Mostrar mensagens com a etiqueta Garay. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Garay. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Campeonato é a prioridade absoluta

O Benfica venceu bem e com naturalidade um adversário complicado. Garay está num excelente momento de forma e foi decisivo. Gostei de ver o regresso à competição de Rúben e o regresso aos golos de Markovic. Espero que Rodrigo e Lima também voltem rapidamente a marcar, de preferência já contra o Guimarães, de preferência de bola corrida, pois esses golos têm sempre outro sabor. Maxi e Gaitan viram o 5º amarelo e não jogarão nessa jornada.

É importante recordar que o Guimarães tem sido um adversário aziago para o Benfica. Há dois anos foi em Guimarães que começou a derrocada, quando tínhamos 5 pontos de avanço sobre o Porto: uma exibição inqualificável na cidade-berço e um golo de sorte numa das pouquíssimas jogadas ofensivas de que o nosso adversário beneficiou resultaram numa derrota, à qual se seguiriam um empate "a-la-Miguel" em Coimbra e uma derrota "a-la-Proença" na Luz com o Porto. Dos 5 pontos de vantagem passamos a 3 de atraso já perto do fim do campeonato. De igual modo o ano passado o Benfica perdeu com o Guimarães na final da Taça, tornando o fim de época num autêntico desastre competitivo. Mais uma vez o Guimarães nada jogou e em 2 minutos teve a sorte do jogo com dois golos atabalhoados. Mas novamente a culpa foi inteiramente do Benfica que fez uma exibição miserável.

Na próxima jornada importa não brincar e fazer o necessário para vencer o jogo. O Guimarães é uma equipa com pouco futebol, é certo, mas mesmo assim em dois anos trouxe-nos duas grandes tristezas, pelo que estamos proibidos de facilitar. Disse o mesmo antes do jogo com o Gil Vicente mas infelizmente não fui "ouvido".

A eliminatória da Liga Europa que se começa a disputar esta quarta-feira, com toda a sinceridade, pouco me importa. A prioridade absoluta tem que ser o campeonato, seguido da Taça de Portugal e só depois da Liga Europa. 

Penso que Jorge Jesus, que tem feito agora declarações moderadas e ponderadas, que aplaudo, está bem consciente disto - o campeonato, nunca é demais repeti-lo, é a verdadeira prioridade da época

Penso pois que deve haver uma gestão dos jogadores, um doseamento da carga competitiva. Eu apostaria em jogadores como Sílvio, André Gomes, Sulejmani e, caso esteja disponível, Cardozo para o 11. Daria ainda bastantes minutos a Djuricic e Rúben Amorim. Penso que há que tirar partido da abundância de soluções de qualidade no plantel e simultaneamente preservar peças nucleares da equipa para estarem ao máximo das suas capacidades nas jornadas decisivas do campeonato.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Quem sairá até ao fim do mês?

A menos de um mês do encerramento do mercado, o Benfica já conseguiu resolver alguns casos "bicudos" (Sidney, Kardec e alguns outros) através de empréstimos (nalguns casos com contrapartidas financeiras interessantes) mas ainda não vendeu nenhum jogador.

Entretanto já entraram 11 jogadores (um deles por empréstimo).

Não há porém ainda nenhuma venda, o que para um clube que - diz-se - terá que realizar 50 milhões começa a ser preocupante.

O caso Cardozo arrasta-se  mas aparentemente estará encaminhado (aparentemente o Benfica irá vender o jogador por 12+3 milhões). Para um jogador que fez tantos golos pelo Benfica é uma verba muito pequena. Aliás o Benfica pedia inicialmente 17 milhões, verba um pouco mais consentânea com o valor do jogador.

Garay já estava "vendido" ao Manchester United desde o ano passado (era o que constava) mas por alguma razão continua a não integrar o respetivo plantel.

Depois temos o caso de Gaitan que todos os anos vai sair, pois os dois clubes de Manchester estão loucos por ele, cada um oferecendo mais do que o outro, mas que acaba sempre (felizmente) por ficar.

Agora temos o caso Sálvio. De acordo com alguma imprensa, o internacional argentino tem vários interessados, desde o Arsenal até mais recentemente ao PSG, passando pelo Manchester City e o Tottenham. Existiria, diz-se uma proposta em cima da mesa de 32 milhões de euros do PSG depois do Arsenal ter oferecido 30. 

A mim custa-me a crer (sem por em causa a grande qualidade do jogador acho valores muito elevados) mas veremos. 

Na realidade a questão do "valor" nem sequer se coloca. Um jogador "vale" o que o mercado quiser pagar. 

Veja-se o absurdo da transferência de Gareth Bale, um jogador que ainda nem querer deu provas como já tinham dado Ronaldo, Figo ou Zidane aquando das suas transferências milionárias.


A serem verdade as notícias, com a venda de Sálvio por 30 milhões, números redondos, a de Cardozo por 15 e a de Garay por 10 (por metade do passe), entrariam 55 milhões de euros na tesouraria, mais 5 do que se diz ser necessário.

Nesta medida, não seria "necessário" vender Matic.

Como diz o seu empresário, interessados existem... pudera. Trata-se de um enorme jogador. Quem não gostaria de ter Matic (e tantos outros jogadores do Benfica)? Quase nenhum clube europeu desperdiçaria a oportunidade de ter os mais talentosos jogadores do Benfica no seu plantel. É tudo uma questão de dinheiro. Nesta medida, em relação a Matic a direcção do Benfica deve ter uma e apenas uma postura: o jogador só sai pela cláusula de rescisão.

Cardozo poderá ser substituível (o tempo o dirá), Garay é um grande jogador mas creio que o Benfica ultrapassará bem a sua falta, Sálvio é um extremo de enorme qualidade, um jogador de topo mas, pelo menos para consumo interno, o Benfica conseguirá substituí-lo com os jogadores que tem no plantel. Já Matic é um jogador que não tem substituto. A sua saída obrigaria à contratação de dois jogadores. É a meu ver o único inegociável do Benfica.

PS1 - já depois de publicado este post vejo que o Porto ofereceu 1,2 milhões a Jackson Martinez para este renovar por aquele clube, aumentando a cláusula de rescisão de 40 para 60 milhões. O Porto percebe que o jogador é insubstituível e pretende não apenas colocar-se a salvo da saída do jogador por 40 milhões (que acham pouco para a sua valia) como simultaneamente dar um prémio ao jogador para que este não fique tão frustrado por não poder sair e melhorar as suas condições financeiras. Considero esta gestão do caso correcta.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Valeu a pena ir à Luz

Como ontem aqui antecipei, valeu realmente a pena ir ao Estádio. Ver um jogo ao vivo é incomparável a ver na televisão. A começar pelo facto de no Estádio podermos berrar à vontade sem problemas, sem incomodar família e vizinhos. Toda a emoção que se sente no Estádio, não é replicável em casa. E a própria percepção e visão do jogo e a sua dinâmica é muito melhor no Estádio.
Ontem valeu a pena ainda porque o Benfica jogou muito bem e o ambiente foi também especial.

O Benfica entrou bem, não dando veleidades ao Celtic, que postou, como seria de esperar, num jogo musculado e numa estratégia de contenção. Mas as suas fragilidades técnicas também ficaram expostas pelo talento dos nossos jogadores e a velocidade e critério com que circulávamos a bola.
Marcámos cedo e os jogadores do Benfica terão pensado que o jogo estava resolvido. Começaram então a abrandar o ritmo e a permitir, ainda que muito tímidas, algumas iniciativas do Celtic. E quando surgiu o primeiro canto para a equipa escocesa, muitos terão dito o mesmo que eu: "é nisto que eles são perigosos".
E surgiu mesmo o golo. Há uma obstrução a Artur mas este deveria ainda assim ter saltado mais e evidenciar essa acção ilegal do atacante do Celtic. Ao não o fazer tornou possível que o árbitro deixasse passar incólume aquela acção. Foi o 1-1 e um jogo que poderia ter resultado numa vitória algo tranquila complicou-se bastante.

Já tenho dito que o Benfica não sabe jogar para empatar jogo, para fazer correr o tempo, quando está em vantagem. Não quero dizer que não possamos defender - até o fizemos bem. O que quero dizer é que quando temos a bola praticamente só sabemos atacar. Quando começamos a querer jogar para os lados e para trás normalmente complicamos a vida a nós próprios.

Até ao fim da primeira parte o Benfica teve mais algumas oportunidades mas não conseguiu concretizar. Sálvio esteve muito activo, tal como Ola John. André Almeida esteve irrepreensível e apoiou o ataque, ao passo que Melgarejo se "resguardou" mais. No meio campo Enzo e Matic comandavam as operações com autoridade e na defesa, para além do golo (mal) sofrido a equipa portou-se como se esperava ganhando quase todos os lances.

Na segunda parte não entrámos bem nos primeiros lances mas rapidamente recuperámos o domínio total do jogo e começámos a criar ocasiões. O golo surgiu com alguma naturalidade (embora à medida que os minutos passassem se notasse alguma ansiedade crescente, como é compreensível) numa concretização "à ponta de lança" de Garay.
Depois tivemos várias oportunidades para "acabar" com o jogo mas o guarda-redes do Celtic esteve a altíssimo nível e evitou que tal acontecesse, tornando possível um ou dois calafrios por que tivemos que passar nos últimos minutos, quando o Celtic aproveitou toda e qualquer jogada para lançar a bola directamente dos defesas para a entrada da nossa área.
No cômputo geral a vitória do Benfica - que era imprescindível pelo que a pressão era elevada, o que a torna mais meritória - é totalmente justa e não merece contestação. A equipa soube suportar a referida pressão e fazer o seu jogo. Numa noite chuvosa, que favorecia o estilo de jogo do Celtic, o Benfica mostrou maturidade e qualidade e foi a melhor equipa.

Destaques:

Melhor em campo:

Garay - 17 valores. Excelente a defender teve ainda forças e qualidade para selar a vitória com um grande golo, não deixando a bola cair no chão após assistência de cabeça de Luisão.


Outros destaques:

Houve muitos: André Almeida, Matic, Ola John e Sálvio. O próprio Lima foi extramamente esforçado e fez duas grandes jogadas, uma das quais só não deu golo porque a bola foi salva em cima da linha por um defesa céltico.

Mas para escolher dois, como tenho feito nas crónicas dos jogos, sublinho as exibições dos alas porque foram os principais dinamizadores do jogo atacante da nossa equipa e foram solidários na hora de ajudar os companheiros da defesa. Para Justiça Benfiquista, Ola John merece 16 valores e Sálvio 15. John marcou e fez a cabeça em água à defesa do Celtic e Sálvio (considerado por alguns o melhor em campo, algo de que discordo como é patente) enviou uma bola à trave, esteve na jogada do primeiro golo e surgiu ainda muitas vezes ao centro. Só peca por algum excesso de individualismo e adorno dos lances em várias jogadas.

Quanto a Cardozo, facilmente constaria desta lista se tivesse pela frente outro guarda redes que não Forster. Dois enormes pontapés, um de livre, outro na sequência de jogada monumental, não deram golos de bandeira porque o guarda redes de mais de 2 metros foi mesmo gigante. Cardozo esteve no primeiro golo e falhou mal (remate ao lado) uma oportunidade na primeira parte.

Uma última palavra para Luisão. Que grande capitão, que grande jogador. É bom tê-lo de volta, não deixando de enaltercer Jardel pela forma como não deixou que a ausência se notasse muito.

O treinador

Mais uma vez JJ merece nota alta - 16 valores. A ausência de Maxi não se notou e o Benfica dominou completamente o seu adversário. Tentou lançar Gaitan, numa posição de joker, com liberdade e espaço para dar o cheque mate ao Celtic mas este perdeu bolas infantis e ia criando o pânico na nossa defesa. Essa terá sido a única má decisão (embora Jesus não tenha culpa destas falhas de Gaitan, percebendo-se a intenção, que era boa). Mas a aposta em Ola John, quando se chegou a pensar que poderia insistir em Bruno César (primeira vez que não jogou na Champions) merece também elogios.

O árbitro

Será sina nossa? Será culpa do "bruxo de Fafe"? O que se passa para até na Europa termos arbitragens deste calibre? Surpreende-me o que vem hoja na imprensa, elogiando o árbitro pelo "controle do jogo". Não viram o mesmo jogo que eu. Naquele que eu vi, o árbitro deixou passar em claro uma agressão flagrante a Enzo Peres (parece uma vítima predilecta dos adversários nesta Champions), depois manda o jogador levantar por alegada "fita", depois vê que afinal não é assim e manda-o sair por ter sangue e não contente faz ainda uma rábula inacreditável ao não o querer deixar voltar ao jogo, perante o assobio monumental das bancadas. Além disto há uma situação de grande perigo em que o árbitro marca falta quando Cardozo se isolava. Ora nessa jogada há duas faltas evidentes (uma sobre Sálvio, outra sobre Cardozo) mas o árbitro marca falta... contra o Benfica. Deixou passar, sem a devida sanção disciplinar, muitas faltas dos centro campistas do Celtic e depois foi extremamente rigoroso para com Melgarejo. Há ainda o lance de Artur (do golo) e um outro na área do Celtic em que já marca falta sobre Forster. Muito mal, merece nota negativa: 8 valores. Diga-se ainda que ficam muitas dúvidas num fora de jogo assinalado ao ataque do Celtic ainda na primeira parte. Aí tivemos sorte.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Benfica-Spartak - notas dos jogadores

São estes os veredictos da Justiça Benfiquista em relação ao jogo de ontem:


Pódio dos melhores em campo

Ouro: Cardozo (17 valores em 20). Mudou completamente o jogo, marcando dois golos, expulsando um jogador e conquistando um penalty e criando ainda, com as suas movimentações e a sua presença, várias oportunidades (sim, as oportunidades criam-se, não "basta estar lá").

Prata: Artur (16 valores). Seguro, fez duas defesas enormes a não deixar o Spartak marcar em situações em que os jogadores apareceram isolados à sua frente. Foram momentos decisivos do jogo, pelo que o seu contributo para a vitória é muito grande.

Bronze: Ola John (15 valores). Começa a mostrar porque o Benfica tanto fez para o contratar. Rápido, incisivo, com tremenda capacidade no um-para-um, a conseguir várias situações de ida à linha e cruzamento. Critério no último passe.


Outros destaques

Garay: Também uma excelente exibição, a dar uma enorme segurança e qualidade defensiva à equipa. Destaca-se um corte no fim da primeira parte e a situação em que foi agarrado e puxado e deveria ter dado penalty a favor do Benfica. 15

Melgarejo: Muito boa exibição, com diversas subidas ao ataque e combinações muito boas com John. Saúda-se o ótimo regresso à equipa. Teve mesmo uma assistência, para o primeiro golo de Cardozo. 15

André Almeida: lançado às feras, como se costuma dizer, foi sempre aplicado, rigoroso e combativo, num meio campo onde várias vezes estava em inferioridade numérica. Ainda subiu pelo menos uma vez ao ataque numa bela jogada que teve algum perigo. Não se deu muito pela ausência de Matic e não resultou da sua presença em campo nenhum embaraço, o que é dizer muito para um jogador tão jovem e ainda pouco rodado nestas lides. 14

Jardel: esteve também muito seguro e autoritário. Tem sido exemplar na forma como "tapou" a ausência prolongada de Luisão. Um exemplo de dedicação à equipa. 14

Enzo: mostrou a sua qualidade habitual, numa missão de sacrifício, tendo feito um corte importantíssimo a resolver uma situação de contra-ataque do Spartak. Conduz a bola e passa-a à distância como nenhum outro neste momento no Benfica. 14

Bruno César: mostrou alguns apontamentos, sobretudo bons remates, esperando-se que sejam indicativos de melhorias face aos últimos (muito maus) jogos. 13

O treinador

Jorge Jesus merece nota alta: 16 valores. A sua decisão de deixar Cardozo no banco é discutível mas tem que se dar mérito ao treinador por conseguir disfarçar as ausências de: Luisão, Aimar, Carlos Martins, Matic (e a "semi-ausência" de Gaitan, que não andará bem em termos físicos). É notável como, sem poder contar com tantos jogadores importantes para a equipa (e note-se que já nem me refiro aqui às ausências que já são definitivas de Javi e Witsel), consegue ainda assim montar uma equipa não só altamente competitiva mas até muito superior ao Spartak (que, claro, que agora é uma equipa miserável mas há umas semanas, depois de pregar um susto ao Barcelona, era fantástica).

O árbitro

Aqui avalio não apenas o áribitro principal mas a equipa, que merece uma nota negativa: 7 valores.
Num jogo que não foi muito fácil, errou ainda assim demasiado: pelo menos um penalty claro por marcar a favor do Benfica (aos 2 minutos) e um golo mal anulado a Cardozo. É muita coisa, numa partida em que ainda permitiu excessiva agressividade dos russos. Houve pisões, pontapés e cotoveladas que passaram incólumes. São erros a mais para este nível. Só não tem uma nota mais baixa porque no restante (na condução do jogo e na marcação de faltas para um lado ou outro) manteve um critério relativamente uniforme e não denotou uma intenção de inclinar o campo (como tantas vezes acontece em Portugal).