Tenho de pedir desculpas aos meus leitores. Escrevi aqui (clicar) que era um autêntico escândalo que o Porto fosse só a 4ª equipa de futebol com mais penalties do mundo. E defendi que os jogos deviam começar com 3 penalties a favor do Porto.
Pois bem, o Porto já é a equipa do mundo com mais penalties nesta década (e nas outras imagino que também não tenha estado longe desse lugar, especialmente nas décadas "de ouro" dos quinhentinhos, café com leite e fruta para dormir), mas eu estava errado - e por isso penitencio-me perante os leitores. Afinal não eram 3 mas sim 4 os penalties a que o Porto deve legalmente, juridicamente, por uma questão de estatuto, ter direito por jogo.
E neste jogo finalmente teve-os. Primeiro num lance muito duvidoso em que Octávio parece promover o contacto e atirar-se contra o jogador do Famalicão (e em que a Sporttv, ou seja o VAR, praticamente não deu repetições) foram logo dois a abrir o jogo. Como o primeiro foi falhado, atirado à figura do guarda-redes que não se mexeu, Fábio Veríssimo manda repetir. E depois do Famalicão empatar contra todas as expectativas lá vieram mais dois. O terceiro num lance em que os jogadores da equipa da casa se queixam de que a bola teria saído pela linha final antes da situação que resulta em penalty. Não me pareceu mas mais uma vez o VAR (Sporttv) não mostrou repetições, nem Fábio Veríssimo analisou esse momento.
Palavras para quê? Eu tinha vergonha se a minha equipa ganhasse assim. Um dia as coisas mudarão. Entretanto o futebol português continuará o "lixo" de que Conceição falou. Eu diria pocilga. E como disse Bernard Shaw, nunca lutes com um Porco: vais-te sujar e o Porco gosta.
Uma última nota: os adversários já têm medo de falar das arbitragens, mesmo depois de levarem com 4 penalties em cima. Dizem que não querem falar desses temas. Há uma semana, o treinador do Portomonense, depois de levar 5 que podiam ter sido 10 (e em que há um penalty claríssimo sobre Ramos que não é assinalado) vem falar da arbitragem. Eles sabem de quem é que precisam de ter medo e de quem é que podem falar à vontade sem temer quaisquer consequências.
