O futebol português é simplesmente uma vergonha.
O que aconteceu na Liga Europa é a consequência lógica da gestão danosa, da corrupção que grassa no futebol português (e que infelizmente parece estar bastante mais disseminada pela sociedade portuguesa do que eu pensava).
A incompetência começa na cúpula: Pedro Proença é, como dirigente, o que foi como árbitro: um vaidoso completamente incapaz. Todo ele é forma e estilo, zero de substância. Como árbitro prejudicava o Benfica em TODOS os jogos, alegadamente por ser benfiquista e muito honesto... (pausa para rir)
Fernando Gomes é muito apreciado dentro da Federação, incluindo pelo seleccionador e os jogadores. Mas tem um passado no mínimo duvidoso e não se quer envolver no charco da clubite, quando deveria ser a autoridade máxima e o garante da decência do nosso futebol.
Aquilo que aconteceu no Porto aquando da visita do Benfica, com enforcados, faixas com mensagens de ódio, bolas de golfe - acontecimentos gravíssimos - foi completamente ignorado por aquelas autoridades quando a sua obrigação era a de uma acção rápida e firme
Este estado de coisas - que não mudou assim tanto desde o apito dourado, altura em que o Porto deveria ter perdido os títulos referentes às épocas em que comprovadamente corrompeu árbitros com viagens e prostitutas - motiva um clima de guerrilha permanente Benfica-Porto que seca tudo à volta e está a matar o futebol português.
Neste estado de coisas, o Benfica, por muito que isso nos custe admitir, tem igualmente muitas culpas e muito a explicar.
O futebol português foi dominado pelo Porto durante três décadas através de um sistema de corrupção económica e institucional. Árbitros, quinhentinhos, agências de viagens, doping, observadores, dirigentes, tudo estava controlado e tudo está disponível para consulta no youtube graças às escutas da polícia judiciária.
O problema é que nada mudou, atendendo a que as condenações foram todas revertidas. Agora sabemos que há corrupção ao mais alto nível nas instâncias judiciais. Agora percebemos por que razão os juízes do Porto não quiseram condenar o clube e Pinto da Costa.
E tudo voltou à normalidade de um país de terceiro mundo.
A dada altura, o Benfica percebeu que por muito que fizesse em campo não conseguia ganhar. E iniciou uma estratégia de influência nos lugares de poder para contrariar o poder do Porto.
Esta é a realidade e assim chegámos à situação presente que envergonha os benfiquistas que têm verticalidade e decência: vouchers mal explicados e manobras no limite da legalidade que equipas de advogados agora procuram demonstrar que não configuram actos de corrupção.
É preciso começar do zero. Estes dirigentes, do Benfica, do Porto, do Braga, têm todos, sem excepção, negócios e passados obscuros e têm que ser investigados. Todos têm que abandonar o futebol. O mesmo é válido para a arbitragem e para os dirigentes da Liga e Federação. No caso do Sporting, a situação é diferente: gente amadora e incompetente que está a destruir o que resta do clube e que por essas razões deveria demitir-se urgentemente.
Se eu acho que isto vai acontecer? Acho que não. Somos, infelizmente, um país retrógrado e corrupto.
Agora as consequências estão à vista: o Benfica caminha para perder um campeonato que teve no bolso, envolvido em escândalos e investigações policiais, contratações que ninguém entende, comissões e negociatas mal explicadas que parecem feitas para dar dinheiro a ganhar aos amigos; o Porto é controlado por claques e informáticos criminosos e está em falência financeira; o Sporting caminha para a extinção; os clubes portugueses são eliminados por equipas de terceira e quarta linha da Europa. E os dirigentes assobiam para o ar.
Todos caminham alegremente para o abismo.
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terça-feira, 3 de março de 2020
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Grimaldo no Nápoles na próxima época
O interesse do Nápoles em Grimaldo era já antigo. Sabia-se que estavam em Lisboa enviados do clube italiano e a imprensa ("O Jogo", "Futebol365" e a RTP) noticia hoje que o negócio foi fechado. O lateral esquerdo será jogador no Nápoles a partir da próxima época, com a transferência a ficar em 30 milhões de euros, 4 dos quais serão para o Barcelona.
É um desfecho previsível e, dentro do possível, positivo. O Benfica não tem capacidade financeira para acompanhar os maiores clubes europeus (entre os quais o Nápoles, 1º classificado do campeonato italiano, que vendeu Higuain ainda há não muito tempo por 90 milhões de euros, se inclui) e pelo menos assegura-se que o jogador fica até ao fim da época, algo de absolutamente necessário para manter as aspirações ao Penta.
O Benfica precisará agora de começar já a pensar noutras opções para a lateral esquerda, pois Eliseu está também claramente em final de carreira (e contrato). Certamente que o grande jogo e o golo absolutamente brilhante, "à maradona", de Yuri Ribeiro, nosso jogador emprestado ao Rui Ave não terão passado despercebidos aos nossos técnicos.
Ainda no âmbito do mercado, "A Bola" noticia (mais uma vez) que Talisca poderá estar de saída para a China por 30 milhões de euros. Esperaremos para ver.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
André Gomes e as contratações de Inverno
Faltam três dias para o fecho do mercado de Inverno e parece agora certa a saída de André Gomes que se juntará a Matic.
Embora não tenha havido (tanto quanto sei) confirmação oficial por parte do Benfica, o passe do jogador terá sido de facto vendido ao empresário Jorge Mendes por valores da ordem dos 15 milhões de euros, abrindo a potra a que este possa agora negociar com clubes interessados a transferência do atleta.
Entre estes clubes perfilam-se, pelo menos, o Mónaco e o Liverpool. A imprensa inglesa e internacional em geral dá conta deste interesse.
A confirmar-se é algo que lamento. André Gomes é um jogador que gosto muito de ver actuar (embora não tenha tido muitas oportunidades de o fazer este ano) e penso que com a saída de Matic se abria mais espaço para a sua afirmação. É, até ver, o "produto" mais conseguido da formação. Tem uma técnica muito apurada, muita qualidade a tratar a bola e visão de jogo. É também um jogador bastante alto (1,88 m), o que à partida é mais um dado a seu favor. Não é muito rápido e por vezes não é suficientemente "intenso" como agora se diz. Penso que é por isso que Jorge Jesus não apostou mais nele.
Dito isto, claro que 15 milhões de euros é uma quantia muito considerável, sobretudo por um jovem jogador cujo valor não está ainda definitivamente estabelecido. Veremos o que o futuro trás e se a nossa formação é capaz de produzir mais jogadores com a sua qualidade e características.
Este período de transferências teve até agora como pontos mais significativos as transferências de Matic e Mata, ambas envolvendo o Chelsea.
Segundo se diz em Inglaterra, o Manchester United estaria interessado no sérvio para reforçar o seu meio campo, que tem denotado fragilidades. Sabendo desse interesse, o Chelsea ter-se-ia antecipado (não sendo claro se havia alguma cláusula ou acordo de cavalheiros que dava preferência ao clube londrino no caso de um regresso a Inglaterra) contratando o jogador.
Na realidade o Chelsea não tinha uma necessidade imediata de contratar Matic, uma vez que tem para jogar no meio campo Ramirez, Lampard, Obi Mikel e o próprio David Luiz. Até ontem, o Chelsea tinha ainda Essien, mas o veterano jogador transferiu-se para o Milan.
Outra transferência marcante é a de Mata, cujos valores parecem muito exagerados. Na realidade transferências entre clubes grandes em Inglaterra costumam motivar uma inflação dos montantes envolvidos. No caso o Chelsea até tinha pago uma verba também elevada (26 milhões de euros) quando há duas épocas o contratou ao Valência. Seja como for, duvido que seja o jogador que vai resolver os problemas do Manchester United, cuja época tem sido penosa.
Para o Benfica, os melhores "reforços" de Inverno seriam sem dúvida Cardozo e Sálvio. Não vejo no mercado ninguém melhor do que eles.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
As maiores transferências do Benfica
De acordo com um levantamento feito pelo semanário "Sol", Jorge Jesus é o treinador que mais receitas com transferências gerou a um clube português.
Ao todo, o Benfica terá realizado em vendas cerca de 251 milhões de euros desde que JJ é treinador.
As principais transferências foram as seguintes:
Witsel 40 milhões - Zénite São Petersburgo
Javi Garcia 20 milhões - Manchester City
Matic 25 milhões - Chelsea
Ramirez 11 milhões (por 50% do passe que era o que o Benfica detinha na altura) - Chelsea
David Luiz 25 milhões (+ Matic, na altura avaliado em 5 milhões) - Chelsea
Fábio Coentrão 30 milhões - Real Madrid
Di Maria 33 milhões - Real Madrid
Bruno César 5,5 milhões - Al Ali
Melgarejo 5 milhões - Kuban Krasnodar
Só aqui estão 194,5 milhões, faltando depois um conjunto de outras vendas menores (e por ano há literalmente dezenas de transferências, a maioria das quais nem chegam a ser referidas pelos media).
São números que não podem ser ignorados e que demonstram, em primeiro lugar, que o Benfica tem bons olheiros e, em segundo, que Jorge Jesus tem sido capaz de valorizar jogadores. David Luiz, Javi Garcia e Coentrão não tinham, nem pouco mais ou menos, estatuto internacional quando chegaram ao clube e chegaram ao topo do futebol mundial. Di Maria, Matic, Witsel e Ramirez pelo contrário já vinham referenciados, mas atingiram no Benfica um patamar superior.
Já agora e para complementar esta informação refira-se que antes destas, as maiores transferências do Benfica tinham sido as de:
Simão 18 milhões (Atlético de Madrid) em 2007
Manuel Fernandes 18 milhões (Valência) em 2007
Nuno Gomes 17 milhões (Fiorentina) em 2000
Tiago 12 milhões Chelsea em 2004.
Falta agora ao Benfica, para além evidentemente de títulos, começar a aproveitar os frutos do trabalho da formação, com uma aposta mais consistente nos valores portugueses, a começar por André Gomes que me parece que agora que Matic saiu deverá começar a ter mais oportunidades para jogar.
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