sábado, 16 de março de 2013

Jornada perigosa

Faltam 8 jogos e estão em disputa 24 pontos até ao fim do campeonato.
Neste momento, só 4 equipas, o Benfica, o Porto, o Braga e o Paços de Ferreira, podem  chegar ao título. Todas as outras estão já matematicamente impossibilitadas de o alcançar.
No fim desta jornada, caso o Benfica vença, fica a 19 pontos de matematicamente se tornar campeão. No caso do Porto escorregar, amanhã ou noutro jogo, por exemplo na semana seguinte em Coimbra, 17 ou 16 pontos poderiam ser suficientes.

Isto são factos que toda a gente sabe mas que demonstram uma coisa: nesta fase do campeonato, dois pontos de vantagem podem não ser muito, mas basta um deslize de quem vem atrás para esse avanço se tornar quase irrecuperável.

Quem também sabe isto é o clube do Porto. E Joaquim Oliveira!
Nesta medida, é importante procurar que o Benfica perca pontos o mais depressa possível e que o Porto não os perca de forma nenhuma. Se for preciso faz-se como o ano passado, até porque depois não faltará imprensa (e até alguns benfiquistas míopes, para não dizer pior, que fazem o jogo dos nossos inimigos) para branquear os "erros" de arbitragem, culpando Jesus, os jogadores, o plantel, etc, etc.

Ora o mais depressa possível começa esta jornada e só assim se justifica tão descarado quadro de nomeações: Paulo Baptista em Guimarães e Capela no Funchal. Quer um, quer outro têm um temor reverencial pelo sistema, quer um quer outro sabem que não é pela sua verticalidade e isenção que têm sido premiados no mundo da arbitragem. Quer um, quer outro têm um historial de prejuízo do Benfica e benefício do Porto. Capela foi um dos obreiros do título do Porto no ano passado, nomeadamente expulsando Aimar em Olhão, complicando ainda mais esse jogo que viríamos a empatar e inviabilizando ainda, através do seu relatório que contribuiu para a inusitada pena de 2 jogos de suspensão para El Mago, a sua utilização contra Braga e Sporting, vindo o Benfica a perder esse jogo (e a última esperança de chegar ao título) também graças a outro grande árbitro, o inenarrável Soares Dias, que há umas jornadas e depois de marcar dois penalties a favor do Porto, ofereceu a sua camisola a um adepto dragão. Até ao fim do ano ainda teríamos que apanhar com outra peça: Benquerença, por muitos chamado com graça de Olarápio Benquerença.

Capela fará tudo o que puder para agradar ao Porto e só não fará mais porque na Madeira também não são todos completamente parvos nem submissos. Mas tenhamos consciência das coisas: com Capela e depois do que aconteceu em Málaga, onde o Porto foi completamente vergado, sem apelo nem agravo, saindo sem glória nem dignidade da Champions, estando já só a disputar campeonato e Taça da Liga (que de repente passou a ser importante), muito dificilmente o Porto perderá pontos esta jornada. Não é impossível, mas é bastante difícil, porque além do Porto, o Marítimo jogará contra a arbitragem.

Daí os cuidados redobrados que o Benfica terá que ter em Guimarães. Cuidados com cartões e cuidados com penalties. Qualquer situação duvidosa na nossa área, nomeadamente qualquer bola na mão ou choque provocado pelos vimaranenses, dará um penalty. Qualquer entrada mais imprudente de um jogador do Benfica dará amarelo ou até vermelho. Ainda assim, o Benfica não poderá deixar de disputar as bolas com virilidade, de por o pé, sob pena de perder todas as divididas e de ficar por baixo no jogo, sem capacidade de reagir a qualquer possível adversidade.

Foi em Guimarães que o ano passado começou a queda do Benfica. É lá que este ano importa começar a escrever o capítulo final da conquista do presente campeonato. Com cabeça, com firmeza, com calma, com respeito pelo adversário, com confiança e com classe. E sempre de olhos bem abertos. Não os podemos deixar fazer o que fizeram o ano passado. E isto é também um alerta para os que vão estar no Estádio e que precisam de se fazer ouvir desde as bancadas.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Atitude e classe com estrelinha a mostrar o caminho

Não foi fácil o jogo de ontem. Não sei se por ignorância se por premeditada desonestidade, pintou-se  do Bordéus uma imagem duma equipa quase de 2ª divisão. Para quem andou nessa campanha (e muitos foram os jornalistas) a vitória do Benfica por 1-0 na Luz teria sido quase desprestigiante.

Mas o que estaria então esta equipa a fazer nos oitavos de final? Não foi esta a equipa que eliminou o Dinamo de Kiev? Que por sua vez é um frequentador assíduo da Liga dos Campeões, tendo até este ano calhado no grupo do Porto, sendo nessas alturas apresentado como uma equipa forte. Não foi este Dinamo de Kiev que empatou em casa 0-0 com o Porto? Então como é que a equipa que eliminou este forte Kiev "de Miguel Veloso" pode ser tão medíocre, tão banal?

A realidade sempre foi outra. O Bordéus é uma equipa com qualidade, perigosa, que atravessa uma fase menos boa e que o Benfica em circunstâncias normais eliminaria - como eliminou. Mas eliminaria, como eliminou, jogando bem e com muita seriedade. Qualquer outra atitude de sobranceria ou desatenção teria consequências muito perigosas.

A vitória do Benfica ontem merece ser destacada pela forma como foi obtida - com raça, querer e enorme classe de Cardozo e um ambiente fantástico - mais uma vez - nas bancadas, criado pelos nossos emigrantes. O Benfica é o único clube do Mundo que tem adeptos destes, espalhados por todo o mundo e sobretudo na Europa central e na América do Norte, para além de África, onde o clube é seguido com enorme paixão por adeptos que não são portugueses.

O Benfica é um clube único e especial e ontem deu mais uma grande alegria aos seus adeptos.

E pelos vistos uma grande tristeza a alguns nossos compatriotas, que falando exteriormente em sermos todos portugueses nestes momentos, pelos vistos por dentro sentem algo bem diferente, de uma forma tão intensa que chega a exteriorizar-se de forma bem evidente. Com efeito, nos comentários da SIC, Ribeiro Cristovão não conseguiu disfarçar a sua irritação.

Instado a um primeiro comentário ao jogo, começou por dizer que se "esperava mais" do ... Bordéus. Coitado, este "decano" do nosso comentário estava triste. A acabar disse: "O Bordéus merece estar na posição em que está na Liga Francesa". Ou seja, o Bordéus pelos vistos não fez o que o senhor Cristovão queria que fizesse, que era eliminar o Benfica. Passou portanto a ser mau, a merecer quiça até descer de divisão.

Enfim, nada que mereça tanto do nosso tempo.

O que merece sobretudo ser destacado é o feito do Benfica em terras francesas, onde venceu uma equipa que há muitos anos não era derrotada em casa para as comeptições europeias, a jogar com uma defesa onde não estavam Luisão Garay nem Maxi e um ataque onde não constavam de início Lima nem Cardozo.

Isso sim merece ser destacado, tal como os dois bonitos golos de Cardozo nuns últimos minutos frenéticos, que de alguma forma fizeram lembrar o jogo louco de Leverkussen há uns anos atrás.

Parece haver uma estrela a brilhar no Céu que indica um caminho que esta equipa tem feito por merecer palmilhar. Ela indica agora Inglaterra e o Newcastle, que importa vencer. A atitude terá que ser a mesma. Sabemos agora que podemos contar não apenas com 13, 14 ou 15 jogadores mas verdadeiramente com  todo o plantel para se bater com atitude e raça pelo Benfica. Essa é uma das grandes conquistas de Bordéus. A outra, que espero se torne realidade, é a que os nossos emigrantes ontem apontaram mais uma vez: eles acreditam sempre, apoiam sempre, defendem sempre o Benfica. Consigam os de cá perceber esta mensagem e unir-se à volta desta equipa e seguramente que conquistaremos os ambiciosos objectivos para a época.

Domingo há um outro castelo para conquistar.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Equipa forte para superar ausências

O Benfica terá que ser muito forte esta noite para conseguir colmatar as ausências dos dois grandes centrais Luisão e Garay. É uma situação rara (o Braga tem sofrido algo de parecido) que levará a que possa jogar uma dupla inédita, caso Roderick seja titular. Jardel e Miguel Vitor já jogaram juntos, pela equipa B, pelo que nesse caso existirá já um mínimo de rotinas. Poderá portanto ser essa a opção de Jesus.

De qualquer modo, uma dupla improvisada precisa de uma grande cobertura por parte do resto da equipa e sobretudo por parte do meio campo. Matic terá que estar ao seu nível habitual e as faixas também terão que ser cobertas quer pelos laterais quer pelos extremos para não permitir muitos cruzamentos para a área que exponham demasiado os centrais. Nada que o nosso treinador não tenha pensado e seguramente acautelado.

Boa sorte para todos nós para logo.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Sem árbitros é mais difícil...

Penso que não é preciso dizer muito mais. Quando são dados os segundos amarelos que devem ser mostrados, quando os árbitros não apitam quando os jogadores se atiram para o chão, quando não inventam penalties e quando os golos em fora-de-jogo são anulados, o Porto é uma equipa banal.
Esta é a realidade. Depois há a ficção e a realidade paralela do futebol português e da arbitragem portuguesa. Os proenças, os que dão camisolas aos adeptos depois de marcarem dois penalties, etc, etc, etc.
E ainda houve um golo mal anulado a Saviola...