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sexta-feira, 30 de maio de 2025

Goleada histórica. Sporting-11 Benfica-1





Aqui fica uma análise a todos os casos da final da Taça de Portugal de dia 25. A análise é 100% objetiva como se poderá constatar. Limito-me a apresentar as situações. As minhas apreciações ou comentários pontuais sobre os lances não interferem sobre a objetividade e validade da análise. 


três penalties a favor do Benfica 


1) remate de Bruma contra o braço de jogador do Sporting, assinalado e posteriormente anulado por fora de jogo de Kokçu no início da jogada;

2) Hjulmand toca/pisa Dalh, árbitro assinala simulação com direito a cartão amarelo;

3) agarrão sobre Belotti na área transformado em livre lateral por uma falta anterior... a favor do Benfica (possivelmente é uma nova regra que ainda não conhecemos);


um penalti para o Sporting


4) um penalti marcado a favor do Sporting;


um golo anulado ao Benfica

5) um golo anulado ao Benfica por alegada falta de Carreras no início da jogada (uma das repetições mostra claramente o jogador do Benfica a cortar a bola que depois ressalta para o pé do jogador do Sporting - não é um erro claro e evidente do árbitro e está portanto fora do protocolo do VAR)

quatro cartões vermelhos perdoados a jogadores do Sporting


6) vermelho direto a Matheus Reis por agressão a Belotti;

7) vermelho direto a Maxi Araújo por agressão ao mesmo jogador ou, no mínimo, cartão amarelo, que seria o segundo; 

8) segundo amarelo para Harder por cotovelada a Otamendi (negligência, se fosse propositado seria cartão vermelho direto);

9) segundo amarelo para Harder por provocação aos adeptos benfiquistas após o seu golo (fazendo demorada e repetidamente um gesto para que se calassem);


golos validados com possíveis ilegalidades


10) um golo validado ao Benfica em que o jogador do Sporting no início da jogada aparece no chão

11) um golo validado ao Sporting num lance em que Otamendi surge no chão


Em 11 decisões cruciais no jogo a equipa de arbitragem decidiu 10 vezes a favor do Sporting e uma a favor do Benfica. 


Análise


Fazendo uma análise mais fina, vamos avaliar essas decisões por categorias.

I. Situações relativamente claras - três a favor do Sporting, uma a favor do Benfica

As situações 1, 4, 10 e 11 podem ser consideradas mais ou menos pacíficas e o juízo geral é que o árbitro decidiu bem.

II. Situações dúbias - todas a favor do Sporting

As situações 2, 3, 8 e 9 são de algum modo de interpretação e podem ser decididas para ambos os lados. Em quatro poderiam ter sido decididas duas para cada lado. Foram decididas as quatro a favor do Sporting. Acresce um cartão amarelo limitativo para Dahl logo no início do jogo.

III. Caso do jogo - decisão a favor do Sporting

A decisão 5 para mim é inaceitável porque não é um lance de erro claro e óbvio do árbitro e portanto o VAR não pode intervir. É uma situação grave porque distorce a verdade desportiva, a favor do Sporting. Já sei que a maioria dos árbitros comentadores dizem que foi uma boa decisão, mas a sua credibilidade é nula: olhemos para o inqualificável Coroado e fica tudo dito. Além disso eles tendem sempre a acompanhar os árbitros nas suas decisões e só dizem que errou quando esse erro é demasiado evidente para o público. Mas se quisermos colocar este lance na categoria anterior então aí temos um 5-0 arbitral a favor do Sporting.

IV. Erros grosseiros - a favor do Sporting

As situações 6 e 7 não merecem comentários. 

V. Tempo de compensação

Foram dados 10 minutos de tempo suplementar, algo nunca visto esta época e que naturalmente beneficiou o Sporting, tanto mais que o penalti é já depois dos 8 minutos de descontos (Pinheiro na Luz deu 7).

Temos assim Sporting - 11 Benfica - 1.

Ninguém me vai convencer de que isto não foi intencional. Erros acontecem para os dois lados, não sempre para o mesmo. Quando pelo meio dos erros há erros grosseiros o assunto deve ser investigado. O Benfica deveria aliás protestar o jogo


Nota 1: a linguagem corporal de Hujlmand no lance do possível penalti sobre Dahl e de Maxi Araújo no lance com Belotti é de jogadores que esperam vir a ser punidos pela arbitragem, ficando surpresos pelo seu comportamento não ter consequências. Nem eles próprios estavam à espera de uma arbitragem tão tendenciosa.

Nota 2: os mesmos árbitros e comentadores que garantiram que Tomás Araújo fez mesmo penalti sobre Ricardo Horta explicaram agora que Dahl fez simulação sobre Hjulmand. Num dos lances, a bola está noutro local e o toque de Araújo não tem qualquer influência sobre o desfecho da jogada. No outro Dahl tem a bola controlada dentro da área. Ou seja, o lance de Dahl seria por maioria de razão mais claro e merecedor de penalti do que o de Horta. Isto suscita-me duas reflexões: a primeira é reiterar que os ex-árbitros e comentadores não valem nada, são anti-benfiquistas e têm zero credibilidade; a segunda é de que os nossos jogadores são muito anjinhos: ao passo que Horta ficou no chão e a contorcer-se até que o VAR principal - Luís Freitas Lobo da Sport TV - dissesse que era penalti e assim passasse a mensagem para o pau mandado que estava na "cidade do futebol",  já Dahl levantou-se logo.

Nota 3: falaram décadas de Calabote porque, supostamente para o Benfica marcar mais golos, o árbitro deu... 4 minutos de descontos. Falaram anos da "Taça Lucílio Baptista" porque na sua opinião foi marcado um penalti inexistente contra o Sporting. Comentários para quê?


Maxi Araújo com as mãos atrás das costas, indicando ao árbitro que não fez nada. Mas o árbitro nem se dirige a ele...A preocupação de Godinho é que Belotti saia do campo para o jogo poder seguir rapidamente. (Ainda havia tempo...)


terça-feira, 3 de março de 2020

Miserável, terceiro-mundista

O futebol português é simplesmente uma vergonha.

O que aconteceu na Liga Europa é a consequência lógica da gestão danosa, da corrupção que grassa no futebol português (e que infelizmente parece estar bastante mais disseminada pela sociedade portuguesa do que eu pensava).

A incompetência começa na cúpula: Pedro Proença é, como dirigente, o que foi como árbitro: um vaidoso completamente incapaz. Todo ele é forma e estilo, zero de substância. Como árbitro prejudicava o Benfica em TODOS os jogos, alegadamente por ser benfiquista e muito honesto... (pausa para rir)

Fernando Gomes é muito apreciado dentro da Federação, incluindo pelo seleccionador e os jogadores. Mas tem um passado no mínimo duvidoso e não se quer envolver no charco da clubite, quando deveria ser a autoridade máxima e o garante da decência do nosso futebol.

Aquilo que aconteceu no Porto aquando da visita do Benfica, com enforcados, faixas com mensagens de ódio, bolas de golfe - acontecimentos gravíssimos - foi completamente ignorado por aquelas autoridades quando a sua obrigação era a de uma acção rápida e firme

Este estado de coisas - que não mudou assim tanto desde o apito dourado, altura em que o Porto deveria ter perdido os títulos referentes às épocas em que comprovadamente corrompeu árbitros com viagens e prostitutas - motiva um clima de guerrilha permanente Benfica-Porto que seca tudo à volta e está a matar o futebol português.

Neste estado de coisas, o Benfica, por muito que isso nos custe admitir, tem igualmente muitas culpas e muito a explicar.

O futebol português foi dominado pelo Porto durante três décadas através de um sistema de corrupção económica e institucional. Árbitros, quinhentinhos, agências de viagens, doping, observadores, dirigentes, tudo estava controlado e tudo está disponível para consulta no youtube graças às escutas da polícia judiciária.

O problema é que nada mudou, atendendo a que as condenações foram todas revertidas. Agora sabemos que há corrupção ao mais alto nível nas instâncias judiciais. Agora percebemos por que razão os juízes do Porto não quiseram condenar o clube e Pinto da Costa.

E tudo voltou à normalidade de um país de terceiro mundo.

A dada altura, o Benfica percebeu que por muito que fizesse em campo não conseguia ganhar. E iniciou uma estratégia de influência nos lugares de poder para contrariar o poder do Porto.

Esta é a realidade e assim chegámos à situação presente que envergonha os benfiquistas que têm verticalidade e decência: vouchers mal explicados e manobras no limite da legalidade que equipas de advogados agora procuram demonstrar que não configuram actos de corrupção.

É preciso começar do zero. Estes dirigentes, do Benfica, do Porto, do Braga, têm todos, sem excepção, negócios e passados obscuros e têm que ser investigados. Todos têm que abandonar o futebol. O mesmo é válido para a arbitragem e para os dirigentes da Liga e Federação. No caso do Sporting, a situação é diferente: gente amadora e incompetente que está a destruir o que resta do clube e que por essas razões deveria demitir-se urgentemente.

Se eu acho que isto vai acontecer? Acho que não. Somos, infelizmente, um país retrógrado e corrupto.

Agora as consequências estão à vista: o Benfica caminha para perder um campeonato que teve no bolso, envolvido em escândalos e investigações policiais, contratações que ninguém entende, comissões e negociatas mal explicadas que parecem feitas para dar dinheiro a ganhar aos amigos; o Porto é controlado por claques e informáticos criminosos e está em falência financeira; o Sporting caminha para a extinção; os clubes portugueses são eliminados por equipas de terceira e quarta linha da Europa. E os dirigentes assobiam para o ar.

Todos caminham alegremente para o abismo.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Estoril-Porto: anatomia do escândalo

Inclui-me entre aqueles que não acreditaram na denúncia anónima de pagamentos do Porto ao Estoril. Parecia-me algo de implausível. Afinal de contas seria uma prova irrefutável de corrupção, algo de que suspeitava mas em relação ao que não pensava existirem indícios absolutamente claros e evidentes. Admiti inclusivamente que fosse uma denúncia falsa, promovida pelo próprio Porto, de modo a que as acusações fossem descartadas como falsas e o caso fosse arquivado, para que não fosse novamente investigado e eles pudessem dizer: "estão a ver? Não se passou nada, isto são tudo calúnias".

Por isso fiquei chocado ao saber que afinal é mesmo verdade. E a frase que sintetiza o caso diz tudo: Porto pagou 780.000 euros ao Estoril nas vésperas do jogo na Amoreira. Isto é factual,  tendo evidentemente que ser investigado até às últimas consequências.

Façamos então a cronologia dos eventos, de acordo com o que se sabe e com o que o Porto alega em sua defesa.

1. Segundo o Porto, o Estoril emitiu uma fatura em novembro de 2017 relativamente a dívidas com Carlos Eduardo e Licá, jogadores transferidos há muitos anos. De acordo com alguns blogs benfiquistas, essas alegadas dívidas não constam dos Relatórios e Contas de 2015 e 2016. É algo que as autoridades terão que investigar.

2. A 15 de janeiro disputa-se o jogo Estoril-Porto. O Estoril vence ao intervalo por 1-0 mas durante este período a claque do Porto invade o terreno de jogo alegadamente porque sentiu a bancada  instável. Nas horas seguintes aparecem fotos de rachas numa parede de uma casa de banho do Estádio e de lages partidas na zona de sustentação de um pilar.

3. Os regulamentos prevêem que a segunda parte do jogo se desenrole nas 30 horas seguintes ou, caso haja acordo entre os clubes, nas 4 semanas seguintes. Tal não se verificou, pois o jogo só se concluiu 5 semanas depois.



4. Dia 19 de janeiro o LNEC informa que a bancada do Estoril nunca esteve em risco e não tem dados estruturais.






A 21 de fevereiro disputa-se finalmente a segunda parte do jogo. O Porto marca rapidamente 3 golos e vence tranquilamente o jogo. No fim, o treinador do Estoril diz que "dava dó" ver os seus jogadores em campo e que eles "não meteram o pé", falando na necessidade dos mesmos reverem a sua atitude porque "não basta vestir as camisolas, é preciso jogar".


Para além disso, houve uma declaração que deixou toda a gente confusa:




Esta declaração é insólita porque acusa os clubes de Lisboa de aliciarem o Estoril para ganhar com prémios ou malas, mas deixa no ar a ideia de que o Porto o sabia e "anulou" essas malas.

A 22 de fevereiro, César Boaventura, empresário de futebol que representa Gabigol e alegadamente é benfiquista, inicia uma série de acusações a J. Marques, prometendo revelações para breve. Nos dias seguintes seguem-se insinuações de que o Porto alicia jogadores de equipas adversárias.






A 1 de março é noticiado que foi entregue na Procuradoria Geral da República uma denúncia anónima dando conta de que o Porto teria pago algo como 730.000 euros ao Estoril para que este clube perdesse o jogo. De manhã o comunicador mor do dragão ironiza ("pronto, fomos apanhados"), mas ao fim do dia o clube admite o pagamento e desdobra-se em explicações no seu canal de propaganda para o justificar, falando em "dívidas antigas".

A 2 de março, o Porto escusa-se a enviar à imprensa a alegada fatura do Estoril, mostrada no Porto Canal com partes rasuradas. O seu comunicador mor também não consegue responder a perguntas sobre as parcelas em causa, a razão pela qual há partes rasuradas ou a data da transferência, falando de receitas de bilheteira do jogo com o Liverpool (algo que não bate certo, uma vez que essa receita foi de 1,5 milhões e se admite que o Porto enfrenta dificuldades de tesouraria, não sendo credível que mais de metade da receita fosse para pagar uma dívida com anos). Diferentes fontes dizem que os R&C's do clube não mencionavam estas supostas dívidas. 

Os próximos capítulos estão a caminho.



quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A Liga da mentira

Começam a faltar adjectivos para caracterizar o que se está a passar esta época.

Enquanto o nosso clube é diariamente difamado e acusado por personagens sórdidas tanto do Porto como do Sporting, dentro de campo estes dois clubes vão praticando aquilo de que nos acusam. Tem sido um fartar vilanagem. 

Mais do que palavras, optei assim por aqui deixar algumas imagens que marcam esta Liga e que ficarão sempre na sua história, independentemente de qual venha a ser o seu desfecho (e pelo andar da carruagem só um milagre faria com que o Benfica conquistasse o penta, face às forças extra-futebol em jogo). 

"Eres loco".

"Vai para o ...".

Árbitro não viu aqui falta, ao passo que o Sporting acusou o Tondela de "anti-jogo" (foi a única situação em que a equipa médica foi chamada)...




Dois pontos à capela, mais cartão amarelo que acarretaria suspensão e ficou no bolso.

Faz lembrar a forma como o Porto se sagrou campeão em 2011/2012 ("viu mas não quis marcar" - JJ)


O sorriso de quem vê as coisas correrem como previsto.



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

E agora? Porto financiado com dinheiros públicos.

Depois do caso do centro de estágios do Olival, que nunca foi devidamente explicado, temos o financiamento do Porto Canal com dinheiros públicos das Câmaras Municipais. 

O escândalo é denunciado pelo "i" mas imagina-se que vá cair em saco roto na restante imprensa que só se preocupa com casos que possam atacar o Benfica.



Depois da absolvição de Pinto da Costa por tribunais do Porto e de um juiz também do Porto declarar que a divulgação dolosa de correspondência pessoal, obtida em consequência de um crime, era "serviço público", só faltava mesmo perceber-se que também o poder político - não apenas do Porto mas do norte - estava ao serviço do Porto Canal, órgão oficial da propaganda do FC Porto. E ainda têm a coragem, ou melhor, o descaramento, de falar em polvo...

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O "roubo" explicado

As televisões continuam a dizer que Luis Filipe Vieira apelidou uma arbitragem de "roubo". As declarações em causa aconteceram em Dezembro do ano passado, após um jogo no Estádio da Luz.

Cada vez que o ouço irrito-me porque não foi isso que aconteceu. É uma falsidade que inclusivamente já fez com que LFV  tenha sido castigado pela Liga - certamente para tentar justificar o injustificável e criar a imagem de que o ruído e insinuações do presidente do Sporting e seus acólitos eram afinal replicadas no lado do Benfica.
 
Ora o que realmente aconteceu foi que Luis Filipe Vieira, após um jogo que o Benfica ganhou mas no qual foi claramente prejudicado, disse que estava curioso para ver se no dia seguinte as páginas dos jornais falariam em roubo.
 
E o contexto disto é claro e conhecido de quem acompanha minimamente o fenómeno desportivo neste país: uns meses antes, quando o Sporting foi prejudicado na Alemanha com um penalty contra por uma mão inexistente (a bola bateu na cabeça do jogador), tanto "A Bola" quanto o "Record" escreveram em manchete as palavras "roubo" e "roubado". Ora quando o Benfica perdeu uma final da Liga Europa contra o Sevilha, após o árbitro não ter assinalado três grandes penalidades contra os espanhóis, esses mesmos jornais nada referiram de "roubos".
 
Luis Filipe Vieira não afirmou portanto que o Benfica tinha sido "roubado" mas apenas manifestou curiosidade por ver como é que o jogo seria retratado na imprensa no dia seguinte.
 
É só isso. Mas claro que é preciso lançar a confusão e criar este "folclório" para justificar o comportamento reprovável dos dirigentes (e treinador) do Sporting ao longo de toda a época. A pressão que têm feito e as acusações constantes antes e depois dos jogos.

Seja como fôr, nada nos desviará da concentração que mantemos nos nossos objectivos. Fica apenas esta nota porque de facto a desonestidade deve ser desmascarada e infelizmente nem na BTV vi esta falácia da "acusação de roubo" ser desmascarada.


PS - a estória do "roubo" é aliás semelhante à acusação de que Luis Filipe Vieira teria dito que queria ter lugares na Liga e não contratar jogadores. Isto é o cúmulo da desonestidade: LFV disse que não valia a pena ter grandes jogadores quando as coisas não se decidiam em campo. Nessa medida  interessava mais ter gente na Liga do que jogadores em campo. Ou seja, LFV estava a criticar este estado de coisas, estava a denunciar este "sistema" que na altura estava bem vivo e não a fazer a apologia daquele modo de fazer as coisas, como os seus detractores, por ignorância ou desonestidade, querem fazer crer.  

quinta-feira, 16 de julho de 2015

A praga Proença

Não contente com todo o mal que fez ao Benfica ao longo dos seus anos de carreira, assim conseguindo ser "o melhor do mundo", o que por sua vez lhe permitiu, por exemplo, afastar o México das meias finais do último Mundial, assinalando um penalty fantasma sobre Robben, não contente, Proença, tal como uma praga que depois de aparentemente desaparecida volta para atormentar as populações, quer voltar ao futebol português e à arbitragem. As intenções não podiam ser mais cristalinas: Proença quer roubar o Benfica à grande. Porquê? Porque só assim o seu ego gigantesco, que precisa de quantidades brutais de gel na cabeça para se refrescar, conseguirá ter alguma satisfação. Prejudicando declaradamente o Benfica, Proença demonstra ser impermeável ao poder do maior clube português, sentindo-se ele próprio o verdadeiro poder, ou seja a fonte mesma desse poder. É um delírio de poder doentio que já dura há décadas mas que agora tem o apoio de um outro louco, Bruno de Carvalho e, claro está de grande parte da comunicação social que se deslumbra com o gel e com os títulos de "melhor do mundo" para se poder realizar. 

Não tenhamos dúvidas: seria um desastre para o Benfica que o afastaria completamente dos títulos. Para Proença, a isenção em relação ao Benfica demonstra-se desta forma: a favor do Benfica marcar apenas o inquestionável, contra o Benfica marcar tudo. Ser implacável nos cartões aos jogadores do Benfica, expulsando à primeira oportunidade ou até criando "oportunidades" que outros menos imaginativos não vislumbrariam mas que a posteriori os aduladores do melhor do mundo se encarregariam de justificar. Ser implacável nos cartões aos adversários do Porto, marcando penalties por tudo e por nada. Ser totalmente condescendente com os adversários do Benfica e permitir-lhes quase tudo. Proença foi talvez o árbitro que mais prejudicou o Benfica na história do futebol e o seu regresso a uma posição de dirigismo desportivo significaria com grande probabilidade um alargamento dos seus padrões a quase todos os árbitros. É uma praga que importa a todo o custo evitar. 

Os adversários do Benfica estão desesperados com o sucesso do clube nos últimos anos e a empenhar tudo no presente para alterar esse estado de coisas. Fazem tudo, inclusivamente ir buscar figuras emblemáticas ao nosso clube, engolindo toda a espécie de sapos pelo que antes disseram sobre essas figuras. Vale tudo - menos ter um pingo de vergonha na cara. No entanto eles sabem que o Benfica continua a não os temer, apesar de todas as contratações e de milhões e milhões de euros que não se chega a perceber bem como surgem neste período de crise e austeridade. Por isso eles sabem que falta uma peça. Essa peça para eles seria Proença, o homem cujo ego não tem limites. O Benfica terá que fazer tudo para que tal não se torne realidade. É preciso não ter medo de falar claro. Isto seria o regresso do sistema e o Benfica tem obrigação de tudo fazer, começando por denunciar claramente quais as intenções destas manobras, para evitar um regresso ao passado.


LAMENTÓ LOS ERRORES COMETIDOS AL FINAL DEL PARTIDO

Herrera: "Espero que Proença se vuelva a casa como nosotros"

  • "El señor del silbato es el que nos deja fuera del Mundial"
  • "Fue un Mundial en el que todo estuvo en contra de México"




DT México culpa al arbitraje por eliminación ante Holanda

domingo 29 de junio de 2014 16:31 GYT
 
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JOGO COM O TOTTENHAM

Presidente do Lyon critica arbitragem de Pedro Proença

por Octávio Lousada Oliveira15 fevereiro 2013Comentar
Presidente do Lyon critica arbitragem de Pedro Proença
Após a derrota (2-1) frente ao Tottenham de André Villas-Boas, Jean-Michel Aulas apontou o dedo ao juiz português.


Romenos não largam Proença

Publicado em 17 nov 2013 às 15:35
A imprensa da Roménia considera inaceitável que o árbitro português não tenha visto Mitroglou em fora de jogo no 1-0.

Criticism[edit]

He took some decisions to the detriment of the Romania national team. On 9 October 2010, he officiated the match France vs Romania (2–0) in Paris. In the 83rd minute of the game, Loïc Rémy opened the score from a clearly offside and he validated the goal.[3]
In November 2013 he was appointed by FIFA as referee to the match Greece - Romania in UEFA Euro 2012 qualifying play-offsRomanian Football Federationsent a letter of protest to both FIFA and UEFA, contesting his selection as the referee of the match, considering his negative precedent in the match against France, and in addition the fact he is co-national with Greece coach Fernando Santos.[8][9][3] Romanian Federation's protest was ignored and he refereed the game. Match score, which ended 3-1, was opened by Kostas Mitroglou after 14 minutes, who scored from a position of offside and he "not seeing" that - validated the goal.[10][11]











quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Os lucros e benefícios da Benfica TV


A Benfica TV foi um projeto pioneiro (não apenas em Portugal) que constituiu um golpe tremendo no sistema do futebol português.


Com a Benfica TV o clube adquiriu um poder tremendo, ao mesmo tempo que atacava a hegemonia da Sport tv, altamente conotada com o Porto e que dominava o nosso futebol.

A Benfica TV, ao mesmo tempo que criava um canal de comunicação de massas direto entre o clube e os adeptos, permitindo que as mensagens chegassem sem intermediários, fio e é um contrapeso tremendo à Sport Tv, nomeadamente nos subscritores de conteúdos pagos. Para além dos jogos do Benfica em casa, incluíndo equipa B, juniores e modalidades, o canal adquiriu os direitos de transmissão da Liga Inglesa (claramente a mais espectacular do mundo) e ainda outros produtos como os combates internacionais da UFC (artes marciais mistas) que têm ganho grande popularidade em todo o mundo.

Deve também dizer-se que os conteúdos feitos pela Benfica TV, como entrevistas, debates e programas de opinião têm melhorado muito e atingido nalguns casos patamares elevados de qualidade.

Recentemente soube-se, através  do Relatório e Contas da época passada, que a Benfica TV tinha gerado uma receita de 28, 1 milhões de euros. 

Esta notícia é importante porque muitos queriam fazer-nos crer que a decisão de romper com a Sport TV e transmitir os jogos em casa na Benfica TV tinha sido uma má decisão em termos comerciais.

Sempre defendi que as decisões têm que ser analisadas na sua globalidade, de um ponto de vista estratégico e não apenas contabilístico e que portanto a decisão tinha sido correcta e até fundamental para o Benfcia acabar com o sistema de poder em vigência no futebol português e assim conseguir uma competição limpa onde tivesse mais hipóteses de ganhar.

Estes números mostram porém que mesmo do ponto de vista comercial, a decisão foi excelente e os resultados superam todas as expectativas. 

Descontando os gastos ou despesas de funcionamento da Benfica TV, avaliados em 11 milhões (ver notícia abaixo transcrita do "Público"), o canal deu 17 milhões de euros de lucros. É um resultado óptimo. 

Alguns dirão que estes valores ficam abaixo da última oferta da Sport TV. A própria notícia abaixo sublinha isto. Mas aí há que considerar três coisas: 1) essa oferta resultou apenas do facto do Benfica ter exigido mais precisamente por ter uma capacidade negocial muito forte adveniente de ter sempre de reserva a possibilidade de transmitir os jogos na Benfica TV; 2) uma maior receita para o Benfica equivaleria a uma maior receita para o Porto que obrigatoriamente recebe 80% do que o Benfica recebe; 3) - o factor mais importante - a Benfica TV dá-nos um poder e capacidade de promover a marca Benfica que dificilmente pode ser quantificado. 

Como nota final gostaria de sublinhar que não gosto desta nova designação de "BTV". Acho que a Benfica TV é a Benfica TV e não pode haver qualquer timidez ou vergonha em afirmar o nome do clube no nome do seu canal. Duvido que qualquer pessoa que não goste do Benfica vá subscrever o canal apenas por este de Benfica TV tenha passado a BTV. Espero aliás que esta história seja reversível e que o canal volte a ter o clube no nome.


Benfica TV rendeu 17 milhões de euros “limpos”

Encaixe em 2013-14 é inferior à última oferta da Olivedesportos, que atingia os 22,2 milhões de euros por ano.

O Benfica iniciou na época passada uma nova forma de explorar os seus direitos televisivos, trocando a venda a uma empresa externa pela transmissão dos seus jogos no canal do clube. Afinal o que compensa mais? Os números publicados no relatório e contas da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Benfica indicam que a receita líquida gerada pela Benfica TV (17,1 milhões) ficou abaixo da última oferta da Olivedesportos (22,2 milhões), embora seja mais do dobro dos 8 milhões que a empresa de Joaquim Oliveira pagava até à época passada.
 “A BTV [Benfica TV], no seu novo modelo e, ainda, único em todo o mundo, gerou no presente exercício receitas brutas de 28,1 milhões de euros. Resultados que esperávamos, mas de que muitos desconfiavam. Resultados que superaram a oferta feita pela anterior empresa titular dos nossos direitos televisivos.”, diz Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, logo na mensagem inicial no relatório e contas da época 2013-14, enviado na sexta-feira à noite à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Só que para fazer a comparação com o anterior modelo, é necessário igualmente perceber quais são as despesas da Benfica TV, que tem “70 colaboradores” (como é referido no relatório) e adquiriu direitos de transmissão de jogos de campeonatos estrangeiros, como o inglês e o grego. Em nenhum capítulo do relatório, é especificado o balanço líquido da Benfica TV, mas a dado ponto é referido que “os gastos operacionais consolidados [da SAD do Benfica] aproximaram-se dos 109,2 milhões de euros, sendo a sua variação essencialmente explicada pela inclusão da Benfica TV no perímetro de consolidação da Benfica SAD, que gerou um impacto de 11 milhões de euros, e pelo aumento dos gastos com o pessoal.”
Há ainda referência a um acréscimo de 5,2 milhões de euros nos fornecimentos e serviços de terceiros, explicada pela Benfica TV e pela organização da final da Liga dos Campeões,  mas, ao que o PÚBLICO apurou, os valores destes serviços já estão englobados nos gastos operacionais consolidados.
Podemos, então, subtrair os 11 milhões de euros de custos da Benfica TV aos 28,1 milhões de euros de receitas brutas do canal para chegar a uma receita líquida de 17,1 milhões de euros. Em 2012, a Olivedesportos tinha oferecido 111 milhões por cinco temporadas, o que dava uma média de 22,2 milhões por época, mais cinco milhões do que a receita agora gerada pelo canal do Benfica. Nesta comparação, não é possível saber qual seria o valor líquido da oferta da Olivedesportos, mas, por outro lado, há igualmente receitas e despesas da Benfica TV que não estão relacionadas com a transmissão dos jogos caseiros da equipa profissional de futebol. Refira-se ainda que a Benfica TV já superou os 300 mil assinantes, segundo o relatório enviado à CMVM.
Outro dado relevante do relatório e contas do Benfica é a subida considerável dos gastos com pessoal. A SAD benfiquista gastou 62,2 milhões de euros (ME) em salários e prémios, mais 25,3% do que na época anterior (50,4 ME). Estes valores fizeram o clube da Luz descolar dos rivais, já que o FC Porto reduziu ligeiramente os gastos com pessoal (de 50,8 para 44,1 ME) e o Sporting fez um corte brutal (de 41,7 para os 25M).
“Os gastos com o pessoal registaram um crescimento de 25,3%, o qual é essencialmente justificado pelo investimento efectuado no plantel de futebol, que implicou um aumento da massa salarial, e pela distribuição de prémios de objectivos e desempenho por atletas, equipa técnica e estrutura profissional de futebol”, justifica-se no relatório da SAD — destes 63,2 milhões, 43,9M dizem respeito a remunerações fixas e dez milhões a prémios. O administrador financeiro da SAD, Soares de Oliveira, recebeu remunerações de 299 mil euros e Rui Costa 230 mil.
Como já era conhecido, desde que o Benfica apresentou o resumo das contas no mês passado, a SAD “encarnada” obteve um lucro de 14,2 milhões de euros na época 2013-14, um valor bem melhor do que os 368 mil euros de resultados positivos da SAD do Sporting e que contrasta com o elevado prejuízo da SAD do FC Porto no mesmo período: 38,4 milhões.
Tal como já era público no primeiro resumo das contas, o Benfica obteve na época passada resultados operacionais (sem vendas de jogadores) de 105 milhões de euros (ficando pela primeira vez acima dos 100 milhões), bateu um recorde de transferências de jogadores (encaixe de 75,6 milhões de euros) e o passivo subiu 2% para 449,1 milhões. Os capitais próprios melhoraram, mas são negativos (8,4 milhões), tal como acontece nos rivais - o FC Porto tem capitais próprios negativos de 28,5M e o Sporting de 118M negativos, estando as três sociedades na chamada situação de falência técnica.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

1 de Abril? Anedota?

A notícia de ontem - que nem sequer aprofundei - de que Pinto da Costa foi (voltou a ser?) ilibado é algo que enjoa e que enoja. Algo que mais uma vez descredibiliza por completo a justiça portuguesa.

Faz lembrar aqueles filmes, passados em Gotham City ou nalgum outro local imaginário ou futurístico, nos quais praticamente todos os políticos, decisores e homens em lugares de poder são corruptos que ademais têm os juízes no seu bolso.

Digo-vos uma coisa, não deve ser fácil ser polícia e muito em particular polícia de investigação neste País. 

Pinto da Costa nunca foi praticamente condenado a coisa nenhuma, com excepção de uma pena de dois anos de suspensão pela justiça desportiva - da qual não recorreu - que aliás poucos efeitos práticos teve.

Nos tribunais foi absolvido em praticamente todos ou mesmo todos os processos, designadamente os ligados ao apito dourado e os que o opuseram a Carolina Salgado. Com o infame Lourenço Pinto à sua ilharga, passou incólume por tudo, desde subornos e corrupção a espancamentos encomendados.

Ora vir agora, passados todos estes anos, "absolver"mais uma vez Pinto da Costa só pode ter uma intencionalidade clara de branquear e tentar rescrever a história, possivelmente na esperança de daí retirar benefícios. 

Pelo que percebi, a Federação, com base na decisão judicial, anulou o castigo a Pinto da Costa. Trata-se de uma atitude repulsiva, que denota um comportamento e uma mentalidade viscosa. Fernando Gomes, é o responsável máximo por esta decisão. Convém registá-lo.

Nota: estava-me a esquecer de um "pormenor" importante. É que Pinto da Costa e Jacinto Paixão foram "absolvidos" alegadamente por as escutas não poderem ser aceites como meio de prova, apesar de Jacinto Paixão ter ele próprio feito um vídeo no qual confessou a corrupção.




sábado, 5 de abril de 2014

Porto trabalha para regresso da batota

 
 
Sempre que, nos últimos anos, o Porto perde um campeonato (e infelizmente têm sido poucas as vezes que tal acontece), de imediato começa uma campanha nos bastidores para novamente garantir o regresso da batota e da viciação dos resultados.

Vejamos, após anos e anos de apitos frutados, passou a haver sorteio dos árbitros - e o Porto perdeu. Na altura o Benfica estava demasiado fraco (devastado pela era Artur Jorge e, depois, por Vale e Azevedo), mas o Boavista e o Sporting conseguiram títulos.
 
 

O que aconteceu? O Porto manobrou para acabar com o sorteio dos árbitros e voltou a ganhar, nomeadamente com visitas nocturnas de árbitros para aconselhamentos matrimoniais.

Paulatinamente, o Benfica fora-se reconstituindo, construindo bons plantéis e começou a apresentar-se como candidato a regressar às vitórias.

Em 2005, com uma "vigilância" muito grande resultante de um Euro em Portugal, que atraiu sobre nós as atenções dos organismos internacionais, e com José Veiga no departamento de futebol do Benfica (ele que conhecia bem os meandros do futeluso e o modus operandi portista), o Benfica de Trapattoni conseguiu voltar aos títulos.

Veiga saiu, Trappatoni também (o Benfica também não tinha de facto um plantel assim tão forte) e o Porto voltou a ganhar.

Entretanto chega Hermínio Loureiro e Ricardo Costa e há uma tentativa de moralizar o futebol português. Em 2010 o Benfica é campeão com mérito inquestionável, mas rapidamente o Porto manobra para voltar a controlar o poder do futebol. Depois de desgastar e minar o poder de Loureiro (nomeadamente a campanha infame do "campeonato do túnel", na qual agressores são transformados em vítimas), com vigílias e outras singularidades, o Porto (operando então através da Federação) consegue que aquele saia da Liga. Através do poder da Federação, o Porto conquista o poder da Liga. A primeira medida de Fernando Gomes é demitir Ricardo Costa e o Conselho de Disciplina.  

O sinal estava dado e os protagonistas rapidamente o perceberam - o poder voltara ao Porto e agora assumia-se até como legítimo, porque eleito. Joaquim Oliveira, com a sua Olivedesportos e Sporttv, Pinto da Costa e seus sequazes promovem os seus árbitros, que se tornam as principais vedetas e principais desequilibradores dos campeonatos: é a era de Proença, Benquerença (ambos já com muita história), Jorge Sousa e Artur Soares Dias, todos eles candidatos a melhor do burgo e, quem sabe, do mundo.
 
 
 
O Benfica não desarma, o Sporting insurge-se e abandona a sua posição de acólito do Porto e as coisas começam a mudar. A BenficaTV é uma pedrada no charco que provoca ondas de choque brutais. A crise afecta muito o grupo de Oliveira e o sistema abana.
 
De imediato o Porto sente os efeitos de uma alteração do equilíbrio de poder, agora mais distribuído, e é relegado para a sua justa posição, condicente com a sua capacidade dentro das quatro linhas: se nas últimas duas épocas (para não recuar demasiado no tempo), o Porto não tivesse sido tão escandalosamente beneficiado, teria acabado os campeonatos à mesma distância a que agora está do Benfica.
 
E eis senão quando um filme já tantas vezes visto, qual sequela de má qualidade, volta às telas: desta vez sob a forma de uma campanha incessante para demitir o presidente da Liga (pela simples razão deste ter afrontado o monopólio e o poder da Sporttv), com episódios caricatos como a reunião de ontem debaixo de um toldo de uma bomba de gasolina. Esteve lá a fina flor...
 
 
 
Não se iludam, o desejo do Porto é só um: voltar ao passado, voltar à batota, voltar a ser constantemente beneficiado, voltar a contar com o proteccionismo dos árbitros, voltar a controlar todas as instâncias decisoras do futebol português (neste momento controlam apenas algumas), voltar a colocar o papa no poleiro.
 
Pois eles sabem que só assim não vão parar ao seu lugar natural, que é o terceiro, vencendo apenas muito episodicamente.

Por isso estão a tentar colocar um fantoche, possivelmente o tal Rui Pedro Soares, à frente da Liga. Para lhes fazer todos os fretes, amparar todos os golpes, para jogar o seu jogo. Que todos sabemos qual é: fruta com café com leite.

Vergonha para os acólitos deste papa miserável e decrépito, que andam ao seu lado em bombas de gasolina em beija-mãos desonrosos para comer algumas migalhas que caiam da mesa do seu suserano.

Chega! Chega de tanta vigarice! Não podemos desarmar, não podemos dar espaço a esta gente para continuarem uma história suja de 30 anos. Se baixarmos a guarda arriscamo-nos a mais ter mais 3 ou 4 anos de xistradas e palhaçadas e o futebol português arrisca-se a falir de vez. O Sistema não quer mesmo morrer, mas cabe ao Benfica assumir a liderança da batalha para não o deixar voltar ao poder.

Sem espantalhos não haverá mais papas no futebol português e deixará de haver estruturas infalíveis. O Porto tornar-se-á um clube igual aos outros: ganhará quando tiver que ganhar (quando for realmente melhor) e perderá todas as outras vezes (e serão muitas). E o ambiente tornar-se-á muito mais sadio no futebol português.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Sporttv - a manipulação continua

É inacreditável como a Sporttv pode ser tão parcial, tão manipuladora quer nos comentários, quer sobretudo na realização e escolha das imagens e planos.

No jogo de Braga bastou um jogador da equipa da casa cair ao lado de Luisão para que esse lance merecesse logo honras de meia dúzia de repetições seguidas. Mas ninguém conseguiu perceber o que aconteceu com Enzo Peres que apareceu caído no terreno e bastante queixoso vindo mesmo a ser substituído. Uma falta perfeitamente normal de Fedja também foi repetida várias vezes, pela simples razão de que o nosso jogador já tinha amarelo. As "mensagens" são claras e os "arranjinhos" ficam logo feitos para os "tribunais" d' "O Jogo" e provavelmente para a própria comissão de análise da arbitragem já saberem qual a matéria a avaliar. 


Sempre que há qualquer, mas mesmo qualquer lance na área do Benfica em que um jogador caia, as repetições são inúmeras e de todos os ângulos, até algum deles poder gerar a dúvida de que houve algo. Quando se trata de lances do Benfica, só mesmo quando o lance é descarado esta Sporttv, que de facto merece o nome de SPortoTV, se digna dar alguma repetição. 

No caso do seu clube as coisas obviamente invertem-se. É estranho como é que um jogador do Nacional aparece com a boca cheia de sangue num único plano que não merece repetição, nem se detectando quaisquer imagens nas quais possa estar a causa daquele "acidente".


Este canal de televisão é uma vergonha autêntica para o jornalismo. O seu papel não é informativo mas de apoio a um clube, o clube do Porto evidentemente, não hesitando um segundo em manipular as imagens de forma a mostrar as coisas sempre do ângulo mais favorável àquele e mais desfavorável ao Benfica (seu ódio mortal). Imaginem como estaríamos se não fosse a BenficaTV e compreendam por aqui qual a sua real importância.

Há muito que não tenho Sporttv em casa. Não poderia ter um canal anti-benfiquista.

Mas claro que a SportTV não é o único órgão de comunicação controlado por Joaquim Oliveira. O "Jornal de Notícias", a TSF e o "Diário de Notícias" também o são.

Daí a presença constante de outro portista fanático em todos estes órgãos dos mídia: Manuel Queirós. 

Mas este homem é um fenómeno pois consegue para além disso estar na Antena 1 (da RTP e potranto pública) e no "Mais futebol" (ou "mais Porto") / TVI, que pertencem a grupos concorrentes ao de Oliveira. É espantoso. 

Para Queirós, falando no Domingo n TVI, a arbitragem de Proença em Braga "protegeu os maiores". Já a sua crónica de hoje no "DN" (como vos digo, o homem está em todo o lado) é dedicada a defender Quaresma (e a sua ida à seleção) e a criticar as arbitragens, nomeadamente  a de Capela na Madeira, por estarem a prejudicar o Porto. É espantoso que Queirós consegue ainda ir buscar de novo a história do "critério largo" (alusão à arbitragem de Capela no Benfica-Sporting do ano passado) mas não conseguiu ver neste jogo as situações em que o árbitro beneficia o Porto, nomeadamente um penalty inexistente e a não expulsão de Quaresma.

Que este homem seja um ferrenho adepto portista que procura em todas as ocasiões defender o seu clube, é algo de normal, de legítimo. O que não é normal, nem legítimo, nem aceitável, é que este homem apareça em tudo o que é lado a falar como se fosse um comentador isento, quando não o é de todo, não se detectando nestes programas nenhum comentador de cor benfiquista para fazer o contraditório. É que este homem, para além de escrever e comentar na TVI, comenta jogos em directo, nomeadamente para as rádios. É sua a célebre frase, perante uma agressão de James Rodrigues, de que "um vermelho só pode ser dado por algo muito grave".

Sobre este assunto já escrevi aliás no passado pois recorrentemente somos confrontados com "atentados" à verdade. Para quem os quiser consultar, aqui ficam os links para esses textos.

http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/12/adeptos-do-porto-atacam-de-novo.html
http://justicabenfiquista.blogspot.pt/2013/10/as-transmissoes-pateticas-da-tvi.html

Uma última nota: Dias Ferreira, sempre foi um adepto sportinguista submisso ao Porto. Durante anos andou constantemente a branquear tudo o que o Porto fazia. Toda a sua bílis e o seu fel eram sempre destinados ao Benfica. A acção do seu actual presidente (e a linha agora adoptada pela generalidade dos sportinguista)  - assumindo que o Porto é o responsável e o beneficiário pela batota que há anos se instaurou no futebol português - desmente completamente, desautoriza e até condena a actuação de Dias Ferreira durante vários anos. 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Arbitragens, ameaças e ataques

A indignação e o "basta" I


A semana que passou foi a da indignação sportinguista.

Devo dizer que compreendo que as pessoas se sintam indignadas quando consideram que foram prejudicadas pela arbitragem e sobretudo quando sentem que a arbitragem espoliou a sua equipa de pontos, de modo que por vezes parece intencional. Muitas vezes aqui me indignei.

No entanto já compreendo menos quando as queixas esquecem favorecimentos e se dão num jogo em que a par de prejuízos houve benefícios claríssimos.

Objectivamente, no jogo que deu aso a tudo isto em Setúbal, o Sporting empatou 2-2 e os golos nascem de um penalty inexistente e de um lance em que a bola parece nem sequer ter entrado.

É verdade que há um golo mal anulado ao Sporting - mas quantos fora-de-jogo são mal assinalados todas as semanas? Também o segundo golo do Setúbal nasce de um penalty fantasma, um penalty à Porto.

Houve por isso equilíbrio nos erros - grosseiros sem dúvida - pelo que não me parece que se possa falar em "roubo".

Roubo é sim um árbitro marcar dois penalties inexistentes contra uma equipa, como aconteceu com Xistrema na época passada contra o Benfica, e este ano vejo também acontecer em jogos do meio da tabela para baixo (área em que o sistema anda a operar e em que temos que ter muito cuidado ou na próxima época voltamos a ter uma maioria esmagadora de clubes do Norte na 1ª Liga).

Obviamente que é ridículo dizer que se vai processar os árbitros e a Liga. As leis da UEFA prevêm a descida de divisão (até aos distritais, ou seja provas amadoras) dos clubes que recorram à justiça civil por questões relativas à justiça desportiva.

Quanto ao outras iniciativas igualmente ridículas em que o Sporting é useiro e vezeiro, sinceramente já nem sei o que dizer. Deixo a imagem, que fala por si, do "comício" do movimento "Basta".





O "caso" JJ vs. Sherwood


Houve depois a situação do desentendimento entre Jorge Jesus e Sherwood no jogo da Liga Europa, que já abordei. Claro que todos os nossos rivais queriam que o nosso treinador fosse punido (pudera!) e foram muito críticos do comportamento "gravíssimo" de JJ. Já disse o que penso sobre o assunto mas o "caso" está encerrado, para desgosto dos nossos rivais. Se falo dele é apenas para assinalar que Sherwood no último jogo, com o Arsenal, se envolveu com Sagna, a quem atirou a bola com força por duas vezes em direção ao peito, levando o jogador a ir-lhe pedir satisfações. Sherwood é pois reincidente em comportamentos provocatórios, neste caso meteu-se foi com a pessoa errada.


O clássico e o basta II


Vi o clássico entre o Sporting e o Porto com enorme gozo. Sabendo que independentemente do que acontecesse o Benfica sairia beneficiado deste jogo, pude vê-lo com toda a descontração.

Com toda a sinceridade, este jogo nada tem a ver com os jogos entre estes adversários e o Benfica.

Vi, comparativamente aos clássicos/derby, um jogo com pouquíssima intensidade, muito pouca tensão, muito pouca emoção. 

Num Benfica-Sporting ou Benfica-Porto, cada lance é disputado como se fosse o último, cada bola como se fosse de golo, o portador da bola é sempre pressionado de muito perto, há poucos espaços e todos jogam nos limites. Já neste jogo, os defesas saiam com a bola sem marcação, os médios construíam quase sem pressão, jogava-se quase a passo, com poucas mudanças de velocidade, poucos duelos rasgados.

Foi, digo-o com toda a sinceridade e sem intenção de apoucar os adversários, um jogo fraco, sem dimensão, sem intensidade e com emoção apenas qb. Um jogo no qual em nenhum momento se sentiu um ambiente vibrante, frenético, um verdadeiro nervosismo e peso da responsabilidade de um jogo decisivo.

Destacaram-se Quaresma, que, como já aqui disse, está de facto noutro patamar, sendo hoje o melhor jogador do Porto e Slijmani pelo golo. Mas destacou-se também e sobretudo Proença! Expulsou um jogador do Porto! Isto é um momento que tem que ser assinalado, porque há um antes e um depois deste jogo. Não apenas Proença validou um golo precedido de fora de jogo, como não marcou um lance de possível penalty a favor do Porto, como ainda expulsou Fernando. Ou muito me engano ou Proença rapidamente deixará de ser "o melhor do mundo". Aliás, se ouvi bem, Manuel Queirós, o portista, disse algo nesse sentido no Domingo à noite.

Já ontem era Manuel Serrão, agora menos sorridente, que dizia: "fomos comidos por um fedelho", ao passo que Eduardo Barroso não escondia um sorriso maroto.

A realidade é que os vários "basta", comunicados e "indignações" parecem ter tido efeito. 


As ameaças de morte - basta III


Há limites para tudo. Há muito que venho dizendo que tem que ser posta ordem no futebol. Têm que se prender pessoas que têm acções criminosas. Já houve mortes resultantes da violência que rodeia o futebol e nada foi feito. Eu espero sinceramente que não seja preciso morrer alguém menos anónimo para que de vez a polícia e a justiça intervenham. E para que isso aconteça será preciso alguns políticos deixarem de dar cobertura a alguns criminosos do futebol.

Aquilo que Bruno de Carvalho fez foi tentar pela via da pressão e da demagogia resolver, quer dizer atacar, dissolver, um sistema de poder que há anos beneficia o Porto. Em larga medida a sua estratégia é correcta (do ponto de vista dos interesses sportinguistas) e está a ser coroada de sucesso.
Há porém que ter muito cuidado pois alguns loucos não sabem onde estão os limites. Por exemplo, adeptos (sportinguistas, tudo o indica) já vandalizaram estabelecimentos do árbitro Manuel Mota.

Claro que a pressão sobre Proença resultou e claro que a pressão sobre Manuel Mota, com ameaças de morte não apenas a si mas à sua filha - algo de cobarde, criminoso e absolutamente inaceitável - também "resultaram". O Benfica sobre um penalty inexistente e vê uma expulsão indiscutível ser autenticamente perdoada a um jogador nacionalista.

Não pode valer tudo! Se a "indignação", real ou estratégica, do Sporting se compreende para acabar de vez com o sistema de poder no futebol português, ela assemelha-se perigosamente à estratégia adoptada há 30 anos por Pinto da Costa. Não se pode, para combater um mal, adoptar-se os seus métodos, ou tornamo-nos iguais a esse mal. Recordo aliás que esta estratégia sportinguista já tem antecedentes e que o gravíssimo e criminoso incêndio do Estádio da Luz - NUNCA CONDENADO PELOS DIRIGENTES SPORTINGUISTAS E MENOS AINDA PELOS ADEPTOS - se seguiu a um incendiar do ambiente com a história da jaula, promovido por dirigentes e comentadores sportinguistas.

Ainda bem que, apesar da tentação ter existido, o nosso clube nunca enveredou por esse caminho.

Mas para além disto, destas ameaças, aconteceu ontem ainda uma outra coisa inimaginavelmente grave: a serem verdadeiros alguns relatos, houve um ontem atentado contra Mário Figueiredo! Como se sabe, o Presidente da Liga tem combatido o monopólio da Sporttv/FC Porto, que tudo têm feito para o depor. A confirmar-se o atentado temos mais uma manifestação do ponto a que esta gente está disposta a ir para manter o status quo dos seus negócios futebolísticos.

Há que pôr ordem e parar com isto. Basta de "bastas", basta de sistema e basta de criminalidade! Isto é futebol, não é, não pode ser uma guerra mafiosa.