domingo, 9 de maio de 2021

Penalties revertidos

A época que está prestes a terminar ficará como um case study. É impensável o Benfica chegar a três jornadas do final do campeonato com um único penalti assinalado a seu favor. Está, nesta contabilidade, atrás do pior ataque e também do último classificado da Liga.

É impensável, é escandaloso, é a prova acabada da pouca vergonha que impera no futebol português.

Como é que isto aconteceu?

De duas maneiras: através dos árbitros e através do VAR.

Primeiro: os árbitros claramente não quiseram marcar penaltis a favor do Benfica.

Segundo: os assistentes no VAR serviram de instância de recurso para garantir que o Benfica praticamente não teria penaltis nesta época, seja ao não alertar os árbitros para penalties óbvios e flagrantes, seja ao reverter decisões tomadas pelos árbitros.

O último episódio aconteceu no jogo com o Porto.

Não discuto os foras de jogo nem as linhas. Embora haja aspectos discutíveis na colocação das linhas e na determinação do exacto momento do passe, é muito difícil, senão impossível, dizer que há uma premeditação no sentido de adulterar a realidade ou prejudicar uma equipa. Por isso não discuto a situação do Rafa.

No entanto no lance de Diogo Gonçalves, estive a rever as imagens e há um contacto indiscutível no joelho do nosso jogador que o derruba.

Numa primeira análise, parece que Diogo Gonçalves cai porque pisa o pé do jogador do Porto. A imagem da câmara que mostra essa situação é a única que o VAR mostrou a Soares Dias (ou a única que ele quis ver - foi muito rápido a decidir). Mas outras câmaras, com outros ângulos mostram que é o toque no joelho do Diogo que o derruba. Estas imagens são claras. 

Houve mesmo penalti - e o VAR não tinha nada que ter intervido.

O Benfica tinha que levar o que aconteceu esta época até às últimas consequências,  utilizando todos os seus direitos e exigindo nomeadamente as comunicações VAR e os relatórios dos observadores para perceber o que realmente se passou.

Não basta falar (aliás esta direcção praticamente nem fala, parece que está sob chantagem ou comprometida com alguma situação que não lhe permite queixar-se), é preciso falar mas é também necessário tomar medidas para garantir que esta pouca vergonha não fica impune, para EXIGIR um tratamento justo e equitativo do nosso clube por parte dos árbitros.

E os penaltis são, como já referi anteriormente, apenas um aspecto. Com os cartões amarelos passa-se a mesma coisa: admite-se que Ottamendi tenha 12 amarelos, Weigel 10, Pizzi e Gabriel (que pouco tem jogado) 6, e que Pepe tenha 6, Sérgio Oliveira 5, Octávio 2 e Palhinha 6???

Chega! Os jogadores e os adeptos do Benfica não o merecem. Alguém tem que pôr cobro a isto. 

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Resultado previsível, campeonato atípico

 Num jogo em que ambos precisavam de ganhar e as equipas têm uma valia semelhante, o empate era o resultado mais provável. E foi o que aconteceu.

É certo que o Benfica poderia ter vencido, sobretudo pelo que fez nos últimos minutos, mas uma análise fria mostra que o Porto foi superior enquanto esteve em desvantagem no marcador (mais de 50 minutos) e que nesse período rematou muito e teve algumas oportunidades.

O Benfica não teve sorte em dois lances em que foras-de-jogo de alguns centímetros nos retiraram um golo e um penalti e no remate de Taarabt que espirrou para a barra depois de defesa incompleta de Marchesin.

Uma coisa que nos devemos recordar é que este Porto foi eliminado da Champions nos quartos de final por uma das equipas que chegou à final. E foi eliminado por pouco, não tendo sido inferior ao seu adversário no global dos 180 minutos.

A verdade é que para além da rivalidade e sem nunca desculpar ou esquecer comportamentos vergonhosos por parte de atletas, técnicos e dirigentes, não deixa de ser verdade que o Porto é um adversário forte, muito difícil de bater.

Em relação à arbitragem, é evidente que Pepe teria que ter sido expulso. Mas para além disso não me parece que Soares Dias tenha sido nesta ocasião particularmente tendencioso. Aliás assinalou dois penaltis, que acabaram por ser revertidos, é verdade, mas que a meu ver indicam que o árbitro não estava condicionado para prejudicar o Benfica. O fora-de-jogo é uma questão objectiva (não entro pelo caminho de questionar as linhas) e no lance de Diogo Gonçalves é de facto o nosso jogador que vai ao encontro do defesa e acaba por o pisar.

Vamos acabar o campeonato em 3°, restando a Taça de Portugal que agora é ainda mais imperativo ganhar. Mas aconteça o que acontecer nesse jogo, é uma época perdida em que foram falhados TODOS os objectivos.

Terá que ser feita uma reflexão muito profunda sobre o que correu mal.

Foi, claro está, uma época atípica, não apenas em Portugal. Juventus não foi campeã, em Espanha também é provável que seja um outsider a conquistar o título, em Inglaterra o Liverpool esteve como se viu e mesmo em França o PSG arrisca-se a não ser campeão.

Mas com o mal dos outros podemos nós bem. Bayern, City e Inter são exemplos de clubes que não permitiram "pandomias" para usar um neologismo de JJ que se aplica bem à situação e não deixaram os seus créditos por mãos alheias. Não facilitaram. E, já agora, há que dar mérito ao Sporting que foi muito competente e nos momentos mais difíceis fez das fraquezas forças, arregaçou as mangas e não teve problemas em assumir as suas limitações e defender resultados. 

Ao contrário do Benfica que foi muitas vezes sobranceiro e pensou que os jogos eram favas contadas, acabando por ser surpreendido.

Volto a dizer: há muito a ponderar. O Benfica não tem um plantel inferior a Sporting e Porto, muito pelo contrário. Por isso há que identificar causas e responsabilidades para tamanho fracasso.


ADENDA: não tinha visto bem o lance do segundo golo de Cebolinha. NÃO HÁ QUALQUER RAZÃO PARA O ÁRBITRO O TER ANULADO. Isto muda a minha percepção sobre a arbitragem que efectiva e objectivamente prejudicou o Benfica e teve influência no resultado. Pelo facto peço desculpa aos leitores. 

terça-feira, 4 de maio de 2021

Mourinho...

 José Mourinho foi durante anos o melhor treinador do mundo. Foi campeão europeu pelo Porto e pelo Inter e levou o Chelsea ao bicampeonato inglês em dois anos (antes disso, o Chelsea apenas por uma vez se sagrara campeão). No terceiro ano de Mourinho no clube, o Chelsea ficou em segundo lugar. Pelo meio venceu ainda duas taças da Liga e uma de Inglaterra e ficou perto de nova final da Champions no primeiro ano, tendo sido eliminado nas meias finais pelo Liverpool de forma polémica.

Depois partiu para Milão, tendo o Inter alcançado um ciclo de ouro sob a sua liderança. Daí seguiu para Madrid - e nunca mais seria o mesmo.

É verdade que Mourinho chegou ao Real numa altura em que o Barcelona dominava o futebol espanhol, mas uma Liga e uma Taça do Rei em três épocas nunca pode ser suficiente para um clube como o Real. Isto para não falar da humilhação dos 5-0 em Nou Camp ou dos problemas com Casillas, Sérgio Ramos e o próprio Cristiano Ronaldo, assim como o ambiente de permanente guerrilha com jornalistas e rivais. A aura de José começou a dissipar-se.

No regresso a Inglaterra ainda começou bem no Chelsea (campeão) e no United (Taça UEFA e da Liga), mas acabou despedido de ambas, após à primeira época se seguirem épocas em que não ganhou nada. Regressou ao comando de uma equipa através do Tottenham mas aqui nada ganhou (teria tido uma oportunidade na Taça da Liga se não tivesse sido despedido) e deixou a equipa num demasiado modesto 7° lugar  eliminada da Taça de Inglaterra e da Liga Europa (aqui de forma escandalosa, às mãos do Zagreb).

Em suma, Mourinho foi despedido ou dispensado dos últimos quatro clubes por onde passou. E em nenhum deles deixou saudades. O futebol praticado pelas suas equipas nos últimos anos é miserável. Ao contrário do que acontecia no início da sua carreira, a tendência agora é para perder finais, derbies e jogos decisivos.

O único "sucesso" que tem tido é a coleccionar indemnizações.

Felizmente já não será opção para o Benfica, caso as coisas corram mesmo mal neste fim de época e JJ ficar numa situação insuportável. Isto porque já está confirmado na Roma.

Sinceramente não vejo que tipo de sucesso possa vir a ter na Roma, face a um Inter renascido e campeão, uma Juventus que se  fortalecerá para recuperar o título, um Nápoles e um Milan que têm subido nos últimos anos.

Itália era dos poucos países em que Mourinho tinha um legado intacto. Com esta "traição" ao Inter, ele já está maculado - e provavelmente as coisas só irão piorar à medida que os resultados não aparecerem e os romanos perceberem o erro em que incorreram. Antevejo mais um capítulo da decadência de Mourinho, desde um dos melhores do mundo até um treinador demitido por todos os clubes por onde passa sem deixar saudades a ninguém. 

terça-feira, 27 de abril de 2021

Há 40 anos que é a mesma coisa

 Pinto da Costa celebrou recentemente 40 anos de presidência do FC Porto.

E a forma de o assinalar não podia ser mais apropriada: insultos, árbitros rodeados, agressões.

É assim há 40 anos. Vale tudo.

As estórias são mais do que muitas. Em tempos fiz aqui uma resenha de vários desses eventos. A coisa chega a tal ponto que o líder da claque até se permitiu escrever (ou alguém por ele) um livro a gabar-se das suas agressões e crimes diversos.

Há 40 anos que é assim. Com impunidade, com a conivência de polícias, juízes, políticos e a "justiça" desportiva.

Vale tudo, desde bater e ameaçar até dar conselhos matrimoniais e oferecer viagens, fruta e café com leite a árbitros.

Mesmo na Europa há cenas destas, lamentáveis, que envergonham o país. Com o Chelsea foi o que se viu. Até os ingleses, normalmente algo ingénuos nestas matérias, denunciaram este comportamento vergonhoso.

Os comentadores dizem que o Porto foi prejudicado pela arbitragem contra o Moreirense. Não tenho opinião nem quero ter. Mas isto - e o comportamento de Amorim e Viana em Braga (assim como o escandaloso caso Palhinha) - mostram que do outro lado também já se mexem - e muito - neste tabuleiro.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Um Benfica desequilibrado

Os problemas que o futebol do Benfica hoje apresenta são praticamente idênticos aos que tinha há 11 épocas atrás - e sempre teve com Jorge Jesus ao comando da equipa.
O Benfica é capaz de jogos bons, de alguma espectacularidade, mas é sempre e fundamentalmente uma equipa desequilibrada. 
Em 2009/2010 tínhamos uma equipa tremenda. Praticamente todos aqueles jogadores foram contratados pelos melhores clubes do mundo e alguns (David Luiz, Di Maria) ainda jogam ao mais alto nível.
Mas mesmo essa equipa, que tinha um grande trinco e um jogador na ala direita que equilibrava, muitas vezes era apanhada completamente em contra pé.
Claro que todos entendemos que se uma equipa é muito ofensiva, vai correr mais riscos e ter menos gente atrás.
Mas a questão neste momento nem é essa, dado que até estamos a jogar com 3 centrais. 
O problema é (e sempre foi com JJ) o equilíbrio e o controlo (ou falta dele) do meio campo. 
Por vezes isso é disfarçado por uma superioridade muito grande face aos adversários ou por uma grande entrega de Taarabt (de quem sou muitas vezes crítico mas a quem tenho que reconhecer essa característica), mas em jogos contra equipas do mesmo nível acaba por vir ao de cima.
Não existem treinadores perfeitos, isso é óbvio. Agora este défice das equipas de Jesus (sobretudo no Benfica, por alguma razão) tende a não ser corrigido.
Esta época está perdida. O melhor que podemos ambicionar é o 2° lugar e mesmo isso me parece muito difícil.
A verdadeira questão é que temo que o próximo ano seja mais do mesmo. 
O Benfica tem bons jogadores. Mesmo os que não renderam o que se esperava vê-se que têm qualidade. No entanto o desequilíbrio é inerente a este sistema que entrega o meio campo defensivo praticamente a um único jogador. Por isso o rendimento é inconstante e imprevisível.

Uma última palavra para algo que tenho visto no universo de blogues benfiquistas, especialmente num: a ideia de que deveríamos estar a torcer pelo Sporting. Estou a simplificar, mas no essencial é isso.
É uma ideia completamente absurda e contrária ao espírito do Benfica. 
Se não podemos ser campeões é totalmente indiferente quem o será. "Defender" o Sporting é contranatura e ridículo. Ninguém nos pediu tal coisa, ninguém quer a nossa "ajuda" e obviamente que esse não é o nosso papel. 
É um tipo de discurso que diminui o Benfica, é algo que deveria ser impensável.
Deixem por favor de se prestar a esse papel. É confrangedor e caricato. Os nossos adversários só se podem rir dessas figuras a que alguns benfiquistas se estão a prestar. 

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Acabou - 100 milhões dão em nada

 Depois de uma goleada ao Paços, talvez na melhor exibição da época, depois de dois empates consecutivos do Sporting que nos aproximaram do primeiro lugar, chegou o completo balde de água fria com uma derrota em casa com o Gil Vicente.

O fim de semana futebolístico já tinha começado mal.

Em Faro, Hugo Miguel e o VAR fingiram não ver dois penalties contra o Sporting. Penalties claros, em que o avançado é claramente derrubado e não há qualquer questão de jogar a bola, pois em ambos os lances o defesa estava muito longe dela. No entanto, neste nosso campeonato de brincadeira este escândalo não apenas passa incólume como ainda temos comentadeiros e "especialistas" de arbitragem a branquear os lances e "explicarem-nos" que afinal aquilo que estamos a ver não é o que aconteceu: os jogadores do Farense foram realmente derrubados, mas a culpa foi deles. Eles é que "provocaram o contacto", "puseram-se à frente dos defesas". 

Enfim, o nojo habitual do charco da comunicação social portuguesa, com muito poucas excepções.

Esse jogo foi claramente um mau prenúncio.

Mas o Benfica tinha obrigação de fazer muito, muito mais. Sinceramente até tenho dificuldade em escrever porque acho que há tanta coisa que está mal que é difícil dizer por onde começar. Acima de tudo acho difícil consertar este plantel.

Claro que a actual situação de estádios vazios, desolados, não ajuda. Este campeonato é, não digo uma farsa, mas é um "campeonatozinho". Não estou a tirar mérito por o Benfica não ir ganhar. A verdade é que um futebol sem público não é o desporto e a competição a que estamos habituados e na qual a capacidade de render sobre alta pressão é um factor decisivo. Este campeonato sem público é quase como uma prova amadora. Aliás mesmo em jogos amadores há mais público do que nestes. Até é deprimente ver os estádios vazios.

Mas deixando esse aspecto de lado, a verdade é que contra o Gil foram expostas as fragilidades e defeitos que têm assolado esta época do Benfica: um meio campo que tem muita dificuldade em pegar no jogo, um ataque ineficaz, uma grande incapacidade de lidar com a adversidade.

Antes do jogo, estava a pesar que esta equipa do Benfica é inferior aos seus rivais quando se trata de recuperar e dar a volta a resultados. Infelizmente o jogo provou-o. 

Quando as coisas correm bem, o talento e a qualidade dos jogadores vem ao de cima. Quando correm mal, são poucos os líderes em campo com capacidade de mudar as coisas, de dar a volta à situação.

Taarabt a fazer o ramadão talvez não estivesse nas melhores condições, mas Pizzi foi um desastre ainda maior. Passes errados, bolas perdidas quando precisávamos desesperadamente de conservar a bola e atacar o adversário... Não se percebe o que se passa com Pizzi. Mas esta equipa é uma manta de retalhos onde falta coesão e há pouca identidade. Até jogadores deprimidos e a ir a psicólogos temos...

Agora acabou tudo. O 1º lugar está fora de questão e mesmo o 2º ficou muito difícil. A jogar assim arriscamo-nos mesmo a perder em casa com o Porto e até com o Sporting. Se isso acontecer será uma humilhação que terá que ter consequências. 

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Rui Santos revoltado e "menos optimista"

 O Sporting voltou a empatar e Rui Santos ficou visivelmente irritado. Revoltado mesmo. Não se percebe bem porquê, uma vez que o jogo não teve casos de arbitragem. Mas Rui Santos até disse que se tivesse menos 20 anos imigrava. O pretexto para este discurso inflamado foi o estado do futebol português que "não quer mudar". Até podemos concordar com esta ideia, mas associar isto a uma suposta conspiração para o Sporting não ser campeão é que já é desonesto. 

De facto Rui Santos estava revoltado por o Sporting não ter ganho e por Palhinha ter visto o cartão amarelo. Esse amarelo seria para Santos a "prova" de que o sistema está a fazer tudo para parar o Sporting. Ora isso é ridículo e enganoso porque cartões amarelos mal dados a jogadores do Benfica (como Weigl e Ottamendi) têm sido mais do que frequentes neste campeonato. Aliás, Palhinha tem é sido altamente protegido pelos árbitros e é provavelmente o único jogador no mundo que completou uma série de 5 cartões sem cumprir o respectivo castigo e continuou a jogar desde então. Aliás é dos jogadores com mais faltas do campeonato.

Mas Rui Santos está revoltado por o Benfica e os benfiquistas denunciarem esta situação. Só ele, Rui Santos, é que deveria poder falar, sem ser interrompido e sem qualquer contraditório.

Outra coisa espantosa desta noite (e vi hoje a SIC notícias que não costumo ver, especialmente a dita personagem) é que a jornalista (adepta?) tentava minimizar o mau resultado do Sporting e explicava que o clube ainda tem uma vantagem confortável, mas quando Rui Santos colocou um pouco de água na fervura, fugiu-lhe a boca para a verdade e disse: "estás menos optimista".

Ou seja, admitiu, certamente por lapso, talvez freudiano, que ambos estão a torcer pelo Sporting. Nós estamos optimistas ou pessimistas relativamente a desfechos e resultados que nos interessam. Os jornalistas e comentadores não é suposto estarem a torcer por uma equipa ou outra, pelo que não há lugar a optimismo ou pessimismo. Enfim, é bom para todos sabermos o que vai na cabeça destas pessoas. Já suspeitávamos, mas agora são os próprios a confirmar. 

Uma palavra sobre a vitória do Benfica. Foi uma das melhores exibições e uma das vitórias mais seguras da temporada. Claro que a expulsão facilitou a partida, mas isso não diminui o mérito do Benfica.

A equipa está num bom momento e as coisas correm bem. Terá é que ser assim até ao fim da época porque a margem de erro é, como já disse, nula.