A vergonha do futebol português começa finalmente a ultrapassar fronteiras. Sigam o link e vejam o que se diz. Porque quando somos nós a dizê-lo cá dentro é porque somos facciosos e temos mau perder. A história é a mesma há 30 anos. Nem com provas irrefutáveis esta gente foi presa ou sequer afastada fo futebol. Daí eu lhe chamar frutabol.
Lá fora diz-se "simulação chocante", "decisão escandalosa". Cá dentro anda-se para a frente como se nada fosse e fala-se dos "deméritos do Benfica" que perdeu "por culpa própria".
Vejam então a notícia dum site internacional:
http://www.givemefootball.com/346457-porto-claim-portuguese-title-after-outrageous-penalty-decision?fb_comment_id=fbc_365683363541578_1826683_365753743534540#f22edafb738070e
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
"Quiseram-nos atacar lá do sul"
«A mim e ao Jorge quiseram-nos atacar lá do sul, arranjando-nos problemas, inclusive com os tribunais. Mas nós resistimos de forma solidária, e se a nossa amizade era grande, ficou ainda maior».
A declaração é de Valentim Loureiro e o "Jorge" é Pinto da Costa.
O País, infelizmente, é Portugal.
Aquilo de que o quiseram "atacar" foram actos de corrupção e adulteração ou falsificação de resultados. Em relação a Pinto da Costa, para além de corrupção, deveriam também ter existido uma série de outras acusações, nomeadamente agressões encomendadas e fomento de prostituição (a fruta), entre outros espisódios lamentáveis e situações mal explicadas das últimas décadas.
Pinto da Costa chegou na altura do Apito Dourado ao Tribunal "escoltado" por rufias da Ribeira e da claque do Porto. Foi a primeira e mais visível manifestação de um poder ilegal paralelo ao Estado e às suas instituições legítimas (polícias, segurança e tribunais, justiça). No Porto pelos vistos, um grupo de indivíduos permitia-se fazer segurança privada e não se coibia sequer de, um ar intimidatório e ameaçador ir até à porta das instalações da polícia e dos tribunais.
Ao mesmo tempo, Valentim era preso. Seguidamente, Pinto da Costa fugia para Espanha, avisado pela própria judiciária de que havia um mandato para o deter. Era mais uma manifestação do Estado dentro do Estado.
O Boavista foi condenado e desceu de divisão. Valentim passou entre os pingos da chuva. Nunca contestou a legitimidade da sua prisão e das acusações. Limitou-se a estar calado (como Pinto da Costa) e "resistir", mantendo-se "solidário" com Pinto da Costa. Lado a lado, resistiram e tudo passou, devagarinho e de fininho, com a intervenção dos advogados e juízes do Porto, amigos e compadres de Costa e dos outros Pintos (Lourenço e Pinto de Sousa).
Mas o Boavista desceu mesmo e o Porto, ainda que "ilibado" por um argumento formal pela justiça da República, de uma alegada ilegitimidade das escutas (que não deixam dúvidas a ninguém), foi condenado pela justiça desportiva, graças a um "justiceiro", que se recusou a que a total impunidade imperasse. Pinto da Costa e o Porto foram condenados (ainda que a penas irrisórias). O Porto não recorreu, porque se sabia culpado e estava satisfeito com a irrelevância da pena. Já tinha caído o peão - o Boavista - protegendo o "Papa".
Ainda assim, Valentim considera que saiu vitorioso da situação. Afinal de contas, num país normal teria sido condenado. Assim foi só o Boavista que desceu. Mas agora até parece que a decisão foi impugnada pelos tribunais civis...
Para cúmulo dos cúmulos, o ex-vice de Valentim na Câmara de Gondomar, "condenado no processo principal do Apito Dourado a uma pena de três anos de prisão, suspensa pelo mesmo período, por dez crimes de corrupção desportiva activa e 25 crimes de abuso de poder" é (hoje, em Dezembro de 2012) coordenador autárquico do PSD e foi mesmo já falado para possível candidato à Presidência da Câmara de Gondomar. Valentim desvaloriza o "processozito lá do apito".
No meio de tudo isto, Rui Gomes da Silva é suspenso por um ano, por dizer a verdade que está à frente da vista de toda a gente.
Já dizia Eça de Queiróz: "isto é uma choldra torpe. Nunca houve uma choldra assim no universo".
A declaração é de Valentim Loureiro e o "Jorge" é Pinto da Costa.
O País, infelizmente, é Portugal.
Aquilo de que o quiseram "atacar" foram actos de corrupção e adulteração ou falsificação de resultados. Em relação a Pinto da Costa, para além de corrupção, deveriam também ter existido uma série de outras acusações, nomeadamente agressões encomendadas e fomento de prostituição (a fruta), entre outros espisódios lamentáveis e situações mal explicadas das últimas décadas.
Pinto da Costa chegou na altura do Apito Dourado ao Tribunal "escoltado" por rufias da Ribeira e da claque do Porto. Foi a primeira e mais visível manifestação de um poder ilegal paralelo ao Estado e às suas instituições legítimas (polícias, segurança e tribunais, justiça). No Porto pelos vistos, um grupo de indivíduos permitia-se fazer segurança privada e não se coibia sequer de, um ar intimidatório e ameaçador ir até à porta das instalações da polícia e dos tribunais.
Ao mesmo tempo, Valentim era preso. Seguidamente, Pinto da Costa fugia para Espanha, avisado pela própria judiciária de que havia um mandato para o deter. Era mais uma manifestação do Estado dentro do Estado.
O Boavista foi condenado e desceu de divisão. Valentim passou entre os pingos da chuva. Nunca contestou a legitimidade da sua prisão e das acusações. Limitou-se a estar calado (como Pinto da Costa) e "resistir", mantendo-se "solidário" com Pinto da Costa. Lado a lado, resistiram e tudo passou, devagarinho e de fininho, com a intervenção dos advogados e juízes do Porto, amigos e compadres de Costa e dos outros Pintos (Lourenço e Pinto de Sousa).
Mas o Boavista desceu mesmo e o Porto, ainda que "ilibado" por um argumento formal pela justiça da República, de uma alegada ilegitimidade das escutas (que não deixam dúvidas a ninguém), foi condenado pela justiça desportiva, graças a um "justiceiro", que se recusou a que a total impunidade imperasse. Pinto da Costa e o Porto foram condenados (ainda que a penas irrisórias). O Porto não recorreu, porque se sabia culpado e estava satisfeito com a irrelevância da pena. Já tinha caído o peão - o Boavista - protegendo o "Papa".
Ainda assim, Valentim considera que saiu vitorioso da situação. Afinal de contas, num país normal teria sido condenado. Assim foi só o Boavista que desceu. Mas agora até parece que a decisão foi impugnada pelos tribunais civis...
Para cúmulo dos cúmulos, o ex-vice de Valentim na Câmara de Gondomar, "condenado no processo principal do Apito Dourado a uma pena de três anos de prisão, suspensa pelo mesmo período, por dez crimes de corrupção desportiva activa e 25 crimes de abuso de poder" é (hoje, em Dezembro de 2012) coordenador autárquico do PSD e foi mesmo já falado para possível candidato à Presidência da Câmara de Gondomar. Valentim desvaloriza o "processozito lá do apito".
No meio de tudo isto, Rui Gomes da Silva é suspenso por um ano, por dizer a verdade que está à frente da vista de toda a gente.
Já dizia Eça de Queiróz: "isto é uma choldra torpe. Nunca houve uma choldra assim no universo".
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Crime no Porto
Nunca é demais recordar que Rui Moreira,que abandonou um programa em directo por não aceitar "autos de fé" (a leitura de escutas do apito dourado), colocou, quando ainda estava no "Trio d' Ataque", Lisboa no seu "fundo", chamando à capital do País "Palermo".
Rui Moreira, convém também não esquecer, não é o líder dos superdragões. É alguém com altas responsabilidades que pensou até ser candidato à Presidência da Câmara (mas não teve apoios).
Convém por fim recordar que este discurso se alimenta de e legitima um outro, que é o de classificar a população portuguesa de Lisboa e do sul em geral como "mouros", que seriam assim uma espécie de sub-humanos. Este discurso, para além de divisionista e racista (e aparentemente ninguém se preocupa com isto neste País), incita à violência, pois gera a ideia de que os outros, os "mouros", são de uma sub-raça que é legítimo insultar, agredir, roubar e espancar.
Pois bem, acontece que foi no Porto que os juízes criaram um invólucro, uma espécie de bola de cristal à volta de Pinto da Costa que lhe permitiu furtar-se (a si e ao seu clube) à justiça.
Acontece que só por razões formais Pinto da Costa não foi condenado por corrupção.
Acontece que só através de um ambiente de intimidação, de impunidade (Carolina Salgado até foi agredida à porta do Tribunal do Porto) e de compadrio com juízes é que Pinto da Costa conseguiu fugir à justiça. Só num sistema de troca de favores e compadrios se aceita que uma visita de um árbitro a casa de um dirigente, durante a noite da véspera de um jogo, com uma testemunha a dizer que lhe entregou um envelope de dinheiro ao árbitro, passe incólume, descredibilizando-se a testemunha e acreditando-se na palavra dos acusados, engolindo-se a versão de que a visita serviu apenas "para falar do pai do árbitro".
Isto não aconteceu em Lisboa, aconteceu no Porto.
Como foi no Porto que houve um caso chamado "noite branca", do gang da Ribeira. Não apenas o caso, que meteu inúmeras "esperas", agressões, tiroteios e mesmo mortes foi no Porto, como teve ligações a Fernando Madureira, líder da claque do clube e convidado do presidente do clube da noite de Natal.
Em Lisboa, os jogadores do Porto passeiam no Parque Eduardo VII nas vésperas de jogos importantes. No Porto, os jogadores do Benfica são recebidos à pedrada, só por milagre não tendo há dois anos acontecido uma tragédia com Pablo Aimar.
Mas para cúmulo do azar de quem quer chamar a Lisboa, capital histórica de um Império Mundial, que ia do Brasil a Timor, de Palermo, acontece que foi agora no Porto (notícias de hoje dos jornais) que:
- Inspectora da PJ do Porto mata avó do marido com 14 tiros;
- Chefe da PSP do Porto garantia impunidade do tráfico de droga.
E estes casos juntam-se a um outro, de que não quero falar muito por respeito para com a família do falecido, porque quase nada sei e porque se diz que foi suícidio, de uma morte no Estádio do dragão.
Nada tenho contra o Porto cidade. Infelizmente há problemas e criminalidade em todas as grandes cidades. Mas não posso aceitar que se chame de Palermo à capital do meu País. Há limites para tudo, apesar de alguns julgarem que tudo vale para ganhar.
Rui Moreira, convém também não esquecer, não é o líder dos superdragões. É alguém com altas responsabilidades que pensou até ser candidato à Presidência da Câmara (mas não teve apoios).
Convém por fim recordar que este discurso se alimenta de e legitima um outro, que é o de classificar a população portuguesa de Lisboa e do sul em geral como "mouros", que seriam assim uma espécie de sub-humanos. Este discurso, para além de divisionista e racista (e aparentemente ninguém se preocupa com isto neste País), incita à violência, pois gera a ideia de que os outros, os "mouros", são de uma sub-raça que é legítimo insultar, agredir, roubar e espancar.
Pois bem, acontece que foi no Porto que os juízes criaram um invólucro, uma espécie de bola de cristal à volta de Pinto da Costa que lhe permitiu furtar-se (a si e ao seu clube) à justiça.
Acontece que só por razões formais Pinto da Costa não foi condenado por corrupção.
Acontece que só através de um ambiente de intimidação, de impunidade (Carolina Salgado até foi agredida à porta do Tribunal do Porto) e de compadrio com juízes é que Pinto da Costa conseguiu fugir à justiça. Só num sistema de troca de favores e compadrios se aceita que uma visita de um árbitro a casa de um dirigente, durante a noite da véspera de um jogo, com uma testemunha a dizer que lhe entregou um envelope de dinheiro ao árbitro, passe incólume, descredibilizando-se a testemunha e acreditando-se na palavra dos acusados, engolindo-se a versão de que a visita serviu apenas "para falar do pai do árbitro".
Isto não aconteceu em Lisboa, aconteceu no Porto.
Como foi no Porto que houve um caso chamado "noite branca", do gang da Ribeira. Não apenas o caso, que meteu inúmeras "esperas", agressões, tiroteios e mesmo mortes foi no Porto, como teve ligações a Fernando Madureira, líder da claque do clube e convidado do presidente do clube da noite de Natal.
Em Lisboa, os jogadores do Porto passeiam no Parque Eduardo VII nas vésperas de jogos importantes. No Porto, os jogadores do Benfica são recebidos à pedrada, só por milagre não tendo há dois anos acontecido uma tragédia com Pablo Aimar.
Mas para cúmulo do azar de quem quer chamar a Lisboa, capital histórica de um Império Mundial, que ia do Brasil a Timor, de Palermo, acontece que foi agora no Porto (notícias de hoje dos jornais) que:
- Inspectora da PJ do Porto mata avó do marido com 14 tiros;
- Chefe da PSP do Porto garantia impunidade do tráfico de droga.
E estes casos juntam-se a um outro, de que não quero falar muito por respeito para com a família do falecido, porque quase nada sei e porque se diz que foi suícidio, de uma morte no Estádio do dragão.
Nada tenho contra o Porto cidade. Infelizmente há problemas e criminalidade em todas as grandes cidades. Mas não posso aceitar que se chame de Palermo à capital do meu País. Há limites para tudo, apesar de alguns julgarem que tudo vale para ganhar.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Encomendem as faixas
Se é para isto, podem encomendar as faixas para a outra equipa.
As palavras não são minhas, são do treinador do Porto e foram proferidas há pouco menos de um ano, quando começou a ser óbvio que o andamento do Benfica era demasiado forte para a equipa que ele comandava (para raiva dos seus próprios adeptos, que o achavam incompetente e até lhe tentaram bater).
As palavras encontraram porém eco nos destinatários - os árbitros - e estes trataram de falsificar de forma grotesca o campeonato da época passada. Valeu tudo: de golos em fora-de-jogo de mais de um metro a expulsões encomendadas e penalties fabricados ou, em sentido inverso, faltas flagrantes dentro da área não assinaladas.
Se assim aconteceu o ano passado e se aquela que era, de longe, a melhor equipa foi espoliada de forma tão evidente, vindo a perder o campeonato para uma equipa que se alimentou de penalties de bonecos debanda desenhada, digo eu então agora: encomendem as faixas.
Enjoa a um ponto de repulsa, o que se passa no futebol português. Se em jogos em que o Benfica ganha por 5-0 (Setúbal) ou por 2-0 com dezenas de oportunidades (Olhanense), a primeira pergunta aos treinadores adversários é sempre sobre a arbitragem (num porque houve uma expulsão, noutro um penalty), porque será que ontem, em que devia ter havido um penalty e uma expulsão contra o Porto, não foram o treinador e o Presidente do Braga questionados sobre o tema?
A resposta é idêntica à da pergunta sobre porque não marcou Xistra (o tal Xistra) o penalty evidente ou não expulsou Fernando. A resposta escreve-se numa palavra: sistema.
O Benfica empatou na época passada em Braga depois de ser assinalado a Emerson um penalty para rir, em que em cruzamento inóquo de Alan embate no braço do então nosso jogador (a dois metros), que até estava de costas com os braços colados ao corpo. Ontem Alex Sandro levanta os dois braços, interceta um remate em direção à baliza com um deles e nada se passa. Fernado fez o possível e impossível para ser expulso, mas o ano passado na Luz curiosamente o mesmo Emerson foi expulso por duas faltas banais e Cardozo até foi expulso duas vees, uma delas por bater na relva. Já para não falar de Aimar e dos dois jogos de suspensão.
Esta gente pode ser séria? Esta gente pode ser digna?
Não, claro que não. Esta gente é corrupta, é subserviente e não tem uma ponta de dignidade que seja.
Isto é tão claro como a água.
O Porto será novamente campeão e mais uma vez nada mudará.
Sejamos sérios e justos: o Porto tem bons jogadores e é uma equipa difícil de vencer. Tem muito bons jogadores, como Rodrigues e Martinez. É um facto que estes jogadores estão um nível acima dos outros. Que o Porto é uma equipa difícil de bater é algo que um observador com um mínimo de objectividade constata: dá poucos espaços e apesar de ter centrais relativamente banais, defende muito bem. Ocupa bem os espaços e cria espaços nas outras defesas, mesmo as que se fecham.
Ora se uma equipa forte e difícil de bater tem a ajuda dos árbitros nos momentos em que as outras equipas lhe podem inflingir danos, torna-se realmente quase impossível de bater.
Com o Benfica acontece o oposto. É uma equipa extremamente competente mas quando os árbitros têm a mínima oportunidade de a prejudicar, actuam.
Nos jogos em que joga menos bem tem pois uma alta probabilidade de perder pontos. O Porto é quase impossível perder pontos. Nos jogos em que manifestamente não consegue vem uma expulsão ou um penalty e a coisa está resolvida.
Este é o lodo do futebol português.
As palavras não são minhas, são do treinador do Porto e foram proferidas há pouco menos de um ano, quando começou a ser óbvio que o andamento do Benfica era demasiado forte para a equipa que ele comandava (para raiva dos seus próprios adeptos, que o achavam incompetente e até lhe tentaram bater).
As palavras encontraram porém eco nos destinatários - os árbitros - e estes trataram de falsificar de forma grotesca o campeonato da época passada. Valeu tudo: de golos em fora-de-jogo de mais de um metro a expulsões encomendadas e penalties fabricados ou, em sentido inverso, faltas flagrantes dentro da área não assinaladas.
Se assim aconteceu o ano passado e se aquela que era, de longe, a melhor equipa foi espoliada de forma tão evidente, vindo a perder o campeonato para uma equipa que se alimentou de penalties de bonecos debanda desenhada, digo eu então agora: encomendem as faixas.
Enjoa a um ponto de repulsa, o que se passa no futebol português. Se em jogos em que o Benfica ganha por 5-0 (Setúbal) ou por 2-0 com dezenas de oportunidades (Olhanense), a primeira pergunta aos treinadores adversários é sempre sobre a arbitragem (num porque houve uma expulsão, noutro um penalty), porque será que ontem, em que devia ter havido um penalty e uma expulsão contra o Porto, não foram o treinador e o Presidente do Braga questionados sobre o tema?
A resposta é idêntica à da pergunta sobre porque não marcou Xistra (o tal Xistra) o penalty evidente ou não expulsou Fernando. A resposta escreve-se numa palavra: sistema.
O Benfica empatou na época passada em Braga depois de ser assinalado a Emerson um penalty para rir, em que em cruzamento inóquo de Alan embate no braço do então nosso jogador (a dois metros), que até estava de costas com os braços colados ao corpo. Ontem Alex Sandro levanta os dois braços, interceta um remate em direção à baliza com um deles e nada se passa. Fernado fez o possível e impossível para ser expulso, mas o ano passado na Luz curiosamente o mesmo Emerson foi expulso por duas faltas banais e Cardozo até foi expulso duas vees, uma delas por bater na relva. Já para não falar de Aimar e dos dois jogos de suspensão.
Esta gente pode ser séria? Esta gente pode ser digna?
Não, claro que não. Esta gente é corrupta, é subserviente e não tem uma ponta de dignidade que seja.
Isto é tão claro como a água.
O Porto será novamente campeão e mais uma vez nada mudará.
Sejamos sérios e justos: o Porto tem bons jogadores e é uma equipa difícil de vencer. Tem muito bons jogadores, como Rodrigues e Martinez. É um facto que estes jogadores estão um nível acima dos outros. Que o Porto é uma equipa difícil de bater é algo que um observador com um mínimo de objectividade constata: dá poucos espaços e apesar de ter centrais relativamente banais, defende muito bem. Ocupa bem os espaços e cria espaços nas outras defesas, mesmo as que se fecham.
Ora se uma equipa forte e difícil de bater tem a ajuda dos árbitros nos momentos em que as outras equipas lhe podem inflingir danos, torna-se realmente quase impossível de bater.
Com o Benfica acontece o oposto. É uma equipa extremamente competente mas quando os árbitros têm a mínima oportunidade de a prejudicar, actuam.
Nos jogos em que joga menos bem tem pois uma alta probabilidade de perder pontos. O Porto é quase impossível perder pontos. Nos jogos em que manifestamente não consegue vem uma expulsão ou um penalty e a coisa está resolvida.
Este é o lodo do futebol português.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Belenenses vendido a dragão de ouro
A notícia passou quase despercebida mas aqui não a deixamos escapar: Rui Pedro Soares, que fez a sua vida graças a compadrios políticos, histórias mal explicadas e indemnizações milionárias, só possíveis num estado moralmente corrupto, comprou o Belenenses. É mesmo assim: alguém a quem não se conhecem méritos na vida nem contributos para a sociedade, que foi premiado por fidelidades políticas caninas com lugares de topo nas nossas maiores empresas com participação pública (nomeadamente a PT ou a Taguspark) e que foi demitido por usar dinheiros públicos para promover interesses particulares e partidários, nomeadamente a compra do apoio de Figo a Sócrates ou a tentativa de compra da TVI, demitido mas com indemnizações de milhões de euros, transformou-se num milionário que, depois de tentar comprar os direitos televisivos dos jogos do Benfica, comprou agora o Belenenses.
Este histórico do futebol português (formado, convém recordar, por vários ex-benfiquistas e, parece, também um ex-sportinguista), que foi campeão de Portugal 3 vezes e ganhou várias taças, passa assim para as mãos da figura que já descrevi, um apparatchic de Sócrates premiado com o dragão de ouro. É mais uma notícia triste para o futebol português e para o Belenenses, que encontrou nesta "solução" de último recurso uma via para evitar a falência (cujo espectro afecta vários outros clubes".
Muito triste, pensarmos que: "Nos países civilizados, os apanhados em escândalos políticos e económicos, ou são presos ou empreendem longas viagens espirituais (a de Madoff vai durar 150 anos). Em Portugal, os apanhados em escândalos políticos ou económicos (ou, no caso de Rui Pedro Soares, em ambas as coisas) compram clubes de futebol". A citação é de um suplemento humorístico ("O Inimigo Público") mas a história é exactamente assim e não tem graça nenhuma.
Para quem quiser saber mais acerca da decadência moral deste país e até que ponto a corrupção aqui é premiada, é seguir os links que deixei e informar-se acerca desta personagem, que recebeu ainda uma ideminização milionária do jornal "Sol" por divulgação de escutas que um Tribunal classificou como "conversas do foro íntimo" de Rui Pedro Soares: eram conversas em que este dragon fazia uso da posição que lhe tinham oferecido na PT para "atentar contra o Estado de Direito" (expressão de um juiz que ouviu tais escutas).
Em relação a esta operação de aquisição do Belenenses, diz o Expresso:
Este histórico do futebol português (formado, convém recordar, por vários ex-benfiquistas e, parece, também um ex-sportinguista), que foi campeão de Portugal 3 vezes e ganhou várias taças, passa assim para as mãos da figura que já descrevi, um apparatchic de Sócrates premiado com o dragão de ouro. É mais uma notícia triste para o futebol português e para o Belenenses, que encontrou nesta "solução" de último recurso uma via para evitar a falência (cujo espectro afecta vários outros clubes".
Muito triste, pensarmos que: "Nos países civilizados, os apanhados em escândalos políticos e económicos, ou são presos ou empreendem longas viagens espirituais (a de Madoff vai durar 150 anos). Em Portugal, os apanhados em escândalos políticos ou económicos (ou, no caso de Rui Pedro Soares, em ambas as coisas) compram clubes de futebol". A citação é de um suplemento humorístico ("O Inimigo Público") mas a história é exactamente assim e não tem graça nenhuma.
Para quem quiser saber mais acerca da decadência moral deste país e até que ponto a corrupção aqui é premiada, é seguir os links que deixei e informar-se acerca desta personagem, que recebeu ainda uma ideminização milionária do jornal "Sol" por divulgação de escutas que um Tribunal classificou como "conversas do foro íntimo" de Rui Pedro Soares: eram conversas em que este dragon fazia uso da posição que lhe tinham oferecido na PT para "atentar contra o Estado de Direito" (expressão de um juiz que ouviu tais escutas).
Em relação a esta operação de aquisição do Belenenses, diz o Expresso:
"Quanto ao futuro financiamento na SAD belenense, esse será efetuado através da sociedade comercial anónima portuguesa "Codecity Players Investment, S.A.", da qual Rui Pedro Soares é Presidente do Conselho de Administração e cujo capital social é detido, em parte, pela sociedade espanhola "WALTON GRUPO INVERSOR 21, S.A." (que é representada em Portugal por uma sua Sucursal).
Resta saber se a próxima experiência no futebol da Codecity, iniciada pelas aquisições dos direitos económicos de Abel Camará (SC Beira-Mar) e André Pires (Sporting Braga "B"), tendo existido pelo meio uma possível intervenção na transferência de Yohan Tavares do Beira-Mar para o Standard Liège, servirá para convencer os sócios de que a aposta foi ganha."
Resta também, acrescento eu, saber uma outra coisa: o que significa isto para o futebol português e os seus equilíbrios de poder (nomeadamente a relação Norte-Sul) ou, dita a mesma coisa de outra forma, qual o objectivo de Rui Pedro Soares com esta aquisição?
Resta também, acrescento eu, saber uma outra coisa: o que significa isto para o futebol português e os seus equilíbrios de poder (nomeadamente a relação Norte-Sul) ou, dita a mesma coisa de outra forma, qual o objectivo de Rui Pedro Soares com esta aquisição?
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Um ladrão será sempre um ladrão...
Quem corrompe uma vez para vencer corromperá as que forem preciso ou as que o deixarem.
No nosso país já se ultrapassou tudo, não restando mesmo a mais elementar decência, decoro ou até um mínimo de cuidado em manter as aparência.
Não: tudo é feito às claras e sob os nossos narizes.
Se há 15 dias, Xistra teve boa nota depois de assinar dois penalties fantasma, porque não havia Jorge de Sousa fazer o mesmo, ainda por cima no estádio do patrão do sistema?
E toda a nossa imprensa-de-faz-de-conta continua alegremente a assobiar para o ar como se nada se passasse. Há um ou outro que vão pondo o dedo na ferida, mas tal são cócegas para o sistema. Eles (Pinto da Costa, Fernando Gomes, Antero, Reinaldo Teles) não precisam de mim, nem do leitor, nem da generalidade da opinião pública.
Eles têm adeptos que são iguais a eles, muitos jornalistas que lhes fazem todos os fretes e ferozes comentadores plantados nas TVs e rádios. Que se regozijam semanalmente com vitórias que claramente são ajudadas ou oferecidas pelos árbitros. Que não se importam que o seu clube seja sistematicamente beneficiado e os outros sistematicamente prejudicados. Que tentam branquear essa realidade semana após semana, berrando para evitar que os outros se façam ouvir, mentindo descaradamente acerca do "clube do regime", denegrindo árbitros que há muito morreram (e na miséria, sem nunca terem ido ao Brasil ou comido "fruta para dormir"), confundindo e mascarando o que se passa no futebol português. Quando é preciso (quando estes métodos não são suficientes) vem a agressão, a pedrada, o espancamento encomendado.
Esta gente miserável, sem carácter, alguns dos quais (dirigentes) deveriam estar na prisão se houvesse justiça neste país, continua e continuará a fazer o que quer, a viver à margem da lei, a rir alarvemente e a ter nos árbitros a muleta que os fará ganhar sempre.
Nem podemos esperar da imprensa qualquer denúncia, qualquer indignação. Para eles (com muito poucas excepções) ganha sempre o melhor...
Depois do que se passou o ano passado, do que já aconteceu nestas 6 jornadas, o que mais será preciso para percebam? Se nem com escutas entendem... Não contemos com eles, pois não vale mesmo a pena.
Quanto aos outros clubes, o regionalista, o divisionista Pinto da Costa conseguiu virar parte do Norte contra o Benfica e manter sob a sua influência o Sporting. Hoje o Sporting começa a perceber quão grande foi esse erro. Em grande parte graças a tal estratégia, a existência mesma do Sporting está hoje ameaçada. Mas também deste clube nada temos a esperar. Os sportinguistas preferem acabar como clube a alguma vez se aliarem ao Benfica mesmo que o propósito único fosse limpar o futebol português. O mais natural é que isso venha mesmo a acontecer.
Tudo somado, o Benfica está só. E nesta medida, começo a convencer-me de forma definitiva que só nos resta a "bomba atómica": a recusa em participar destas competições falsificadas enquanto não existirem garantias de isenção, isto é enquanto o sistema não for cortado pela raiz.
Até lá, espero que o Presidente do Benfica não deixe de lembrar o que disse há uns meses: um ladrão será sempre um ladrão e que aqueles ao lado de quem se sentam deputados e ministros ainda há pouco tempo estavam fugindo para Espanha para escapar à prisão.
Um ladrão será sempre um ladrão, um corruptor sempre um corruptor.
Adenda: quem se senta ao lado de um ladrão não se pode surpreender por ser roubado.
No nosso país já se ultrapassou tudo, não restando mesmo a mais elementar decência, decoro ou até um mínimo de cuidado em manter as aparência.
Não: tudo é feito às claras e sob os nossos narizes.
Se há 15 dias, Xistra teve boa nota depois de assinar dois penalties fantasma, porque não havia Jorge de Sousa fazer o mesmo, ainda por cima no estádio do patrão do sistema?
E toda a nossa imprensa-de-faz-de-conta continua alegremente a assobiar para o ar como se nada se passasse. Há um ou outro que vão pondo o dedo na ferida, mas tal são cócegas para o sistema. Eles (Pinto da Costa, Fernando Gomes, Antero, Reinaldo Teles) não precisam de mim, nem do leitor, nem da generalidade da opinião pública.
Eles têm adeptos que são iguais a eles, muitos jornalistas que lhes fazem todos os fretes e ferozes comentadores plantados nas TVs e rádios. Que se regozijam semanalmente com vitórias que claramente são ajudadas ou oferecidas pelos árbitros. Que não se importam que o seu clube seja sistematicamente beneficiado e os outros sistematicamente prejudicados. Que tentam branquear essa realidade semana após semana, berrando para evitar que os outros se façam ouvir, mentindo descaradamente acerca do "clube do regime", denegrindo árbitros que há muito morreram (e na miséria, sem nunca terem ido ao Brasil ou comido "fruta para dormir"), confundindo e mascarando o que se passa no futebol português. Quando é preciso (quando estes métodos não são suficientes) vem a agressão, a pedrada, o espancamento encomendado.
Esta gente miserável, sem carácter, alguns dos quais (dirigentes) deveriam estar na prisão se houvesse justiça neste país, continua e continuará a fazer o que quer, a viver à margem da lei, a rir alarvemente e a ter nos árbitros a muleta que os fará ganhar sempre.
Nem podemos esperar da imprensa qualquer denúncia, qualquer indignação. Para eles (com muito poucas excepções) ganha sempre o melhor...
Depois do que se passou o ano passado, do que já aconteceu nestas 6 jornadas, o que mais será preciso para percebam? Se nem com escutas entendem... Não contemos com eles, pois não vale mesmo a pena.
Quanto aos outros clubes, o regionalista, o divisionista Pinto da Costa conseguiu virar parte do Norte contra o Benfica e manter sob a sua influência o Sporting. Hoje o Sporting começa a perceber quão grande foi esse erro. Em grande parte graças a tal estratégia, a existência mesma do Sporting está hoje ameaçada. Mas também deste clube nada temos a esperar. Os sportinguistas preferem acabar como clube a alguma vez se aliarem ao Benfica mesmo que o propósito único fosse limpar o futebol português. O mais natural é que isso venha mesmo a acontecer.
Tudo somado, o Benfica está só. E nesta medida, começo a convencer-me de forma definitiva que só nos resta a "bomba atómica": a recusa em participar destas competições falsificadas enquanto não existirem garantias de isenção, isto é enquanto o sistema não for cortado pela raiz.
Até lá, espero que o Presidente do Benfica não deixe de lembrar o que disse há uns meses: um ladrão será sempre um ladrão e que aqueles ao lado de quem se sentam deputados e ministros ainda há pouco tempo estavam fugindo para Espanha para escapar à prisão.
Um ladrão será sempre um ladrão, um corruptor sempre um corruptor.
Adenda: quem se senta ao lado de um ladrão não se pode surpreender por ser roubado.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Basta - é hora de derrubar o sistema
Portugal está como está: todos os dias somos bombardeados com más notícias, matraqueados com uma crise que já passou a depressão profunda e da qual parece não haver saída.
São manifestações, é o desânimo geral de se estar num túnel e não se vislumbrar saída. E isto não apenas em Portugal mas em toda a Europa.
Chega o fim de semana e milhões de portugueses como eu desligam das notícias e das desgraças e preparam-se para descontrair, não pensando nos males do mundo e usufruindo do descanso e do lado lúdico da vida. É aí que entra o futebol, que é um JOGO. Queremos golos, emoção, jogadas bonitas, competição, incerteza.
Queremos mas não temos.
Não porque a nossa equipa não jogue bem ou não marque golos - ainda ontem, sob chuva torrencial, depois de uma eliminatória europeia a meio da semana - marcámos dois, vimos um jogador isolado ser parado por um fora de jogo inexistente e mandámos 3 bolas aos ferros.
Não temos porque em Portugal o jogo está viciado.
Há 30 anos, semana sim, semana não (quando não são seguidas), temos espetáculos como o de ontem, nos quais os árbitros assumem o protagonismo, agravados ainda com castigos disciplinares pelo meio.
É hora de dizer BASTA. Os benfiquistas que não vêm isto agora, que está escarrapachado à frente dos olhos, nunca o verão.
Perder ou ganhar é desporto. Todos aceitamos perder ou empatar quando jogamos mal ou o adversário foi superior. Agora ter que engolir semana após semana, ano após ano, roubo, roubo e mais roubo, para mim ultrapassa os limites.
Que direito têm estes poderes podres do futebol em roubar aos benfiquistas o prazer de assistir aos fins de semanas a um jogo LIMPO, SEM MANIPULAÇÕES, EM QUE GANHA O MELHOR?
Porque é mesmo só isto que queremos!
Porque raio temos que passar fins de semana indispostos, revoltados, pela acção, no mínimo incompetente e parcial, no máximo corrupta e manipuladora, de árbitros e orgãos dirigentes do futebol?
Nós, que ALIMENTAMOS o futebol português, que sem o Benfica estaria moribundo, sem espectadores nos estádios e nas televisões!
É hora de dizer chega.
Pela minha parte estou absolutamente certo que é hora de agir. Diria mesmo que esta é a última oportunidade de agir. Caso contrário o Benfica entra numa rota descendente irreversível que o levará a ser um novo Sporting. E depois não há retorno possível.
APELO A TODOS OS BENFIQUISTAS que me lerem e a todos os blogs para lançar um movimento, a começar hoje e que passe pela Assembleia Geral do Benfica, no sentido do nosso Presidente DENUNCIAR, sem mais panos quentes e falinhas mansas, a FALSIFICAÇÃO COMPLETA DO FUTEBOL PORTUGUÊS.
Chega de falarmos nos blogs, de nos revoltarmos e nada fazermos. A nossa saúde, a nossa sanidade mental, as nossas famílias merecem que passemos das palavras aos actos.
Aquilo a que apelo é que todos os benfiquistas juntem forças, se unam, fazendo jus ao seu lema, e que iniciem, no imediato, um movimento de RUPTURA TOTAL E ABSOLUTA COM O SISTEMA, para levar até às últimas consequências, sejam elas as que forem.
NO IMEDIATO, este movimento deve exigir ao Presidente do BENFICA QUE RETIRE O SEU APOIO AO PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO E A TODOS OS ORGÃOS DIRIGENTES DA ARBITRAGEM E DA DISCIPLINA.
Que denuncie e assuma a sua ruptura, sem medo de dizer alto e bom som o que está a vista de todos e tudo o mais que se souber ( e não deve ser pouco) e que leve essa postura às últimas consequências, com a certeza que todo o universo benfiquista estará por detrás e a apoiará incondicionalmente, sem receio de castigos nem de represálias. Eles que venham.
NINGUÉM PODERÁ IMPEDIR O BENFICA E OS SEUS DIRIGENTES DE DENUNCIAR ESTA FARSA. Ninguém pode calar esta indignação. Porque de facto basta. Já cansa de tanta fantachada. Diz o povo que o que é demais já cheira mal.
Já ninguém acredita neste futebol e pela sua sobrevivência, pois gostamos deste jogo e queremos voltar a ter prazer em vê-lo aos fins-de-semana, há que assumir em pleno a ruptura com este estado de coisas podre.
O Presidente do Benfica contará certamente com milhões de adeptos nesta sua missão.
É preciso COMEÇAR DO ZERO. COM NOVOS ÁRBITROS, NOVOS OBSERVADORES, NOVOS DIRIGENTES.
CASO CONTRÁRIO, O BENFICA DEVE IMPUGNAR A COMPETIÇÃO E PONDERAR BOICOTÁ-LA sem medo das consequências que daí advenham. Sem o Benfica não há competição, não há a seiva que de que se alimenta o sistema.
É preciso ROMPER, é preciso fazer uma REVOLUÇÃO COMPLETA DO FUTEBOL PORTUGUÊS que tire os árbitros e o poder do futebol DA ÓRBITA DO FUTEBOL CLUBE DO PORTO E DA SUA ASSOCIAÇÃO DE UMA VEZ POR TODAS.
CHEGA DA PODRIDÃO DAS HOMENAGENS A ÁRBITROS E VERGONHOSOS COMPADRIOS.
Caso contrário não vale a pena gastar as nossas saúdes a sofrer com esta fantochada a que chamam de Liga Portuguesa. Ofereçam entre si os títulos e as homenagens. Pelo menos não pagamos para ver. Com a carteira e com a saúde.
Apelo a todos os blogs amigos, a todos os benfiquistas que divulguem tanto quanto possível esta mensagem e que contribuam para que este movimento se torne numa força imparável. À direcção que o assuma e que se não puder ou por falta de força ou por ter telhados de vidro, que dê lugar a outros.
São manifestações, é o desânimo geral de se estar num túnel e não se vislumbrar saída. E isto não apenas em Portugal mas em toda a Europa.
Chega o fim de semana e milhões de portugueses como eu desligam das notícias e das desgraças e preparam-se para descontrair, não pensando nos males do mundo e usufruindo do descanso e do lado lúdico da vida. É aí que entra o futebol, que é um JOGO. Queremos golos, emoção, jogadas bonitas, competição, incerteza.
Queremos mas não temos.
Não porque a nossa equipa não jogue bem ou não marque golos - ainda ontem, sob chuva torrencial, depois de uma eliminatória europeia a meio da semana - marcámos dois, vimos um jogador isolado ser parado por um fora de jogo inexistente e mandámos 3 bolas aos ferros.
Não temos porque em Portugal o jogo está viciado.
Há 30 anos, semana sim, semana não (quando não são seguidas), temos espetáculos como o de ontem, nos quais os árbitros assumem o protagonismo, agravados ainda com castigos disciplinares pelo meio.
É hora de dizer BASTA. Os benfiquistas que não vêm isto agora, que está escarrapachado à frente dos olhos, nunca o verão.
Perder ou ganhar é desporto. Todos aceitamos perder ou empatar quando jogamos mal ou o adversário foi superior. Agora ter que engolir semana após semana, ano após ano, roubo, roubo e mais roubo, para mim ultrapassa os limites.
Que direito têm estes poderes podres do futebol em roubar aos benfiquistas o prazer de assistir aos fins de semanas a um jogo LIMPO, SEM MANIPULAÇÕES, EM QUE GANHA O MELHOR?
Porque é mesmo só isto que queremos!
Porque raio temos que passar fins de semana indispostos, revoltados, pela acção, no mínimo incompetente e parcial, no máximo corrupta e manipuladora, de árbitros e orgãos dirigentes do futebol?
Nós, que ALIMENTAMOS o futebol português, que sem o Benfica estaria moribundo, sem espectadores nos estádios e nas televisões!
É hora de dizer chega.
Pela minha parte estou absolutamente certo que é hora de agir. Diria mesmo que esta é a última oportunidade de agir. Caso contrário o Benfica entra numa rota descendente irreversível que o levará a ser um novo Sporting. E depois não há retorno possível.
APELO A TODOS OS BENFIQUISTAS que me lerem e a todos os blogs para lançar um movimento, a começar hoje e que passe pela Assembleia Geral do Benfica, no sentido do nosso Presidente DENUNCIAR, sem mais panos quentes e falinhas mansas, a FALSIFICAÇÃO COMPLETA DO FUTEBOL PORTUGUÊS.
Chega de falarmos nos blogs, de nos revoltarmos e nada fazermos. A nossa saúde, a nossa sanidade mental, as nossas famílias merecem que passemos das palavras aos actos.
Aquilo a que apelo é que todos os benfiquistas juntem forças, se unam, fazendo jus ao seu lema, e que iniciem, no imediato, um movimento de RUPTURA TOTAL E ABSOLUTA COM O SISTEMA, para levar até às últimas consequências, sejam elas as que forem.
NO IMEDIATO, este movimento deve exigir ao Presidente do BENFICA QUE RETIRE O SEU APOIO AO PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO E A TODOS OS ORGÃOS DIRIGENTES DA ARBITRAGEM E DA DISCIPLINA.
Que denuncie e assuma a sua ruptura, sem medo de dizer alto e bom som o que está a vista de todos e tudo o mais que se souber ( e não deve ser pouco) e que leve essa postura às últimas consequências, com a certeza que todo o universo benfiquista estará por detrás e a apoiará incondicionalmente, sem receio de castigos nem de represálias. Eles que venham.
NINGUÉM PODERÁ IMPEDIR O BENFICA E OS SEUS DIRIGENTES DE DENUNCIAR ESTA FARSA. Ninguém pode calar esta indignação. Porque de facto basta. Já cansa de tanta fantachada. Diz o povo que o que é demais já cheira mal.
Já ninguém acredita neste futebol e pela sua sobrevivência, pois gostamos deste jogo e queremos voltar a ter prazer em vê-lo aos fins-de-semana, há que assumir em pleno a ruptura com este estado de coisas podre.
O Presidente do Benfica contará certamente com milhões de adeptos nesta sua missão.
É preciso COMEÇAR DO ZERO. COM NOVOS ÁRBITROS, NOVOS OBSERVADORES, NOVOS DIRIGENTES.
CASO CONTRÁRIO, O BENFICA DEVE IMPUGNAR A COMPETIÇÃO E PONDERAR BOICOTÁ-LA sem medo das consequências que daí advenham. Sem o Benfica não há competição, não há a seiva que de que se alimenta o sistema.
É preciso ROMPER, é preciso fazer uma REVOLUÇÃO COMPLETA DO FUTEBOL PORTUGUÊS que tire os árbitros e o poder do futebol DA ÓRBITA DO FUTEBOL CLUBE DO PORTO E DA SUA ASSOCIAÇÃO DE UMA VEZ POR TODAS.
CHEGA DA PODRIDÃO DAS HOMENAGENS A ÁRBITROS E VERGONHOSOS COMPADRIOS.
Caso contrário não vale a pena gastar as nossas saúdes a sofrer com esta fantochada a que chamam de Liga Portuguesa. Ofereçam entre si os títulos e as homenagens. Pelo menos não pagamos para ver. Com a carteira e com a saúde.
Apelo a todos os blogs amigos, a todos os benfiquistas que divulguem tanto quanto possível esta mensagem e que contribuam para que este movimento se torne numa força imparável. À direcção que o assuma e que se não puder ou por falta de força ou por ter telhados de vidro, que dê lugar a outros.
domingo, 23 de setembro de 2012
Assassinam o futebol
O que se pode dizer?
Falhamos golos? Claro, todas as equipas falham, desde o Barcelona ao Real Madrid. Robben, Higuain e até Ronaldo falham como Cardozo falhou hoje.
O treinador comete erros? Todos cometem, desde Mourinho, a Heinckes, de Capelo a Domingos a Jesus.
Tivemos azar? Tivemos, três bolas aos ferros em 15 minutos não é uma coisa normal.
Juntem esta combinação e apliquem-lhe um Xistra em cima. Ou um Capela. Ou um Proença. Ou um Hugo Miguéis. Ou, nos dias inspirados, um Jorge Sousa.
E está feito.
No fim do ano temos...
Porto campeão.
Há décadas que este filme se repete.
Verdade desportiva? Fair Play? Valores desportivos? O melhor vence no fim?
Talvez noutras paragens. Aqui o filme é outro.
E não vale a pena dizer muito mais. A quente dizemos o que não queremos realmente - ou não devíamos querer.
Só peço uma coisa. Pelo menos não nos tentem fazer de parvos. Roubem, levem os campeonatos, as taças, tudo falsificado. Mas não nos venham dizer que ganham porque são melhores e trabalham mais.
E aos adeptos do Benfica peço também que não se virem contra os nossos jogadores e treinadores. O stress e desgaste que sofrem por arbitragens desta jaez é tremendo.
Os outros, os "campeões" se tivessem que passar pelo que nós passamos durante uma época, o desgaste mental, físico e psicológico, certamente que não cantariam de galo como cantam. Que não andariam aí a rir-se como riem. Ganham com penalties falsificados, com golos em fora de jogo, com oponentes reduzidos a 10 sem razão, com jogadas anuladas aos adversários por foras de jogo inexistentes.
A nós é a inversa.
Ano, após ano, após ano.
Começo a estar cansado de tanta porcaria.
Falhamos golos? Claro, todas as equipas falham, desde o Barcelona ao Real Madrid. Robben, Higuain e até Ronaldo falham como Cardozo falhou hoje.
O treinador comete erros? Todos cometem, desde Mourinho, a Heinckes, de Capelo a Domingos a Jesus.
Tivemos azar? Tivemos, três bolas aos ferros em 15 minutos não é uma coisa normal.
Juntem esta combinação e apliquem-lhe um Xistra em cima. Ou um Capela. Ou um Proença. Ou um Hugo Miguéis. Ou, nos dias inspirados, um Jorge Sousa.
E está feito.
No fim do ano temos...
Porto campeão.
Há décadas que este filme se repete.
Verdade desportiva? Fair Play? Valores desportivos? O melhor vence no fim?
Talvez noutras paragens. Aqui o filme é outro.
E não vale a pena dizer muito mais. A quente dizemos o que não queremos realmente - ou não devíamos querer.
Só peço uma coisa. Pelo menos não nos tentem fazer de parvos. Roubem, levem os campeonatos, as taças, tudo falsificado. Mas não nos venham dizer que ganham porque são melhores e trabalham mais.
E aos adeptos do Benfica peço também que não se virem contra os nossos jogadores e treinadores. O stress e desgaste que sofrem por arbitragens desta jaez é tremendo.
Os outros, os "campeões" se tivessem que passar pelo que nós passamos durante uma época, o desgaste mental, físico e psicológico, certamente que não cantariam de galo como cantam. Que não andariam aí a rir-se como riem. Ganham com penalties falsificados, com golos em fora de jogo, com oponentes reduzidos a 10 sem razão, com jogadas anuladas aos adversários por foras de jogo inexistentes.
A nós é a inversa.
Ano, após ano, após ano.
Começo a estar cansado de tanta porcaria.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Caixa de Pandora?
O caso Pereira Cristovão ameaça não desaparecer tão cedo. E ainda bem. É uma janela de oportunidade que se abre para que a Justiça entre no mundo do futebol e a verdade desportiva possa começar a prevalecer. Espero que os dirigentes benfiquistas o percebam e que não deixem fugir esta oportunidade.
É que ficou provado que continua a existir corrupção no futebol português. Das duas uma: ou houve suborno ou houve uma tentativa de simular um suborno. A verificar-se a primeira das hipóteses não há dúvida quanto às consequências (para o Sporting, para o Marítimo ou quem quer que se prove ser o responsável pelo depósito); a verificar-se a segunda, há que determinar qual o objectivo que se pretendia atingir, que tanto poderia ser o de manchar os nomes de Cardinal e do Marítimo como simplesmente o de coagir a actuação do árbitro em causa. Em qualquer dos casos há um crime. Em qualquer dos casos, tentativa de retirar dividendos da situação. Em qualquer situação tentativa de adulterar a verdade desportiva.
Acima de tudo exige-se assim, depois de tudo o que tem acontecido esta época, que a direcção do Benfica não deixe de modo nenhum morrer este caso e que exerça todo o seu peso (que aparentemente hoje é diminuto, mas ainda assim) junto das instâncias do futebol para que se vá até às últimas consequências.
Neste e noutros casos. Muitas vezes o mais difícil é desfiar-se uma ponta e o resto vem atrás. Tenho alguma esperança de que outras coisas se venham a descobrir por arrasto. O que disse ontem o Presidente do Nacional da Madeira dá que pensar. Diz ele que Pereira Cristovão não viajou com a equipa do Sporting para a Madeira (para o jogo com o Nacional da meia final da Taça de Portugal) mas sim noutro voo "ao lado de Pedro Proença". Claro que isto não prova nada, mas, se juntarmos a esta alegação o que foi a arbitragem de Proença nesse jogo, a suspeita fica no ar. Proença expulsou um jogador do Nacional de forma muito forçada e marcou um penalty inacreditável contra o Nacional. Mas Rui Alves diz mais, muito mais. Segundo ele: "Paulo Pereira Cristovão detém dados dos árbitros que não estão ao alcance de qualquer dirigente desportivo. Tenho testemunhas do que estou a dizer. O que se passou foi uma estratégia de coacção dos árbitros".
São acusações muito graves, perante as quais espero que quer a justiça quer as instâncias do futebol tenham já encetado diligências. É que, a serem verdadeiras estas acusações, o Sporting incorre numa pena de descida de divisão.
Mais uma vez insisto, o Benfica não pode deixar este caso morrer. Acredito que quanto mais dele se vier a saber mais perto ficaremos de eliminar a batota do futebol.
Tenho como verdadeiro que é o Porto e não o Sporting que exerce o maior poder sobre os árbitros portugueses. Mas, a serem verdade as acusações que agora impendem sobre Cristovão, há que recuar ao que passou em Alvalade na última jornada e reapreciar a arbitragem de Artur Soares Dias.
Escrevi a quente sobre esse Sporting-Benfica. Ponderei na altura sobre se deveria deixar passar algum tempo, de forma a não ser tão emotivo, mas estou contente por não o ter feito. É que a indignação esmorece com o tempo e quando nos habituamos a reprimi-la corremos o risco de nos tornarmos insensíveis à injustiça. Ora eu espero que isso nunca me aconteça - ou não fosse o nome deste blog Justiça Benfiquista.
Para além dos penaltis vergonhosos, estão a circular na internet novas imagens (nomeadamente do pisão de João Pereira a Gaitan) e vídeos sobre esse jogo. Que mostram que o árbitro viu determinadas situações que não sancionou.
Já tenho defendido que em que muitos casos de arbitragem não acredito que se tratem de erros, de tal forma as situações são evidentes. A presunção de inocência não pode ser uma carta que constantemente se lança para branquear decisões inexplicáveis e tornar inimputáveis os árbitros. Pelo contrário, quando há erros flagrantes os árbitros deveriam ter que se explicar. Pelo menos ao organismo que os tutela.
Ora se as referidas imagens e vídeos provam que a dualidade de critérios foi gritante e que o árbitro viu e não puniu inúmeras situações em prejuízo do Benfica, não fica a sua imparcialidade (no mínimo) em causa? Qual a sua defesa, quais as suas justificações? Na ausência delas, não podemos deixar de especular: existirá alguma relação entre a arbitragem tendenciosa desse jogo e a identificação de Paulo Pereira Cristovão pela PSP, (a pedido de Soares Dias), no intervalo do Sporting-Marítimo? Por que razão foi feita essa identificação? Soares Dias sentiu-se ofendido por PPC? Intimidado? Coagido? Se assim foi, teria condições psicológicas para arbitrar o Sporting-Benfica?
Volto a dizer, o caso Pereira Cristovão é uma janela de oportunidade para acabar com a corrupção e o tráfico de influências no futebol português. Apelo a uma atenção muito grande por parte da direcção do nosso clube. O Benfica não pode permitir que mais uma vez as coisas caiam no esquecimento. Uma oportunidade destas não aparece todos os dias. Há que ir até ao fim. Até porque isto pode ser só uma pequena parte do que se passa nos bastidores do futebol. Continuo a acreditar que é o Porto quem ali mais se movimenta. Abra-se a caixa de Pandora.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
O Benfica precisa de uma estrutura - os últimos 30 anos
No rescaldo da vitória da Taça da Liga, defendi não ser ainda chegado o momento de se fazer uma avaliação final ao trabalho de Jorge Jesus, até porque a época não terminou. Pode-se e deve-se porém começar a preparar o caminho e a apontar soluções para que o futuro seja mais estável e sustentado do que o presente.
Os últimos 30 anos do Benfica são os piores da sua história.
Em 1982, faz amanhã 30 anos, Pinto da Costa assumiu a presidência do FCP. Os resultados são os que se conhecem. De uma posição de hegemonia no futebol português, o Benfica passou, numa primeira fase, a dividir o seu domínio com o Porto, até chegar à posição de hoje: um clube menorizado, constantemente vencido pelo seu adversário nortenho. Os períodos de crise, instabilidade e conturbação tornaram-se cada vez mais frequentes.
Entre 82 e 2012 o Benfica venceu 6 campeonatos (1982/83, 1983/84, 1986/87, 1988/89, 1990/91, 1993/94, 2004/05, 2009/10), 7 Taças de Portugal (1982/83, 1984/85, 1985/86, 1986/87, 1992/93, 1995/96, 2003/04), 3 Supertaças (1984/85, 1988/89, 2004/05) e 4 Taças da Liga (2008/09, 2009/10, 2010/11, 2011/12). Um total de 20 títulos em 30 anos. No mesmo período, o Porto venceu 18 campeonatos, 12 Taças e 17 (!) Supertaças, totalizando 47 títulos nacionais. Mais do dobro portanto. A isto acrescem duas Taças dos Campeões, duas Taças UEFA (Liga Europa), duas Taças Intercontinentais e uma Supertaça Europeia, num total de 7 títulos internacionais. Se contabilizarmos estes títulos, o Porto quase triplica o número de troféus conquistados pelo Benfica nas últimas três décadas.
Já o Sporting ganhou apenas 2 campeonatos, 4 Taças e 6 supertaças.
Ou seja, desde que Pinto da Costa é presidente do Porto, o domínio deste clube no futebol português foi avassalador, relegando o Benfica para uma posição secundária, e praticamente acabando com acabando com o estatuto de "grande" do Sporting.
Estamos perante algo nunca visto no futebol mundial.
É óbvio que muitos destes títulos portistas foram "conquistados" de forma ilegítima, ilícita, com batota e favores arbitrais. Noutros países, o Porto tê-los-ia perdido e Pinto da Costa teria sido irradiado. É sabido que muitos árbitros, desde Calheiros a Guímaro e Martins dos Santos foram corrompidos. Houve viagens pagas, subornos, "meninas", violência e intimidação. No entanto, estamos em Portugal, a justiça é o que é e a verdade é que esses títulos contam. Por outro lado, não podemos ignorar que houve trabalho, organização e mérito que contribuiram para que o Porto esteja na actual posição. Os títulos internacionais demonstram-no.
O que está então o Benfica a fazer de errado e que lições pode tirar das últimas três décadas para inverter esta tendência de declínio?
A meu ver há dois factores principais: organização e identidade.
A identidade benfiquista começou-se a diluir na época 1979/80 quando entra o primeiro jogador estrangeiro no clube. A mentalidade clubística, a chamada mística, a consciência de se pertencer a um clube especial, a um emblema cuja camisola tinha um peso e acarretava responsabilidades, sofreram o primeiro abalo. Os tempos são outros e não é hoje obviamente exequível manter uma equipa só com portugueses. No entanto, jogar sem portugueses é algo que não pode acontecer no Benfica. Diga-se aliás que Vieira prometeu há uns anos ter no Benfica a espinha dorsal da selecção nacional...
O que se passou seguidamente foi que apesar do Benfica ter bons jogadores nos anos seguintes começou a faltar alguma consistência aos plantéis. Ao lado de jogadores como Diamantino, Chalana, Bento, Rui Águas ou Veloso apareciam outros com menos qualidade. Acima de tudo faltava já a coesão interna necessária para integrar os novos jogadores no espírito benfiquista. Eram equipas heterogéneas. A geração de Humberto Coelho, Nené e Shéu chegava ao fim e a nova não tinha a mesma fibra. Começavam a entrar e sair jogadores e treinadores demasiado depressa. No Porto seguia-se o caminho inverso. Inventava-se uma identidade clubística como bandeira do Norte e criava-se um tipo de jogador à porto, com uma cultura táctica muito forte, que permitia que jogadores menos dotados se integrassem no que era já uma equipa muito coesa. Feita de combatividade e futebol defensivo mas também de alguma técnica, esta cultura portista começou a dar resultados. O complexo de vir jogar ao Sul começava a ser ultrapassado. Jogadores como Jaime Pacheco, Jaime Magalhães, João Pinto, Frasco e Inácio são os maiores expoentes deste novo Porto. Numa bola de contra-ataque Gomes fazia a diferença. Mas em breve haveria também Futre, Madjer, Juary, jogadores cuja criatividade era um bónus para o futebol sempre seguro do Porto.
Para o clube do Norte, o jogo não era para ser bonito, fazer sonhar, transmitir valores. Era para ganhar.
Pedroto e Pinto da Costa começam, a par da cultura desportiva e identidade que inventaram, a fazer uma guerrilha, oculta ou aberta conforme as ocasiões, ao Benfica, a Lisboa, ao "Sul". Não havia "princípios" nem "acordos de cavalheiros". Levam Futre ao Sporting e Rui Águas e Dito ao Benfica. Começam a pressionar árbitros e orgãos federativos. Desde a morte de Pedroto, adopta-se nas Antas uma atitude clara de intimidação e coacção. Do medo futebolístico portista de jogar no Sul passa-se ao medo físico dos restantes clubes (e árbitros) em ir às Antas. Os dirigentes do Benfica não prestaram a devida atenção ao que se estava a passar e quando acordaram já era tarde.
As vitórias dão cada vez mais moral ao Porto. A cidade aglutina-se à volta do clube, o poder cresce nas estruturas do futebol. É a época dos "três pintos". O projecto de poder de Pinto da Costa é estruturado e ambicioso. Também na imprensa há cada vez mais portistas, mais aguerridos, mais militantes e mais subtis do que a clássica imprensa desportiva, maioritariamente afecta ao Benfica. O Benfica perde cada vez mais a sua identidade, definha. Quando chegamos ao fim da década de 80, o equilíbrio de forças no futebol português já foi invertido. O Benfica de João Santos e Gaspar Ramos, que atinge duas finais europeias, ainda consegue dois campeonatos (um deles conquistado nas Antas, sob um clima de terror e violência liderado pelo "guarda Abel") e uma Taça mas os efeitos do ciclo vencedor portista não se tardariam a fazer sentir.
Os últimos 30 anos do Benfica são os piores da sua história.
Em 1982, faz amanhã 30 anos, Pinto da Costa assumiu a presidência do FCP. Os resultados são os que se conhecem. De uma posição de hegemonia no futebol português, o Benfica passou, numa primeira fase, a dividir o seu domínio com o Porto, até chegar à posição de hoje: um clube menorizado, constantemente vencido pelo seu adversário nortenho. Os períodos de crise, instabilidade e conturbação tornaram-se cada vez mais frequentes.
Entre 82 e 2012 o Benfica venceu 6 campeonatos (1982/83, 1983/84, 1986/87, 1988/89, 1990/91, 1993/94, 2004/05, 2009/10), 7 Taças de Portugal (1982/83, 1984/85, 1985/86, 1986/87, 1992/93, 1995/96, 2003/04), 3 Supertaças (1984/85, 1988/89, 2004/05) e 4 Taças da Liga (2008/09, 2009/10, 2010/11, 2011/12). Um total de 20 títulos em 30 anos. No mesmo período, o Porto venceu 18 campeonatos, 12 Taças e 17 (!) Supertaças, totalizando 47 títulos nacionais. Mais do dobro portanto. A isto acrescem duas Taças dos Campeões, duas Taças UEFA (Liga Europa), duas Taças Intercontinentais e uma Supertaça Europeia, num total de 7 títulos internacionais. Se contabilizarmos estes títulos, o Porto quase triplica o número de troféus conquistados pelo Benfica nas últimas três décadas.
Já o Sporting ganhou apenas 2 campeonatos, 4 Taças e 6 supertaças.
Ou seja, desde que Pinto da Costa é presidente do Porto, o domínio deste clube no futebol português foi avassalador, relegando o Benfica para uma posição secundária, e praticamente acabando com acabando com o estatuto de "grande" do Sporting.
Estamos perante algo nunca visto no futebol mundial.
É óbvio que muitos destes títulos portistas foram "conquistados" de forma ilegítima, ilícita, com batota e favores arbitrais. Noutros países, o Porto tê-los-ia perdido e Pinto da Costa teria sido irradiado. É sabido que muitos árbitros, desde Calheiros a Guímaro e Martins dos Santos foram corrompidos. Houve viagens pagas, subornos, "meninas", violência e intimidação. No entanto, estamos em Portugal, a justiça é o que é e a verdade é que esses títulos contam. Por outro lado, não podemos ignorar que houve trabalho, organização e mérito que contribuiram para que o Porto esteja na actual posição. Os títulos internacionais demonstram-no.
O que está então o Benfica a fazer de errado e que lições pode tirar das últimas três décadas para inverter esta tendência de declínio?
A meu ver há dois factores principais: organização e identidade.
A identidade benfiquista começou-se a diluir na época 1979/80 quando entra o primeiro jogador estrangeiro no clube. A mentalidade clubística, a chamada mística, a consciência de se pertencer a um clube especial, a um emblema cuja camisola tinha um peso e acarretava responsabilidades, sofreram o primeiro abalo. Os tempos são outros e não é hoje obviamente exequível manter uma equipa só com portugueses. No entanto, jogar sem portugueses é algo que não pode acontecer no Benfica. Diga-se aliás que Vieira prometeu há uns anos ter no Benfica a espinha dorsal da selecção nacional...
O que se passou seguidamente foi que apesar do Benfica ter bons jogadores nos anos seguintes começou a faltar alguma consistência aos plantéis. Ao lado de jogadores como Diamantino, Chalana, Bento, Rui Águas ou Veloso apareciam outros com menos qualidade. Acima de tudo faltava já a coesão interna necessária para integrar os novos jogadores no espírito benfiquista. Eram equipas heterogéneas. A geração de Humberto Coelho, Nené e Shéu chegava ao fim e a nova não tinha a mesma fibra. Começavam a entrar e sair jogadores e treinadores demasiado depressa. No Porto seguia-se o caminho inverso. Inventava-se uma identidade clubística como bandeira do Norte e criava-se um tipo de jogador à porto, com uma cultura táctica muito forte, que permitia que jogadores menos dotados se integrassem no que era já uma equipa muito coesa. Feita de combatividade e futebol defensivo mas também de alguma técnica, esta cultura portista começou a dar resultados. O complexo de vir jogar ao Sul começava a ser ultrapassado. Jogadores como Jaime Pacheco, Jaime Magalhães, João Pinto, Frasco e Inácio são os maiores expoentes deste novo Porto. Numa bola de contra-ataque Gomes fazia a diferença. Mas em breve haveria também Futre, Madjer, Juary, jogadores cuja criatividade era um bónus para o futebol sempre seguro do Porto.
Para o clube do Norte, o jogo não era para ser bonito, fazer sonhar, transmitir valores. Era para ganhar.
Pedroto e Pinto da Costa começam, a par da cultura desportiva e identidade que inventaram, a fazer uma guerrilha, oculta ou aberta conforme as ocasiões, ao Benfica, a Lisboa, ao "Sul". Não havia "princípios" nem "acordos de cavalheiros". Levam Futre ao Sporting e Rui Águas e Dito ao Benfica. Começam a pressionar árbitros e orgãos federativos. Desde a morte de Pedroto, adopta-se nas Antas uma atitude clara de intimidação e coacção. Do medo futebolístico portista de jogar no Sul passa-se ao medo físico dos restantes clubes (e árbitros) em ir às Antas. Os dirigentes do Benfica não prestaram a devida atenção ao que se estava a passar e quando acordaram já era tarde.
As vitórias dão cada vez mais moral ao Porto. A cidade aglutina-se à volta do clube, o poder cresce nas estruturas do futebol. É a época dos "três pintos". O projecto de poder de Pinto da Costa é estruturado e ambicioso. Também na imprensa há cada vez mais portistas, mais aguerridos, mais militantes e mais subtis do que a clássica imprensa desportiva, maioritariamente afecta ao Benfica. O Benfica perde cada vez mais a sua identidade, definha. Quando chegamos ao fim da década de 80, o equilíbrio de forças no futebol português já foi invertido. O Benfica de João Santos e Gaspar Ramos, que atinge duas finais europeias, ainda consegue dois campeonatos (um deles conquistado nas Antas, sob um clima de terror e violência liderado pelo "guarda Abel") e uma Taça mas os efeitos do ciclo vencedor portista não se tardariam a fazer sentir.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
O estranho caso de Paulo Pereira Cristovão
Estranho, caricato e patético. Mas também grave.
Há qualquer coisa de pérfido, doentio e simultaneamente trágico-cómico neste caso, que diz muito sobre a actual mentalidade sportinguista.
Senão vejamos.
Embora ainda estejamos no início e pouco se saiba, a principal acusação a este Vice Presidente do Sporting parece ser a de ter depositado dinheiro na conta de um fiscal de linha (José Cardinal), simulando que tinha sido o Marítimo (que jogava naquela altura com o Sporting) a fazê-lo. Posteriormente aparece uma carta "anónima" no Sporting que acusava o árbitro e o Marítimo de corrupção. O Sporting leva a carta à Polícia Judiciária que inicia a investigação que viria a acusar... Paulo Pereira Cristovão.
Há características da actual mentalidade sportinguista que creio ajudarem a explicar este caso.
Em primeiro lugar a vitimização. Falarei a seu tempo sobre as queixas do Sporting neste campeonato. Por agora bastará dizer que na primeira jornada, em Alvalade contra o Olhanense, foi mal anulado um lance a Postiga. Não se tratou bem de um golo anulado porque a jogada foi parada quando Postiga recebeu a bola e não quando rematou. Tal bastou porém para críticas de tal forma violentas por parte do Sporting que os árbitros se recusaram a apitá-lo na jornada seguinte. O fiscal era Cardinal.
Mas não foi por isso que este auxiliar foi o escolhido de Paulo Pereira Cristovão para simular um suborno. É que Cardinal esteve na tal - a célebre! - final da Taça da Liga de ... 2009. Sempre que falam de arbitragem, os sportinguistas vão buscar este caso, agora já com três anos. Que se passou numa competição que, de acordo com eles, nada vale... Pereira Cristovão armou assim uma cilada a Cardinal para "provar" a posteriori que quem beneficiara em tempos o Benfica era afinal um corrupto.
Nos enredos que os sportinguistas tramam, o vilão das suas histórias é sempre o Benfica. É o Benfica que os prejudica, que domina as arbitragens e controla os bastidores do futebol. Benfica que, em 20 anos ganhou... 3 (três) títulos de campeão. Quanto ao Porto, que no mesmo período ganhou 14 (catorze) campeonatos, pouco ou nada se ouve. Quem vê os comentadores de Sporting e Porto de mãos dadas em 80 ou 90% do tempo nos painéis de adeptos fica com a impressão de que estão ali representados dois pobres clubes que ano após ano são expoliados das vitórias que mereceriam pelo vilão Benfica.
Para os sportinguistas, o Benfica ser beneficiado (como foi nessa final da Taça da Liga, não temos problema em admiti-lo, sendo certo que o penalty nos deu o empate e não a vitória) é algo de escandaloso e hediondo, ao passo que ser prejudicado (como há menos de uma semana, de forma muito mais gritante), é normal e justificável pois "o Benfica também não merecia ganhar o jogo".
É um anti-benfiquismo que nada teria de especialmente criticável, se não se traduzisse numa mentalidade de submissão e vassalagem ao clube do norte.
Mas mesmo sabendo tudo isto, nunca pensei que a máscara sportinguista do "clube diferente", as pretensões de elitismo e superior educação e os ares afectados caíssem com tanto estrondo e tão depressa.
O que se passou é que a estratégia de vitimização e o anti-benfiquismo de Cristovão foram neste estranho caso levados ao extremo da esquizofrenia: simula-se o suborno de um árbitro para ilustrar como o Sporting é vítima, insinuando-se ao mesmo tempo subliminarmente uma possível ligação do Benfica ao caso. Admirável.
A ser verdade a acusação da PJ, este Vice Presidente do Sporting (sublinho que falamos de alguém que ocupava uma posição de chefia na estrutura do futebol) teve um dos comportamentos mais ignóbeis e miseráveis e simultaneamente mais ridículo, que jamais me foi dado ver. Isto depois de há uns meses, enquanto as bancadas da Luz ardiam, ter acusado o Benfica de receber os adversários em condições "pré-históricas".
O que Cristovão agora fez é, além de rebuscado e insólito, uma ilegalidade grave. É uma aleivosia indescritível e refinada, e, à sua própria e ínvia maneira, uma forma de corrupção. Mas atenção! Isto pode ser apenas a ponta do iceberg! O "Correio da Manhã" de hoje fala de uma operação montada por Cristovão para espiar os árbitros e as suas mulheres. Há a suspeita de que existia uma intenção de chantangear os árbitros. Teremos que aguardar por futuros desenvolvimentos.
O estranho caso de Paulo Pereira Cristovão ilustra afinal um grave desvio da mentalidade sportinguista, que hoje afecta infelizmente grande parte dos seus adeptos.
Há qualquer coisa de pérfido, doentio e simultaneamente trágico-cómico neste caso, que diz muito sobre a actual mentalidade sportinguista.
Senão vejamos.
Embora ainda estejamos no início e pouco se saiba, a principal acusação a este Vice Presidente do Sporting parece ser a de ter depositado dinheiro na conta de um fiscal de linha (José Cardinal), simulando que tinha sido o Marítimo (que jogava naquela altura com o Sporting) a fazê-lo. Posteriormente aparece uma carta "anónima" no Sporting que acusava o árbitro e o Marítimo de corrupção. O Sporting leva a carta à Polícia Judiciária que inicia a investigação que viria a acusar... Paulo Pereira Cristovão.
Há características da actual mentalidade sportinguista que creio ajudarem a explicar este caso.
Em primeiro lugar a vitimização. Falarei a seu tempo sobre as queixas do Sporting neste campeonato. Por agora bastará dizer que na primeira jornada, em Alvalade contra o Olhanense, foi mal anulado um lance a Postiga. Não se tratou bem de um golo anulado porque a jogada foi parada quando Postiga recebeu a bola e não quando rematou. Tal bastou porém para críticas de tal forma violentas por parte do Sporting que os árbitros se recusaram a apitá-lo na jornada seguinte. O fiscal era Cardinal.
Mas não foi por isso que este auxiliar foi o escolhido de Paulo Pereira Cristovão para simular um suborno. É que Cardinal esteve na tal - a célebre! - final da Taça da Liga de ... 2009. Sempre que falam de arbitragem, os sportinguistas vão buscar este caso, agora já com três anos. Que se passou numa competição que, de acordo com eles, nada vale... Pereira Cristovão armou assim uma cilada a Cardinal para "provar" a posteriori que quem beneficiara em tempos o Benfica era afinal um corrupto.
Nos enredos que os sportinguistas tramam, o vilão das suas histórias é sempre o Benfica. É o Benfica que os prejudica, que domina as arbitragens e controla os bastidores do futebol. Benfica que, em 20 anos ganhou... 3 (três) títulos de campeão. Quanto ao Porto, que no mesmo período ganhou 14 (catorze) campeonatos, pouco ou nada se ouve. Quem vê os comentadores de Sporting e Porto de mãos dadas em 80 ou 90% do tempo nos painéis de adeptos fica com a impressão de que estão ali representados dois pobres clubes que ano após ano são expoliados das vitórias que mereceriam pelo vilão Benfica.
Para os sportinguistas, o Benfica ser beneficiado (como foi nessa final da Taça da Liga, não temos problema em admiti-lo, sendo certo que o penalty nos deu o empate e não a vitória) é algo de escandaloso e hediondo, ao passo que ser prejudicado (como há menos de uma semana, de forma muito mais gritante), é normal e justificável pois "o Benfica também não merecia ganhar o jogo".
É um anti-benfiquismo que nada teria de especialmente criticável, se não se traduzisse numa mentalidade de submissão e vassalagem ao clube do norte.
Mas mesmo sabendo tudo isto, nunca pensei que a máscara sportinguista do "clube diferente", as pretensões de elitismo e superior educação e os ares afectados caíssem com tanto estrondo e tão depressa.
O que se passou é que a estratégia de vitimização e o anti-benfiquismo de Cristovão foram neste estranho caso levados ao extremo da esquizofrenia: simula-se o suborno de um árbitro para ilustrar como o Sporting é vítima, insinuando-se ao mesmo tempo subliminarmente uma possível ligação do Benfica ao caso. Admirável.
A ser verdade a acusação da PJ, este Vice Presidente do Sporting (sublinho que falamos de alguém que ocupava uma posição de chefia na estrutura do futebol) teve um dos comportamentos mais ignóbeis e miseráveis e simultaneamente mais ridículo, que jamais me foi dado ver. Isto depois de há uns meses, enquanto as bancadas da Luz ardiam, ter acusado o Benfica de receber os adversários em condições "pré-históricas".
O que Cristovão agora fez é, além de rebuscado e insólito, uma ilegalidade grave. É uma aleivosia indescritível e refinada, e, à sua própria e ínvia maneira, uma forma de corrupção. Mas atenção! Isto pode ser apenas a ponta do iceberg! O "Correio da Manhã" de hoje fala de uma operação montada por Cristovão para espiar os árbitros e as suas mulheres. Há a suspeita de que existia uma intenção de chantangear os árbitros. Teremos que aguardar por futuros desenvolvimentos.
O estranho caso de Paulo Pereira Cristovão ilustra afinal um grave desvio da mentalidade sportinguista, que hoje afecta infelizmente grande parte dos seus adeptos.
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