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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Verdade desportiva ferida de morte

Este ano tudo tem valido fora de campo para denegrir e atacar o Benfica, minar a sua imagem e moral. Todos os limites estão a ser violados por gente sem escrúpulos, gente fanática e gente desonesta. Nada está fora de alcance por esta gente, inclusivamente informação pessoal de familiares de dirigentes do Benfica que nada têm a ver com estas estórias. É das campanhas mais infames e canalhas jamais vista, que ultrapassa em muito o universo desportivo e futebolístico para atacar as pessoas na sua vida provada. Isto com a complacência de um juiz do Porto que teve a desfaçatez de declarar que esta violação de correspondência privada e o espectáculo público de difamação do sebento J. Marques no Porto Canal era..."inequivocamente"... "do interesse público".
Isto depois de aqui há um par de anos um outro juiz ter decidido que escutas envolvendo Sócrates e as negociatas da PT (que destruíram das maiores empresas nacionais) eram... conversas do foro privado e portanto não podiam ser divulgadas...
Ao nível das melhores práticas judiciais do terceiro mundo portanto.

Mas enquanto isto se passa fora do campo, dentro dos campos vão-se passando muitas outras coisas graves. A verdade é que a pressão e a estratégia de desgaste vão dando frutos.

O que aconteceu no Tondela-Sporting (como o que se passara no Chaves-Porto) coloca em causa a seriedade deste campeonato.

Ontem foi por demais evidente que João Capela não quis ficar associado à despedida do Sporting do título. Por isso a partir da expulsão de Mathieu todas as decisões importantes foram favoráveis ao Sporting, incluindo o não assinalar de um penalty que me parece evidente com Murillo a ser "ensandwichado" por dois adversários e ainda derrubado por Patrício (que não toca na bola).

Nos últimos minutos foi um "ver se te avias", incluindo a expulsão perdoada a William e o prolongar do jogo para além de tudo o que era imaginável.

O sempre folclórico JJ diz que o árbitro anunciou para toda a gente (e ele conseguiu ouvir, de um lado do campo para o outro) que ia dar mais 3 minutos (e depois disse que afinal eram "só" 2).

Se isto for verdade é gravíssimo. Então faltam 20 segundos para o fim do período de descontos e o árbitro decide que vai dar mais 2 (ou 3)? Porquê?

Foi óbvio para todos os que viram o jogo que o árbitro quis dar mais uma e mais outra e ainda uma adicional oportunidades ao Sporting de marcar. E o golo acabou mesmo por surgir, com os sportinguistas, que sempre enchem a boca com a "verdade desportiva", a festejarem como se não houvesse amanhã.

Ouvir ontem Paulo Andrade "defender" esta arbitragem dava vergonha alheia.








segunda-feira, 11 de abril de 2016

"Octávio aprendeu no Porto. Está lá para isto."

As frases não são de um benfiquista mas sim de um sportinguista. Rui Oliveira Costa, que quando se liberta do anti-benfiquismo até consegue fazer análises lúcidas, disse-o ontem com todas as letras: Octávio Machado aprendeu na "escola" do Porto com Pinto da Costa, Reinaldo Teles e outros que tais e foi contratado para o Sporting precisamente para fazer este discurso caceteiro e troglodita.
 
Mas Oliveira e Costa foi ainda mais longe: segundo ele, esta estratégia de atacar tudo e todos, disparar em todas as direcções, lançar lama e suspeitas sobre todos e pressionar os árbitros... resulta. Isto não são tempos para Senhores, diz Oliveira e Costa, são tempos para Octávios e para Inácios, acrescento eu.
 
Nada do que Oliveira e Costa disse ontem no "Trio d'Ataque" é exactamente uma novidade. No entanto ouvi-lo dizer de forma quase cândida por um sportinguista é algo mais digno de registo.
 
Eu não quis até agora escrever sobre a decisão do caso Slimani porque é uma coisa tão inacreditável que até me incomoda só de pensar nela. Não apenas enquanto benfiquista mas enquanto pessoa dotada de um cérebro.
 
Agora, com esta decisão fica bem à vista: esta estratégia suja do bruno-sportinguismo está, para já, a resultar. Veremos até quando e até que ponto.
 
É o regresso dos piores métodos dos tempos do Porto. Bruno de Carvalho não apenas imita muito de Pinto da Costa como se rodeou de figuras associadas desses tempos do Porto, como Inácio, o seu braço direito até Jorge Jesus o ter saneado para a SIC (onde faz pandilha com Rui Santos - e sobre este último é curioso que ontem se fez de ofendido pelo não castigo de Slimani, tentando assim salvaguardar alguma imagem de "independência") e o referido Octávio.
 
Não tenhamos dúvidas, nem nos iludamos: o Sporting de hoje é isto. Poucos, muito poucos são os que não apoiam estes métodos e este estilo. Trauliteiro.

sábado, 19 de março de 2016

Mais uma etapa - e a rábula dos penalties

O Benfica resolveu muito bem a questão Tondela, conseguindo ser eficaz no primeiro canto que teve (por vezes temos múltiplos lances de bola parada sem que a bola passe sequer do primeiro defesa adversário), marcando o segundo golo na primeira grande jogada de ataque e depois gerindo o jogo a seu bel-prazer, sem sobressaltos e com qualidade.
O jogo podia ter sido bastante mais complicado uma vez que vínhamos de dois jogos de exigência e tensão máxima, de grande desgaste físico e psicológico e para além disso não contávamos com Renato Sanches que tem sido altamente influente.
Rui Vitória voltou a apostar em Fejsa a "trinco" pelo que jogámos com um meio campo menos rodado, ao passo que na direita Nélson Semedo também manteve a titularidade em relação ao jogo da Rússia. De resto tudo igual.
A equipa venceu com segurança e Jonas voltou a bisar e a passar para a frente na corrida pela bota de ouro.
 
Mas Domingo temos novo jogo complicado, perante uma equipa que está numa luta desesperada para não descer e que normalmente se bate até à exaustão, para além de jogar durinho. O Boavista é um adversário que exige que estejamos muito atentos e que sejamos inteligentes na gestão do jogo. Nesta partida não contaremos com Jardel e Mitroglou pelo que outros terão que mostrar serviço, nomeadamente Raúl que será certamente titular ao lado de Jonas.
A semana fica também marcada pela histeria quase demente dos sportinguistas, inventado casos, insinuações e calúnias graves contra o Benfica. Eu percebo que lhes custe engolir a derrota que o Benfica lhes impôs em casa mas não pode valer tudo.
Foram ultrapassados limites de decência e atingiram-se novos patamares de ridículo. Querem penalties na área do Benfica por contactos em lances nos quais o atacante nem sequer se desequilibra e reclamam de foras de jogo em pontapés de baliza... Rogério Alves esteve mais de 20 minutos a falar sem se calar, numa "indignação" quase neurótica e Eduardo Barroso voltou a ver conspirações e ataques imaginários (à semelhança do "encostado") contra o seu querido - e imaculado - Bruno. Patético. Depois dizem-me que Rui Santos voltou à sua pseudo-cruzada outra vez com a conversa de parvos dos penalties, agora dando-se ao trabalho de ir fazer um levantamento dos lances que "podiam ter sido penalty". Este caso já é mais grave porque se trata de um comentador de um espaço supostamente "neutro" mas cuja agenda pro-actual-Sporting é hoje evidente (tal como o foi no passado a sua agenda anti-Paulo Bento).
Há que fazer a desmontagem sistemática desta palhaçada e começar também a responder na mesma moeda, recordando os múltiplos lances em que o Sporting tem sido beneficiado, fazendo por exemplo a contabilidade de quantos penalties deveriam ter sido marcados contra e não foram (por exemplo Guimarães, por exemplo Arouca) e quantos já foram assinalados a favor por comparação com os do Benfica.
Em relação a esta estatística, posso-vos desde já dizer que o clube com mais penalties a favor é o Sporting não apenas esta época mas em praticamente todo este século. Mais: tiveram um ano com um recorde de 17 penalties (2001/2002)... É obra. Mais: estiveram 4 anos e meio sem ter um penalty contra em competições domésticas, prazo que aumenta se contabilizarmos apenas os penalties para o campeonato: 5 anos! É obra a multiplicar por 5.
O Sporting é isto. Aqui ficam os links para este insólito recorde e também a página de estatísticas de penalties a favor:
Desafio os benfiquistas a fazerem a estatística completa dos penalties neste século para esfregar na cara dos sportinguistas.
Quanto ao resto, como disse Dias Ferreira uma vez, são caracóis, são caracolitos.
É ganhar os nossos jogos e deixá-los a falar sozinhos.
 
 
 
 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Patétegui

Não é preciso dizer muito mais. Só isto: o treinador do Porto estava a certamente a falar de si próprio nos insultos que distribuiu ontem. Principalmente destaco um deles: sem categoria. Nenhuma.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Arbitragens, ameaças e ataques

A indignação e o "basta" I


A semana que passou foi a da indignação sportinguista.

Devo dizer que compreendo que as pessoas se sintam indignadas quando consideram que foram prejudicadas pela arbitragem e sobretudo quando sentem que a arbitragem espoliou a sua equipa de pontos, de modo que por vezes parece intencional. Muitas vezes aqui me indignei.

No entanto já compreendo menos quando as queixas esquecem favorecimentos e se dão num jogo em que a par de prejuízos houve benefícios claríssimos.

Objectivamente, no jogo que deu aso a tudo isto em Setúbal, o Sporting empatou 2-2 e os golos nascem de um penalty inexistente e de um lance em que a bola parece nem sequer ter entrado.

É verdade que há um golo mal anulado ao Sporting - mas quantos fora-de-jogo são mal assinalados todas as semanas? Também o segundo golo do Setúbal nasce de um penalty fantasma, um penalty à Porto.

Houve por isso equilíbrio nos erros - grosseiros sem dúvida - pelo que não me parece que se possa falar em "roubo".

Roubo é sim um árbitro marcar dois penalties inexistentes contra uma equipa, como aconteceu com Xistrema na época passada contra o Benfica, e este ano vejo também acontecer em jogos do meio da tabela para baixo (área em que o sistema anda a operar e em que temos que ter muito cuidado ou na próxima época voltamos a ter uma maioria esmagadora de clubes do Norte na 1ª Liga).

Obviamente que é ridículo dizer que se vai processar os árbitros e a Liga. As leis da UEFA prevêm a descida de divisão (até aos distritais, ou seja provas amadoras) dos clubes que recorram à justiça civil por questões relativas à justiça desportiva.

Quanto ao outras iniciativas igualmente ridículas em que o Sporting é useiro e vezeiro, sinceramente já nem sei o que dizer. Deixo a imagem, que fala por si, do "comício" do movimento "Basta".





O "caso" JJ vs. Sherwood


Houve depois a situação do desentendimento entre Jorge Jesus e Sherwood no jogo da Liga Europa, que já abordei. Claro que todos os nossos rivais queriam que o nosso treinador fosse punido (pudera!) e foram muito críticos do comportamento "gravíssimo" de JJ. Já disse o que penso sobre o assunto mas o "caso" está encerrado, para desgosto dos nossos rivais. Se falo dele é apenas para assinalar que Sherwood no último jogo, com o Arsenal, se envolveu com Sagna, a quem atirou a bola com força por duas vezes em direção ao peito, levando o jogador a ir-lhe pedir satisfações. Sherwood é pois reincidente em comportamentos provocatórios, neste caso meteu-se foi com a pessoa errada.


O clássico e o basta II


Vi o clássico entre o Sporting e o Porto com enorme gozo. Sabendo que independentemente do que acontecesse o Benfica sairia beneficiado deste jogo, pude vê-lo com toda a descontração.

Com toda a sinceridade, este jogo nada tem a ver com os jogos entre estes adversários e o Benfica.

Vi, comparativamente aos clássicos/derby, um jogo com pouquíssima intensidade, muito pouca tensão, muito pouca emoção. 

Num Benfica-Sporting ou Benfica-Porto, cada lance é disputado como se fosse o último, cada bola como se fosse de golo, o portador da bola é sempre pressionado de muito perto, há poucos espaços e todos jogam nos limites. Já neste jogo, os defesas saiam com a bola sem marcação, os médios construíam quase sem pressão, jogava-se quase a passo, com poucas mudanças de velocidade, poucos duelos rasgados.

Foi, digo-o com toda a sinceridade e sem intenção de apoucar os adversários, um jogo fraco, sem dimensão, sem intensidade e com emoção apenas qb. Um jogo no qual em nenhum momento se sentiu um ambiente vibrante, frenético, um verdadeiro nervosismo e peso da responsabilidade de um jogo decisivo.

Destacaram-se Quaresma, que, como já aqui disse, está de facto noutro patamar, sendo hoje o melhor jogador do Porto e Slijmani pelo golo. Mas destacou-se também e sobretudo Proença! Expulsou um jogador do Porto! Isto é um momento que tem que ser assinalado, porque há um antes e um depois deste jogo. Não apenas Proença validou um golo precedido de fora de jogo, como não marcou um lance de possível penalty a favor do Porto, como ainda expulsou Fernando. Ou muito me engano ou Proença rapidamente deixará de ser "o melhor do mundo". Aliás, se ouvi bem, Manuel Queirós, o portista, disse algo nesse sentido no Domingo à noite.

Já ontem era Manuel Serrão, agora menos sorridente, que dizia: "fomos comidos por um fedelho", ao passo que Eduardo Barroso não escondia um sorriso maroto.

A realidade é que os vários "basta", comunicados e "indignações" parecem ter tido efeito. 


As ameaças de morte - basta III


Há limites para tudo. Há muito que venho dizendo que tem que ser posta ordem no futebol. Têm que se prender pessoas que têm acções criminosas. Já houve mortes resultantes da violência que rodeia o futebol e nada foi feito. Eu espero sinceramente que não seja preciso morrer alguém menos anónimo para que de vez a polícia e a justiça intervenham. E para que isso aconteça será preciso alguns políticos deixarem de dar cobertura a alguns criminosos do futebol.

Aquilo que Bruno de Carvalho fez foi tentar pela via da pressão e da demagogia resolver, quer dizer atacar, dissolver, um sistema de poder que há anos beneficia o Porto. Em larga medida a sua estratégia é correcta (do ponto de vista dos interesses sportinguistas) e está a ser coroada de sucesso.
Há porém que ter muito cuidado pois alguns loucos não sabem onde estão os limites. Por exemplo, adeptos (sportinguistas, tudo o indica) já vandalizaram estabelecimentos do árbitro Manuel Mota.

Claro que a pressão sobre Proença resultou e claro que a pressão sobre Manuel Mota, com ameaças de morte não apenas a si mas à sua filha - algo de cobarde, criminoso e absolutamente inaceitável - também "resultaram". O Benfica sobre um penalty inexistente e vê uma expulsão indiscutível ser autenticamente perdoada a um jogador nacionalista.

Não pode valer tudo! Se a "indignação", real ou estratégica, do Sporting se compreende para acabar de vez com o sistema de poder no futebol português, ela assemelha-se perigosamente à estratégia adoptada há 30 anos por Pinto da Costa. Não se pode, para combater um mal, adoptar-se os seus métodos, ou tornamo-nos iguais a esse mal. Recordo aliás que esta estratégia sportinguista já tem antecedentes e que o gravíssimo e criminoso incêndio do Estádio da Luz - NUNCA CONDENADO PELOS DIRIGENTES SPORTINGUISTAS E MENOS AINDA PELOS ADEPTOS - se seguiu a um incendiar do ambiente com a história da jaula, promovido por dirigentes e comentadores sportinguistas.

Ainda bem que, apesar da tentação ter existido, o nosso clube nunca enveredou por esse caminho.

Mas para além disto, destas ameaças, aconteceu ontem ainda uma outra coisa inimaginavelmente grave: a serem verdadeiros alguns relatos, houve um ontem atentado contra Mário Figueiredo! Como se sabe, o Presidente da Liga tem combatido o monopólio da Sporttv/FC Porto, que tudo têm feito para o depor. A confirmar-se o atentado temos mais uma manifestação do ponto a que esta gente está disposta a ir para manter o status quo dos seus negócios futebolísticos.

Há que pôr ordem e parar com isto. Basta de "bastas", basta de sistema e basta de criminalidade! Isto é futebol, não é, não pode ser uma guerra mafiosa.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sporting arrogante e malcriado como sempre

Quando pensamos que já vimos tudo deste Sporting (eleições com resultados "afinados", vencedores das mesmas a serem alvo de tentativas de agressão dos sócios, vice-presidentes a depositar dinheiro na conta de árbitros, adeptos a atear fogos, comunicados patéticos, derrotas por 3-0 com o Videoton e contra Basileia a jogar com 10, visitas a museus para provar que se é maior do que o Braga, visitas a balneário, claques em greve, etc, etc, etc), somos surpreendidos com mais uma:

ameaça de falta de comparência!

Pois é... ainda não tínhamos visto tudo.

Sim, porque dizer arrogantemente que "não aceita que a disputa do jogo com o Sport Lisboa e Benfica, a contar para a 11.ª jornada da Liga Portuguesa de futebol, previamente marcado para segunda-feira, 10 de Dezembro, às 20h15, se realize na data e hora prevista", sendo que as regras o permitem parece uma ameaça, velada ou explícita de falta de comparência.
Não seria mais educado e decente simplesmente contactar o Benfica no sentido de acordar um adiamento do jogo, eventualmente de apenas 24 horas? O problema é que assim não se criava um caso ou um conflito artificial como parece ser a intenção.

Não, neste clube diferente o que importa é fazer-se de homem. Mesmo que depois... se saia de fininho. Já diz o povo: entradas de leão saídas de sendeiro.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sportinguismo e esquizofrenia

Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão.

No futebol português há 30 anos que o pão é muito insuficiente para Benfica e Sporting: o sistema banqueteia-se e para aqueles só as sobras ficam.

Nos últimos anos, mesmo as migalhas de que o Sporting ia sobrevivendo escasseiam, ao passo que o Benfica para ter apenas uma refeição frugal tem lutar em campo até à exaustão.

Naturalmente que a fome é má conselheira e portanto assiste-se quer no Benfica, quer no Sporting a decisões erráticas e erróneas. Mas pior conselheiros ainda são a estultícia e o desespero.

Vem isto a propósito do descontrole de Dias Ferreira no "Dia seguinte" do dia de ontem.
São muitos dias, Dias Ferreira, a passar fome e muitas noites a sonhar com o Benfica.
É um fenómeno de que padecem alguns sportinguistas, que no passado já caracterizei como esquizofrenia paranóica.

Então não é que ontem, quando Rui Gomes da Silva dizia com todas as letras o que se tinha passado no estádio do Porto, denunciando a vergonha, e portanto defendendo o Sporting, Dias Ferreira se atira a ele?
É o cúmulo do surrealismo. Dias Ferreira indignou-se por Gomes da Silva defender o Sporting do roubo à mão desarmada do passado Domingo.

E então lá veio a Taça da Liga de há 4 anos atrás. Esse mesmo troféu que "nada importa", a "taça da cerveja" afinal é o que impede os sportinguistas de dormir há anos. Isso é que é gravíssimo. 30 anos de sistema, com o Porto a ganhar tri, tetra e pentacampeonatos "comprados no supermercado" (Alex Fergusson), com batota (Platini, Santiago Segurola), fruta e café com leite não incomodam Dias Ferreira.

Mas um erro do árbitro num jogo de uma competição que "nada vale" e que aconteceu há 4 anos, isso sim é gravíssimo e incomparavelmente mais importante do que erros grosseiros num jogo do campeonato deste fim-de-semana que afastam o Sporting da luta pelo título e ameaçam tornar esta época num longo suplício. O ex-candidato sportinguista já aliás tinha dito que a arbitragem não tivera influência no resultado.

Dias Ferreira ficou de tal forma indignado por Gomes da Silva denunciar o que se passou nas antas que, depois de, exaltado e indignado, falar no "roubo" de Lucílio Batista, já chamava a Gomes da Silva "um gajo".

É a isto que o Sporting chegou. Esquizofrenia no seu estado puro.

Dr. Dias Ferreia, cure-se. O Sporting está a morrer e acredite que não é por culpa do Benfica.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Não provoquem os meninos...



As imagens acima estão a circular por vários blogs e muitos de vós já as terão visto. De qualquer modo, quando alguns procuram, através de manobras de propaganda, atirar areia para os olhos das pessoas, convém recolocar as coisas no seu devido lugar.

Não há imagens nem montagens, por muitas repetições para a frente e para trás e câmeras lentas que façam, que possam justificar o que se passou no fim do jogo no "caixa dragão". Carlos Lisboa e a equipa festejaram, como têm todo o direito de fazer, de forma efusiva e própria do desporto e de uma final decidida nos últimos segundos.

Como festejaram já jogadores e adeptos do clube do Porto, por regra sempre protegidos - e bem - pela polícia de Lisboa no Estádio da Luz. Aliás, se alguma violência houve na Luz envolvendo atletas do Porto nos últimos anos, ela foi praticada por Hulk e Sapunaru. Mas, até nesse caso, os agressores eram, na mentalidade distorcida dos fanáticos do clube do Norte... as vítimas. Até deu direito a vigílias e a apelidar esse campeonato do campeonato do túnel...

Mais uma vez, os portistas teriam sido alvo de ... provocações.

Quem não se impressionou muito com isso foi o Ministério Público que deduziu acusação contra Hulk e Sapunaru, confirmada pelos tribunais. Haverá mesmo julgamento.

O que aparentemente não é provocação é receber o autocarro de uma equipa à pedrada, atirar bolas de golfe para dentro de um campo de futebol, interromper finais da taça da Liga com arremesso de cadeiras, colocar galinhas dentro da baliza do adversário, passar os jogos a entoar "cânticos" de insulto à equipa adversária (por vezes em coro com os jogadores), apelidar metade da população portuguesa de mouros ou marroquinos ou ter um treinador que diz que o seu colega é um "egocêntrico" e que a equipa adversária faz "bloqueios".

É deixá-los a falar sozinhos.

Carlos Lisboa é um campeão. A sua atitude competitiva é impecável e o seu espírito benfiquista transmite-se aos atletas. Bem haja.

Venha o hóquei.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ainda sobre o Sporting

Breves notas apenas, para assinalar comportamentos que o clube "diferente" teve antes, durante e depois da final de Domingo e que são merecedoras de censura.

1) Não foi muito comentado mas o raspanete público de Sá Pinto a Adrien configura um comportamento muito feio, potencialmente (se Adrien não fosse o profissional sério que mostrou ser) atentatório da verdade desportiva. Sá Pinto lembrou, em tom ríspido em vésperas de um jogo decisivo, que Adrien era pago pelo Sporting, o que pode ser visto como uma tentativa de o condicionar. O mesmo Sá Pinto, após o jogo, desrespeitou a Académica ao dizer que "o Sporting não pode perder uma final com a Académica".

2) João Pereira voltou a merecer a expulsão e a exibir comportamentos reprováveis nos campos de futebol.

3) Uma jornalista da SIC foi incomodada e empurrada bruscamente por um adepto do Sporting, enquanto outros lhe gritavam "Benfica, a SIC é do Benfica"...

4) O árbitro Paulo Baptista foi, enquanto subia a escadaria em direcção à tribuna do Jamor, alvo de tentativas de agressão, de insultos e (dizem, isso não vi) cuspidelas por parte de adeptos do Sporting, por se ter recusado a arbitrar o Sporting na segunda jornada do campeonato.

Vi num outro blog um adeptos dizer algo do estilo: "para que estão agora a atirar pedras aos sportinguistas? São todos iguais!".

De facto, maus comportamentos existem em todos os clubes, embora nem todos sejam iguais. O que tem diferenciado o Benfica de outros clubes, é que os seus dirigentes, comentadores e mesmo a grande maioria dos seus adeptos, condenam veementemente tais comportamentos e deixam claro que eles não representam a forma de estar do Benfica. Os outros, que se afirmam "diferentes", insinuando que o Benfica é o clube da ralé e eles são de sangue azul, pelo contrário sempre se desresponsabilizam e escusam a condenar os comportamentos lamentáveis.

Quando houve a lamentável cena da batalha campal de adeptos na final de juniores, a culpa foi dos adeptos do Benfica, quando era claro que tinha havido arremesso de pedras de ambas as partes. Quando houve confrontos com adeptos do Atlético de Madrid e as claques do Sporting ameaçaram atacar mulheres e crianças do clube espanhol, a culpa era dos outros. Quando, há uns anos, invadiram o campo, após um golo de Giovanni, a culpa era da ffrustração. Quando recentemente se envolveram à pancada com a polícia em Alvalade, a culpa foi da brutalidade policial. Quando deitaram fogo ao estádio da Luz, a culpa era das condições pré-históricas. E agora a culpa foi do Adrien, do árbitro, etc.

Uma última nota. Fiquei hoje a saber, através da crónica do próprio no jornal "A Bola", que Eduardo Barroso se recusou a cumprimentar o árbitro da final e o deixou de mão estendida.

É nisto que hoje se manifesta a "diferença" do Sporting.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O estranho caso de Paulo Pereira Cristovão

Estranho, caricato e patético. Mas também grave.
Há qualquer coisa de pérfido, doentio e simultaneamente trágico-cómico neste caso, que diz muito sobre a actual mentalidade sportinguista.
Senão vejamos.

Embora ainda estejamos no início e pouco se saiba, a principal acusação a este Vice Presidente do Sporting parece ser a de ter depositado dinheiro na conta de um fiscal de linha (José Cardinal), simulando que tinha sido o Marítimo (que jogava naquela altura com o Sporting) a fazê-lo. Posteriormente aparece uma carta "anónima" no Sporting que acusava o árbitro e o Marítimo de corrupção. O Sporting leva a carta à Polícia Judiciária que inicia a investigação que viria a acusar... Paulo Pereira Cristovão.

Há características da actual mentalidade sportinguista que creio ajudarem a explicar este caso.

Em primeiro lugar a vitimização. Falarei a seu tempo sobre as queixas do Sporting neste campeonato. Por agora bastará dizer que na primeira jornada, em Alvalade contra o Olhanense, foi mal anulado um lance a Postiga. Não se tratou bem de um golo anulado porque a jogada foi parada quando Postiga recebeu a bola e não quando rematou. Tal bastou porém para críticas de tal forma violentas por parte do Sporting que os árbitros se recusaram a apitá-lo na jornada seguinte. O fiscal era Cardinal.

Mas não foi por isso que este auxiliar foi o escolhido de Paulo Pereira Cristovão para simular um suborno. É que Cardinal esteve na tal - a célebre! - final da Taça da Liga de ... 2009. Sempre que falam de arbitragem, os sportinguistas vão buscar este caso, agora já com três anos. Que se passou numa competição que, de acordo com eles, nada vale... Pereira Cristovão armou assim uma cilada a Cardinal para "provar" a posteriori que quem beneficiara em tempos o Benfica era afinal um corrupto.

Nos enredos que os sportinguistas tramam, o vilão das suas histórias é sempre o Benfica. É o Benfica que os prejudica, que domina as arbitragens e controla os bastidores do futebol. Benfica que, em 20 anos ganhou... 3 (três) títulos de campeão. Quanto ao Porto, que no mesmo período ganhou 14 (catorze) campeonatos, pouco ou nada se ouve. Quem vê os comentadores de Sporting e Porto de mãos dadas em 80 ou 90% do tempo nos painéis de adeptos fica com a impressão de que estão ali representados dois pobres clubes que ano após ano são expoliados das vitórias que mereceriam pelo vilão Benfica.

Para os sportinguistas, o Benfica ser beneficiado (como foi nessa final da Taça da Liga, não temos problema em admiti-lo, sendo certo que o penalty nos deu o empate e não a vitória) é algo de escandaloso e hediondo, ao passo que ser prejudicado (como há menos de uma semana, de forma muito mais gritante), é normal e justificável pois "o Benfica também não merecia ganhar o jogo".

É um anti-benfiquismo que nada teria de especialmente criticável, se não se traduzisse numa mentalidade de submissão e vassalagem ao clube do norte.

Mas mesmo sabendo tudo isto, nunca pensei que a máscara sportinguista do "clube diferente", as pretensões de elitismo e superior educação e os ares afectados caíssem com tanto estrondo e tão depressa.

O que se passou é que a estratégia de vitimização e o anti-benfiquismo de Cristovão foram neste estranho caso levados ao extremo da esquizofrenia: simula-se o suborno de um árbitro para ilustrar como o Sporting é vítima, insinuando-se ao mesmo tempo subliminarmente uma possível ligação do Benfica ao caso. Admirável.

A ser verdade a acusação da PJ, este Vice Presidente do Sporting (sublinho que falamos de alguém que ocupava uma posição de chefia na estrutura do futebol) teve um dos comportamentos mais ignóbeis e miseráveis e simultaneamente mais ridículo, que jamais me foi dado ver. Isto depois de há uns meses, enquanto as bancadas da Luz ardiam, ter acusado o Benfica de receber os adversários em condições "pré-históricas".

O que Cristovão agora fez é, além de rebuscado e insólito, uma ilegalidade grave. É uma aleivosia indescritível e refinada, e, à sua própria e ínvia maneira, uma forma de corrupção. Mas atenção! Isto pode ser apenas a ponta do iceberg! O "Correio da Manhã" de hoje fala de uma operação montada por Cristovão para espiar os árbitros e as suas mulheres. Há a suspeita de que existia uma intenção de chantangear os árbitros. Teremos que aguardar por futuros desenvolvimentos.

O estranho caso de Paulo Pereira Cristovão ilustra afinal um grave desvio da mentalidade sportinguista, que hoje afecta infelizmente grande parte dos seus adeptos.