente, na ala mas derivando também para o meio, onde se sente muito bem.
Enzo tem características diferentes dos nossos restantes jogadores pois gosta de ter a bola, que trata muito bem. É um futebolista maduro, que tem noção o que fazer à bola, no que recorda Witsel. Não tem a mesma capacidade defensiva deste último mas tem uma maior intencionalidade atacante. Enzo tem ainda polivalência, pois além da ala e da posição 8, como agora se diz, pode ainda jogar mais à frente, como 10, na posição de Aimar. Conheço aliás quem defenda que esse será o seu lugar mais natural no futuro.
A sua boa exibição no exigente jogo de ontem, de que o momento alto foi o passe soberbo a isolar Rodrigo, é mais um aspecto positivo que retiro do jogo de ontem.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Sálvio dado como garantido
O "Record" dá Sálvio como garantido no Benfica na próxima época, a título definitivo. O "Correio da Manhã" também garante que Sálvio "já deu o sim ao Benfica e aguarda pelo desfecho das negociações entre o Atl. de Madrid e o Benfica por uma verba entre os 8 a 9 milhões de euros".
A confirmar-se trata-se indiscutivelmente de uma boa notícia. Sálvio é um ótimo jogador e nem percebo bem porque não era titular no Atlético de Madrid (que aparentemente vai assinar com ... Cebola) de tal forma era decisivo quando entrava. É um jogador forte, incisivo e com sentido de baliza que pode ser altamente útil ao Benfica.
A minha única questão prende-se com o número de extremos. A confirmar-se esta contratação haverá certamente saídas e talvez até uma nova disposição táctica da equipa. Não é possível manter Cardozo, Rodrigo, Nélson Oliveira, Saviola, Melgarejo, Djaló, Nolito, Bruno César, Ola John, Sávio e Aimar (11 jogadores) para apenas 4 lugares de titular.
Claro que bons jogadores são sempre bem vindos, como bem assinalam seguidores deste blog em anteriores comentários. Sálvio inscreve-se nesta categoria. O que a sua contratação indicia é que haverá também saídas.
A confirmar-se trata-se indiscutivelmente de uma boa notícia. Sálvio é um ótimo jogador e nem percebo bem porque não era titular no Atlético de Madrid (que aparentemente vai assinar com ... Cebola) de tal forma era decisivo quando entrava. É um jogador forte, incisivo e com sentido de baliza que pode ser altamente útil ao Benfica.
A minha única questão prende-se com o número de extremos. A confirmar-se esta contratação haverá certamente saídas e talvez até uma nova disposição táctica da equipa. Não é possível manter Cardozo, Rodrigo, Nélson Oliveira, Saviola, Melgarejo, Djaló, Nolito, Bruno César, Ola John, Sávio e Aimar (11 jogadores) para apenas 4 lugares de titular.
Claro que bons jogadores são sempre bem vindos, como bem assinalam seguidores deste blog em anteriores comentários. Sálvio inscreve-se nesta categoria. O que a sua contratação indicia é que haverá também saídas.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Não serão extremos a mais?
O Benfica joga, desde que Jorge Jesus chegou á Luz, com dois jogadores nos corredores (para além dos laterais). No primeiro ano, consegui-se um equilíbrio único nas "asas": o jogador rápido, explosivo e virtuoso que é Di Maria, tinha, como contraponto do lado oposto, um outro fora-de-série, capaz de interpretar os momentos defensivos e ofensivos da equipa, no sentido de lhe dar ora equilíbrio, ora profundidade. Trata-se obviamente de Ramirez cuja capacidade sempre admirei e que tem uma enomíssima quota parte de mérito quer nas vitórias desse ano quer na conquista da Champions pelo Chelsea esta época.
Com estes jogadores na equipa, sobretudo Ramirez mas também devido à velocidade e poder de antecipação de David Luiz, o Benfica podia jogar com apenas um jogador no meio campo defensivo, Javi Garcia, que tem uma enorme capacidade física e de choque.
No ano seguinte, a saída de Ramirez e Di Maria expôs mais as fragilidades do sistema do Benfica no meio campo, criando desequilíbrios evidentes. Que foram este ano corrigidos com a entrada de Witsel e a reorganização do meio campo.
O que faltou este ano foi um lateral esquerdo capaz de dar profundidade e segurança, um substituto de Maxi Pereira e um substituto de Witsel, que nalguns jogos se perceber não estar nas melhores condições físicas. Nas faixas laterais, existia abundância e o lugar que chegou a parecer cativo de Gaitan deixou um jogador explosivo e combativo como Nolito demasiadas vezes no banco. Aliás, com algumas nouances tácticas e técnicas, um certo ajustamento do sistema, até Rodrigo e Nélson Oliveira podem jogar nas faixas (e fizeram-no nalguns jogos) tal como Djaló. Até Emerson, no último jogo, ocupou a posição de extremo esquerdo. Em resumo, para o ataque não nos faltaram jogadores, mesmo considerando que Enzo Perez pouco jogou e saiu a meio da época.
Espanta-me portanto um pouco que o Benfica tendo já contratado um jogador, Ohla John, e aparentemente esteja ainda interessado em Sálvio. Em causa não está a respectiva qualidade, que parece evidente, mas a super abundância de jogadores para apenas dois lugares: John, Nolito, Bruno César, Djaló, sendo que ainda não é claro o destino de Perez e se fala na vinda de Sálvio. A isto acrescem ainda outros emprestados e os jogadores que, foi anunciado por Vieira, serão promovidos dos júniores aos séniores. Parecem-me jogadores a mais.
Por outro lado, para defesas laterais fala-se de Ansaldi, Rojo e Fábio (que afinal aparentemente já não virá) mas ainda nada se concretizou.
Com estes jogadores na equipa, sobretudo Ramirez mas também devido à velocidade e poder de antecipação de David Luiz, o Benfica podia jogar com apenas um jogador no meio campo defensivo, Javi Garcia, que tem uma enorme capacidade física e de choque.
No ano seguinte, a saída de Ramirez e Di Maria expôs mais as fragilidades do sistema do Benfica no meio campo, criando desequilíbrios evidentes. Que foram este ano corrigidos com a entrada de Witsel e a reorganização do meio campo.
O que faltou este ano foi um lateral esquerdo capaz de dar profundidade e segurança, um substituto de Maxi Pereira e um substituto de Witsel, que nalguns jogos se perceber não estar nas melhores condições físicas. Nas faixas laterais, existia abundância e o lugar que chegou a parecer cativo de Gaitan deixou um jogador explosivo e combativo como Nolito demasiadas vezes no banco. Aliás, com algumas nouances tácticas e técnicas, um certo ajustamento do sistema, até Rodrigo e Nélson Oliveira podem jogar nas faixas (e fizeram-no nalguns jogos) tal como Djaló. Até Emerson, no último jogo, ocupou a posição de extremo esquerdo. Em resumo, para o ataque não nos faltaram jogadores, mesmo considerando que Enzo Perez pouco jogou e saiu a meio da época.
Espanta-me portanto um pouco que o Benfica tendo já contratado um jogador, Ohla John, e aparentemente esteja ainda interessado em Sálvio. Em causa não está a respectiva qualidade, que parece evidente, mas a super abundância de jogadores para apenas dois lugares: John, Nolito, Bruno César, Djaló, sendo que ainda não é claro o destino de Perez e se fala na vinda de Sálvio. A isto acrescem ainda outros emprestados e os jogadores que, foi anunciado por Vieira, serão promovidos dos júniores aos séniores. Parecem-me jogadores a mais.
Por outro lado, para defesas laterais fala-se de Ansaldi, Rojo e Fábio (que afinal aparentemente já não virá) mas ainda nada se concretizou.
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domingo, 1 de abril de 2012
O que dizem os desportivos
Começando pela arbitragem, "A Bola" e o "Record" são unanimes em considerar penalty indiscutível o lance sobre Bruno César, o chuta-chuta (ou gordo, como ontem tantas vezes foi chamado). Já sobre o lance de Javi sobre Lima é considerado penalty pelo "Record" enquanto "A Bola" diz que a falta é ainda fora da área e ilustra-o com uma foto. O "Record" diz ainda que, antes disso, Douglão deveria ter sido expulso por falta sobre Witsel. Na minha opinião a arbitragem foi imparcial e, além do lance de Douglão e do de Javi, totalmente isenta de polémicas. O lance do penalty do Benfica é de facto incontroverso (embora, face às últimas arbitragens, quase tenha ficado surpreendido pela sua marcação). É verdade que é desnecessário mas o jogador do Braga redimiu-se marcando o empate, pleno de oportunidade. Já o lance de Javi está para mim no limite. No limite da linha da área e no limite da falta. O árbitro podia ter marcado e Javi tem por isso que ter cuidado. Podemo-nos considerar felizes por esse lance mas o Braga pode dizer o mesmo em relação à não expulsão de Douglão. Entendo as duas decisões da mesma forma - o árbitro não quis tomar uma decisão que poderia determinar o desfecho do jogo sem estar absolutamente seguro da respectiva justiça. Já o penalty sobre Bruno foi evidente e daí a sua marcação.
Quanto a exibições, ambos os desportivos consideram Bruno César o homem do jogo. Um diz que além de chuta-chuta ele foi corre-corre e o outro ("Record") fura-fura. Gaitan merece a mesma nota que César (e não marcou): 7 n' "A Bola" (1 a 10) e 4 no "Record" (1 a 5). Witsel foi "sereno, talvez até demais" e teve 6 n'"A Bola" e "esteve em dia não" para o "Record" que ainda assim lhe dá 3. Miguel Vitor merece 7 n' "A Bola" e 4 no "Record". Luisão foi "líder", Maxi "impusionador da equipa", Capdevila merece "positivas" em ambos tal como Javi. Rodrigo ficou entre o suficiente e o suficiente menos.
Os desportivos destacam ainda os aplausos que Nuno Gomes recebeu da Luz e as intervenções do speaker durante o jogo, assunto a que dedicarei no futuro uma crónica.
Quanto a exibições, ambos os desportivos consideram Bruno César o homem do jogo. Um diz que além de chuta-chuta ele foi corre-corre e o outro ("Record") fura-fura. Gaitan merece a mesma nota que César (e não marcou): 7 n' "A Bola" (1 a 10) e 4 no "Record" (1 a 5). Witsel foi "sereno, talvez até demais" e teve 6 n'"A Bola" e "esteve em dia não" para o "Record" que ainda assim lhe dá 3. Miguel Vitor merece 7 n' "A Bola" e 4 no "Record". Luisão foi "líder", Maxi "impusionador da equipa", Capdevila merece "positivas" em ambos tal como Javi. Rodrigo ficou entre o suficiente e o suficiente menos.
Os desportivos destacam ainda os aplausos que Nuno Gomes recebeu da Luz e as intervenções do speaker durante o jogo, assunto a que dedicarei no futuro uma crónica.
Benfica-Braga - destaques
Para além da confiança e crença, a atitude com que o Benfica entrou em campo do foi excelente. Os jogadores mostraram vontade de vencer desde o início, mantendo uma pressão constante que nos permitia ter quase sempre a bola e mal deixava o Braga respirar. Fez lembrar o Benfica de há dois anos.
Entre os jogadores Javi Garcia está finalmente a voltar ao seu nível e isso faz uma grande diferença no jogo do Benfica. Ontem esteve muito bem nas dobras a Maxi (o motor do costume), tendo jogado por vezes como um verdadeiro lateral direito. Acabou a central com uma enorme segurança.
Miguel Vítor foi outro jogador muitíssimo seguro e competente. Fintado uma vez em situação perigosa fez a falta que se impunha e viu o cartão merecido. Manteve no entanto toda a concentração e não teve erros até à lesão.
Aliás toda a defesa esteve muito bem, liderada por Luisão que não se escondeu do seu lugar de capitão e tentou sempre carregar a equipa para a frente. Capdevila foi seguro e certinho, que era o que se lhe pedia. É verdade que o golo do Braga surge de um livre no seu flanco mas, mais que sua, foi uma falha de Nolito (acabado de entrar no jogo) que criou a situação confusa que deu a falta.
Witsel foi o cérebro que se esperava, sobretudo uma vez que não havia Aimar. Fez um grande jogo.
Finalmente quanto ao ataque, foi um jogo em que Gaitan, Rodrigo e Bruno César, os criativos, alternaram o bom com o menos bom. O que nunca aconteceu foi terem desistido do jogo ou deixado de acreditar. Na minha opinião, Gaitan foi o melhor dos três mas curiosamente acabou por ser Bruno César a decidir. Na sequência de uma combinação com Gaitan marcou o golo da vitória depois de ter sofrido o penalty. Digo curiosamente porque para mim ele teve imensas intermitências e foi talvez, entre aquele trio, o que mais falhou. Durante o jogo, eu, como tantos outros adeptos pediram a sua substituição. Enfim mais um exemplo da irracionalidade do futebol (ou talvez apenas dos adeptos).
Bem Jorge Jesus a tirar Cardozo para colocar Nélson, que trouxe outra força que bem foi necessária no fim e, claro, acima de tudo muito bem por não ter tirado Bruno César.
Entre os jogadores Javi Garcia está finalmente a voltar ao seu nível e isso faz uma grande diferença no jogo do Benfica. Ontem esteve muito bem nas dobras a Maxi (o motor do costume), tendo jogado por vezes como um verdadeiro lateral direito. Acabou a central com uma enorme segurança.
Miguel Vítor foi outro jogador muitíssimo seguro e competente. Fintado uma vez em situação perigosa fez a falta que se impunha e viu o cartão merecido. Manteve no entanto toda a concentração e não teve erros até à lesão.
Aliás toda a defesa esteve muito bem, liderada por Luisão que não se escondeu do seu lugar de capitão e tentou sempre carregar a equipa para a frente. Capdevila foi seguro e certinho, que era o que se lhe pedia. É verdade que o golo do Braga surge de um livre no seu flanco mas, mais que sua, foi uma falha de Nolito (acabado de entrar no jogo) que criou a situação confusa que deu a falta.
Witsel foi o cérebro que se esperava, sobretudo uma vez que não havia Aimar. Fez um grande jogo.
Finalmente quanto ao ataque, foi um jogo em que Gaitan, Rodrigo e Bruno César, os criativos, alternaram o bom com o menos bom. O que nunca aconteceu foi terem desistido do jogo ou deixado de acreditar. Na minha opinião, Gaitan foi o melhor dos três mas curiosamente acabou por ser Bruno César a decidir. Na sequência de uma combinação com Gaitan marcou o golo da vitória depois de ter sofrido o penalty. Digo curiosamente porque para mim ele teve imensas intermitências e foi talvez, entre aquele trio, o que mais falhou. Durante o jogo, eu, como tantos outros adeptos pediram a sua substituição. Enfim mais um exemplo da irracionalidade do futebol (ou talvez apenas dos adeptos).
Bem Jorge Jesus a tirar Cardozo para colocar Nélson, que trouxe outra força que bem foi necessária no fim e, claro, acima de tudo muito bem por não ter tirado Bruno César.
Benfica-Braga - confiança e crença fizeram a diferença
Grande jogo de futebol ontem na Luz a fazer lembrar grandes noites de outras épocas. O adversário não se chamava Porto nem Sporting mas era o líder do campeonato. E, a 5 jornadas do fim, o Benfica estava obrigado a ganhar. Ter a capacidade de conquistar a vitória já nos descontos, através de uma bela jogada de futebol, pensada e executada com frieza, é algo que, não justificando obviamente entrar em quaisquer euforias (nesta altura já teremos aprendido bem a lição nesse particular), deve porém motivar o Benfica para os restantes jogos decisivos desta recta final de época. É de facto a forma como a vitória foi conseguida que tem que ser destacada: a equipa teve forças - e qualidade - para, depois de sofrer o empate já nos últimos 10 minutos, ainda conseguir ganhar o jogo. Houve Benfica e a completa explosão das bancadas mostrou bem o que aquele momento significou na alma dos benfiquistas. Há muito que não se celebrava assim um golo na Luz.
O Benfica entrou muito bem no jogo. Foi, como disseram os dois treinadores, muito pressionante - mas foi também uma equipa confiante. Os passes saíam com segurança e os jogadores não tiveram medo de ter a bola nos pés. Isso fez toda a diferença e deixou o Braga, por regra muito consistente e seguro, algo atordoado.
Quem tenha visto apenas os curtos resumos da televisão fica com ideia de que o Braga foi mais perigoso e até dominou o jogo, o que não corresponde à realidade. O Braga teve de facto talvez algumas das jogadas mais vistosas mas o Benfica foi consistentemente mais perigoso e dominador.
Se é verdade que na primeira parte talvez a melhor oportunidade tinha sido do Braga, quase já sobre o intervalo, logo no recomeço do jogo o Benfica teve duas ou três jogadas em que podia ter marcado.
Mas o essencial não é descrever lances ou contabilizar oportunidades. O essencial é que, exceptuando alguns períodos do jogo em que pairou a ideia de que o jogo mais cínico do Braga poderia dar resultado, se sentia claramente que o Benfica estava mais perto de marcar e mais próximo de ganhar.
Quando o golo finalmente apareceu pensou-se que o jogo estava decidido. Há que reconhecer o mérito do Braga em, aí sim, ter assumido o ataque e - mais uma vez- ter marcado num livre ainda longe da baliza.
Mas o Benfica não desistiu do jogo. Continuou a acreditar, continuou a tentar (quer pela direita, quer pela esquerda e, refira-se, já sem Cardozo e Rodrigo) e já nos descontos o talento de Gaitan e a qualidade de remate de Bruno César apareceram. Houve Benfica. Houve estrelinha.
O Benfica entrou muito bem no jogo. Foi, como disseram os dois treinadores, muito pressionante - mas foi também uma equipa confiante. Os passes saíam com segurança e os jogadores não tiveram medo de ter a bola nos pés. Isso fez toda a diferença e deixou o Braga, por regra muito consistente e seguro, algo atordoado.
Quem tenha visto apenas os curtos resumos da televisão fica com ideia de que o Braga foi mais perigoso e até dominou o jogo, o que não corresponde à realidade. O Braga teve de facto talvez algumas das jogadas mais vistosas mas o Benfica foi consistentemente mais perigoso e dominador.
Se é verdade que na primeira parte talvez a melhor oportunidade tinha sido do Braga, quase já sobre o intervalo, logo no recomeço do jogo o Benfica teve duas ou três jogadas em que podia ter marcado.
Mas o essencial não é descrever lances ou contabilizar oportunidades. O essencial é que, exceptuando alguns períodos do jogo em que pairou a ideia de que o jogo mais cínico do Braga poderia dar resultado, se sentia claramente que o Benfica estava mais perto de marcar e mais próximo de ganhar.
Quando o golo finalmente apareceu pensou-se que o jogo estava decidido. Há que reconhecer o mérito do Braga em, aí sim, ter assumido o ataque e - mais uma vez- ter marcado num livre ainda longe da baliza.
Mas o Benfica não desistiu do jogo. Continuou a acreditar, continuou a tentar (quer pela direita, quer pela esquerda e, refira-se, já sem Cardozo e Rodrigo) e já nos descontos o talento de Gaitan e a qualidade de remate de Bruno César apareceram. Houve Benfica. Houve estrelinha.
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