domingo, 14 de março de 2021

A saga dos penalties - ep. 23

Os sinais de melhoria do Benfica mantêm-se. Mais uma vitória indiscutível, mais um jogo de domínio quase absoluto, em que mantivemos a nossa baliza a zeros.

Os nossos defesas têm estado muito bem. Veríssimo é claramente jogador e Ottamendi está em boa forma. Weigl também tem melhorado. É um jogador bastante seguro e tem realmente, como JJ assinalou, melhorado nos índices de agressividade.

Agora claro que temos enfrentado adversários frágeis, sem grande capacidade de nos causar dificuldades.

A prova dos nove virá para a semana, com o jogo em Braga, o qual definirá em grande medida não apenas o desfecho desta época, como inclusive o que acontecerá na próxima (acesso à Champions).

Mas do jogo de ontem na Luz sobram mais dois factos relevantes. Começo pelo menos importante.

Jesualdo Ferreira é uma personagem um tanto ou quanto estranha. Foi adjunto de Toni e chegou mesmo a treinador do Benfica, onde não fez nada (acabou em 4°).

Depois no Braga teve um bom desempenho e acabou no Porto, onde foi tricampeão - mas nos anos de apito dourado.

O que é lamentável é que Jesualdo sempre se demarcou do Benfica (a quem deve, juntamente com Toni, o facto de ter andado muitos anos a treinar ao mais alto nível) e abraçou a mentalidade e a cultura portista. Pouca gratidão e pouca fidelidade, para não dizer mais.

Ontem Jesualdo voltou a mostrar a sua mentalidade e carácter ao queixar-se da arbitragem num jogo em que foi beneficiado e teve muita sorte em não ter sofrido uma goleada humilhante.

Passemos então à arbitragem. Em primeiro lugar a expulsão. É indiscutível: o defesa não tenta jogar a bola e o avançado está isolado no corredor central, com a bola controlada e apenas o guarda redes pela frente. O estranho é que Manuel Mota tenha inicialmente dado o amarelo.

Depois o local da falta. É um facto que ela começa fora da área, mas Waldschmidt continua de pé e é apenas quando o defesa lhe dá com a perna de trás que o atacante benfiquista é derrubado. Portanto seria penalti. Mas mais grave ainda do que isso é o seguinte: o VAR não tem nada que intervir porque o lance não é um erro claro do árbitro e as imagens mostradas, não exibindo o lance até ao fim, nomeadamente a segunda falta do boavisteiro, são enganadoras.

É mais um episódio da saga "Não há penalties para o Benfica nesta época". Episódio 23. É já um recorde. Há sempre alguma coisa: se é e o árbitro não vê (ou não quer marcar), o VAR fica quieto e calado; se o árbitro marca, o VAR vem-lhe dizer que não é e manda-o ao ecrã, onde a decisão é revertida; se é duvidoso, siga o jogo que ninguém quer saber. 

22 jornadas sem um penalti é já um recorde nacional e internacional. A única dúvida é se os árbitros continuarão este pagode, para achincalhar o Benfica ainda mais, até ao final do campeonato.

Depois temos ainda os cartões. Segundo as estatísticas oficiais da Liga (https://www.ligaportugal.pt/pt/liga/estatisticas/20202021/liganos/faltas#), Palhinha é o jogador com mais faltas.



No entanto tem apenas 5 cartões amarelos (ou serão 4, dada a providência cautelar?) e nenhum árbitro lhe dá o 6° (ou 5°). Talvez seja porque ninguém sabe o que aconteceria então - seria castigado ou já está numa nova série? E ainda são vítimas e perseguidos...

Mas Weigl, que tem cerca de metade das faltas de Palhinha, tem mais cartões do que este (um deles por ter sofrido um penalti - algo que é claramente proibido nesta Liga).

Ontem Weigl levou amarelo à primeira falta, numa rasteira normal. Taarabt foi também amarelado, penso que igualmente na primeira falta que lhe foi assinalada, no lance do golo que Mota anulou por considerar que o marroquino bateu com o braço num adversário.

Prefiro não dizer mais porque classificar isto obrigaria a uma linguagem  muito agressiva a partir daqui. 

23 comentários:

  1. tudo se vai resolver
    o presidente disse que enviaram uma carta

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    1. Esqueceu-se de colocar selo.
      Seria mais fácil, e rápido um e-mail...mas já se sabe, com o bandido pirata solto e o seboso marques á espreita de outro prémio de melhor funcionário corrupto, era dar o ouro ao bandido.

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  2. Será que temos que comerçar a partir talhos, pastelarias e dentes (tipo os do Proença)?

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    1. Não faço minimamente a apologia disso, mas percebo a pergunta porque infelizmente parece que esse tipo de comportamentos compensa.

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    2. Não vamos por aí...gostava de dizer que umas visitas aos treinos dos árbitros, uma saltada á hora de saída dos respectivos treinos para se fazerem ver, um aparecimento repentino á saída dos filhos das aulas, das esposas, uns bilhetinhos no para brisas dos carros, nas caixas de correio das residencias...mas não, isto seria estar a copiar o que fazem os corruptos lá de cima. Os outros nossos vizinhos, teem os Juizes, Juristas, Desembargadores e outros que tais, colocados nos lugares certos conforme anunciou logo que eleito o Dr. Marquizes.
      Como tal aconselho o seguinte, treinem o trambolhão, aprendam a cair, e que seja eleito um Capitão de equipa que não se cale perante os árbitros até ele verificar bem as imagens. Se mesmo assim não resultar é não comer e calar, conforme actualmente. Saem que um passe mal medido, transviado, mal colocado, que vá direitinho e cheio de força contra as fuças do árbitro ou contra as suas partes baixas, também costuma resultar ? Eles andam ali mesmo a jeito, só estorvam.

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  3. mas não sabemos porque razão é que foi chamado para ver as imagens, se por causa do local da falta se por causa do vermelho, é que como o jogador nunca teve intenção de jogar a bola era sempre vermelho.
    como já disse este nem sequer é daqueles escandalosos a falta começa fora e continua dentro pelas regras é fora mesmo que aquilo que digas esteja correcto.

    aquele na madeira é que foi escandaloso e quando nem sequer falamos num escandaloso a partir dai esta feita a bitola.

    o mais grave foi mesmo o lance do taarabt esse sim escandaloso, porque não foi falta, porque mesmo que fosse não era para amarelo e o lance foi anulado antes de concluído impedindo a analise das imagens.

    mas o argumento de ser a primeira falta não interessa o outro também foi expulso na primeira falta que fez e até poderia ser uma falta normal que daria sempre expulsão.

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    1. Em relação à Madeira, não estou a ver. Lembro-me do penalti escandaloso na Luz contra o Nacional.
      Quanto a ser a primeira falta, não é bem assim. Se for uma falta como a do jogador do Boavista ou uma agressão, primeira ou última é indiferente. As situações estão completamente tipificadas e o árbitro só tem que aplicar.
      Mas quando falamos de cartões amarelos, o critério é muito mais amplo. Depende muito mais da interpretação do árbitro. Tanto que muitas vezes eles "avisam" ou usam "um critério largo".
      Esta falta foi normal. A única justificação é que "cortou um contra ataque". Mas quantas vezes os jogadores o fazem durante um jogo sem levarem amarelo? Aqui foi à primeira oportunidade. Se o jogador já tivesse feito mais faltas e persistisse nesse comportamento, o árbitro estava mais justificado. Assim, não.
      Por isso não concordo que o facto de ser a primeira não interessa. Para mim interessa porque não foi um lance claro (como o agarrão) para amarelo. O Palhinha faz umas 4 ou 5 destas por jogo e nem um amarelo leva.

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    2. Frank, o penalty que o João Carlos deve estar a falar é aquele sobre o Cebolinha, com encontrão, joelhada, e chapada à mistura. Assim em lance rápido não dá para ver estas três faltas no mesmo lance, mas na repetição vê-se isso tudo, e o escandaloso é que um lance onde há três acções de falta, nem uma foi marcada.

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    3. Obrigado. São tantas que uma pessoa já perde a conta... Isto tem sido um verdadeiro escândalo e neste momento já não existem dúvidas nenhumas de que é deliberado.

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    4. exacto o lance é mesmo esse.
      mas mesmo no lance corrido dava para ver que o jogador foi abalroado, poderia era ao vivo estar tapado, mas depois nas imagens não existe duvida nenhuma.


      mas isso de nas primeira faltas ser dado um desconto, e levar um aviso apenas, é uma coisa que só existe em portugal e é uma aberração.
      o primeiro gajo da uma pantufada e depois quem faça a seguir o mesmo seja de que equipa for é logo amarelado.

      eu só estava a falar do weigl, porque os outros não vejo por isso não posso falar, no caso ser a primeira falta, ou ser normal, é irrelevante ele para uma jogada potencialmente perigosa logo o critério é aceite desde que ele o mantivesse e manteve porque neste jogo não existiram lances ao contrario.
      outra coisa é o numero de vezes que noutros jogos não é mostrado amarelo aos nossos adversário em situação idêntica e isso é que nos podemos queixar e muito.

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    5. Mas é isso mesmo que referes no fim. A justiça é o tratamento igual de situações iguais.
      Ontem vi o lance do Coates que poderia ter dado o segundo amarelo. É igual ao do Weigl mas para pior, ou seja, mais grave. No caso do Coates, há de facto um contra ataque perigoso que é cortado. No entanto claro que não levou cartão amarelo nenhum.
      Portanto eu não posso aceitar que a nós não seja perdoado nada e que levemos com a aplicação mais rigorosa da lei, mas que depois para os outros já haja sempre atenuantes ou explicações ou avisos.
      Tu dizes que o problema é o mesmo não ser aplicado aos outros. Tudo bem, mas então também não apliquem a nós. Ou será que somos menos que os outros? Não pertencemos ao mesmo campeonato?

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    6. mas temos é que pedir para serem aplicadas as regras a todos sem excepções mas nem isso fazemos, a direcção tem um silencio comprometedor.

      agora não podemos é vir pedir excepções como são feitas aos outros porque se é difícil passar a primeira mensagem esta só nos servia de ridículo.

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  4. As faltas por agarrão mudaram há um par de meses. Agarrão já não é assinalado onde começa, mas onde acaba. Neste caso é penalty e expulsão, porque pelas regras, o não jogar a bola invalida logo a questão da tripla penalização. Ou seja... Era claramente penalty e expulsão e um árbitro que não sabe isto, não sabe as regras, não pode arbitrar mais. Neste caso... o Mota, o VAR e o AVAR têm de sair da arbitragem IMEDIATAMENTE

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    1. perdão... "há um par de ANOS"

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    2. Mas alguma vez árbitros com tão bons serviços prestados vão para a jarra? Estes é que são bons para continuarem a arbitrar.

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    3. Quando é marcado penalti, e caso a falta não seja uma agressão, dá-se amarelo (e não vermelho)... não pode haver dupla penalização! O Manelinho do talho esteve bem nesta situação...

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    4. Desculpa mas não é verdade:
      https://www.publico.pt/2019/02/04/desporto/analise/tripla-penalizacao-1860678
      O jogador deveria sempre ser expulso.

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  5. Para mim, quase tão mau quanto a descarada desigualdade de critérios na questão dos penalties, é a questão da validação dos golos. Desde que o VAR foi introduzido em Portugal, que é um clássico os nossos golos demorarem minutos a serem validados ou invalidados. Tal como o João Carlos não tenho o hábito de seguir os jogos dos outros, mas sabendo do chinfrim que fazem sempre que se julgam prejudicados, tenho quase a certeza que esta palhaçada da validação dos golos não é tão recorrente com eles. É que pode não parecer, mãe estas esperas podem mesmo prejudicar o estado de ânimo dos jogadores, se a isso associarmos a não marcação de penalties e as suas reversões, e o critério em amarelar jogadores, mesmo não querendo entrar no caminho do Jornal do Benfica nesta última edição, é impossível não associar os resultados menos positivos às actuações das equipas de arbitragem. Não diria que se não fossem os árbitros estaríamos em primeiro lugar mas podíamos estar a cerca de metade dos pontos do Sporting, ou seja uns 6 ou 7, com cerca de 10 jornadas para terminar o campeonato, e com a visita do Sporting à Luz, 6 ou 7 pontos colocariam alguma pressão sobre o Sporting. Podemos até não pontuar em Braga, mas no pior dos cenários ficaremos a 10 pontos, que será a diferença no final da próxima jornada entre o Sporting e o Porto na pior das hipóteses para o Sporting.

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    1. "no pior dos cenários ficaríamos a 10 pontos"
      Partindo do pressuposto que estávamos a 6 ou 7 pontos obviamente.

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    2. eu percebo que os nossos lances sejam quase todos analisados porque a maior parte das vezes os lances são no limite.
      jogamos e temos avançados que jogam no limite do fora de jogo por isso a coisa é normal de ser revista.

      alias basta ver os jogos com o arsenal, que também jogaram assim, e a quantidade de lances que foram analisados a diferença é que os lances foram de decisão rápida demoraram todos menos de um minuto.

      o que não se percebe é que os lances cá demorem dois a tres minutos, por vezes até mais, para se ter uma decisão.

      mas o problema não é só desta época é assim à vários anos e isso não nos impediu de vencer, porque tínhamos planteis que conseguiam ultrapassar isso.
      dado que a direcção mantém o silencio sobre estas situações, portanto não vê nenhum problema, então só tem é construir planteis capazes de ultrapassar os adversários e os extras.

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    3. Sinceramente acho que os nossos lances são muito mais escrutinados do que os dos outros clubes. Digo isto sem fanatismo. Eu costumo ver pelo menos partes dos jogos dos nossos adversários. E não se passa o mesmo que nos nossos.
      Não é só a questão do fora de jogo, é tudo: possíveis faltas, possíveis mãos, etc. Tudo é visto à lupa.
      Veja-se o último jogo do Braga, por exemplo, e compare-se.
      Connosco parece que há vontade de nos prejudicar. Quando os lances são contra nós (golos) ou possíveis penalties a nosso favor, as coisas já acontecem muito mais rápido.
      Agora claro que quando tudo o que nós fazemos é enviar uma carta, como assinala um comentário acima, também não defendemos o clube como deveríamos.

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  6. O Mota dos Talhos esteve com medo de ficar ligado ao primeiro Penalty assinalado a favor do SLB esta época...ficava na história e na boca de todos os comentadeiros. TEVE MEDO.

    Agora, quanto a mim seria giro conseguirmos o objectivo actual, qualificação directa para a Champions, sendo a única equipa que conseguiu lá chegar sem ter grandes penalidades assinaladas a favor...Já agora vamos assim até ao fim, e ganhando.

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