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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

As modalidades - um feito único

O Benfica venceu ontem a Supertaça de Basquetebol (depois de ter vencido já o Troféu António Pratas, o primeiro da temporada).
Com esta vitória, as modalidades de pavilhão do Benfica conseguiram um feito único na história do desporto em Portugal: venceram as 5 Supertaças! Estamos a falar de andebol, voleibol, basquetebol, hóquei em patins e futsal. É uma conquista impressionante das nossas modalidades, cujo trabalho extraordinário deve ser ainda mais reconhecido e exaltado.
No fim da partida, Carlos Lisboa aludiu a este feito.
Há agora que dar continuidade a este caminho, não deixando fugir os títulos de campeão sobretudo no hóquei em patins, onde importa que a quebra da hegemonia do Porto se mantenha e se passe efetivamente a um novo ciclo de vitórias do Benfica. É uma modalidade pela qual os portugueses têm historicamente um grande carinho e onde infelizmente só temos visto visto "espanhóis" a ganhar. Falo evidentemente também das selecções, onde este fim de semana houve a boa notícia da vitória dos sub 20 portugueses no Campeonato da Europa, precisamente sobre a Espanha. Esperemos que a um novo ciclo de vitórias benfiquistas corresponda também um regresso às vitórias da nossa seleção A.
Também no andebol era muito bom que pudessemos voltar a ser campeões, depois de um jejum prolongado.
No futsal o Sporting será o adversário do costume, ao passo que no Basquete e no Voléi a superioridade benfiquista que existe de facto tem ser expressa dentro do campo para obtermos as vitórias esperadas.
Estamos no bom caminho!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Crónica de Leonor Pinhão

Aos que ainda a não viram, recomendo a leitura da crónica de Leonor Pinhão n "A Bola", ainda sobre o a conquista do campeonato de basquetebol pelo Benfica no "dragão". Chama-se: A culpa disto é, foi e sempre será de Lisboa.

Retomando muito de quanto aqui temos dito acerca das "provocações" que acontecem sempre que o Benfica (ou outros, como o Barcelona) têm o atrevimento de conquistar um título nas Antas ou no "dragão", Pinhão conta muitos desses episódios, incluindo aquele em que os dirigentes do Benfica, incluindo o saudoso Jorge de Brito, tiveram que se refugiar numa ambulância, escrevendo uma das suas melhores crónicas. Com ironia mas também com todas as letras quando é preciso dizer como as coisas são. A crónica já está disponível nalguns blogs e eu não a transcreverei aqui.

Também Bagão Felix escreve no mesmo jornal uma nota sobre a crónica de Eduardo Barroso (que ontem analisei) apenas para perguntar ao cirurgião "se Carlos Lisboa está a mais no desporto" (como aquele sustenta) o que dizer então do treinador do seu clube que há uns anos foi ao Jamor espancar o então treinador da selecção nacional? (O blog vozes encarnadas já o tinha aliás ontem lembrado). 

No país das polémicas (há sempre algo de "gravíssimo" a passar-se), contra o Benfica tudo hoje se justifica. Qualquer mínimo gesto, menos próprio ou susceptível de ser interpretado como tal, é visto como justificação não apenas para ataques ferozes mas até mesmo para violência física. Ao contrário das "provocações", a violência é uma coisa perfeitamente compreensível e que se explica pelos "ânimos exaltados". O verdadeiramente condenável são ainda e sempre as "provocações" - como condenável é "a segunda carga policial" (a "primeira" "não comentam") sobre "crianças e mulheres indefesas". (Isto passou-se na Síria? Não, no "dragão").

Parece-se seguir destas "análises" que a polícia deveria ter-se retirado e deixado os adeptos ("que nenhum outro crime tinham cometido senão assistir a um jogo de basquetebol") fazer o que queriam. Em resumo, tudo normal, com excepção de um crime horrível de Carlos Lisboa e de uma actuação intolerável e absolutamente injustificada da polícia.

Àqueles que assim têm intoxicado a opinião pública só se pode responder com o desprezo.

Nunca fiz nem farei a apologia da violência, de forma manifesta ou velada, por instigação ou insinuação.

Aqui pelo contrário sempre condenei - e continuarei a condenar - qualquer forma de violência ou coacção. É por isso que apelo desde já, sem prejuízo de voltar a este assunto, que todos aqueles que se deslocarem ao pavilhão da Luz para assistir ao jogo de hóquei entre o Benfica e o Porto apoiem incondicionalmente a equipa mas nunca, em momento algum, excedam o que é normal e curial no desporto. A competição não é uma guerra nem um confronto físico. Agredir adversários em campos desportivos é contrário à essência mesma do desporto e os que o fazem - esses sim - não têm nele lugar. Há valores dos indivíduos, das comunidades, das sociedades e dos clubes que se sobrepõem (infinitamente) às vitórias no desporto.Só mentalidades muito distorcidas podem ver a coisa de forma diferente.

Apelo pois a quem me possa ler que o público da Luz seja sempre exemplar (e sobretudo nos jogos grandes) demonstrando o que significa ser do Benfica. Não precisamos de inventar inimigos para afirmar uma identidade como  não precisamos  não precisamos de insultar ou ameaçar para vencer. Gostamos de vitórias limpas e justas, conquistadas através de mérito, raça, saber e classe.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Eduardo Barroso e a violência no desporto

Eduardo Barroso é uma figura importante da sociedade portuguesa. Não apenas é sobrinho de Soares; é também um dos maiores cirugiões que temos. Por isso mesmo deveria poupar-se às figuras tristes que faz nos programas e nas crónicas que escreve sobre futebol.
Vem a isto a propósito da sua última crónica onde apelida de "comportamento vergonhoso" e de "impensável provocação" os alegados gestos de Carlos Lisboa no pavilhão do "dragão", considerando que ele "devia ser demitido e severamente castigado". Em relação ao que se passou com os adeptos, Barroso tem palavras de compreensão e desculpabilização: "também não aprovo" mas... "como reagiria qualquer claque naquelas circunstâncias?"; se no Jamor tivesse havido uma situação semelhante "penso que seria difícil evitar uma invasão de campo" e Barroso nessas circunstâncias saberia "identificar o culpado": o agente provocador.

Volto a dizer, Barroso é uma pessoa com tremendos méritos e que deve ser reconhecida no seu campo da medicina. O que diz sobre o desporto (onde aliás tem um cargo dirigente) é porém absolutamente inqualificável, porventura mesmo (como o próprio aliás admite na mesma crónica) digno de um "troglodita". Porquê?

Em primeiro lugar, está por demonstrar que os gestos de Lisboa, no calor dos festejos, significassem o que lhes foi atribuido e tivessem sido dirigidos para os adeptos do Porto. Em segundo lugar está por demonstrar que, mesmo que esse fosse o caso, os adeptos tivessem visto esses gestos e que o seu comportamento subsequente tivesse sido por eles (gestos) motivados. Em terceiro lugar porque jogadores e técnicos do Porto têm habitualmente gestos e palavras insultuosos para com o Benfica na Luz sem que se tenha alguma visto Eduardo Barroso ficar com isso incomodado. Em quarto lugar, porque durante esse mesmo jogo o Benfica e os seus atletas foram continuamente insultados e provocados pelas bancadas, pelo que, seguindo uma "lógica da provocação" teria que se apurar quem começou. Em quinto lugar porque nenhuma provocação, real ou virtual, pode justificar tentativas de agressão e de invasão do campo.

Muito diferente desta posição é a de Daniel Oliveira, que é Sportinguista e escreve no Record e soube ver nestes incidentes o que eles são: um acto de mau perder por parte de quem acha que vale tudo no desporto. Notável aliás a sua leitura da atitude de Pinto da Costa no fim do jogo: "Perante isto, o que fez Pinto da Costa? Pôs-se, como faz sempre, do lado da violência. Indignado por a polícia ter impedindo que os jogadores do Benfica fossem atacados pela multidão em fúria, dirigiu às forças da ordem a sua ira de mau perdedor. Compreendo que tenha saudades do guarda Abel e da conivência das forças de segurança com a sua falta de escrúpulos. Compreendo que ameaças sobre jornalistas seja a ideia que tem do que deve ser a segurança pública. Entendo, por isso, a sua estupefação por a polícia ter defendido os jogadores em risco."

Vergonha senhor Dr. Barroso são todos os comportamento de violência de qualquer adepto ou claques de qualquer clube e isso é que devia ter liminarmente condenado. Foi pena que a sua crónica não tivesse sido sobre a dedução de acusação contra 18 adeptos, 16 do seu clube e 2 do Benfica. O que se passou foi isto: "tudo começou quando 4 elementos da Juve Leo esperaram junto do Estádio a passagem de adeptos do Benfica - a quem lançaram pedras por entre os carros que passavam, lançando o pânico no trânsito. Dois elementos do "grupo ilegal" No Name Boys reagiram com garrafas e engenhos pirotécnicos e estão também acusados por isso". Dentro do estádio, os adeptos da Juve Leo envolveram-se em confrontos com a polícia e lançaram cadeiras e "bolas incendiárias", tendo um deles "incendiado um agente da PSP", ao passo que outro "agredindo com pontapés nas costas um agente o fez cair desamparado nas bancadas tendo logo a seguir festejado este "feito" com outros elementos da claque e ainda tentou fotografar". (As citações são retiradas do "Correio da Manhã de hoje, que por sua vez se baseou na acusação do DIAP). Eu acrescento que após a retirada ou fuga da políciada multidão em fúria, grande parte do estádio de Alvalade irrompeu em aplausos e começou a gritar "Sporting, Sporting".

Tal como, para concluir, são graves e lamentáveis as imagens inqualificáveis de adeptos ucranianos a agredirem barbaramente outros adeptos (aparentemente até do seu próprio clube) apenas porque estes últimos eram asiáticos, que surgiram recentemente na TV inglesa.

Isto Dr. Eduardo Barroso é que são vergonhas. Isto é que são comportamentos graves e muito perigosos. Isto é que o devia preocupar. Mas o que faz o senhor, cujo nível de instrução está muito acima da média e é visto por milhões de pessoas? Ignora isto, desculpa isto, dizendo que o grave, grave é o que fez ou não fez Carlos Lisboa. Que até se compreende a reacção das claques. Que os culpados não são os autores da violência mas os outros, que "provocaram". Que "não se revê" (foi incapaz de condenar) nos incêndios do Estádio da Luz mas que a "jaula", de que andou falando semanas "incendiando" o ambiente, é que era algo de gravíssimo.

Tenha vergonha Dr. Barroso e deixe de actuar como um irresponsável. Dedique-se à medicina onde salva vidas e deixe o futebol onde declarações desse tipo podem contribuir para que um dia elas se percam.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Não provoquem os meninos...



As imagens acima estão a circular por vários blogs e muitos de vós já as terão visto. De qualquer modo, quando alguns procuram, através de manobras de propaganda, atirar areia para os olhos das pessoas, convém recolocar as coisas no seu devido lugar.

Não há imagens nem montagens, por muitas repetições para a frente e para trás e câmeras lentas que façam, que possam justificar o que se passou no fim do jogo no "caixa dragão". Carlos Lisboa e a equipa festejaram, como têm todo o direito de fazer, de forma efusiva e própria do desporto e de uma final decidida nos últimos segundos.

Como festejaram já jogadores e adeptos do clube do Porto, por regra sempre protegidos - e bem - pela polícia de Lisboa no Estádio da Luz. Aliás, se alguma violência houve na Luz envolvendo atletas do Porto nos últimos anos, ela foi praticada por Hulk e Sapunaru. Mas, até nesse caso, os agressores eram, na mentalidade distorcida dos fanáticos do clube do Norte... as vítimas. Até deu direito a vigílias e a apelidar esse campeonato do campeonato do túnel...

Mais uma vez, os portistas teriam sido alvo de ... provocações.

Quem não se impressionou muito com isso foi o Ministério Público que deduziu acusação contra Hulk e Sapunaru, confirmada pelos tribunais. Haverá mesmo julgamento.

O que aparentemente não é provocação é receber o autocarro de uma equipa à pedrada, atirar bolas de golfe para dentro de um campo de futebol, interromper finais da taça da Liga com arremesso de cadeiras, colocar galinhas dentro da baliza do adversário, passar os jogos a entoar "cânticos" de insulto à equipa adversária (por vezes em coro com os jogadores), apelidar metade da população portuguesa de mouros ou marroquinos ou ter um treinador que diz que o seu colega é um "egocêntrico" e que a equipa adversária faz "bloqueios".

É deixá-los a falar sozinhos.

Carlos Lisboa é um campeão. A sua atitude competitiva é impecável e o seu espírito benfiquista transmite-se aos atletas. Bem haja.

Venha o hóquei.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Os Foras da lei.


Imagem DN



Há algum tempo atrás, Rui Moreira, um homem que gosta de dar lições de moral aos outros mas que é intelectualmente desonesto, dizia que Lisboa era Palermo.

Naquele clube é assim: de há alguns anos para cá, fomentar o bairrismo e o divisionismo do país não basta - há que cultivar o ódio.

Já critiquei muitas vezes, não apenas mas também aqui no blog, as partes gagas das regas e dos apagões na Luz há um ano atrás. Comportamentos desse tipo não são dignos da história e da dimensão do Benfica.

Não descemos porém ao nível do que o clube do Porto fez ontem, numa repetiçaõ de um filme que já vimos  muitas outras vezes - e espero sinceramente que nunca o façamos. Gente desta não merece senão uma resposta. Vencermo-los, como ontem fizemos com todo o mérito e categoria.

Isto não quer porém dizer que o que aconteceu ontem deva ser ignorado. Há um jogador do Porto que, enquanto os atletas do Benfica festejam, vai dizer "não, vocês não podem fazer isso aqui" e, não contente, ainda ameaça de punho fechado o treinador do Benfica.

"Não podem"? Não podemos celebrar uma conquista de um campeonato? A taça tem que ser entregue nos balneários e os nossos jogadores têm que ali permanecer fechados hora e meia até haver "condições de segurança"?

Mas onde chegámos nós? Estamos no mundo do desporto ou estamos numa guerra?

Como se não bastasse, o clube do Porto faz ainda um comunicado intitulado "A vergonha da polícia", já depois de Pinto da Costa ter andado, de dedo esticado, no pavilhão a ameaçar a polícia. A culpa, diz o tal comunicado, seria afinal de Carlos Lisboa (que, em vez de celebrar com "urbanidade" teria andado a insultar os adeptos do Porto com palavrões). Tudo estava portanto justificado, menos - claro - a carga policial "sobre crianças e mulheres indefesas". Para aquele clube tudo são vergonhas, excepto o comportamento selvagem dos seus adeptos e dirigentes.

Mas que gente é esta? Até onde vai isto chegar?

Este clube quando perde entra à pancada. E ai dos outros - é bom que fujam porque caso contrário arriscam-se a ficar logo ali. É por estas e outras que os árbitros têm medo. Mas é que é mesmo de ter.
É que esta gente é mal formada, é gente perigosa, que ataca em grupo.

Acabo com as seguintes questões. Será que tudo é permitido a este clube? Para que servem os regulamentos disciplinares? O que mais será preciso acontecer para se tomarem medidas? Ou será que vamos passar todos a deixar o Porto vencer para não incomodarmos os seus adeptos?

terça-feira, 22 de maio de 2012

Modalidades - decisão basket é amanhã

Alguns internautas têm aqui deixado comentários no sentido de que aquilo que se passa no futebol se replica nas modalidades e mesmo nos escalões de formação do futebol. A saber: prejuízos arbitrais inexplicáveis a que se juntam falhanços das nossas equipas em momentos cruciais. Estes dois factores combinados estão a fazer com que nas competições extra-futebol profissional se verifique a mesma hegemonia portista e a mesma ausência de títulos. Naturalmente isto é muito negativo e abala o benfiquismo, ao passo que reforça a posição do clube do sistema.
Também aqui há que inverter a situação, apelando à identidade e valores benfiquistas. Os nossos atletas têm que ser apoiados pelas estruturas directivas (porque pelos adeptos já o são) e têm sobretudo que ser imbuídos de mentalidade competitiva e vencedora. Têm que, como disse antes, substituir o medo de falhar pela determinação e espírito de vitória.
Na formação o balanço foi misto, mas o Benfica tem que para o ano impôr o seu peso no sentido de que se não repitam situações de flagrantes atropelos não apenas à verdade desportiva mas aos valores mesmos do desporto. Aqui sim, há matéria para exigir à tutela - o Secretário de Estado do Desporto - que intervenha, no sentido que a formação não seja desde logo uma escola de vícios e um campo em que tudo é permitido. Mais do que o futebol profissional, esta é uma área de intervenção do Governo, na qual os saudáveis valores do desporto têm que ser respeitados, sob pena de se estarem a formar arruaceiros e não homens e desportistas.
No andebol a época foi negativa, não há como o esconder. No vóleibol a equipa falhou no momento da verdade e deve ser feita uma reflexão interna.
Mas no basquetebol e no hóquei as épocas estão a ser boas e têm tudo para ser coroadas de sucesso. Isto se percebermos que para ser vencedores temos que trabalhar mais do que o adversário e ser melhores. Isto se percebermos o que é o Benfica e não falharmos. E eu acredito que assim acontecerá e que se pode daí começar a edificar um novo ciclo de vitórias.
Quarta-feira a nossa equipa de basquetebol joga no pavilhão adversário o campeonato. Estaremos com eles em espírito, sabendo que já nos deram muitas alegrias no passado, sobretudo Carlos Lisboa, esse grande treinador e grande benfiquista, já nos deram alegrias esta época e que acreditamos neles para nos darem nova alegria amanhã.