quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Histórico, épico, inesquecível

É disto que os sonhos são feitos. 

Se fosse um filme acharíamos exagerado, pouco credível.

Com a noite já a avançar a algum cansaço a instalar-se, questionei-me sobre se estava acordado ou num sonho. 

Sim, é apenas futebol, já sabemos. E a única coisa que alcançámos foi um playoff contra o mesmo Real Madrid ou um também poderoso Inter. Mas ao mesmo tempo a forma como as emoções das pessoas são tocadas faz com que momentos como este tenham um valor próprio, independentemente de serem apenas isto ou aquilo. 

A vida são memórias, momentos. E momentos como os que aconteceram ontem no Estádio da Luz não há todos os dias. 

O que Trubin ontem fez ficará para a história do futebol por muitos e muitos anos. 

As reações por todo o mundo foram incríveis.

A forma como tudo aconteceu (Mourinho e Trubin a pensarem que estávamos qualificados e a perder tempo e querer fechar o jogo, as bancadas quase desesperadas a pedir "só mais um" e que a bola chegasse ao ataque rapidamente, o livre, a subida de Trubin por indicação de Mourinho, a celebração deste com o apanha bolas, a entrada dos jogadores suplentes e mais não sei quantas pessoas em campo) foi quase surreal.

Há que saborear, claro. Merecemo-lo. 

Mas amanhã haverá que voltar novamente à realidade.

Tenho estado ocupado com múltiplas outras tarefas mas escreverei muito em breve mais sobre o jogo e sobre o momento do Benfica, inclusivamente com um balanço dos últimos meses. 

3 comentários:

  1. dificilmente um dramaturgo fazia um enredo tão elaborado de facto.

    no meio disto tudo é como é que com tantos adjuntos não existe um que estivesse atento aos resultado e tivesse informado a tempo útil o treinador que precisávamos de mais um golo é que toda a gente sabia menos o treinador e por consequência os jogadores.
    a coisa correu bem, muito bem, mas podíamos estar agora a lamentar.

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  2. E se o Trubin não tem marcado e a bola tem sobrado para eles, tinham os dois extremos colados à linha do meio campo contra o Dedic. Vá... também podiamos ter empatado.

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    1. Fosse o Benfica mesmo a precisar de marcar um golo a pôr dois homens fora da área num lance de bola parada contra e já a jogar com menos dois, a mamar com um golo do guarda-redes, e acho que começava uma “guerra civil”. Atenção que quanto a mim a opção deles no livre fez todo o sentido, eles tinham que marcar e um bom contra-ataque na sequência desse livre era a única hipótese que tinham, correram o risco a pagaram pelo risco que correram, mas objectivamente o nosso 4° golo não mudou em nada a situação deles para pior, só a nossa para melhor.

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