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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Estará a selecção preparada para jogar em Manaus?

As dúvidas são legítimas depois do triste espectáculo dado no último jogo.
De acordo com os próprios brasileiros o clima de Manaus é impiedoso.
Terá a nossa preparação sido a mais adequada? A avaliar pela condição física dos jogadores no último jogo, não!
Claro que uma preparação não é feita apenas para um jogo, pelo que a resposta não pode ser definitiva e carece de ser reavaliada depois do próximo jogo. Os sinais são porém preocupantes. 

Outras seleções fizeram preparações diferentes, orientadas para replicar em treino as condições difíceis dos jogos (calor e humidade). A nossa não o fez.

Quero crer que há razões para tal e que a nossa preparação obedece a uma estratégia bem delineada. O próximo jogo trará a resposta, pois é decisivo.

E sobre esse jogo é preciso perceber que teremos pela frente um adversário muito difícil, duro de roer.

OS EUA não são uma selecção que vá muitas vezes à frente, que tenha muito talento, que crie muitas situações de golo.
Mas é uma equipa muito lutadora, muito forte fisicamente, muito competitiva e muito objectiva. Uma equipa que defende muito bem.

Portugal terá que fazer um jogo completamente diferente do de segunda-feira e não poderá abordar esta partida com nenhum tipo de sobranceria. Não podemos ganhar nada neste jogo, pois mesmo uma vitória não decidirá nada e continuaremos dependentes do que acontecer na última jornada. Se, por absurdo, os EUA vencessem a Alemanha na última jornada, Portugal poderia ser eliminado mesmo vencendo o Gana. Isto porque o critério de desempate não são os confrontos entre as equipas mas sim a diferença entre golos marcados e sofridos, aspecto em que, face à goleada sofrida no primeiro jogo, Portugal está muito mal posicionado. 
Se, por outro lado, Portugal vencer os EUA e a Alemanha vencer os seus restantes jogos, um empate contra os africanos basta a Portugal para passar aos oitavos de final.

Mas se não podemos ganhar nada (a não ser o próprio jogo) contra os EUA, temos porém muito a perder - nomeadamente podemos ser eliminados à segunda jornada em caso de derrota.

É assim absolutamente certo é que Portugal tem que vencer os EUA, num jogo que se disputará perante um clima inclemente que condicionará - e muito - o rendimento dos jogadores. Veremos como ultrapassaremos estas várias dificuldades. 

A ideia de que perder por 1 ou por 4 é igual só é válida se conseguirmos chegar ao fim da fase de grupos com mais pontos do que EUA ou Gana (obviamente já nem coloco a Alemanha nesta equação pois passará em primeiro certamente). Se houver igualdade pontual a coisa decide-se por diferença de golos - e aí o cenário não é para já animador.

Portugal tem que enfrentar este jogo com os EUA com a máxima seriedade e sentido de responsabilidade, muito espírito de sacrifício e jogando como equipa. Jogar para Ronaldo a todo o momento, sobretudo no último terço do terreno é uma estratégia absurda que não pode conduzir a nada de bom.

Admito-o: estou muito preocupado quanto às nossas possibilidades de nos apurarmos. Penso que seria muito mau para a nossa imagem no Brasil, para os nossos imigrantes espalhados pelo mundo e para o ânimo dos portugueses em geral se ficassemos pela fase de grupos. Espero sinceramente que isso não aconteça. Mas para alcançarmos o objectivo de passar esta fase precisamos de outra atitude, de outra energia, de outra determinação e de outra atitude competitiva. Vedetismo e culto da personalidade não fazem parte do compêndio vencedor.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Na direcção certa

As propostas do Sporting para alterações estruturais no futebol português, a começar pela arbitragem, vão, por aquilo que conheço, na direcção certa. De acordo com notícia de hoje do "Record", o Benfica, através de representante presente em reunião em Alvalade, terá concordado com a grande maioria das mesmas.
Aquilo que se precisa no futebol português é de completa transparência nos vários processos e de regras claras, que limitem ao mínimo as arbitrariedades. O edifício da arbitragem está, como temos dito, inquinado pelo sistema dos observadores e o próprio modo como são feitas as nomeações (critérios ou falta deles). Tudo isso tem que ser alterado, de forma a que existam formas objectivas de avaliar as arbitragens e que consequentemente os árbitros não estejam completamente dependentes (no que respeita ao sucesso da sua carreira) do centro de poder futebolístico, que tem sempre e muito marcadamente uma cor clubística.
O Porto não deseja mudar o actual estado de coisas pois não lhe interessa um sistema transparente, no qual exista lisura de processos e regras claras e justas. Ao Porto interessará sempre o actual sistema opaco, lamacento mesmo, no qual possa mover influências de bastidores para daí retirar proveitos, não apenas ao nível da arbitragem mas também da disciplina. Não se pode portanto contar com ele, aliás esta reforma terá que ser feita com a sua oposição.
É porém muito positivo que Benfica e Sporting (para além de um conjunto vasto de clubes das ligas profissionais) se estejam a entender. É sinal de que se caminha para um sistema transparente, no qual se possa confiar e no qual ninguém se sente à partida em vantagem ou prejudicado. Era importante que as massas adeptas de ambos os clubes manifestassem o seu apoio a esta forma de agir, pois do respectivo sucesso depende, em última análise, a viabilidade do futebol português. 
Jogos "fabricados", como tantas vezes são os do Porto, são autênticas machadadas no prestígio de uma competição e tornam mais difícil vendê-la, quer a nível interno quer internacional. Ora o futebol depende hoje muito da sua capacidade de financiamento, sobretudo através dos direitos televisivos, a uma escala global. O campeonato português é visto em França, nos EUA, no Brasil e nalguns países da arábia/golfo pérsico (isto não contando com o jogo semanal transmitido pela RTP-I), mas poderia e deveria estar ainda em mais. Não digo que pudesse ter a difusão do inglês, mas capitalizando na dimensão global da Língua Portuguesa, poderia certamente ter uma maior projeção. O futebol português, mais ainda agora com a consagração de Ronaldo, é conhecido e apreciado, podendo ser mais visto.
Para tal precisa porém de mais gente nos estádios, melhores e mais sãos espectáculos, para o que é imperativo acabar com o actual sistema bafio e doentio dos pintos da costa e lourenços pintos.  
Uma vez mudadas as coisas, no sentido das leis e regulamentos por si mesmos esvaziarem (em larga medida) o poder ilegítimo dos bastidores do futebol, haverá necessariamente que fazer uma grande renovação ao nível dos quadros, sobretudo toda a gente ligada à arbitragem, desde o senhor Vítor Pereira aos observadores e passando naturalmente por grande parte dos árbitros. Muitos fizeram a sua carreira graças a padrinhos e influências, por estarem lá a fazer o jogo de alguns, projectados pela comunicação social a píncaros que nunca mereceram. Tudo isso tem que acabar.
Não tenhamos dúvidas de que a BenficaTV foi um passo essencial para tornar possível a mudança. O poder do futebol português assenta muito na Olivedesportos, como o próprio António Oliveira, irmão de Joaquim, já assumiu publicamente. Este blog, que a certa altura, no auge das arbitragens clubísticas, decidiu "auto-suspender-se" por estar cansado de tanta batota e da apatia do Benfica, regressou justamente na sequência da não venda dos direitos televisivos à Olivedesportos por considerar esta decisão crucial para mudar o panorama futebolístico em Portugal. Fico muito satisfeito por ver que Sporting se juntou a esta luta e que pode haver finalmente vontade "política" para mudar as coisas para melhor. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Atitude e classe com estrelinha a mostrar o caminho

Não foi fácil o jogo de ontem. Não sei se por ignorância se por premeditada desonestidade, pintou-se  do Bordéus uma imagem duma equipa quase de 2ª divisão. Para quem andou nessa campanha (e muitos foram os jornalistas) a vitória do Benfica por 1-0 na Luz teria sido quase desprestigiante.

Mas o que estaria então esta equipa a fazer nos oitavos de final? Não foi esta a equipa que eliminou o Dinamo de Kiev? Que por sua vez é um frequentador assíduo da Liga dos Campeões, tendo até este ano calhado no grupo do Porto, sendo nessas alturas apresentado como uma equipa forte. Não foi este Dinamo de Kiev que empatou em casa 0-0 com o Porto? Então como é que a equipa que eliminou este forte Kiev "de Miguel Veloso" pode ser tão medíocre, tão banal?

A realidade sempre foi outra. O Bordéus é uma equipa com qualidade, perigosa, que atravessa uma fase menos boa e que o Benfica em circunstâncias normais eliminaria - como eliminou. Mas eliminaria, como eliminou, jogando bem e com muita seriedade. Qualquer outra atitude de sobranceria ou desatenção teria consequências muito perigosas.

A vitória do Benfica ontem merece ser destacada pela forma como foi obtida - com raça, querer e enorme classe de Cardozo e um ambiente fantástico - mais uma vez - nas bancadas, criado pelos nossos emigrantes. O Benfica é o único clube do Mundo que tem adeptos destes, espalhados por todo o mundo e sobretudo na Europa central e na América do Norte, para além de África, onde o clube é seguido com enorme paixão por adeptos que não são portugueses.

O Benfica é um clube único e especial e ontem deu mais uma grande alegria aos seus adeptos.

E pelos vistos uma grande tristeza a alguns nossos compatriotas, que falando exteriormente em sermos todos portugueses nestes momentos, pelos vistos por dentro sentem algo bem diferente, de uma forma tão intensa que chega a exteriorizar-se de forma bem evidente. Com efeito, nos comentários da SIC, Ribeiro Cristovão não conseguiu disfarçar a sua irritação.

Instado a um primeiro comentário ao jogo, começou por dizer que se "esperava mais" do ... Bordéus. Coitado, este "decano" do nosso comentário estava triste. A acabar disse: "O Bordéus merece estar na posição em que está na Liga Francesa". Ou seja, o Bordéus pelos vistos não fez o que o senhor Cristovão queria que fizesse, que era eliminar o Benfica. Passou portanto a ser mau, a merecer quiça até descer de divisão.

Enfim, nada que mereça tanto do nosso tempo.

O que merece sobretudo ser destacado é o feito do Benfica em terras francesas, onde venceu uma equipa que há muitos anos não era derrotada em casa para as comeptições europeias, a jogar com uma defesa onde não estavam Luisão Garay nem Maxi e um ataque onde não constavam de início Lima nem Cardozo.

Isso sim merece ser destacado, tal como os dois bonitos golos de Cardozo nuns últimos minutos frenéticos, que de alguma forma fizeram lembrar o jogo louco de Leverkussen há uns anos atrás.

Parece haver uma estrela a brilhar no Céu que indica um caminho que esta equipa tem feito por merecer palmilhar. Ela indica agora Inglaterra e o Newcastle, que importa vencer. A atitude terá que ser a mesma. Sabemos agora que podemos contar não apenas com 13, 14 ou 15 jogadores mas verdadeiramente com  todo o plantel para se bater com atitude e raça pelo Benfica. Essa é uma das grandes conquistas de Bordéus. A outra, que espero se torne realidade, é a que os nossos emigrantes ontem apontaram mais uma vez: eles acreditam sempre, apoiam sempre, defendem sempre o Benfica. Consigam os de cá perceber esta mensagem e unir-se à volta desta equipa e seguramente que conquistaremos os ambiciosos objectivos para a época.

Domingo há um outro castelo para conquistar.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Domingos Amaral sacrifica a verdade desportiva à sua vaidade

Há coisas estranhas - ou talvez não.

Numa altura em que finalmente se começam a ouvir vozes independentes (não só já de benfiquistas) a dizer com clareza que o Porto continua a ser constantemente beneficiado pelos árbitros; numa altura em que começa a ser patente o nervosismo da estrutura portista e o esgotamento, por exaustão, da sua propaganda, surge um "benfiquista" a publicar um livro espantoso. Um livro que diz que vai revelar "porque é que" o Porto "é campeão" e o Benfica "só ganha Taças da Liga". A revelação não tarda: o Porto paga mais salários.

É mesmo isto. É tão primário e simplista quanto isto.

A tese é por si mesma absurda. Evidentemente que não é por pagar mais ou menos que a essência da qualidade de um jogador se altera. O que o autor quererá dizer é que quem pode pagar mais tem melhores jogadores e quem tem melhores jogadores ganha.

Mas isto não é necessariamente verdade.

Em 1996-97 o Barcelona de Robson (que tinha tinha Figo, Ronaldo, Stoichkov, Giovanni, De la Pena, Guardiola, Luis Henrique, Nadal, Fernando Couto, Baía, etc, etc) ganhou tudo - menos o campeonato.

O Real Madrid dos "galácticos" esteve 3 anos sem ganhar qualquer troféu (e na altura ainda não existia Messi) e ainda por cima foi várias vezes goleado. 

O Chelsea de Abrahmovic constantemente investiu milhões e milhões em estrelas e até Mourinho não conseguiu ser campeão (e depois dele só por uma vez, com Ancelotti). Por outro lado, Mourinho foi campeão em Itália sem ter, de perto nem de longe, os melhores jogadores.

Os exemplos podem ser multiplicados.

Mesmo que a tese fosse verdadeira, dado que o Benfica é: o clube com mais sócios, com maior receita de quotização, com mais adeptos, com o maior Estádio em Portugal e com mais assistências nos seus jogos o enfoque do livro (se o autor fosse realmente um benfiquista e não alguém que se quer usar do Benfica para fazer fama) deveria ser "como pode o Porto pagar mais do que o Benfica"?

O monopólio da Olivedesportos e a forma como esta beneficia o Porto são aspectos abordados no livro mas que se diluem face a um título daqueles. Título que parece feito para gozar com o Benfica e desvalorizar a Taça da Liga - algo que naturalmente agrada aos portistas mas que se estranha muito que algum benfiquista possa sequer aceitar quanto mais promover.

Aliás muito haveria a dizer do rigor desta publicação, mesmo nos seus pressupostos. Domingos Amaral, pelo que me foi dado a perceber, fez uma pesquisa leviana e de um grau de superficialidade quase incrível. Limitou-se a ir aos Relatórios e Contas dos clubes sem verdadeiramente trabalhar e analisar os dados, chegando ao ponto de nem sequer contabilizar devidamente salários e prémios de jogo.

O livro presta um serviço aos argumentos do sistema e um pretexto para nada mudar: afinal está tudo bem, o que o Benfica precisa é de gastar mais. E o Sporting também, provavelmente. Notável. Por isso foi ver na segunda-feira Guilherme Aguiar a exibir orgulhosamente esta obra prima da literatura futebolística. Pudera! Ele bem sabe como ela lhe poderá servir de alibi para mais uns penalties e umas expulsões. Já nem é preciso argumentar que o árbitro não viu daquele ângulo ou que o jogador estava a proteger-se. Basta acenar com o livro. Lá está declarado, lá está provado: ganha (o campeonato) quem gasta mais. Quem gasta menos ganha a Taça da Liga e provavelmente quem não gasta nada ganha a Taça de Portugal. Lamentável.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O melhor derby, o melhor clássico

Em Portugal não há nenhum outro jogo mais vibrante, interessante e emocionante do que o Sporting-Benfica. É a rivalidade mais autêntica e saudavelmente competitiva do País. Cada clube representa valores e formas de estar muito diferentes. O contraste das cores é acentuado e vibrante. Joga-se em Lisboa, com um clube praticamente a só ter que atravessar a rua para ir ao estádio do adversário, mas é seguido por todo o Mundo, desde a Europa às Américas, de África a Timor. Isto é uma realidade tão verdadeira quanto eu estar neste momento a escrever ou o leitor estar no seu momento a lê-lo.

Em Portugal há 3 clássicos e alguns derbies. Já houve seis clássicos: quando o Belenenses era um dos "grandes". O Braga quer-se imiscuir neste campeonato à parte mas ainda lhe falta qualquer coisa (ganhar títulos por exemplo).
Os clássicos são o Benfica-Sporting, o Sporting-Porto e o Benfica-Porto.
Se pensarmos no pouco interesse e emotividade que o Porto-Sporting gera, percebemos a essência do futebol português: é o Benfica e os outros. E entre os outros, a rivalidade maior é com o Sporting, que é a seguir ao Benfica o clube mais representativo em termos de adeptos. Por isso (e porque o Sporting, para além do caso Pereira Cristóvão, não tinha estado envolvido em corrupção, como o clube do Porto)  s Sporting-Benfica é o grande derby (derby é entre rivais da mesma cidade) e também o grande clássico (jogo entre "grandes"), embora neste capítulo o afastamento do Sporting da luta pelos primeiros lugares tenha vindo a tornar o Benfica-Porto no clássico mais importante do futebol português. Em termos de beleza de um jogo é no entanto o Benfica-Sporting o grande jogo, o mais vibrante, o mais contagiante.
Os jogadores transcendem-se, absorvem a energia que rodeia o relvado e alcançam patamares de grande qualidade.
Em termos de derbies, existem mais: aos derbies de Lisboa, que incluiam o Benfica-Sporting, o Benfica-Belenenses e o Belenenses-Sporting (cenário que espero se venha a verificar novamente já para o ano), juntam-se o derby do Minho, entre Guimarães e Braga, o derby da Madeira, entre Nacional e Marítimo e o derby do Porto, Boavista-Porto, único daquela cidade, agora que o Salgueiros praticamente se extingui e que mesmo assim está "suspenso" pela situação do Boavista (também aqui pode haver novidades face à decisão judicial de regresso do Boavista à Primeira Liga).
De todos estes derbies só um é porém nacional: o Sporting-Benfica. Mais ainda, este derby tem, como talvez nenhum outro no mundo, uma dimensão verdadeiramente mundial, face à diáspora portuguesa espalhada pelo mundo e ao número de adeptos que ambos os clubes têm em África e até na Ásia.

É esta noite, dentro de pouco mais de 8 horas. Joga-se em Lisboa, vê-se em todo o Mundo. Esperamos que o Benfica volte às vitórias e dê uma grande alegria aos milhões de adeptos que estarão a torcer por si.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Euro 2012 - calendário de transmissões televisivas (completo à data).


CALENDÁRIO COMPLETO DE TRANSMISSÕES TELEVISIVAS EM CANAL ABERTO:


Data       Fase             Visitado                    Visitante            Canal
 8/6       Grupo A         Polónia      17.00h      Grécia             RTP1
 9/6       Grupo B       Alemanha    19.45h     Portugal           RTP1
10/6      Grupo C        Espanha     17.00h       Itália                SIC
11/6      Grupo D         França       17.00h     Inglaterra          TVI
12/6      Grupo A         Polónia      19.45h       Rússia            SIC
13/6      Grupo B       Dinamarca  17.00h      Portugal           SIC
14/6      Grupo C        Espanha    19.45h       Irlanda             TVI
15/6      Grupo D         Suécia      19.45h      Inglaterra         RTP1
16/6      Grupo A       R. Checa    19.45h       Polónia            TVI
17/6      Grupo B       Portugal      19.45h      Holanda            TVI
18/6      Grupo C          Itália         19.45h       Irlanda            RTP1
19/6      Grupo D         Suécia      19.45h       França             SIC
21/6         QF                 1A          19.45h          2B                    *
22/6         QF                 2A          19.45h          1B                    *
23/6         QF                 1C         19.45h          2D                    *
24/6         QF                 2C         19.45h          1D                    *
27/8         MF                 V1          19.45h          V3                   **

28/6         MF                 V2          19.45h          V4                   **
 1/7           F                                 19.45h                               RTP1

* RTP transmite dois jogos dos quartos de final, incluindo o de Portugal, se chegarmos a esta fase. TVI e SIC transmitem um cada.

**SIC transmite uma meia final, a de Portugal se chegarmos a esta fase, a TVI a outra.

A Sporttv transmite todos os jogos do Euro.

Veja também os outros posts sobre o Euro 2012 e vote na sondagem!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Euro 2012 - calendário sintético



O Euro começa dia 8. A partir de hoje, o nosso blog vai começar a dedicar mais atenção à competição e a partir do seu início conto ter (pelo menos) uma crónica diária.

Aqui fica um apanhado dos nossos jogos.

O primeiro jogo de Portugal é já dia 9 de Junho, ou seja, de sábado a uma semana, às 19.45h. Começamos pelo mais difícil - a Alemanha, eterno candidato a ganhar tudo. Imediatamente antes terão jogado entre si a Holanda e a Dinamarca, às 17.00h.
Dia 13 jogamos novamente, desta vez às 17.00h e com a Dinamarca. Alemanha e Holanda jogam de seguida.
Na última jornada da fase de grupos, ambos os jogos são à mesma hora (19.45h) no dia 17. É a vez do nosso arqui-inimigo Holanda.

Caso passemos, jogamos os quartos de final a 21 ou a 22 se ficarmos em primeiro do grupo. Jogaremos com o 1º ou 2º classificado do grupo A (Polónia, Grécia, Rússia, República Checa). As meias finais são a 27 e 28 e a final a 1 de Julho. Serão ao todo 31 jogos divididos por 24 dias.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cultura de vitória - Parte II

A perda de identidade do Benfica, aliada ao esmorecimento do seu espírito de vitória, levou-o à actual situação.
No último jogo com o Porto (na Luz, 2-3), foi bem visível, para quem gosta de analisar as coisas, que o Porto entrou melhor no jogo. Mais forte, mais seguro, mais confiante, com mais garra e vontade de vencer.
O facto do Benfica ter perdido com um golo em fora de jogo e ter visto um jogador seu injustamente expulso não altera este facto.

É preciso perceber por que razão isto acontece recorrentemente. A meu ver será talvez a mesma razão que faz com que o Benfica tenha sistematicamente falhado nos momentos decisivos das últimas décadas, com uma ou outra excepção. Este facto está aliás, melhor do que em qualquer outra competição, espelhado na contabilidade das Supertaças: em 27 presenças, o Porto ganhou 18 (66,6%). Em 15 presenças o Benfica ganhou 4 (26,6%). Em onze finais contra o Porto, imaginem quantas o Benfica ganhou. Pois é... uma! Perdeu 10!

É preciso inverter esta situação, o que se faz de várias formas.

Em primeiro lugar, o Benfica precisa de ter bons jogadores e treinadores, o que objectivamente já acontece hoje. Veja-se como Ramirez e David Luiz se sagraram campeões europeus pelo Chelsea - e que papel tiveram nessa conquista! (a propósito os meus parabéns para estes dois grandes atletas) - e Di Maria campeão de Espanha.
Rodrigo e Nélson Oliveira são avançados de enorme qualidade e características singulares e Cardozo, apesar de ter alguns problemas de motivação ou convicção e algumas limitações no plano técnico, é um avançado de topo - dos que marcam golos, que é o mais importante. No meio campo também há enorme qualidade, desde o meio às faixas. É na defesa que o Benfica precisa de melhorar, sobretudo ao nível dos laterais. A direcção do Benfica tem que trabalhar. É nestes pormenores que a estrutura tem que se sobrepor ao treinador na identificação das necessidades e prioridades de um plantel, deixando claro que nenhuma teimosia se pode sobrepor aos interesses colectivos.

Em segundo lugar, há que definir um modelo de jogo e jogadores para o interpretar. O Porto fez isto nos anos 80, com um modelo sobretudo assente na segurança defensiva e foi ajustando este modelo ao longo dos anos, dotando-o de características mais ofensivas mas sem perder a identidade. Cultivou um jogador "à Porto", que trabalha e batalha muito e não vira a cara à luta. No Benfica, pelo contrário cultivou-se demasido a estrela e o vedetismo. É preciso mudar isto, inculcando nos jogadores a mentalidade de que a equipa e o clube estão sempre acima dos interesses individuais. Jesus conseguiu implementar um modelo ofensivo, adequado à matriz histórica do Benfica, mas teve duas pechas fundamentais, que a estrutura de apoio técnica e directiva deveria ter corrigido: fez uma equipa sem portugueses (o que dificulta a recuperação e preservação da mística e raça benfiquistas e uma identidade de equipa que perceba a realidade da rivalidade Benfica-Porto e saiba interpretar o sentimento dos adeptos quando defrontamos este adversário) e o descurar da solidez defensiva.

Quanto à primeira lacuna, que resulta também de uma falta de qualidade da formação do Benfica, parece estar-se a trabalhar para a colmatar mas é preciso fazer mais, apostar mais em jogadores portugueses e da casa. Não apenas contratar mais portugueses mas também usar mais os que já temos, como Miguel Vítor, que nunca nos deixou mal e merece mais oportunidades, seja no centro da defesa, seja à direita. Quanto à segunda, há que contratar (ou recuperar os emprestados) defesas laterais de qualidade.

Mais uma vez resulta claro dos dois parágrafos anteriores que o Benfica precisa de uma estrutura mais sólida, que apoie o treinador, que o proteja e preserve (também em relação às polémicas com as arbitragens) e que o chame à razão quando necessário. Pois todos, até os melhores, erram e Jorge Jesus tem errado com alguma frequência nos últimos anos. Uma boa estrutura de futebol, profissional e competente, poderia ter evitado alguns dos erros.

Em terceiro lugar, há que trabalhar a mentalidade e o lado psicológico dos jogadores, no respeitante aos jogos decisivos, através da afirmação da identidade benfiquista. Há que afirmar os valores benfiquistas, o seu espírito desportivista e leal, o seu carácter e seriedade (acabem com os speakers por favor!, assim como com manobras patéticas como apagar as luzes e discursos mal medidos e errantes), bem como a sua dimensão mundial. Este aspecto tem que ser constantemente valorizado, pois o Benfica é um clube ímpar, com adeptos e Casas por todo o mundo. Esta dimensão que as Comunidades Portuguesas e os países de Língua oficial Portuguesa dão ao Benfica, de integração, sem discriminação entre estatuto ou raça, tem que servir para afirmarmos a nossa diferença e identidade em relação a um clube que se assume regionalista e que prima pelo fomento do divisionismo da sociedade portuguesa.

Em quarto lugar, há que, também no plano da moral e da mentalidade, recuperar e fomentar nos jogadores e técnicos uma cultura de vitória e de grandeza, que infelizmente não tem existido nos últimos anos. Uma cultura de ambição, de desejo de conquista de títulos. Hoje os benfiquistas têm medo de perder. Amanhã têm que ter sede de ganhar. O Benfica tem estado nas grandes decisões, mas tem perdido a maioria, precisamente por medo de falhar, por tremer nos momentos decisivos, por achar que algo pode correr mal e por isso correrá mal. Alterar este estado de coisas passa pela liderança do Benfica, Presidente em primeiro lugar, mas também por todos os benfiquistas que têm sido demasiado descrentes e ansiosos nos últimos anos.

Fazendo o trabalho, como tem que fazer, com rigor e disciplina, com a qualidade que existe e libertando-se de medos e fantasmas, o Benfica tem todas as condições para vencer. Percamos então o medo de falhar e substituamo-lo pelo espírito de conquista - não de um mas de muitos títulos. A vitória do Chelsea na Liga dos Campeões e da Académica na Taça mostrou mais uma vez que não há imbatíveis e que a vontade e a determinação, quando se está convicto do que se está a fazer e do emblema que se representa, são factores decisivos. A ambição do Benfica tem que ser a de estabelecer um domínio a nível interno que lhe permita dar o salto para um patamar europeu, a que só episodicamente temos acedido, quando temos condições para dele fazer parte.

Por fim, o Benfica tem que batalhar sempre pela Verdade Desportiva, assumindo-se como defensor intransigente da Justiça no jogo e nas competições, do que temos amplamente falado em diversos posts.

Se estes princípios forem inculcados nos benfiquistas, a começar pelos jogadores e acabando nos adeptos, afirmando-se sempre o clube pela positiva, sem insultos aos adversários, sem ser contra ninguém mas sempre tendo presente a responsabilidade que acarreta a sua dimensão, o Benfica entrará num novo ciclo de vitórias. Que ele comece já na próxima época e que estejamos daqui a um ano a festejar a "dobradinha" (e já agora também com a Taça da Liga, se possível) são os meus desejos de fim de época.

terça-feira, 27 de março de 2012

Em defesa do Benfica

O Benfica é, todos o sabem, o maior clube português em termos de adeptos. É mesmo, sem exagero, um dos maiores clubes mundiais, face à projeção que lhe dão não apenas os portugueses da Diáspora (EUA, Canadá, França, Suíça, Alemanha, Luxemburgo) mas também os seus adeptos nos países de Língua Portuguesa, sobretudo em Angola, Moçambique, Cabo Verde e até Timor-Leste.
Nesta medida, o Benfica não deveria precisar de "defesa".
No entanto, olhando para o que se passa no mundo do futebol (e o que gravita à sua volta) em Portugal, percebemos que o Benfica está a ser vítima de, à falta de melhor expressão, um sistema de poder que prejudica grave e continuadamente os seus interesses desportivos e mesmo financeiros.

Este sistema tem um rosto - Pinto da Costa - e muitas ramificações. Há um poder visível e um poder oculto.

Para além de um adversário que, além de méritos próprios e desportivos indiscutíveis, conta com muitas ajudas (o FCP), o Benfica tem ainda que enfrentar uma oposição feroz de um clube menorizado e depauperado mas ainda assim de grande expressão nacional (o SCP), de um clube em ascensão (o SCB) e, mais inexplicavelmente, da grande maioria da imprensa e da opinião falada e escrita. Isto claro para não falar da arbitragem e de outros poderes, nomeadamente o disciplinar, do futebol português.

É muita coisa e justifica plenamente - exige mesmo - que os benfiquistas se unam, primeiro para denunciar e depois para desmontar, de uma vez por todas, este sistema de poder iníquo que tanto tem prejudicado o seu, o nosso, clube.

Este fórum servirá assim para identificar estes diferentes poderes instalados, para os expor, não se cansando de apontar, com isenção, as instâncias em que somos prejudicados, comparando-as com as raras em que somos beneficiados.

É minha esperança que um dia a desinformação seja derrotada pela verdade e que possamos finalmente ter um campeonato justo, sem coação, sem corrupção, sem manobras de bastidores, em que o melhor será o vencedor. E  quando não formos os melhores aceitaremos esse facto com desportivismo.

Porque sempre foi esse o lema benfiquista e sempre esse o nosso desejo. Não queremos ajudas, não queremos batota, não queremos falsificações. Queremos tão só que as vitórias se conquistem em campo, sem que os árbitros desempenhem o factor de desempate.