quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sonhar sim mas... realisticamente

Penso que é bom que os benfiquistas não se iludam: o Bayern é uma das equipas mais fortes do mundo e continua a ser amplamente favorito para passar às meias finais. O Benfica fez um jogo muito conseguido em Munique, que lhe permite sonhar, pois a eliminatória está em aberto com apenas um golo de diferença. No entanto ninguém se deve iludir pensando que o Bayern vai chegar à Luz e desmoronar-se apenas porque está a jogar fora perante um ambiente muito forte como é o do nosso Estádio. Não: o Bayern vai com toda a probabilidade continuar a ter elevados índices de posse de bola e continuar a ser altamente perigoso no ataque.
As nossas melhores chances residem num aproveitamento quase perfeito das poucas falhas que o Bayern possa ter na defesa e num rigor defensivo absoluto que consiga limitar os movimentos de ataque dos hispano-alemães. O Bayern pura e simplesmente é mais forte do que o Benfica - tem vários jogadores campeões do mundo pela Alemanha e campeões europeus pelo Bayern, para além de um dos melhores, senão o melhor treinador do mundo. Daí ser imperioso sermos realistas, quer para não criarmos expectativas impossíveis de concretizar e não termos depois uma grande desilusão caso as coisas sigam o curso mais previsível quer para podermos efectivamente ter alguma possibilidade de passar a eliminatória.
Dito sito, não é impossível! Caso os jogadores do Benfica se transcendam e (talvez ainda mais importante) as coisas corram a nosso favor (aquilo a que, por não sabermos explicar, chamamos de sorte), podemos passar. Seria histórico.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

"Octávio aprendeu no Porto. Está lá para isto."

As frases não são de um benfiquista mas sim de um sportinguista. Rui Oliveira Costa, que quando se liberta do anti-benfiquismo até consegue fazer análises lúcidas, disse-o ontem com todas as letras: Octávio Machado aprendeu na "escola" do Porto com Pinto da Costa, Reinaldo Teles e outros que tais e foi contratado para o Sporting precisamente para fazer este discurso caceteiro e troglodita.
 
Mas Oliveira e Costa foi ainda mais longe: segundo ele, esta estratégia de atacar tudo e todos, disparar em todas as direcções, lançar lama e suspeitas sobre todos e pressionar os árbitros... resulta. Isto não são tempos para Senhores, diz Oliveira e Costa, são tempos para Octávios e para Inácios, acrescento eu.
 
Nada do que Oliveira e Costa disse ontem no "Trio d'Ataque" é exactamente uma novidade. No entanto ouvi-lo dizer de forma quase cândida por um sportinguista é algo mais digno de registo.
 
Eu não quis até agora escrever sobre a decisão do caso Slimani porque é uma coisa tão inacreditável que até me incomoda só de pensar nela. Não apenas enquanto benfiquista mas enquanto pessoa dotada de um cérebro.
 
Agora, com esta decisão fica bem à vista: esta estratégia suja do bruno-sportinguismo está, para já, a resultar. Veremos até quando e até que ponto.
 
É o regresso dos piores métodos dos tempos do Porto. Bruno de Carvalho não apenas imita muito de Pinto da Costa como se rodeou de figuras associadas desses tempos do Porto, como Inácio, o seu braço direito até Jorge Jesus o ter saneado para a SIC (onde faz pandilha com Rui Santos - e sobre este último é curioso que ontem se fez de ofendido pelo não castigo de Slimani, tentando assim salvaguardar alguma imagem de "independência") e o referido Octávio.
 
Não tenhamos dúvidas, nem nos iludamos: o Sporting de hoje é isto. Poucos, muito poucos são os que não apoiam estes métodos e este estilo. Trauliteiro.

domingo, 10 de abril de 2016

Rumo ao 35

Carlos Severino, antigo candidato à presidência do Sporting e actual comentador da CMTV, dizia, quando a vitória do Sporting sobre o Marítimo se começou a consumar, que "o Benfica continua a sentir o bafo do leão", aludindo à pressão gerada pela contínua perseguição do Sporting. Sentimos realmente o bafo. Mas não é um bafo de leão. É um bafo de onça.
 
Entendamo-nos: o Benfica é bicampeão, está nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, com possibilidade de se qualificar para as meias, está nas meias-finais da Taça da Liga e está na liderança do campeonato nacional. Se o Benfica está pressionado o que dirão os outros que não podem alegar em seu favor estes factos. O Porto e o Braga ainda estão nas taças mas os seus campeonatos estão a ser decepcionantes, ao passo que o Sporting já só joga para o campeonato.
Gostaríamos nós que o Sporting tivesse perdido pontos nas últimas jornadas e praticamente carimbasse o nosso tricampeonato? Claro que sim. Mas será que os sportinguistas não desejavam o mesmo (e tinham esperança) em relação aos jogos do Benfica com a Académica e o Braga, para já nem falar do Boavista? Não quereriam eles estar na nossa posição, tanto mais que têm ainda que ir ao Porto e a Braga?
 
A diferença é que o Benfica nem por isso entra no ridículo ou cai no jogo sujo como acontece com o Sporting.
 
  • Não faz campanhas contra jogadores do Sporting, nomeadamente jogadores ainda em idade júnior, questionando a sua qualidade, o seu carácter e até a sua idade(!). 
  • Não faz campanhas ridículas sobre penalties.
  • Não faz pressão ou tenta coagir os árbitros, semana após semana, incluindo árbitros de jogos terceiros, "exigindo" que estes não deem amarelos aos jogadores que estão à beira da suspensão e vão enfrentar o Benfica na jornada seguinte.
  • Não tem comentadores que semana após semana nada fazem senão destilar fel e lançar insinuações soezes contra tudo e todos, a ponto de insultar em directo adversários e até comentadores do seu (?) próprio clube.
  • Não faz insinuações rasteirinhas relativamente aos adversários do seu rival, sugerindo que estes facilitam os jogos ou até chegando ao ridículo de "ameaçar" os clubes que perderam com o Benfica com goleadas caso estes tivessem uma boa prestação contra o Sporting, como aconteceu com o Belenenses na semana que antecedeu a jornada passada, que foi "avisado" por comentadores afectos ao Sporting.
 
É de facto demasiado mau, demasiado baixo!
 
Não somos apenas nós que o dizemos. Com excepção do paladino da "verdade desportiva", todos os comentadores sérios e independentes, os que não estão envolvidos nesta luta e mesmo alguns afectos ao Sporting que mantêm um mínimo de cabeça fria, concordam que o Sporting está a descer a níveis inusitados de calúnia e pressão.
 
Esta gente perdeu a vergonha! Depois da lenga lenga dos penalties, das calúnias sobre Renato, esta foi a semana de Capela. Foram buscar estatísticas e factos que pretendem contar uma história qualquer mas que na realidade apenas denigrem e inflamam ânimos.
 
Capela foi ou não foi o árbitro que expulsou Aimar em Olhão (uma das poucas, senão a única expulsão do mago argentino na sua carreira) sem razão nenhuma, impedindo-nos de ganhar esse jogo e prejudicando-nos na luta pelo título nesse ano?
 
Capela foi ou não o árbitro que expulsou Cardozo na Luz por ter dado um murro na relva, num jogo contra o Sporting, que acabámos por ganhar mesmo com 10?
 
Mais: Capela foi ou não o árbitro que Jorge Jesus elogiou mais do que uma vez, uma delas declarando que o jogo que tanta indignação gerou nos sportinguistas e os lançou nesta "cruzada" fora "limpinho, limpinho, limpinho"? É ou não verdade que depois disso o actual presidente do Sporting chamou a JJ "palerma"? Então como é que agora Jorge Jesus diz que está "juntinho" a Octávio nas críticas a Capela (para já nem falar em relação ao seu presidente)? Não haverá aí uma certa incoerência, contradição, para não dizer oportunismo?
 
E o que diriam estas inteligências inácias e octavianas caso os adversários do Benfica consecutivamente tivessem casos como os do corte de luz e banhos de água fria ou confrontos entre jogadores no treino na semana anterior a esses jogos? O que diriam da absolvição de Slimani caso fosse ao contrário? E como reagiriam, caso estivessem do outro lado, às declarações do  treinador de Slimani, que disse que sempre tivera a "certeza" que o mesmo seria absolvido apesar das imagens serem inequívocas quanto à agressão?   
 
Benfiquistas, como referi no anterior post, estamos a ser bombardeados com tudo. Existem pelo menos duas agências de comunicação, para além do cavaleiro da "verdade desportiva" (a do seu projecto de poder), que passam os dias a lançar lama sobre o Benfica e a pressionar árbitros e dirigentes para aplanar o seu caminho e dificultar o nosso. Numa época como esta com as várias contrariedades que enfrentámos desde um mau começo a múltiplas lesões de jogadores nucleares, a liderança do Benfica é algo de extraordinário. O caminho tem que ser prosseguido com total união. Felizmente é isso que tenho visto da parte dos benfiquistas. Inclusivamente alguns blogs mais críticos têm percebido que a união tem que ser absoluta. E assim terá que ser até ao fim, rumo ao 35.
 
 

Super Raúl

Ontem era um jogo para empate. O golo da Académica no seu único remate e os falhanços dos nossos jogadores (indicando algum cansaço competitivo) para aí apontavam. Foi aí que apareceu Raúl, já com menos de 10 minutos para os 90, com um golo espectacular, um golo à Jimenez, um jogador que não é tão constante quanto os dois pontas de lança habitualmente titulares mas que tem sido decisivo quase sempre que é chamado a resolver. Daí todos os elogios ao mexicano serem merecidos nesta hora, ele que, para além da sua qualidade, tem sido exemplar ao aceitar a sua condição de não titular absoluto.
Permitam-me insistir: era um jogo que estava "bloqueado" com boas defesas do guarda-redes adversário e perdas de tempo constantes que cortavam o ritmo de jogo e impediam um sufoco à equipa da Académica, ainda que a posse de bola e a iniciativa de jogo fosse invariavelmente do Benfica. Por isso só um rasgo de génio poderia alterar o estado de coisas, o empate que parecia quase inevitável. Esse rasgo veio de Raúl Jimenez, que já foi decisivo em Astana, em São Petersburgo e num par de jogos no campeonato, com uma recepção de classe e um remate imparável que resolveu o jogo.
Antes disso o Benfica tinha arriscado tudo: Vitória tinha tirado Samaris, Pizzi e Eliseu para fazer entrar Talisca, Carcela e o referido Raúl para a equipa passar a jogar com apenas três defesas e três pontas de lança, ficando Renato Sanches sozinho encarregado das tarefas defensivas a meio campo.
Depois do golo do Benfica, a Académica tentou pela primeira vez em toda a partida (nos últimos minutos) assumir a iniciativa do jogo e atacar a baliza do Benfica, mas não criou qualquer oportunidade para tal.
Mais uma prova superada, num jogo que se tornou difícil pela forma desesperada como a equipa adversária defendeu, para mais com a felicidade de ter marcado um golo no seu único remate à nossa baliza.
O campeonato continua uma luta palmo a palmo mas o Benfica continua na frente com todo o mérito, apesar de tudo o que atiram contra nós: insinuações, ataques soezes, pressões sobre os árbitros, adversários que prometem "morrer em campo" para nos tirar pontos, mentiras, ataques aos nossos jogadores, etc, etc.
Para a semana haverá mais uma "final" que teremos que enfrentar com a mesma seriedade e profissionalismo, mas entretanto teremos o Bayern, o próximo foco da nossa atenção. Confesso que acredito que podemos passar às meias-finais, ainda que as nossas chances sejam muito limitadas. Mas isso é conversa para um outro "post". Para já podemos e devemos saborear a vitória de Coimbra. Mais uma lição de crer, querer e humildade.  

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Na Europa dos crescidos

O Benfica teve a coragem de jogar nos limites em Munique, nos limites do esforço e do risco. Isso viu-se logo no primeiro minuto com o golo do Bayern. O Benfica estava a arriscar tudo na fidelidade a uma ideia de jogo que passava por discutir o jogo com o Bayern o mais longe da nossa baliza que fosse possível.
O resultado mostra um Benfica que não foi trucidado, que não batido de forma categórica mas que efectivamente frustrou bastante as intenções do Bayern, teve as suas oportunidades e deixou o adversário em sentido. O Benfica perdeu o jogo (não há volta a dar a isso e não há que festejar uma derrota) mas não perdeu a eliminatória. Na Luz é possível reverter este resultado.
Ouvi alguns comentários que sugeriam que o Benfica deveria ter sido mais ambicioso e atacado mais, sobretudo nos últimos 15-20 minutos. Parece-me de uma total falta de sentido das realidades e da esperteza pós-factos. Antes do jogo admitia-se uma débacle e uma goleada: segundo disseram na TV, a média de golos marcados em casa pelos bávaros nesta Liga dos Campeões era, até ao jogo do Benfica, de 4! O Arsenal levou ali 5. O Porto na época passada 6. O Sporting aqui há umas épocas atrás 7. O próprio Benfica, numa fase muito difícil da sua história perdeu ali por 5. E agora depois do jogo que terminou com um parco 1-0, marcado quase "antes" do jogo começar, queriam que o Benfica fosse ao Olímpico de Munique encostar a equipa de Guardiola às cordas e asfixia-la até marcar o golo do empate... Não é sério.
O Benfica fez o jogo que era possível fazer, muito acima, admito, das minhas expectativas. Nomeadamente fiquei surpreendido com a incapacidade revelada pelos alemães em nos manietar e cavalgar sobre a nossa defesa como costumam fazer e aconteceu por exemplo ainda há duas semanas contra a Juventus. O Benfica não teve medo de ter a bola, fez algumas jogadas interessantes e teve três grandes oportunidades, uma delas não devidamente substanciada pela falta de decisão do árbitro quando Lahm jogou a bola com a mão dentro da área. Normalmente vejo ser marcado penalty nestes lances. Não é seguro que marcássemos e mesmo que o fizéssemos não é certo que o resultado final viesse a ser melhor do que o que foi. Nunca sabemos o que aconteceria se algo tivesse sido diferente.
O que importa é que daqui a uma semana o Benfica estará a disputar no seu Estádio a possibilidade de passar à meia final da Liga dos Campeões. Essa realidade é indesmentível e seria completamente inimaginável há 6 meses. Mérito do treinador e da equipa.
Por outro lado, importa compreender que o jogo em casa será tão ou mais difícil que o de Munique. O Bayern não é uma equipa que se transfigure quando joga em casa ou que se desmorone quando joga fora. Agora, penso que o Benfica poderá ter conseguido colocar um pouco de dúvida e incerteza nos jogadores do colosso alemão. Se isso não nos subir à cabeça, se não pensarmos que agora em casa tudo será mais fácil e que estamos "quase" a eliminar o Bayern, se pelo contrário jogarmos com a mesma humildade e simultaneamente a mesma confiança com que jogámos na Alemanha e se as coisas nos saírem bem, temos as nossas chances. São vários "ses" mas só mesmo em circunstâncias especiais e extraordinárias o Benfica, com a realidade económico-financeira de um país como o nosso, pode almejar a eliminar um colosso destes.
Uma coisa diferente é poder jogar nestes palcos, poder chegar a estas fases e poder ganhar o respeito dos adversários. Isso penso que não só é possível como deve ser sempre o objectivo do Benfica. Jogando a um nível muito alto, sem medos nem complexos mas simultaneamente com a noção da nossa dimensão por comparação à de outros, podemos fazê-lo. Este ano esse objectivo está a ser amplamente conseguido. Mais uma vez, o mérito é do chamado "grupo de trabalho" mas aqui há que destacar Rui Vitória não apenas pela atitude mas pela forma como tem preparado os jogos. Notável.

 

terça-feira, 5 de abril de 2016

Bayern é de outra galáxia

Muito sinteticamente, antes deste jogo tão importante, tão mediático, queria apenas dizer que o Bayern é uma equipa de outro campeonato, de outra galáxia, não apenas em relação ao Benfica mas à maioria dos clubes europeus. Apenas o Barcelona, na minha opinião, está a este nível e joga no mesmo campeonato, em termos de qualidade. Muito admirado ficaria se um destes dois não viesse a ser o campeão europeu.
Dito isto, o Benfica tem obrigação de fazer um bom jogo, um jogo inteligente e no qual procure utilizar as suas armas. Não será fácil porque todos vimos o que aconteceu à Juventus e a outros adversários. Em todo o caso acredito que seja possível o Benfica fazer um bom jogo e pelo menos em alguns períodos conseguir controlar o jogo e criar problemas ao Bayern. Apesar de ser um colosso, com um dos melhores treinadores do mundo e vários jogadores campeões do mundo, com um orçamento gigantesco, o Bayern não é imbatível.
Aconteça o que acontecer esta noite, o trabalho que tem vindo a ser feito não pode ser colocado em causa e o desfecho do jogo desta noite não pode afectar a restante época, a não ser de forma positiva, dando mais motivação ainda para o que falta disputar.
Tenho plena confiança em Rui Vitória e nos jogadores para nos continuarem a dar alegrias esta época para além do jogo desta noite.

sábado, 2 de abril de 2016

A arte de simplificar

As coisas estão a correr bem ao Benfica, mas não é por acaso.
É evidente que o Braga poderia ter marcado quando o jogo estava 0-0, e a estória teria sido diferente. No primeiro lance, fazendo lembrar o golo de Slimani na Luz esta época, Wilson Eduardo cabeceia com os dois pés no chão e a bola vai ao poste. Foi ao primeira jogada da partida, aos 30 segundos. No segundo lance Rafa aparece isolado à frente de Ederson e remata mal, apesar da oposição do nosso guarda-redes ter sido importante para lhe limitar o ângulo. Mas foi tudo.
Depois disso o Benfica, que também já ameaçara, não exactamente com ocasiões claras mas com jogadas que denotavam o perigo que os nossos avançados representavam para a baliza do Braga, o Benfica, dizia, foi-se instalando no meio campo adversário, dominando e criando cada vez mais perigo. Quando o primeiro golo apareceu, percebeu-se que o Braga poderia ir passar um mau bocado, porque, admitamo-lo, Paulo Fonseca joga no limite do risco e isso contra uma equipa contra o Benfica pode ser fatal.
A verdade é que os golos que aparecem (já são 100) não são fruto do acaso mas de uma construção muito bem conseguida, que acelera nos momentos certos e que conta com executantes exímios. O quarteto ofensivo do Benfica não tem paralelo em Portugal: todos os jogadores que o compõem são de enorme qualidade individual. Para além disso o meio campo, particularmente Renato, dá uma ajuda grande e permite muito jogo, muito objectivo, perto da área adversária. E nessa altura os golos tornam-se uma questão de tempo.
O que aconteceu ontem ao Braga poderia, sem grande escândalo, ter acontecido ao Porto, num jogo que acabámos por perder. O que poderá eventualmente estar ainda a faltar ao Benfica é conseguir este mesmo nível - ou perto dele - quando joga fora. Conseguimo-lo sensivelmente na mesma altura da volta anterior, esperemos que o consigamos nos jogos que faltam.
O Benfica deu mais um passo, embora como é óbvio ainda nada esteja alcançado. Com esta vitória ultrapassámos um obstáculo que tinha tudo para ser muito difícil (e foi até ao 1º golo) e colocámos muita pressão sobre os nossos adversários. Estão "proibidos" de escorregar nos seus jogos de segunda-feira sob pena de, aí sim, ficarem irremediavelmente afastados do título.
O 35º ficou mais próximo mas há ainda muita coisa a fazer.
Entretanto vem a Liga dos Campeões e o "monstro" Bayern. Não deixarei de escrever algo antes dessa partida.


P.S. - foi bonito assistir à homenagem dos adeptos benfiquistas a um ex-jogador e figura importante do Sporting. Fernando Mendes sempre foi uma pessoa correcta e desportivista, algo que sem dúvida foi devidamente reconhecido pelos adeptos de um clube seu rival. Um momento bonito, insisto.