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quarta-feira, 2 de junho de 2021

As modalidades

 Nos últimos anos o registo do Benfica nas modalidades de pavilhão, está muito aquém do esperado e exigível.

Tomando os últimos 10 anos como amostra (e excluindo os campeonatos que não acabaram devido à pandemia), os resultados são os seguintes:

Basquetebol: 6 títulos, o último em 2017 (Oliveirense é bicampeã e Porto ganhou os restantes dois campeonatos). Este ano nem chegámos à final. 

Andebol: zero títulos. Acabamos o campeonato em terceiro. 

Hóquei em patins: 3 títulos (5 do Porto, um do Sporting e um do Valongo). Vamos ao dragão discutir o apuramento para a final, depois de termos perdido a oportunidade de conquistar a Liga dos Campeões. 

Voleibol: 6 títulos 

Futsal: 3 títulos (7 do Sporting). Este ano os dois clubes disputarão mais o vez o título entre si. 


Em 50 títulos possíveis de campeão, o Benfica venceu 18. Um pouco mais de um terço. 

O grosso desses títulos vem no entanto de duas modalidades: o basquete, onde o Benfica é historicamente muito forte mas onde vem a perder gás e o voleibol que, se quisermos ser sérios, é o desporto com menor expressão e menor investimento de todas as modalidades de pavilhão (basta ver quem são, para além do Benfica e do Sporting, as outras equipas).

Portanto nas modalidades mais importantes o Benfica tem 12 títulos em 40 possíveis. Apenas 6 fora do basquete. Uma miséria portanto.

Tentar mascarar isto com títulos... das meninas é brincar com os benfiquistas.

Naturalmente que respeito as vitórias alcançadas pelas nossas atletas e felicito-as por isso. Mas não confundamos títulos de alta competição com campeonatos amadores onde as atletas do Benfica beneficiam de condições e estruturas muito superiores às das outras equipas. 

Aqui há um ano, no futebol feminino havia 70 profissionais e 250 amadoras. Nas outras modalidades, as profissionais serão ainda mais raras. Estamos portanto a falar de mundos incomparáveis: de um lado desportos de alta competição (mesmo que internacionalmente sejamos fracos, com excepção do hóquei e em certa medida o vólei) e do outro um desporto amador que está nos primórdios e que em todo o caso nunca alcançará os índices físicos e de espectacularidade do desporto masculino, pela simples razão de que os homens são fisica e atleticamente mais aptos do que as mulheres. 

Em suma, o falhanço desta direcção não se esgota no futebol.

Que o maior clube nacional, supostamente o financeiramente mais são, perca constantemente para os seus rivais no futsal (provavelmente a modalidade com mais adeptos), pouco ganhe no hóquei, não seja campeão no andebol desde 2007-2008 (o único campeonato nos últimos 30 anos) e apenas ganhe no basquete e no vólei, é um atestado de incompetência de uma direcção que ainda por cima se gaba de ganhar muito nas modalidades.

Isto é o resultado de quê? Falta de mentalidade vencedora, eventualmente, mas sobretudo falta de investimento: as outras equipas simplesmente têm jogadores melhores. Ora como conciliar isto com o "milagre financeiro" do Benfica? Como é que o Sporting "falido" nos bate constantemente nas modalidades, agora até já no hóquei e no basquetebol?

É apenas mais um exemplo da incompetência de Luis Filipe Vieira e seus vices, incluindo aqueles que até há pouco tempo faziam parte da oposição. 





segunda-feira, 21 de maio de 2018

Jornadas épicas no hóquei

A época das modalidades não está a correr bem como é sabido. O Benfica perdeu no andebol, como era esperado, no voleibol, o que foi algo surpreendente, e no que toca ao futsal as perspectivas não são as melhores, tendo já sido perdida a Taça. Restam o hóquei e o basquetebol. 

No que diz respeito ao basket, o Benfica tem sido a potência hegemónica em Portugal com 7 títulos conquistados nas 10 últimas edições da Liga. No entanto a época tem sido de altos e baixos, com algumas derrotas surpreendentes, nomeadamente na final da Taça contra o Illiabum. Estamos neste momento nos playoffs, prestes a iniciar as meias finais em que defrontaremos o Porto. Se vencermos deveremos enfrentar a Oliveirense na final, sendo que o equilíbrio tem sido a nota dominante entre o Benfica e estas últimas equipas.

No hóquei em patins o cenário já esteve bastante negativo mas neste momento o Benfica depende apenas de si para alcançar o título. Isto acontece graças a um empate épico no Porto, a fazer recordar o que aconteceu em 2013 quando lá fomos vencer a Liga dos Campeões. Nessa altura como agora o Benfica marcou um golo nos instantes finais da partida. O jogo de sábado chegou a estar bastante tremido, com um resultado de 3-1 ao intervalo em nosso desfavor. Na segunda parte as coisas foram muito diferentes. O Benfica chegou a estar em vantagem mas nos instantes finais sofreu o 7-6. Tudo parecia perdido mas a 1 minuto do fim chegou o golo do empate, um golo espectacular, diga-se, por João Rodrigues. Este resultado é positivo porque, apesar do Sporting ter passado para a frente, o Benfica ganha vantagem sobre o Porto no confronto directo. Ora sendo que na próxima jornada recebemos o Sporting na Luz, uma vitória nesse jogo coloca-nos de novo em 1º e muito próximo do título, tanto mais que Sporting e Porto se defrontam na jornada seguinte. No entanto há que estar desconfiado na medida em que as arbitragens continuam a fazer das suas. No dragão voltou a haver extremo caseirismo. Sabendo-se hoje o que se sabe do escândalo de corrupção sportinguista, tem de haver uma investigação de fundo às arbitragens nas modalidades.

Finalmente tivemos um título conquistado este fim de semana, o campeonato nacional de júniores. Não sendo uma modalidade extra-futebol, o futebol júnior merece no entanto esta referência especial. Há muito talento naquela equipa que um dia pode chegar à equipa principal do Benfica. Veremos se algum o fará já na próxima época. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Andebol - Benfica na final do campeonato

Depois de vencer a Taça de Portugal, batendo consecutivamente o Porto e o Sporting, o Benfica  assegurou ontem na Luz a passagem à final do campeonato nacional de andebol. O resultado final foi de 22-20.
Foi a terceira vitória do playoff sobre o Porto (à maior de 5 jogos), tendo a nossa equipa perdido apenas uma partida.
Já na altura da vitória épica na Taça estive para aqui escrever para destacar tal feito. O Benfica partiu para a época como não favorito (o Porto vinha de 7 campeonatos seguidos a ganhar) e a época regular nem estava a ser muito positiva. Tudo apontava para mais um ano decepcionante e sem títulos. No entanto a vitória no primeiro jogo dos playoffs do campeonato, alcançada no dragão Caixa, deu um enorme ânimo e confiança a esta equipa. Poucos dias depois jogou a Taça e após eliminar o Porto venceu na final o Sporting com um golo sobre o apito final. Mais uma vez o Sporting demonstrou mau perder, não tendo os seus jogadores recebido as medalhas, uma autêntica vergonha e total falta de desportivismo.
 
No campeonato, o Benfica está já na final, onde disputará o título com o Sporting ou o ABC. As equipas estão empatadas 2-2 no playoff.
Sublinho que o andebol vinha sendo nos últimos anos o parente pobre das modalidades, com resultados muito abaixo do que alcançamos nas outras, onde temos somado títulos após títulos (basquete, vólei, hóquei, futsal e atletismo). Essa dinâmica negativa já foi quebrada, tornando-se agora possível a dobradinha.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Noite épica de combate na BTV

Não é para toda a gente. Mesmo quem gosta tem que admitir que se trata de um espectáculo brutal, muitas vezes bárbaro. A verdade porém é que as artes marciais mistas e em especial a organização americana UFC estão a conquistar cada vez mais adeptos em todo o mundo. Conseguiram transformar uma actividade marginal e socialmente repugnante numa indústria lucrativa com produções à grande e à americana. Para quem gosta de artes marciais em geral e tem estômago para estas coisas, o UFC é o topo e os seus principais eventos são imperdíveis.

Recorde-se que tudo começou como uma forma de promoção do chamado Jiu jitsu brasileiro. A família Gracie para promover o estilo de luta que desenvolvera a partir das artes marciais japonesas, designadamente o ju jitsu, organizou um evento para o qual convidou lutadores representando os diferentes estilos de luta: Karaté, Boxe, luta livre, kung fu e por aí fora. Royce Gracie, um dos filhos do inventor deste estilo, Hélio Gracie, venceu através das submissões que distinguem o jiu jitsu brasileiro: ou o adversário desiste ou acaba desmaiado por via de um estrangulamento ou com um braço deslocado ou partido. Royce viria a vencer 3 das primeiras 5 edições. A grande diferença para o que se fazia até então em termos de desportos de combate  foi esta junção dos vários estilos de artes marciais (que normalmente tinham, como continuam a ter os seus torneios e campeonatos) num evento em que praticamente valia tudo. 

A BenficaTV, depois de assegurar os "especiais" da UFC, conta a partir de agora com o exclusivo de transmissões (anteriormente pertencente à SportTV). Foi nessa qualidade que transmitiu na madrugada de sábado para domingo o UFC 189, cujo ponto alto foi o combate entre Conor McGregor e Chad Mendes. Recorde-se que este não era o combate inicialmente agendado. McGregor, o irlandês que parece um viking e fala mais do que Mohammed Ali, deveria combater contra José Aldo, o brasileiro detentor do cinturão de pesos leves. No entanto este alegou uma costela fraturada para não poder combater e a organização decidiu colocar em disputa um título provisório, ou seja na prática retirou o título a Aldo. A justificação para tal foi Aldo ter já adiado combates por 5 vezes no passado. 

Foi realmente uma noite épica e sangrenta que mostrou simultaneamente o melhor e pior das artes marciais mistas. Houve narizes partidos, muito sangue e um elevado índice de brutalidade. Houve porém alguns combates "limpos" que foram realmente espectaculares de ver. A combinação de Gunnar Nelson seguida de uma submissão perfeita por estrangulamento foi um desses momentos. Nelson é um atleta que tem o espírito das artes marciais: cinto negro de karaté e jiu jitsu, entra para vencer mas não para magoar. Mas claro que o ponto alto da noite foi a luta entre o americano Chad Mendes e o irlandês Conor McGregor. Mendes tinha um registo impressionante: apenas duas derrotas (ambas contra Aldo) e vários KO's. É um atleta pequeno com grande capacidade na luta livre (desporto praticado ao nível universitário nos EUA). McGregor é um "artilheiro" heterodoxo que se destaca sobretudo pelo poder das suas mãos. Na preparação da luta chamou a Mendes um "anão inchado" e disse que o deixaria nocauteado no segundo round. Os irlandeses invadiram Las Vegas para apoiar o seu lutador mas rapidamente Mendes impôs o seu wrestling e conseguiu ficar por cima de McGregor castigando-o duramente. Quando tentou sem sucesso um estrangulamento, deu-se o golpe de teatro. Novamente em pé McGregor desferiu vários golpes e terminou com combinação  direita-esquerda que atirou Mendes ao chão. A apenas 3 segundos do fim do segundo round, o árbitro deu o combate por terminado. Foi o delírio para os Irlandeses perante a perplexidade dos americanos que não entendem estes níveis de paixão.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Época de glória, futuro de Vitória

A vitória no campeonato no passado fim de semana culminou uma época verdadeiramente memorável nas chamadas modalidades (já não amadoras como no passado) que se traduziu na conquista de quase todos os mais importantes títulos nacionais.

Se contarmos com o futebol profissional, o Benfica alcançou o seguinte registo:

Futebol, Basquetebol, Hóquei em Patins, Voleibol, Futsal - Campeão nacional
Basquetebol, Hóquei em Patins, Voleibol, Futsal - Vencedor da Taça de Portugal
Futebol, Basquetebol, Voleibol - Vencedor da Supertaça
Futebol, Basquetebol - Vencedor da Taça da Liga.

Esta lista, que quase nos deixa sem fôlego, não chega sequer a ser exaustiva e não inclui evidentemente os escalões juniores e femininos. Denota de facto um trabalho notável de uma equipa e uma "organização" (essa parece ser a palavra preferida em detrimento de "estrutura" que se associa ao Porto) que no caso das modalidades tem no vice Presidente Almeida Lima uma peça fundamental.


Em relação ao futsal, o Benfica venceu de forma brilhante o campeonato, derrotando por duas vezes o Sporting em Odivelas e garantindo o título por uns claros 3-1. A vitória soma-se à da Taça de Portugal e marca uma época na qual o Benfica nunca perdeu na fase regular. Mesmo com baixas importantes (por lesões e castigos), o Benfica foi um campeão incontestado. As cenas infantis dos técnicos e dirigentes sportinguistas não têm qualquer justificação. A decisão dos árbitros de repetir dois dos penalties defendidos pelo guarda-redes do Sporting foi totalmente correcta e não merecia contestação. O guarda redes do Sporting tentou ostensiva e intencionalmente fazer batota em 3 dos penalties e os árbitros não o permitiram em duas ocasiões. É ridículo dizer que o guarda-redes do Benfica também se adiantou. Demonstra falta de seriedade (ou capacidade de ver a realidade) e desespero.

Claro que todos entendemos que estes vários títulos das modalidades não teriam o mesmo sabor se não tivéssemos vencido o campeonato de futebol. O futebol é evidentemente o coração da vida benfiquista e da paixão clubística. Daí que seja no futebol que antes de mais nada queremos ganhar, algo que voltará a acontecer na próxima época.

Gostei de ver a apresentação de Rui Vitória. Pareceu-me ponderado, calmo e com perfil para aguentar a pressão. É uma pessoa com bom senso e educação, o que não ganha jogos mas denota um equilíbrio que pode ser útil para ser timoneiro da equipa de futebol do Benfica. De acordo com alguns comentadores mais informados, a competência de Rui Vitória e os seus conhecimentos, também de base teórica, são inquestionáveis. Esperemos que tenha matéria prima de qualidade suficiente para fazer frente ao Porto, porque em relação ao Sporting os recursos de que disporá serão seguramente superiores. Isto para já não falar em relação aos restantes clubes em relação aos quais não há comparação possível em termos de plantel mas também de infraestruturas.

É natural que exista alguma incerteza e ansiedade relativamente à próxima época. O passado de hegemonia do Porto está ainda muito próximo e ninguém o quer ver repetido. O espectro do Benfica regredir aos anos de Camacho, Koeman ou Quique Flores é algo de assustador. As palavras do presidente de que Rui Vitória terá as mesmas condições do que o anterior treinador são tranquilizadoras no sentido em que o nível dos plantéis dos últimos anos tem sido muito elevado e - assumamo-lo - consistente com os títulos que conquistámos. Para essa qualidade se manter é essencial manter a estabilidade do plantel e assegurar um ou outro reforço de qualidade, de classe indiscutível. Não sei se os jogadores marroquinos já contratados possam representar essa masi valia pois não os conheço. Por outro lado,  Maxi é para mim um daqueles jogadores que faz parte da coluna vertebral deste Benfica, pelo que espero sinceramente que fique. Penso que vale até um esforço financeiro adicional por parte do clube.

Existindo essas condições (e quero acreditar que elas se verificarão) Vitória tem condições para vencer. Não digo que tudo mas algo de importante. O campeonato naturalmente é a prioridade mas teremos que ser pacientes, numa época de transição como será esta. Uma coisa é certa: é preciso manter a dinâmica de títulos e de vitórias para não haver aqui qualquer oscilação ou depressão num ciclo vitorioso e virtuoso que se começou a desenhar de forma cada vez mais pronunciada e constante nos últimos anos.

Há uma coisa que devemos ter presente e que não deixa de ser um factor de optimismo. Nos últimos anos, os resultados do Benfica em jogos grandes não têm sido os melhores. Na Liga dos campeões eles foram quase sempre maus (por vezes apesar de grandes exibições, noutras a juntar a más exibições), nas finais da Liga Europa perdemos (ainda que injustamente) e nos clássicos o balanço foi misto: bons contra o Sporting não tão bons contra o Porto. Penso sinceramente que Rui Vitória pode fazer melhor. Se o conseguir e aliar a isso a regularidade no campeonato estaremos certamente perto dos nosso objectivos. Mas enfim, ganhar sempre é o que todos desejam. Esperemos que o futuro dê razão a esta aposta do nosso Presidente e que ela seja de facto de Vitória. Bem vindo de volta ao Benfica.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Fim de semana de campeões

O Benfica venceu por 2-0 o Belenenses no Restelo e deu um passo importante para a conquista do título. Vencendo o Porto no Domingo, o Benfica será com certeza campeão e mesmo um empate deixa muito boas perspectivas para a renovação do título. 
É um pequeno passo que obviamente nada tem de fácil, pois como se viu na passada semana, o Porto tem um grande plantel e por vezes faz grandes jogos. A facilidade com que, por exemplo, derrotou o Sporting, aliado ao facto do que aconteceu há 3 anos, quando venceu na Luz com um golo em fora de jogo, deve-nos levar a encarar este jogo com muita "desconfiança" e máxima concentração. 

Se o Benfica estiver ao nível do que tem feito nos últimos jogos na Luz penso que será difícil ao Porto parar-nos. Mas muita coisa depende do nível de inspiração dos jogadores nessa tarde. Por outro lado, o apoio dos adeptos certamente criará condições ainda mais favoráveis para vencer. Mas já se sabe que nada está garantido. 

Quanto ao jogo com o Belenenses, Jonas voltou a fazer das suas. Dois golos plenos de classe e sentido de oportunidade resolveram um jogo que poderia ter sido difícil. Na realidade houve vários jogadores a jogar bastante abaixo do que costumam, isto para não dizer, a jogar bastante mal. Da frente, para trás, Lima pouco se viu, Ola John foi praticamente uma nulidade, Samaris esteve algo inibido pelo receio de ver um amarelo (e não faltou muito para tal, não se percebendo porque razão Jesus não o substituiu mais cedo), André Almeida e Eliseu pouco fizeram e Luisão teve uma tremideira nada habitual. A vitória deve-se muito à exibição de Júlio César que com várias intervenções de qualidade manteve a nossa baliza inviolada, transmitindo muita confiança à equipa. 

Mas o fim de semana ficou marcado por um outro acontecimento. Nas modalidades, o Benfica sagrou-se campeão nacional de hóquei em patins no pavilhão da Luz.

Este título chegou com uma goleada por 5-1 ao Porto. Esta equipa tem conquistado tudo o que há para conquistar, desde a Liga dos Campeões, à Taça Intercontinental e o campeonato nacional. Depois de um período de hegemonia total do Porto, o Benfica começou paulatinamente a recuperar distâncias e neste momento é a principal potência do hóquei nacional. Todos estão de parabéns. Este campeonato em particular foi imaculado: apenas um empate em 25 jogos! Poderíamos ter ido mais longe na Europa mas estamos na final four da Taça de Portugal (23 e 24 de Maio), com possibilidade de fazer a dobradinha. Diga-se que Trabal, o guarda-redes do Benfica fez uma grande defesa e contribuiu para a vitória.


Dito isto faltam 6 dias para o próximo clássico, agora na futebol. Depois de um interregno de um ano, será novamente num jogo entre Benfica e Porto que, quase de certeza, se decidirá o do título. Entramos em contagem decrescente para Domingo... Vai ser uma semana longa!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Andebol do Benfica vence no Porto!

Imagem retirada do site "A Bola"


O Benfica foi na noite passada ganhar ao pavilhão do Porto - onde não vencia à 23 anos! -  por 25-23.
Foi uma vitória muito importante, numa modalidade na qual, como aqui assinalei, não temos sido muito vencedores nos últimos anos e o Porto, pelo contrário, tem tido hegemonia.
Confirmada a eliminação (esperada) das competições europeias, a equipa deu uma excelente resposta no pavilhão do Porto, vencendo com toda a justiça e passando para o comando da classificação.
Tratava-se de um jogo importantíssimo num campeonato altamente competitivo e no qual o Benfica tem estado bem, faltando porém este teste de fogo, tanto mais que havíamos perdido na Luz contra o mesmo adversário, num jogo algo atípico. 
Na próxima quarta-feira o Benfica enfrentará o Sporting na Luz, nomeadamente no pavilhão nº 2. Uma vitória permitiria alcançar uma vantagem interessante, a 7 jornadas do fim da fase regular. 
O apuramento do campeão faz-se através de uma fase final para a qual se qualificam as 6 equipas melhor classificadas, que jogam entre si a duas voltas. As equipas começam com 50% dos pontos alcançados na primeira fase. Quem tiver mais pontos no fim da fase final é campeão. Nessa medida, quanto mais pontos o Benfica conquistar na fase regular melhor a posição em que se encontrará á partida para a fase final. 


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Modalidades à conquista de títulos

Porque o Benfica não é só o futebol, convém periodicamente fazer um ponto de situação das modalidades.

Como é do conhecimento de todo o benfiquista minimamente informado, no hóquei em patins o nosso clube conquistou recentemente a Taça Continental (equivalente à Supertaça Europeia no futebol), vencendo o Vendrell, e a Taça Intercontinental, vencendo o Recife. Duas importantes conquistas internacionais que se juntam ao título de Campeão Europeu (vencedor da Liga Europeia) conquistado com todo o brilhantismo no fim da época passada no ringue do Porto. Na edição deste ano da prova, o Benfica segue em primeiro do seu grupo com duas vitórias. No sábado, o Benfica venceu fora o Quévert da França por 5-4.

No campeonato, disputadas 4 jornadas, o Benfica está em 3º lugar com 10 pontos (3 Vitórias e 1 empate). Na última jornada, disputada na quarta-feira, vencemos o Juventude de Viana em casa por uns claros 10-4. A equipa está em grande forma, importando manter esta cadência de vitórias e conquistas. A qualidade e o espírito parecem estar lá. Na próxima jornada, já quarta-feira, vamos ao terreno do Tomar e sábado recebemos o Cambra.

No andebol, modalidade em que o Benfica tem apenas 7 campeonatos e 4 Taças (para além de 4 supertaças e 2 Taças da Liga), não sendo campeão desde 2008, a equipa parece este ano mais forte e está mesmo em primeiro lugar, embora o Sporting tenha um jogo a menos e o Porto dois. Neste momento nas competições europeias estamos a meio da eliminatória contra uma equipa húngara à partida mais forte. Na primeira mão perdemos em casa por um golo e a segunda disputa-se no sábado. Depois disso virá um jogo muito importante no Porto. Após vencer o Belenenses de forma concludente neste fim de semana (27-20), uma vitória sobre o Porto pode projectar a equipa para o tão ambicionado título, embora seja ainda cedo. O Benfica está a concretizar muitos golos, importando agora garantir segurança defensiva para passar este teste que, repete-se, é importante para as nossas aspirações. Na Taça, iremos disputar os 16s de final no Restelo.

No basquetebol, modalidade tradicionalmente mais forte do Benfica a seguir ao futebol (24 campeonatos e 18 taças, entre muitos outros títulos num total de 66), o Benfica está em primeiro a par do Guimarães, com 4 vitórias e uma derrota, estando apurado para os 8s de final da Taça. Esperam-se títulos até porque a nossa equipa é claramente a mais forte.

No Voleibol, o Benfica está em 2º, com 27 pontos em 10 jogos, a 3 do Fonte Bastardo. Neste fim de semana derrotámos o Castelo da Maia por 3-0 e depois o Guimarães, para a Taça, também por 3-0. Também aqui se espera que o nosso clube conquiste pelo menos um título maior.

Em relação ao futsal, nada se decidirá na fase regular, na qual o Benfica se encontra em 1º lugar, com apenas 1 empate e 1 derrota em 12 jogos. As decisões nesta modalidade ficarão para o fim, para os playoffs, mas naturalmente que a vitória sobre o Sporting em Loures (8-7) constitui um bom sinal, tal como a vitória sobre o Belenenses na semana anterior (4-1). Este ano teremos também que contar com o Braga que já nos derrotou. O último resultado foi uma vitória sobre o SL e Olivais por 5-2 no passado sábado.

Finalmente, embora não se tratando de uma "modalidade" suplementar mas de um campeonato paralelo e inferior, deixamos aqui também uma palavra acerca da equipa B. Na última jornada, esta nossa equipa secundária venceu a Oliveirense por 4-3. No entanto este jogo poderia e deveria ter sido bem mais tranquilo: o Benfica acabou a primeira parte a vencer por 3-1 mas deixou-se empatar e só nos últimos minutos alcançou o golo da vitória. Um "filme" parecido tinha acontecido duas jornadas antes, com a equipa a desperdiçar uma vantagem de 2 golos (3-1 e 4-2), acabando por empatar a 4 com a União da Madeira. O Benfica B tem mostrado alguma qualidade, sendo um espaço de crescimento a afirmação para muitos jovens talentos, como Bernardo Silva, João Cancelo ou Ivan Cavaleiro, bem como de rodagem de alguns jogadores da equipa A. No entanto por vezes haverá talvez demasiadas opções de onde resulta muita rotatividade e pouca rotina. Na defesa isso reflecte-se de forma mais visível. Parece-me porém que Hélder terá que trabalhar mais os aspectos defensivos. Somos a equipa com mais golos marcados mas apenas 3 equipas têm mais golos sofridos. O Benfica B está em 8º lugar, a 9 pontos do 1º (Portimonense) e atrás dos seus rivais B. Na próxima jornada, disputada quarta-feira iremos ao terreno do Feirense, actual penúltimo. 




segunda-feira, 17 de junho de 2013

Futsal - 3 a 0 já não fica.

O Benfica venceu com mérito o segundo jogo do playoff da final do campeonato de futsal, batendo o Sporting nos penalties. Foi um jogo bem disputado, que fica marcado pela lesão de Vitor Hugo, no qual o Benfica esteve em vantagem até a 4 segundos do fim!

A jogar com guarda-redes avançado, o Sporting já tinha criado algumas oportunidades, pelo que o empate até se aceita, mas sofrer um golo a 4 segundos do fim não deixou de ter um sabor amargo e recordar o penoso final de época no futebol profissional.

O Benfica esteve porém muito bem no prolongamento, não se deixando afectar pelo golo ao cair do pano, quando a vitória parecia certa. Não concedeu oportunidades ao adversário no prolongamento e venceu bem nos penalties com Bébe a ter todo o mérito na forma como evitou que 3 penalties fossem concretizados pelo Sporting.

Ao longo da época regular o Sporting foi a equipa mais forte e como tal continua a ter algum favoritismo. No entanto, com uma atitude humilde de total concentração e entrega, o Benfica pode ficar mais perto da surpresa.

Para já, temos dois jogos no nosso pavilhão e uma certeza: a final já não se resolverá em 3 jogos e o resultado do playoff não será 3-0, como desejou publicamente um jogador do Sporting, plenamente convencido da superioridade total da sua equipa. 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Que lição! QUE LIÇÃO!!

Vitória ENORME do hóquei do Benfica ontem!

O Benfica é Campeão Europeu depois de ter batido o Barcelona (nos penalties) nas meias-finais e o Porto por 6-5 na final, disputada como se sabe no "dragão caixa". No seu percurso até à final o Benfica não teve derrotas, apesar de ter defrontado as melhores equipas europeias.

É uma vitória que merece ser exaltada e estudada!

Finalmente o Benfica está a acordar! 

Foi preciso levarmos muito na cabeça, mas finalmente os nossos dirigentes começam a acordar.

E nesse acordar conseguiram desde logo despertar instâncias nacionais e internacionais para uma realidade que vive fora da lei há já demasiado tempo.

Já o ano passado eu o tinha afirmado, insisti depois do jogo do campeonato à 29ª jornada (em relação ao qual o Benfica - mal - se calou) e este fim de semana confirmou-se plenamente. Os adeptos do Porto comportam-se como selvagens perante a passividade de toda a gente, desde as autoridades (polícia, Ministério da Administração Interna, tribunais) às entidades federativas, que assobiam para o ar e olham para o lado, fingindo que tudo está bem.

Não está!

Não esteve no campeonato nacional de futebol, pois não é normal que as ruas e as imediações do Hotel onde o Benfica ficou em Gaia estivessem cheias de marginais que estavam ali não apenas para insultar e intimidar como para tentar atacar, como matilhas de lobos, os BENFIQUISTAS DO NORTE que corajosamente ali foram apoiar e incentivar a sua equipa. NÃO É NORMAL que durante a noite tenham sido explodidos petardos e perturbada a ordem pública para evitar que os nossos jogadores tivessem o seu repouso. NÃO É NORMAL que tenha sido montado quase um CERCO ao local de estágio da nossa equipa que exigiu O MAIOR POLICIAMENTO JAMAIS REALIZADO PARA UM ENCONTRO DE FUTEBOL EM PORTUGAL. Os adeptos do Benfica do Norte tiveram que, no dia em que o Benfica chegou a Gaia, fugir perante hordas de selvagens que os queriam atacar. A polícia teve que disparar shotguns! E depois diz-se na comunicação social que a chegada do Benfica se deu SEM INCIDENTES!!

Sábado voltaram a registar-se cenas absolutamente lamentáveis, indignas de um Estado de direito, em dois recintos do clube regionalista do Porto. O primeiro no "Olival", onde mais uma vez não souberam perder e desataram à pancada. Estiveram bem os atletas do Benfica em não recuar, em não se deixar intimidar!

O que é isto? Agora temos que levar e calar? MUITO BEM os jovens benfiquistas, em vencer o campeonato sobre o fim do jogo e ao afirmar COM CORAGEM o seu direito a festejar essa conquista!

Mas ainda no sábado outros incidentes se davam noutro recinto, com a complacência (ou mesmo beneplácito) da nossa triste, enfadonha e adormecida comunicação social.

Para além de festejarem os golos do Barcelona como se fossem seus, os adeptos do Porto, os tais que passam a vida agora a dizer que estamos com uma "cabeça" e um melão, afinal ainda tentaram agredir os CORAJOSOS adeptos do Benfica que foram ver o seu clube disputar a "final four" da Liga dos Campeões em Hóquei em Patins, disputada na tal "caixa de dragão". Quem estava afinal com melão? Quem são afinal os arrogantes, os ressabiados? E isto num jogo em que o clube do Porto nem sequer intervinha!

Pois bem, depois desta vergonha, depois dos adeptos do Benfica, volto a sublinhar, gente de uma enorme coragem, terem sido retirados pela pouca polícia presente, o nosso clube assumiu finalmente uma posição de força e disse BASTA!

Basta de demando, de conluio entre polícia e marginais do Porto, basta de agressões impunes, de ambientes anti-desportivos, de intimidação e coação!

Finalmente não íamos ser os bombos da festa. Não jogaríamos a não ser que houvesse condições de segurança MÍNIMAS.

Esta atitude já deveria ter sido assumida no futebol e espero que sirva de exemplo para o futuro!

Depois desta posição, a entidade que gere o Hóquei a nível europeu tomou finalmente uma atitude e pôs o Porto em ordem! Ou havia condições mínimas ou o Porto era suspenso. A própria PSP do Porto finalmente foi também posta na linha!

E assim os nossos atletas entraram no ringue para jogar hóquei!

E fizeram uma exibição À BENFICA. Com muita humildade, muita raça, muito querer e muita crença. Com ÁRBITROS INTERNACIONAIS a coisa também muda de figura: apesar de algum caseirismo (o Porto não "chegou" às 10 faltas ao passo que o Benfica ficou nas 14) a coisa foi relativamente equilibrada. Para o campeonato, os árbitros teriam conseguido tirar algum coelho da cartola para garantir ao Porto mais um jackpot.

Assim foi o que se viu: uma atitude extraordinária dos nossos hoquistas, nunca se desconjuntaram apesar da entrada forte do Potro, sabendo ir atrás do resultado, nunca entraram em pânico, souberam sempre resolver as situações na defesa com tranquilidade e tiveram o mérito de defender com humildade quando foi preciso e ser incisivos e letais no ataque. Uma grande vitória do Benfica e um grande feito do nosso hóquei.

Muito bem esteve desta vez a comunicação do Benfica, ao denunciar não apenas o ambiente de terror vivido no sábado mas também a VERGONHOSA transmissão da RTP, que mais parecia o canal do Porto. Foi clara a surpresa e desalento dos comentadores da TELEVISÃO PÚBLICA aquando do golo que nos deu o título Europeu.

Notável a coragem dos adeptos que estiveram no Porto e que só puderam entrar com a segunda parte do jogo a decorrer, mas bem a tempo de fazer a festa.

UMA LIÇÃO. E QUE LIÇÃO!!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Armstrong e doping: entrevista é transmitida amanhã

Uma vez que o assunto foi aqui abordado en passant há uns dias, gostava de clarificar a situação de Lance Armstrong.

De acordo com múltiplas fontes na imprensa norte-americana, Armstrong, depois de anos a negá-lo, admitiu a Oprah Winfrey (na tal entrevista que só amanhã será transmitida) ter usado múltiplas drogas para melhorar a sua performance e que normalmente se classificam como doping.

Armstrong terá usado várias formas ilegais de aumentar o seu rendimento desportivo, desde transfusões de sangue, a dosagens de testosterona, cortizona e sangue de vitela...

Afinal, Armstrong era mesmo batoteiro. Cai mais um mito do desporto.

Pareceu-me interessante uma passagem da reportagem da ABC (o link está abaixo):

"those who know Armstrong best say pictures of his face during competition tell you everything - ferocious and focused" (os que conhecem melhor Armstrong dizem que a sua cara durante a competição diz tudo: feroz e focado).

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Provocações e insultos - eles não sabem mais

Estranhei de algum modo uma certa "acalmia" dos lados das antas em vésperas de clássico.

Digo certa porque apesar de tudo houve provocações de Miguel Sousa Tavares, na sequência de uma outra situação que ainda aqui não comentei: o jogo de hóquei no Pavilhão da Luz entre o Benfica e o Porto.
Em primeiro lugar e já que abordo o assunto, é de lamentar que tenhamos perdido esse jogo tão importante, falhando nos momentos cruciais, sobretudo nos lances capitais de penalties e livres directos. Falhou qualquer coisa e se calhar um bocadinho do lado da mentalidade. Há que perceber que estes jogos têm que ser abordados como se se tratassem de uma verdadeira final e que ter uma atitude mais assertiva.
Mas claro que, em termos de desporto, o o pior viria depois. No desporto é sempre possível ganhar, perder e empatar. As pessoas civilizadas têm que estar preparadas para os três cenários ainda que entrem nos jogos sempre para ganhar. No fim há que aceitar o desfecho, ainda que seja óbvio que os que perdem não fiquem satisfeitos.
Com o Porto porém as coisas são diferentes. Quando perde os seus adeptos (o ano passado no "dragão-caixa" isso verificou-se na final do basket) tentam invadir o campo e agredir os adversários ou os seus jogadores (Hulk, Sapunaru, Helton) agridem quem lhes aparecer à frente. Quando ganham pelos vistos também agridem os espectadores.

Em todos os casos, há uma constante: foram provocados. Portanto fica tudo justificado.

Mais uma vez sublinho: é curioso. Num caso os adeptos do Porto agridem os nossos atletas, atirando toda a espécie de objectos para o campo e só não o invadindo pela intervenção da polícia, noutro os próprios jogadores de futebol agridem os famosos stewards (que afinal, de acordo com a Liga são apenas espectadores), ainda num terceiro caso os jogadores agridem à stickada os espectadores. Em todos os casos o que justificou as agressões? Provocações.

Mas ainda com imagens de uma agressão à stickada (que aliás nem é inédita, pois uma criança de 10 anos foi também há uns anos alvo do mesmo por parte dum jogador do Porto, ficando em coma e vindo a morrer dois anos depois em circunstâncias misteriosas), o que vem dizer Sousa Tavares? Que o Benfica não sabe perder.

Há uns meses Carlos Lisboa "não soube ganhar" porque "provocou" os adeptos do Porto, ao festejar a vitória do Benfica. Agora os adeptos do Benfica "não souberam perder" porque reagiram mal às provocações dos jogadores do Porto. (Alegadamente um adepto do Benfica terá cuspido para o guarda-redes do Porto. Lamentável? Sem dúvida. Condenável? Certamente. Justifica que o jogador do Porto o agrida à stickada? Para Sousa Tavares parece que sim.)

É um padrão de comportamento. É uma forma de estar.

É aliás a única que aquela gente conhece. Por isso se mostraram, pouco depois de as escrever, acertadas as minhas reflexões sobre a forma de estar que precisa de guerrilha e mau ambiente para motivar as suas hostes que caracteriza o Porto. Com efeito, apenas minutos depois viria o treinador do Porto com provocações despropositadas acerca do "próximo jogo do Benfica na Liga dos Campeões", de "como o Benfica está sempre bem e o Porto chega à Luz e ganha" e fazendo ainda insinuações que visam condicionar a arbitragem.

O que ele quer é conversa. Ele bem sabe como o Benfica está melhor, é mais forte. Teme o jogo pois sabe que sem factores estranhos o Porto tem poucas hipóteses de ganhar e muitas de perder. Portanto tenta, com este tipo de joguinhos mentais e ruído, baralhar os dados, instalar a dúvida nalguns adeptos do Benfica mentalmente mais frágeis, pressionar os árbitros.

Nos últimos anos o Benfica tem-se deixado ir nesta conversa, tem-se deixado abater demasiado por estes factores que deveriam ser estranhos ao futebol mas que para o clube do Porto são a forma, a essência mesma de como estão no desporto. Nos momentos em que soubemos resistir a todos os truques sujos, a todas as baixarias, provocações e aleivosias, jogando pelo Benfica, com paixão pelo Benfica e à Benfica, alcançámos vitórias únicas, que ainda hoje e sempre lhes estarão atravessadas.

Foi assim em 1991, quando César Brito calou as antas - mas não o túnel das antas, onde a mulher de Reinaldo Teles e o guarda Abel distribuiram chapadas. Foi assim em 2009 quando Saviola disse que o Benfica ia ser campeão e calou os portistas - mas não no túnel onde Fernando, Hulk, Sapunaru e Helton distribuiram murros e pontapés. Foi assim também em 1998 quando a perder 3-0 os jogadores do Porto desataram a agredir jogadores e treinadores do Benfica (na altura não havia o polvo mas houve uma Lula a pôr a mão na cara do então nosso treinador Souness e Jardel a agredir pelas costas - curiosamente dessa vez Paulinho Santos não deu cotoveladas nem partiu o maxilar de JVP). Em 2010 aquando da nossa vitória na final da Taça da Liga também por 3-0 Bruno Alves distribuiu pontapés e cotoveladas (sem ser expulso obviamente) e o jogo teve que ser interrompido por a claque do Porto arremessar objectos para a baliza benfiquista. E pelos vistos assim terá que ser muito mais vezes até que alguém ponha um fim a isto.

O Benfica tem que se alhear de todo este folclore de bairro, esta conversa de garotos e arruaças de selvagens e começar consistentemente a vencer o Porto. Por uma razão simples: é melhor. Para isso exige-se porém uma atitude competiva e ganhadora, que não se distraia nem se deixe intimidar, do 1º ao último minuto.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

As modalidades - um feito único

O Benfica venceu ontem a Supertaça de Basquetebol (depois de ter vencido já o Troféu António Pratas, o primeiro da temporada).
Com esta vitória, as modalidades de pavilhão do Benfica conseguiram um feito único na história do desporto em Portugal: venceram as 5 Supertaças! Estamos a falar de andebol, voleibol, basquetebol, hóquei em patins e futsal. É uma conquista impressionante das nossas modalidades, cujo trabalho extraordinário deve ser ainda mais reconhecido e exaltado.
No fim da partida, Carlos Lisboa aludiu a este feito.
Há agora que dar continuidade a este caminho, não deixando fugir os títulos de campeão sobretudo no hóquei em patins, onde importa que a quebra da hegemonia do Porto se mantenha e se passe efetivamente a um novo ciclo de vitórias do Benfica. É uma modalidade pela qual os portugueses têm historicamente um grande carinho e onde infelizmente só temos visto visto "espanhóis" a ganhar. Falo evidentemente também das selecções, onde este fim de semana houve a boa notícia da vitória dos sub 20 portugueses no Campeonato da Europa, precisamente sobre a Espanha. Esperemos que a um novo ciclo de vitórias benfiquistas corresponda também um regresso às vitórias da nossa seleção A.
Também no andebol era muito bom que pudessemos voltar a ser campeões, depois de um jejum prolongado.
No futsal o Sporting será o adversário do costume, ao passo que no Basquete e no Voléi a superioridade benfiquista que existe de facto tem ser expressa dentro do campo para obtermos as vitórias esperadas.
Estamos no bom caminho!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Londres 2012 - balanço e contagem final de medalhas


Terminaram ontem, com a pompa e o estadão inglês, os Jogos Olímpicos de 2012.
O sucesso foi completo para os organizadores e penso que todos os amantes do desporto terão ficado satisfeitos com a competição e os espectáculos. Houve poucos casos de doping, nenhum incidente verdadeiramente grave, um grande espírito de desportivismo e algumas provas verdadeiramente sensacionais.
É evidente que as figuras maiores dos Jogos foram Usain Bolt e Michael Phelps. Dois atletas extraordinários que provaram ser de longe os melhores nas respetivas modalidades, cintilam o brilho dos predestinados e deram aos espectadores momentos únicos. Nas pistas ou na piscina, Bolt e Phelps foram e são os mais rápidos de sempre.
Mas para além deles, os Jogos tiveram outros momentos memoráveis de dedicação ao desporto, de esforço, de abnegação e de fé que devem constituir um modelo para os jovens. Foi o caso dos 400 m barreiras masculinos, os 5.000 m femininos, evidentemente os 100m masculinos e os 400 m estafetas, entre muitas outras provas.
Mas os jogos são também um veículo de promoção global do desporto, nomeadamente de modalidades que noutras circunstâncias pouca ou nenhuma visibilidade têm. Lembro-me de assistir até à prova de marcha e a um jogo de ping-pong...
No "campeonato" das medalhas, os EUA venceram, depois de terem estado muito tempo atrás da China. A ultrapassagem deu-se aquando da entrada do atletismo em força nos jogos: face às 29 medalhas dos EUA (9 de ouro), a China conseguiu apenas 6 (1 de ouro). Isto fez toda a diferença na contabilidade total: os EUA tiveram 104 medalhas, 46 das quais de ouro, a China 88 (menos 16), 38 de ouro (menos 8). Outra modalidade que os EUA dominaram foi a natação, com 31 medalhas contra 10 da China.
Em 3º lugar (bronze no "campeonato" das medalhas), o último do pódio, ficou a Grã-Bretanha, com um total de 65 medalhas (perto das 70 "prometidas", algo que nos primeiros dias pareceu uma miragem), 29 das quais de ouro. A Rússia teve mais medalhas (82) mas menos de ouro (24), o que explica, de acordo com os critérios do Comité Olímpico, a classificação. O país mais "prejudicado" por esta forma de contabilidade é o Japão (38 medalhas) que fica em 11º lugar, quando num sistema de contabilidade simples ficaria em 6º. Os mais beneficiados foram a Coreia (que com apenas 28 medalhas ficou em 5º) e a Hungria (que com apenas 17 medalhas alcançou o 9º lugar). Em 6º, 7º e 8º ficaram os europeus Alemanha, França e Itália e em 10º a Austrália.

Em relação à participação de Portugal (69º classificado, juntamente com Botswana, Gabão, Guatemala, Chipre e Montenegro), já escrevi o que penso, nomeadamente acerca da ausência de desporto escolar e de um grande desinteresse da sociedade portuguesa, que só se lembra das modalidades quando existem Jogos Olímpicos, altura em que todos os ódios, frustrações e azedume são descarregados nos atletas.
Penso que todos os atletas portugueses deram o seu melhor; o problema é que isso não chega porque basicamente não há desporto e muito menos alta competição em Portugal, excepção feita ao futebol. A nossa participação saldou-se assim por uma medalha, o que é fraquíssimo. Pior mesmo (em países comparáveis) só a Áustria, que não conseguiu nenhuma.

Por fim, uma palavra para o Brasil, que nos últimos dias perdeu três finais, conquistando assim medalhas de prata que poderiam - e nalguns casos deveriam - ter sido de ouro. O Brasil perdeu a final de voleibol masculinos (vencendo a de femininos), a de voleibol de praia e a de futebol. Esta última é a mais inexplicável e de mais difícil aceitação pois era óbvio que o Brasil era, de longe, a melhor selecção e talvez aquela que mais se aproximava do que será a sua equipa em 2014. Com Neymar, Thiago Silva, Rafael, Juan, Pato, Hulk e tantos outros, não se compreende que o Brasil perca com a equipa do México, que não tem nem de perto o mesmo talento.
Venha o Rio, mas entretanto, volte o futebol o sério.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Participação Portuguesa nos Jogos Olímpicos - decepcionante

A 5 dias do fim dos Jogos Olímpicos, Portugal continua com zero medalhas e prestações modestas, quando não decepcionantes.
O cenário só não é completamente desolador porque temos o remo, onde já estivemos presentes numa final, o double skull, e a canoagem em que estaremos amanhã, quarta-feira dia 8, em mais duas: k2 1000 m masculinos às 10.16h e k4 500 m femininos às 10.44h. Jessica Augusto teve uma participação honrosa na maratona feminina e Clarisse Santos, uma amadora, alcançou um feito enorme ao estar presente na final dos 3.000 m obstáculos. Temos ainda uma cavaleira na final de saltos e um cavaleiro na final de ensino individual, em hipismo.
Para avaliar os resultados de Portugal é preciso perceber que há neste momento 70 países medalhados e que desde 92 que não voltamos dos Jogos Olímpicos sem conquistar medalhas. Que dos países da União Europeia, para além de nós, apenas os seguintes não conquistaram ainda medalhas: Áustria (8,3 milhões de habitantes), Luxemburgo (500.000), Irlanda (4,5 milhões), Bulgária (7,7 milhões), Letónia (2,3 milhões) e Malta (400.000).

Todos os outros países da União Europeia, incluindo a Lituânia (3,3 milhões de habitantes), Chipre (800.000), Estónia (1,3 milhões), Eslovénia (2 milhões), Eslováquia (5,4 milhões), conquistaram já no mínimo uma medalha.

Países de dimensão semelhante à nossa (10,6 milhões) conquistaram até ao momento:

Bélgica (10,7milhões) - 3 medalhas
Hungria (10 milhões) - 8 medalhas
República Checa (10,5 milhões) - 5 medalhas
Suécia (9,2 milhões) - 6 medalhas.

A Holanda (menos de metade do tamanho de Portugal, com uma população de 16,4 milhões), tem "apenas" 13 medalhas. A Espanha, que tem estado menos bem, tem ainda assim 6 medalhas e antevê-se que venha a conquistar mais.

Estes são os dados, objetivos e comparativos, da nossa participação. A avaliação só pode ser uma: um fracasso que só não é completo em virtude do remo e, talvez, da equitação.

O que pode explicar estes resultados embaraçosos?

Os factores serão certamente múltiplos mas para explicar tantos maus resultados alguma coisa estará a ser mal feita.

Façamos o exercício ao contrário: porque estão os resultados do remo e da canoagem (modalidades em que não temos tradição) a ser tão positivos em contraponto à triste prestação da vela?

Penso que a resposta é a mesma que noutros domínios da vida explica o sucesso: muito trabalho e organização. Sem planeamento, sem continuidade, sem saber o que se está a fazer é impossível vencer nestes patamares. Depois há o trabalho e as aptidões físicas.

E é tudo isto que está a faltar no desporto em Portugal.

Certamente não somos dos povos fisicamente mais aptos do planeta. É evidente que não temos velocistas, como dificilmente temos atletas ou ginastas que possam competir ao mais alto nível. Os nossos melhores atletas, como Naide Gomes e Nélson Évora são a excepção mas se olharmos para modalidades como o lançamento do peso, do martelo ou do dardo, apenas conseguimos pensar em Marco Fortes que é um atleta apenas médio a nível internacional. A nível da ginástica então não temos nenhum nome de relevo.

Não podemos competir com os melhores (americanos, chineses e franceses) na natação. Não temos representantes no boxe, na luta livre ou no levantamento de peso. No judo, que combina técnica e vontade com força e atleticismo, conseguimos nos últimos anos bons resultados, nas categorias mais leves.

Em suma, não somos os melhores atletas, nem o mais forte dos povos, é preciso admiti-lo. Isso não quer porém dizer que sejamos os piores ou que não possamos nunca ganhar.

Uma das razões pelas quais não somos grandes atletas é a ausência de uma cultura de desporto em Portugal. O desporto promove o desenvolvimento das aptidões físicas, ao passo que a inércia o seu definhamento. Em Portugal o desporto escolar é pouco menos do que uma anedota, especialmente quando comparado com os países desenvolvidos, nos quais existem equipas das escolas e universidades que disputam campeonatos entre si nas mais diversas modalidades.

A ausência de cultura desportiva também se reflecte na pouca adesão do público ao desporto que não o futebol. O que faz com que as modalidades, sobretudo as não colectivas, se desenvolvam quase na clandestinidade, sem apoios nem visibilidade. O que mata a alta competição.

As multidões que enchem os estádios ingleses para ver Usain Bolt, a canoagem ou a maratona transformar-se-iam em Portugal nalgumas centenas ou poucos milhares de espectadores. O português tem pouca cultura de ar livre, prefere ficar em casa a ver televisão. Tudo isto se reflete na nossa prestação nos olímpicos, pois os nossos atletas emanam do nosso país e não de uma esfera celestial.

Outro factor que se reflete nos nossos resultados internacionais é o estado geral de falsificação do desporto competitivo em Portugal. Enquanto não houver uma limpeza geral dos orgãos dirigentes do desporto português (que do futebol se transmite à generalidade das modalidades), que só acontecerá com uma intervenção do governo e das autoridades judiciais, dificilmente o desporto será limpo e são. Sem isso não há verdadeira competitividade nem verdadeiros campeões, apenas espertos que manobram o sistema em benefício próprio e para ilusão de muitos.

Por fim, tendo consciência das limitações do país, inclusivé financeiras, as autoridades deveriam provavelmente concentrar esforços nalgumas modalidades, nas quais temos mais possibilidades de vencer. A vela é um exemplo lamentável. Com costa, vento e uma tradição de séculos acabamos a fazer tristes figuras, a desprestigiar o país. Não estão em causa os atletas, que darão o seu melhor mas está certamente em causa a Federação da modalidade (uma coutada de alguns) e uma falta de aposta do governo e privados na modalidade. Também no meio fundo e no fundo temos tido grandes atletas e a aposta tem que ser renovada. No judo os maus resultados não devem levar ao desinvestimento mas antes a uma nova aposta. É um desporto e uma arte que tem tradição em Portugal e que, ao contrário de outros ditos desportos de combate, não promove a violência mas sim a disciplina, o respeito por si próprio e pelo adversário. O futebol deveria também estar nos jogos e se isso não acontece, a responsabilidade é da federação, dos clubes e dos dirigentes que não apostam devidamente na formação e no jovem jogador português.

É precisa uma reflexão de fundo. Aqui ficam algumas ideias.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Londres 2012 - EUA lideram medalhas. Marco Fortes eliminado.

Os EUA ultrapassaram ontem a China em total de medalhas (37-34). No entanto, no estranho sistema de contagem oficial, a China continua à frente porque, apesar de ambos os países terem o mesmo número de medalhas de ouro, a China tem mais pratas. De sublinhar que 23 das 37 medalhas americanas foram conquistadas pela natação, que pulverizou a concorrência.
Em relação a Portugal, notícias menos positivas desta manhã: Marco Fortes, Jorge Paula e Patrícia Mamona foram eliminados nas respetivas categorias.
No entanto temos muitos portugueses a competir ainda durante o dia de hoje, nomeadamente na vela, onde Francisco Andrade e Bernardo Freitas, que estão em 4º lugar e portanto perto das medalhas, entram na água já às 13.30h. Entretanto outros atletas portugueses competem, também na vela, na equitação, na ginástica e no atletismo durante a tarde e às 21.25h é a final dos 10.000 m femininos com a participação da portuguesa Sara Moreira.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Londres 2012 - algumas notas. Contagem de medalhas.

Os primeiros dias dos Jogos Olímpicos tem-se assistido a uma competição fortíssima entre a China e os EUA na luta pelas medalhas. Ao momento em que escrevo, a China (27) tem mais uma medalha que os EUA mas uma vantagem maior no ouro (15 e 10, respetivamente).
À China há que acrescentar as Coreias, que em conjunto levam já 15 medalhas e o Japão. O Japão aparece num lugar modesto nas tabelas oficiais porque a maioria das suas medalhas (num total de 14) são de bronze, tendo apenas conquistado uma vez o ouro.
Estes números refletem a aposta dos asiáticos no desporto.
Em termos europeus, a França está a fazer uns excelentes jogos (12 medalhas, 5 de ouro, terceira no pódium da contabilidade), muito o devendo à natação e ao judo. Alemanha e Itália vêm em 6º e 7º lugar e a Grã Bretanha em 10º, para alguma desilusão dos seus adeptos. Tem neste momento 8 medalhas, ainda muito longe das 70 (número já retificado para 60) prometidas.
O Brasil tem três medalhas, uma de cada metal, tendo ficado um pouco aquém do esperado nas categorias de judo já disputadas.
Portugal tem neste momento as expectativas muito em baixo, como reflete aliás a participação na sondagem deste blog, após a derrota de Telma Monteiro e um certo desânimo que se abateu sobre a nossa comitiva. Nesta altura parece difícil virmos a conquistar qualquer medalha. Para além de notas soltas sobre a vela e o judo, em breve escreverei o que penso sobre o desporto em Portugal e a nossa participação olímpica.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Jogos Olímpicos - calendário dia 31, portugueses disputam vela

O dia de hoje é marcado pelas finais da natação, a partir das 19.40h. Phelps, que tem desiludido, mantém ainda assim intactas as possibilidades de bater o recorde de maior número de medalhas olímpicas conquistadas por um atleta.
Antes disso, às 16.00 h terão lugar as finais de judo nas categorias de 63 kg (F) e 81 kg (M).
Em relação aos portugueses decorrem neste momento regatas (transmissão RTP 2 e RTP Informação) que se prolongam até às 14.00h. Espera-se que os resultados sejam melhores do que os de ontem. Gustavo Lima e Sara Carmo serão alguns dos velejadores em prova. Para além da vela, Telma Santos completa o quadro de participações portuguesas no dia de hoje, participando nas eliminatórias de badmington, depois de Sara Oliveira ter sido eliminada esta manhã na natação (200 m mariposa).
Ver também calendário completo.

sábado, 9 de junho de 2012

Títulos em disputa amanhã na Luz

É já amanhã, antes do jogo Portugal-Alemanha, que se começa a decidir o campeonato de Futsal e que se pode decidir o campeonato de hóquei. São dois jogos importantes para o Benfica que, como já disse anteriormente, é um clube vencedor no qual conquistar títulos tem que ser a normalidade.
A vitória no basquete só foi possível devido ao espírito de humildade e trabalho mas também confiança e espírito de conquista que foi transmitida por Carlos Lisboa e a estrutura aos jogadores. O mesmo espírito e raça benfiquista, a mesma seriedade e disponibilidade para dar tudo, com inteligência e classe, são necessários para vencer dois adversários eles próprios campeões em título.
O Benfica é em ambos os jogos o "contender" e é com esse facto na mente que temos que jogar, querendo em todos os momentos mais do que o adversário conquistar o que fez por merecer.
O apoio de todos será um factor que nos pode levar às duas vitórias. Como já disse antes, desejo e apelo, se tal me é permitido, que esse apoio seja sempre dado à nossa equipa, sempre pela positiva, nunca insultando ou expressando agressividade para lá do tolerável. É de desporto e de Benfica e não de guerras e de gangues que falamos, pelo que o Benfica tem de novo que dar o exemplo de como se comportar em campo e fora dele. Quanto aos que não se sabem comportar, os que vêem para incendiar e provocar, os que fazem disso uma estratégia, a melhor arma é sempre o desprezo.
O primeiro jogo da final do futsal, contra o Sporting, começa-se a disputar às 14.30 h no Pavilhão Bonança. O hóquei, 29ª e penúltima jornada do campeonato, é às 18.30 no mesmo local. 
Espero que amanhã possamos ter mais um título no palmarés. Força rapazes!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Os Foras da lei.


Imagem DN



Há algum tempo atrás, Rui Moreira, um homem que gosta de dar lições de moral aos outros mas que é intelectualmente desonesto, dizia que Lisboa era Palermo.

Naquele clube é assim: de há alguns anos para cá, fomentar o bairrismo e o divisionismo do país não basta - há que cultivar o ódio.

Já critiquei muitas vezes, não apenas mas também aqui no blog, as partes gagas das regas e dos apagões na Luz há um ano atrás. Comportamentos desse tipo não são dignos da história e da dimensão do Benfica.

Não descemos porém ao nível do que o clube do Porto fez ontem, numa repetiçaõ de um filme que já vimos  muitas outras vezes - e espero sinceramente que nunca o façamos. Gente desta não merece senão uma resposta. Vencermo-los, como ontem fizemos com todo o mérito e categoria.

Isto não quer porém dizer que o que aconteceu ontem deva ser ignorado. Há um jogador do Porto que, enquanto os atletas do Benfica festejam, vai dizer "não, vocês não podem fazer isso aqui" e, não contente, ainda ameaça de punho fechado o treinador do Benfica.

"Não podem"? Não podemos celebrar uma conquista de um campeonato? A taça tem que ser entregue nos balneários e os nossos jogadores têm que ali permanecer fechados hora e meia até haver "condições de segurança"?

Mas onde chegámos nós? Estamos no mundo do desporto ou estamos numa guerra?

Como se não bastasse, o clube do Porto faz ainda um comunicado intitulado "A vergonha da polícia", já depois de Pinto da Costa ter andado, de dedo esticado, no pavilhão a ameaçar a polícia. A culpa, diz o tal comunicado, seria afinal de Carlos Lisboa (que, em vez de celebrar com "urbanidade" teria andado a insultar os adeptos do Porto com palavrões). Tudo estava portanto justificado, menos - claro - a carga policial "sobre crianças e mulheres indefesas". Para aquele clube tudo são vergonhas, excepto o comportamento selvagem dos seus adeptos e dirigentes.

Mas que gente é esta? Até onde vai isto chegar?

Este clube quando perde entra à pancada. E ai dos outros - é bom que fujam porque caso contrário arriscam-se a ficar logo ali. É por estas e outras que os árbitros têm medo. Mas é que é mesmo de ter.
É que esta gente é mal formada, é gente perigosa, que ataca em grupo.

Acabo com as seguintes questões. Será que tudo é permitido a este clube? Para que servem os regulamentos disciplinares? O que mais será preciso acontecer para se tomarem medidas? Ou será que vamos passar todos a deixar o Porto vencer para não incomodarmos os seus adeptos?