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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Defendi a descida de divisão do Sporting em 2012

Em 2012 defendi que o Sporting deveria descer de divisão devido ao caso Paulo Pereira Cristovão / Cardinal.

Defendi-o baseado no que sabia do caso e do que conheço das leis do futebol. Não vi nem ouvi, nem antes nem depois, ninguém do Benfica a falar do caso.

Talvez achassem que o Sporting fazia falta ao futebol português. Talvez tivessem pena do Sporting. Não sei. Mas sei que eu sempre defendi igualmente (e falei disso várias vezes neste blog) que com o Sporting nunca pode haver piedade. (Estou obviamente a falar desportivamente. Tenho, como todos os benfiquistas, muitos amigos e familiares do Sporting.) A intenção do Sporting (como do Porto) é destruir o Benfica, pelo que não nos deveríamos compadecer deles estarem na mó de baixo.  Um dia, quando levantassem a cabeça, não deixariam de nos atacar violentamente. Esse dia aconteceu como eu previa. E o Benfica continua num silêncio ... complacente para dizer o mínimo. 

http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2012/04/caixa-de-pandora.html

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Faz hoje um ano

Há exactamente um ano atrás, dia 26 de Novembro de 2011, os adeptos do Sporting provocaram um incêndio de grandes proporções no Estádio da Luz, tendo posteriormente agredido os bombeiros que o tentavam extinguir.

Faz hoje um ano.

Depois disso, Vieira foi castigado, Aimar foi castigado, Jorge Jesus foi castigado. Pereira Cristovão depositou um cheque na conta de um árbitro, demitiu-se, des-demitiu-se, voltou-se a demitir e o seu processo foi arquivado pelo Conselho de Disciplina.

Faz hoje um ano que tentaram deitar fogo ao Estádio da Luz. Até hoje nada aconteceu.

O Conselho de Disciplina ainda não agiu e os tribunais também não.

Todos os outros se podem ter esquecido desta triste data. Nós aqui não.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Pode o Sporting descer de divisão?

A probabilidade é mínima, mas o simples facto de se colocar mostra quão baixo desceu este histórico rival do Benfica. Mas, mesmo sendo mínima, a possibilidade existe - é real. Inclusivamente alguns sportinguistas já a admitem.

Existem dois factores que podem levar a este cenário calamitoso para o clube de Alvalade: a situação financeira e de tesouraria pouco menos do que desesperada; o facto da maioria dos jogadores do plantel não pertencer à SAD do Sporting.

Comecemos pelo segundo aspecto. Como já era sabido e Rui Santos mostrou em pormenor no último "Tempo Extra", o passe da quase totalidade dos jogadores adquiridos nas últimas duas épocas pertence, na sua maioria, a entidades estranhas (os tais fundos e "investidores" desconhecidos) ao Sporting. O que não se sabia é que em vários casos o Sporting detem apenas 10% dos passes. Isto gera uma estranha situação em que começa a tornar-se duvidoso quem é de facto o patrão dos jogadores. E, perante a realidade da desvalorização desses mesmos jogadores face a uma campanha desportiva absolutamente desastrosa (agravada pelas declarações de Verkauten de que alguns serão pouco profissionais ou terão pouca qualidade), é de admitir que alguns desses "investidores" ou "fundos" venham a querer colocá-los (talvez já em Janeiro) noutros clubes. Ou seja, é possível por esta via que o Sporting venha a perder jogadores a curto prazo. Elias é um dos nomes mais falados.

Quanto à questão financeira e de tesouraria, dizem alguns que ela pode entrar em ruptura nos próximos meses. Até Rui Oliveira e Costa (que, é bom não esquecer, ainda na época passada e na anterior fazia ataques violentíssimos ao Benfica e a António Pedro Vasconcellos) dizia no passado Domingo que o Sporting pode entrar a curto prazo (num cenário de demissão de Godinho Lopes) em incumprimento contratual e a permitir rescisões por justa causa de vários jogadores.

Aliás, já em Julho, Carlos Barbosa, ex-vice de Godinho Lopes e o primeiro a demitir-se da actual direcção, dizia isto: “O Sporting tem de perceber que a equipa que existe hoje não pode continuar, não há dinheiro para estes ordenados. É vender metade desta equipa, despachar os Elias desta vida, que custou uma fortuna ao Sporting... O Elias é extraordinário, mas nós não temos dinheiro para ter o Elias. O Sporting tem de começar de novo, lembrar-se dos tempos do Ronaldo, do Figo, apostar nos miúdos de 16 anos, correr com metade desta equipa para realizar dinheiro e pagar dívidas e depois estar quatro ou cinco anos em quarto, quinto ou sexto lugar".

Ou seja, por estas duas vias (a questão dos fundos e a correlata questão financeira), o Sporting pode, já a partir de Dezembro/Janeiro, perder alguns jogadores de um plantel que é já em si mesmo (considero-o desde o início da época) muito fraco.

Se este pior cenário se verificar, então nessa altura o Sporting enfrenta um risco real de descer de divisão. O que implicaria obviamente o seu fim como grande do futebol português. Pelo menos para os próximos 10 a 20 anos.

Mas há mais ainda. Há casos pendentes que podem agravar ainda mais a situação e tornar ainda mais insustentável a posição da actual direcção, com tudo o que implicaria a sua queda, em termos de confiança da banca, dos credores e dos "investidores". Já nem me refiro ao caso de Pereira Cristovão, na sua faceta mais visível e em relação ao que o CD da Federação tomou a decisão que tomou. Nem ao que o Sporting terá necessariamente que pagar ao Benfica pelo incêndio provocado na Luz. Refiro-me a outras coisas que se vão dizendo à boca pequena e a que Seara aludiu ontem, sem querer concretizar. Por exemplo às verdadeiras razões pelas quais já sairam Carlos Barbosa (que ia fazer do Sporting um Barcelona ou Real Madrid) e Luis Duque. Ou mesmo a esta notícia segundo a qual Rojo pode até ser preso.

A situação é a pior possível. A resposta ao título deste post só pode ser: sim, pode.

sábado, 26 de maio de 2012

Sporting (pode estar) à beira de fechar as portas

Ponto prévio: este não é um post contra o Sporting. O título não expressa um desejo meu (antes pelo contrário) mas o que temo que possa ser uma realidade.


Nas últimas semanas assisiram-se no Sporting a algumas movimentações estranhas que podem indicar que algo de muito errado pode estar a acontecer pelas bandas de Alvalade.

Primeiro foi o "regresso" de Pereira Cristovão a funções, depois se ter auto-suspendido. Esta decisão de voltar atrás com o que tinha dito foi muito mal recebida entre vários membros da direcção do Sporting, que terão cedido a uma chantagem de Pereira Cristovão apoiada em duas ameaças: i) fazer cair a direcção (ao arrastar consigo elementos que lhe são próximos), forçando eleições antecipadas e ii) usar as claques para criar instabilidade e caos no clube. O que motivou o vice-Presidente a voltar atrás na sua decisão de se auto-suspender terá sido a convicção de que estaria mais "protegido" se se mantivesse em funções.
De qualquer modo, a aceitação por parte dos outros dirigentes do Sporting de uma situação em que não se revêem e consideram que pode prejudicar o seu clube, indicia que o clube está tão frágil, que é melhor uma situação destas do que criar mais focos de instabilidade.

Em segundo lugar há a questão das viagens e dos silêncios de Godinho Lopes. Pelo que se sabe, e o próprio já o admitiu, o Sporting precisa urgentemente de "investidores". Godinho anda pela China e outras paragens basicamente a tentar vender o Sporting.

Por fim, a questão da transferência de João Pereira. Como se justifica vender um jogador por um preço tão baixo quando o mais certo é que ele venha a ser titular da selecção nacional num campeonato da Europa visionado em todo o mundo? De uma e uma só forma: o Sporting precisa de realizar dinheiro de imediato para fazer face a compromissos de pagamentos a bancos e funcionários.

A situação em Alvalade pode ser muito mais grave do que se julga. O Sporting pode estar em perigo de falência a curto prazo.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Fim de festa

Acabou ontem a época e com uma grande surpresa: a Académica venceu a Taça e o Sporting fecha o ano com uma derrota e sem nenhum título.
Não nos devemos comprazer nas derrotas e tristezas alheias, é uma máxima que nos vem à memória. Na verdade, como ontem também me lembrava um amigo, todos temos familiares e amigos que são sportinguistas, que naturalmente ontem terão sentido a "tremenda desilusão" de que Sá Pinto falou. Mais do que isso, como ontem também disse aquele treinador, estão de "de luto", o que é mais uma razão para respeitarmos a sua desgraça.

Mas sendo tudo isso verdade, há porém algumas coisas que convém lembrar.
Em primeiro lugar, recordar que o Sporting não merecia estar na final: nas duas mãos das meias finais o Nacional jogou melhor e só foi eliminado através de um golo já bem para lá da hora em Alvalade e um outro através de um penalty mais do que duvidoso. Em segundo lugar, mesmo depois de apurado, o Sporting poderia (e se calhar deveria) ter sido desclassificado devido às manobras de Paulo Pereira Cristovão (que aliás continuam por explicar em toda a sua extensão). Finalmente, convém recordar que os sportinguistas passaram a época a desmerecer e desvalorizar o Benfica, nomeadamente a sua conquista da Taça da Liga. Logo na altura eu disse e repeti aqui no blog: conquistar títulos não é fácil, todos os títulos são importantes e servem para alimentar o espírito de conquista.
Em anterior artigo caracterizei  o sentimento anti-benfiquista de muitos sportinguistas, que ultrapassa largamente a rivalidade e entra no plano do doentio, como esquizofrénico. Há sportinguistas - e não são poucos - que chegam a desejar a derrota do seu clube se dela resultar prejuízo para o Benfica. Por outras palavras, colocam o anti-benfiquismo (que não encontra explicações na realidade, pois tem sido do Porto a hegemonia quase completa do futebol português das últimas 3 décadas, por diversas vezes através de benefícios do sistema) antes do seu sportinguismo. Para esses e para os que atearam fogo ao Estádio da Luz, bem como para os que, em vez de condenarem terminantemente o ato selvagem e incivilizado, disseram "não se reverem" naqueles atos, dedico a vitória de ontem da Académica. Em relação aos outros sportinguistas, que sobretudo desejam as vitórias do seu clube, digo que temos pena. Acontece.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Caixa de Pandora?

O caso Pereira Cristovão ameaça não desaparecer tão cedo. E ainda bem. É uma janela de oportunidade que se abre para que a Justiça entre no mundo do futebol e a verdade desportiva possa começar a prevalecer. Espero que os dirigentes benfiquistas o percebam e que não deixem fugir esta oportunidade.

É que ficou provado que continua a existir corrupção no futebol português. Das duas uma: ou houve suborno ou houve uma tentativa de simular um suborno. A verificar-se a primeira das hipóteses não há dúvida quanto às consequências (para o Sporting, para o Marítimo ou quem quer que se prove ser o responsável pelo depósito); a verificar-se a segunda, há que determinar qual o objectivo que se pretendia atingir, que tanto poderia ser o de manchar os nomes de Cardinal e do Marítimo como simplesmente o de coagir a actuação do árbitro em causa. Em qualquer dos casos há um crime. Em qualquer dos casos, tentativa de retirar dividendos da situação. Em qualquer situação tentativa de adulterar a verdade desportiva.

Acima de tudo exige-se assim, depois de tudo o que tem acontecido esta época, que a direcção do Benfica não deixe de modo nenhum morrer este caso e que exerça todo o seu peso (que aparentemente hoje é diminuto, mas ainda assim) junto das instâncias do futebol para que se vá até às últimas consequências.

Neste e noutros casos. Muitas vezes o mais difícil é desfiar-se uma ponta e o resto vem atrás. Tenho alguma esperança de que outras coisas se venham a descobrir por arrasto. O que disse ontem o Presidente do Nacional da Madeira dá que pensar. Diz ele que Pereira Cristovão não viajou com a equipa do Sporting para a Madeira (para o jogo com o Nacional da meia final da Taça de Portugal) mas sim noutro voo "ao lado de Pedro Proença". Claro que isto não prova nada, mas, se juntarmos a esta alegação o que foi a arbitragem de Proença nesse jogo, a suspeita fica no ar. Proença expulsou um jogador do Nacional de forma muito forçada e marcou um penalty inacreditável contra o Nacional. Mas Rui Alves diz mais, muito mais. Segundo ele: "Paulo Pereira Cristovão detém dados dos árbitros que não estão ao alcance de qualquer dirigente desportivo. Tenho testemunhas do que estou a dizer. O que se passou foi uma estratégia de coacção dos árbitros".

São acusações muito graves, perante as quais espero que quer a justiça quer as instâncias do futebol tenham já encetado diligências. É que, a serem verdadeiras estas acusações, o Sporting incorre numa pena de descida de divisão.

Mais uma vez insisto, o Benfica não pode deixar este caso morrer. Acredito que quanto mais dele se vier a saber mais perto ficaremos de eliminar a batota do futebol.

Tenho como verdadeiro que é o Porto e não o Sporting que exerce o maior poder sobre os árbitros portugueses. Mas, a serem verdade as acusações que agora impendem sobre Cristovão, há que recuar ao que passou em Alvalade na última jornada e reapreciar a arbitragem de Artur Soares Dias.

Escrevi a quente sobre esse Sporting-Benfica. Ponderei na altura sobre se deveria deixar passar algum tempo, de forma a não ser tão emotivo, mas estou contente por não o ter feito. É que a indignação esmorece com o tempo e quando nos habituamos a reprimi-la corremos o risco de nos tornarmos insensíveis à injustiça. Ora eu espero que isso nunca me aconteça - ou não fosse o nome deste blog Justiça Benfiquista.

Para além dos penaltis vergonhosos, estão a circular na internet novas imagens (nomeadamente do pisão de João Pereira a Gaitan) e vídeos sobre esse jogo. Que mostram que o árbitro viu determinadas situações que não sancionou.

Já tenho defendido que em que muitos casos de arbitragem não acredito que se tratem de erros, de tal forma as situações são evidentes. A presunção de inocência não pode ser uma carta que constantemente se lança para branquear decisões inexplicáveis e tornar inimputáveis os árbitros. Pelo contrário, quando há erros flagrantes os árbitros deveriam ter que se explicar. Pelo menos ao organismo que os tutela.

Ora se as referidas imagens e vídeos provam que a dualidade de critérios foi gritante e que o árbitro viu e não puniu inúmeras situações em prejuízo do Benfica, não fica a sua imparcialidade (no mínimo) em causa? Qual a sua defesa, quais as suas justificações? Na ausência delas, não podemos deixar de especular: existirá alguma relação entre a arbitragem tendenciosa desse jogo e a identificação de Paulo Pereira Cristovão pela PSP, (a pedido de Soares Dias), no intervalo do Sporting-Marítimo? Por que razão foi feita essa identificação? Soares Dias sentiu-se ofendido por PPC? Intimidado? Coagido? Se assim foi, teria condições psicológicas para arbitrar o Sporting-Benfica?

Volto a dizer, o caso Pereira Cristovão é uma janela de oportunidade para acabar com a corrupção e o tráfico de influências no futebol português. Apelo a uma atenção muito grande por parte da direcção do nosso clube. O Benfica não pode permitir que mais uma vez as coisas caiam no esquecimento. Uma oportunidade destas não aparece todos os dias. Há que ir até ao fim. Até porque isto pode ser só uma pequena parte do que se passa nos bastidores do futebol. Continuo a acreditar que é o Porto quem ali mais se movimenta. Abra-se a caixa de Pandora.

terça-feira, 17 de abril de 2012

No topo da actualidade futebolística




O blog Justiça Benfiquista existe há duas semanas e tem tentado acompanhar diariamente a actualidade futebolística benfiquista, simultaneamente analisando e comentando os temas mais quentes da agenda nacional e internacional.
Nestas duas semanas, para além da análise de jogos (Chelsea, Braga, Sporting, Taça da Liga) e de questões de arbitragem (muito mais do que desejaríamos), abordámos ainda a questão do uso de novas tecnologias, as causas do insuficiente sucesso desportivo do Benfica nos últimos 30 anos e o recambolesco caso Pereira Cristovão.

Na imprensa de hoje, quer nacional quer internacional, algumas destas questões voltam a estar na ordem do dia.

Em relação ao caso Pereira Cristovão, "A Bola" e o "DN" dão conta de uma guerra no seio do Sporting entre os que se colocaram do lado daquele vice e da sua pretensão de reassumir funções e os que se opunham (e que estariam em maioria). Terão existido ameaças de demissão de parte a parte, o que levantava o espectro de eleições antecipadas. "A Bola" diz que Godinho Lopes tomou a decisão final de reintegração.

O Sporting, já o disse anteriormente, vive um momento difícil. A sua crise de identidade ameaça a existência mesma do clube. A rivalidade com o Benfica transformou-se, por via da hegemonia portista que quase acabou com o estatuto de "grande" do Sporting, em esquizofrenia anti-benfiquista. O Sporting está hoje nas mãos das claques. O presente caso é demonstrativo do que atrás digo. Ouvi ontem com espanto, nos "Grandes adeptos" da Antena 1, o sportinguista Jaime Mourão Ferreira (não confundir com David Mourão-Ferreira, filho do poeta e grande benfiquista) fazer-se de ofendido. Afinal de contas, o caso mais não seria do que um ataque "miserável" ao Sporting. Paulo Pereira Cristovão estaria a pagar por "afrontar" o sistema. Que o sistema existe, é algo de que não duvido e que demonstrarei em breve. Dizer que a PJ está envolvida numa cabala é que já não aceito. Tal como não concordo que PCC tenha afrontado o sistema. O que ele fez foi, depois de incendiar o ambiente e incentivar as claques sportinguistas a fazerem o que fizeram na Luz, plantar provas e tentar incriminar o Marítimo e o árbitro Cardinal. A tese da cabala, usada em Portugal quando se é apanhado, já está gasta. Mas diz muito, insisto, sobre a presente mentalidade sportinguista.

Este caso ainda não acabou. Considero que há potenciais consequências desportivas a tirar das acções deste vice presidente sportinguista no exercício nas suas funções. Rui Alves (Nacional) sustenta hoje que o Sporting deve ser eliminado da Taça de Portugal, cenário que para mim não pode ser excluído à partida. Acima de tudo importa apurar cabalmente o que se passou.

Escrevi também há cerca de uma semana um artigo sobre o uso de tecnologias no futebol. No rescaldo do Chelsea-Tottenham, no qual mais uma vez se colocou a questão da bola ter ou não entrado na baliza, a imprensa inglesa volta à questão. É tempo consideram alguns jornais. Curioso também neste caso que, sobretudo desde a saída de Villas-Boas, o Chelsea esteja a ser "feliz" no que respeita a decisões arbitrais.

Por fim, a Taça da Liga volta a ser alvo de uma campanha denegritória por parte dos nossos adversários. Já escrevi sobre o assunto, sendo claras as razões que os motivam. Ontem foi o referido Mourão Ferreira (não sei o que foi dito nos programas televisivos). Hoje é Sousa Tavares n' "A Bola" (esse suposto bastião do benfiquismo que, além daquele jornalista, conta com colaborações semanais de Rui Moreira) a insultar a competição. É apenas mais uma manifestação de desrespeito por uma competição que não conseguem ganhar. Nada de novo portanto.



Nota: a foto reproduzida é retirada do site "Geek for Life", todos os direitos reservados.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O estranho caso de Paulo Pereira Cristovão

Estranho, caricato e patético. Mas também grave.
Há qualquer coisa de pérfido, doentio e simultaneamente trágico-cómico neste caso, que diz muito sobre a actual mentalidade sportinguista.
Senão vejamos.

Embora ainda estejamos no início e pouco se saiba, a principal acusação a este Vice Presidente do Sporting parece ser a de ter depositado dinheiro na conta de um fiscal de linha (José Cardinal), simulando que tinha sido o Marítimo (que jogava naquela altura com o Sporting) a fazê-lo. Posteriormente aparece uma carta "anónima" no Sporting que acusava o árbitro e o Marítimo de corrupção. O Sporting leva a carta à Polícia Judiciária que inicia a investigação que viria a acusar... Paulo Pereira Cristovão.

Há características da actual mentalidade sportinguista que creio ajudarem a explicar este caso.

Em primeiro lugar a vitimização. Falarei a seu tempo sobre as queixas do Sporting neste campeonato. Por agora bastará dizer que na primeira jornada, em Alvalade contra o Olhanense, foi mal anulado um lance a Postiga. Não se tratou bem de um golo anulado porque a jogada foi parada quando Postiga recebeu a bola e não quando rematou. Tal bastou porém para críticas de tal forma violentas por parte do Sporting que os árbitros se recusaram a apitá-lo na jornada seguinte. O fiscal era Cardinal.

Mas não foi por isso que este auxiliar foi o escolhido de Paulo Pereira Cristovão para simular um suborno. É que Cardinal esteve na tal - a célebre! - final da Taça da Liga de ... 2009. Sempre que falam de arbitragem, os sportinguistas vão buscar este caso, agora já com três anos. Que se passou numa competição que, de acordo com eles, nada vale... Pereira Cristovão armou assim uma cilada a Cardinal para "provar" a posteriori que quem beneficiara em tempos o Benfica era afinal um corrupto.

Nos enredos que os sportinguistas tramam, o vilão das suas histórias é sempre o Benfica. É o Benfica que os prejudica, que domina as arbitragens e controla os bastidores do futebol. Benfica que, em 20 anos ganhou... 3 (três) títulos de campeão. Quanto ao Porto, que no mesmo período ganhou 14 (catorze) campeonatos, pouco ou nada se ouve. Quem vê os comentadores de Sporting e Porto de mãos dadas em 80 ou 90% do tempo nos painéis de adeptos fica com a impressão de que estão ali representados dois pobres clubes que ano após ano são expoliados das vitórias que mereceriam pelo vilão Benfica.

Para os sportinguistas, o Benfica ser beneficiado (como foi nessa final da Taça da Liga, não temos problema em admiti-lo, sendo certo que o penalty nos deu o empate e não a vitória) é algo de escandaloso e hediondo, ao passo que ser prejudicado (como há menos de uma semana, de forma muito mais gritante), é normal e justificável pois "o Benfica também não merecia ganhar o jogo".

É um anti-benfiquismo que nada teria de especialmente criticável, se não se traduzisse numa mentalidade de submissão e vassalagem ao clube do norte.

Mas mesmo sabendo tudo isto, nunca pensei que a máscara sportinguista do "clube diferente", as pretensões de elitismo e superior educação e os ares afectados caíssem com tanto estrondo e tão depressa.

O que se passou é que a estratégia de vitimização e o anti-benfiquismo de Cristovão foram neste estranho caso levados ao extremo da esquizofrenia: simula-se o suborno de um árbitro para ilustrar como o Sporting é vítima, insinuando-se ao mesmo tempo subliminarmente uma possível ligação do Benfica ao caso. Admirável.

A ser verdade a acusação da PJ, este Vice Presidente do Sporting (sublinho que falamos de alguém que ocupava uma posição de chefia na estrutura do futebol) teve um dos comportamentos mais ignóbeis e miseráveis e simultaneamente mais ridículo, que jamais me foi dado ver. Isto depois de há uns meses, enquanto as bancadas da Luz ardiam, ter acusado o Benfica de receber os adversários em condições "pré-históricas".

O que Cristovão agora fez é, além de rebuscado e insólito, uma ilegalidade grave. É uma aleivosia indescritível e refinada, e, à sua própria e ínvia maneira, uma forma de corrupção. Mas atenção! Isto pode ser apenas a ponta do iceberg! O "Correio da Manhã" de hoje fala de uma operação montada por Cristovão para espiar os árbitros e as suas mulheres. Há a suspeita de que existia uma intenção de chantangear os árbitros. Teremos que aguardar por futuros desenvolvimentos.

O estranho caso de Paulo Pereira Cristovão ilustra afinal um grave desvio da mentalidade sportinguista, que hoje afecta infelizmente grande parte dos seus adeptos.