sábado, 20 de maio de 2023

As minhas desculpas aos leitores

 


 Tenho de pedir desculpas aos meus leitores. Escrevi aqui (clicar) que era um autêntico escândalo que o Porto fosse só a 4ª equipa de futebol com mais penalties do mundo. E defendi que os jogos deviam começar com 3 penalties a favor do Porto. 

Pois bem, o Porto já é a equipa do mundo com mais penalties nesta década (e nas outras imagino que também não tenha estado longe desse lugar, especialmente nas décadas "de ouro" dos quinhentinhos, café com leite e fruta para dormir), mas eu estava errado - e por isso penitencio-me perante os leitores. Afinal não eram 3 mas sim 4 os penalties a que o Porto deve legalmente, juridicamente, por uma questão de estatuto, ter direito por jogo.

E neste jogo finalmente teve-os. Primeiro num lance muito duvidoso em que Octávio parece promover o contacto e atirar-se contra o jogador do Famalicão (e em que a Sporttv, ou seja o VAR, praticamente não deu repetições) foram logo dois a abrir o jogo. Como o primeiro foi falhado, atirado à figura do guarda-redes que não se mexeu, Fábio Veríssimo manda repetir. E depois do Famalicão empatar contra todas as expectativas lá vieram mais dois. O terceiro num lance em que os jogadores da equipa da casa se queixam de que a bola teria saído pela linha final antes da situação que resulta em penalty. Não me pareceu mas mais uma vez o VAR (Sporttv) não mostrou repetições, nem Fábio Veríssimo analisou esse momento. 

Palavras para quê? Eu tinha vergonha se a minha equipa ganhasse assim. Um dia as coisas mudarão. Entretanto o futebol português continuará o "lixo" de que Conceição falou. Eu diria pocilga. E como disse Bernard Shaw, nunca lutes com um Porco: vais-te sujar e o Porco gosta. 


 

 

 Uma última nota: os adversários já têm medo de falar das arbitragens, mesmo depois de levarem com 4 penalties em cima. Dizem que não querem falar desses temas. Há uma semana, o treinador do Portomonense, depois de levar 5 que podiam ter sido 10 (e em que há um penalty claríssimo sobre Ramos que não é assinalado) vem falar da arbitragem. Eles sabem de quem é que precisam de ter medo e de quem é que podem falar à vontade sem temer quaisquer consequências.

quarta-feira, 17 de maio de 2023

Imunes ao chiqueiro

É absolutamente inacreditável que se façam buscas a casas de jogadores a 4 dias de um jogo que pode consagrar o Benfica como campeão nacional.

Eu acho que a justiça em Portugal, incluindo a própria investigação policial, estão absolutamente fora de controlo. Nem nos tempos do fascismo se invadia as casas das pessoas com a facilidade com que tal hoje acontece. Buscas no lar de um homem, onde estão as suas famílias, os seus filhos, por uma suspeita de fraude fiscal? Por supostamente poder ter pago menos impostos aos milhões que o Estado já lhe leva e a todos nós??? Note-se: suspeitas, não certezas.

É uma vergonha, mas o problema é que o mundo está estupidificado há muito tempo e perderam-se as mais básicas noções de decência e regras de comportamento. Por isso o Estado age como quer. As buscas ao domicílio deveriam estar reservadas a crimes muito graves, que constituíssem uma ameaça para a sociedade. Mas nos nossos dias um mero funcionário das finanças pelos vistos tem poder para decretar a invasão ao espaço mais sagrado de um homem - a sua casa, o seu castelo.

Mas deixando estas reflexões à parte, o treinador do Benfica precisa de se preocupar em blindar o balneário a isto e todo o ruído, chiqueiro mesmo, que se verificou nos últimos dias. Sobre Sérgio Conceição nem quero falar. Tudo aquilo é indescritível, outro sinal inequívoco do atraso e primarismo do nosso país. Como é que o "Engº" continua a andar ali?? É tudo asqueroso e nojento demais. Mas mesmo os outros clubes sempre obcecados a falarem sobre o Benfica, os comentários perfeitamente idiotas do treinador do Portimonense (que nunca disse Benfica mas sempre "o adversário" - ele lá saberá porquê) sobre a arbitragem depois de levar 5, Rúben Amorim a falar do jogo com o Benfica já há semanas e a poupar jogadores para esse jogo (e ia-se dando mal com o Marítimo), o anúncio de Grimaldo e as reacções perfeitamente desproporcionais, etc, etc.

Os jogadores do Benfica precisam de se alhear de tudo e de entrar em campo com o foco exclusivo no que têm de fazer para ganhar o jogo. Dependendo de como as coisas corram (até podemos já ser campeões antes), ganhar pode revelar-se mais ou menos difícil. O que é absolutamente exigível é que não percamos o jogo. 

Todos sabemos como o Porto se manteve artificialmente na corrida até agora. Ainda neste jogo com o Casa Pia não se fala da arbitragem mas a verdade é que os 8 minutos que o árbitro deu foram um tónico para as bancadas e os jogadores que de outro modo estavam praticamente já resignados. Não houve razões nenhumas para os 8 minutos. Foi (mais) um escândalo não comentado. Claro que quando se recebem tantos "bónus" é natural que os jogadores acreditem mais.

Merecemos acabar este campeonato bem. A época foi excepcional. Estes últimos jogos do Benfica foram notáveis. O nosso domínio é tão avassalador que não vejo nenhuma outra equipa na Europa conseguir fazer isto aos adversários. Contra o Portimonense foram 5 mas podíamos ter marcado 10. Eram ondas sucessivas de ataques perigosos e jogadas bem construídas. Os adeptos também têm estado espantosos. Por todas estas razões há que terminar com uma grande exibição e uma grande vitória em Alvalade. Não merecemos ser campeões apenas na última jornada. Merecemos entrar em campo Domingo já campeões e dali sair com esse estatuto ainda mais reforçado.

domingo, 7 de maio de 2023

Justiça em jogo "estranho"

 O campeonato aproxima-se do final, a tensão sobe, os nervos aumentam, todos se acham prejudicados e proliferam as teorias da conspiração.

A primeira surgiu com a ausência de Al-musrati, um dos dois melhores jogadores do Braga. Alguns viram nisso uma conspiração para beneficiar o Benfica, sugerindo que o líbio não estava verdadeiramente lesionado. Mas aquilo que se passou em campo desmentiu por completo essa teoria, desmantelou até, diria, e foi, isso sim algo insólito. 

Comecemos pelos pretensos penaltis. Ricardo Horta, que alegadamente é benfiquista, fez uma simulação clara e tentou ainda cavar outro penalty no lance com Grimaldo. As imagens demonstram que não há qualquer falta: Grimaldo faz um carrinho ao lado do jogador do Braga e este cai (ou deixa-se cair) após tocar com o pé na coxa de Grimaldo. Mesmo que Grimaldo o tivesse atingido (que não atingiu) e a menos que o tivesse "arrancado pela raiz", para mim nunca seria penalty, pois claramente a bola está noutra zona do terreno e o duelo não tem a mínima influência no desenrolar da jogada. Só em Portugal é que se marcam "penaltis" deste género (e regra geral para o Porto). Desafio qualquer leitor a encontrar uma única situação em que eu tenha reclamado penalty a nosso favor num lance deste tipo, em que a bola não está sequer em disputa.

Quer esta situação quer a mais descarada simulação de Horta no lance com Rafa, são parte de um padrão de comportamento e desmentem por completo a ideia do "facilitar". Mas se isto já é feio e pouco desportivo, há algo ainda mais estranho e insólito: o Braga a perder tempo desde o início e a fazer anti-jogo. Vamos ver se nos entendemos: ganhando o jogo, o Braga tinha uma chance real de ser campeão ou pelo menos ficar em segundo e garantir o acesso directo à Liga dos Campeões. Empatando, ficava praticamente certo no 3° lugar. No entanto parece relativamente evidente que o Braga jogou para o empate.

Uma equipa que quer vencer não começa a perder tempo desde o primeiro minuto de jogo. Não entra na segunda parte, com o jogo 0-0 exactamente com a mesma atitude e inclusivamente a continuar a perder tempo. Já bem dentro da segunda parte, Yuri Medeiros sai lentamente e pela lateral mais distante para continuar a perder tempo. 

Isto dá que pensar. Se o Braga estava a jogar para um resultado que não lhe interessava é porque estava a jogar para um resultado que interessava a uma terceira equipa. 

A ideia defendida por Artur Jorge de que queria "aguentar" o Benfica até pode fazer algum sentido, mas apenas nos primeiros minutos. Continuar na mesma já bem dentro da segunda parte não tem cabimento. Pelo menos na aparência. Talvez existissem outros factores que desconheço e que expliquem esta atitude. 

Seja como for, o que aconteceu é um forte sinal de alerta para Portimão, onde novamente a atitude terá de ser ganhar, sim ou sim, sem contemplações ou facilitismos, mas também com mais frieza no momento de finalizar as jogadas.

Quanto ao jogo em si, não teve uma grande história. O domínio do Benfica foi avassalador. Merecíamos mais sorte, mas também poderíamos ter decidido melhor nalguns momentos. Se assim tivesse acontecido a vitória poderia ter sido bastante folgada. Neres foi o mais esclarecido nesse aspecto. João Mário também ofereceu algumas boas bolas, mas Ramos e o próprio Rafa, apesar do importantíssimo golo, estiveram perdulários. 

A vitória não merece a mais pequena contestação e os aspectos mais positivos a destacar foram a excelente condição física demonstrada pela equipa e o facto de não ter deixado de forçar mesmo quando a bola parecia não querer entrar. Houve sempre crença e atitude.

Gostei muito das exibições de quase todos os jogadores mas particularmente de João Neves e de Aurnes, além de Neres.

Em relação à arbitragem, pondo de lado as fantasias dos braguistas que me parecem, mais do que qualquer outra coisa, uma tentativa de desviar atenções, o que eu vi foi dualidade de critérios na amostragem de amarelos e nas faltas, sempre em nosso prejuízo. O mais grave foi o caso de Otamendi: o argentino e o jogador do Braga entram ambos na bola da mesma forma, o árbitro faz o sinal disso mesmo e depois... marca falta contra nós e dá amarelo a Otamendi. Não houve casos gritantes (a mão do defesa do Braga é inadvertida e há um lance com Ramos na área do Braga que não me parece suficiente para penalty) mas houve quase uma parte de prolongamento a seguir aos 90 minutos. Um flagrante contraste com o que se passou há uma semana no Dragão. Se o jogo estivesse empatado certamente não seria assim. Mas siga. 

Agora é ir a Portimão com a mesma atitude e muitas cautelas com as armadilhas que nos vão colocar porque eles andem aí

 

 

PS: da mesma forma que creio que por vezes é preciso uma boa assobiadela para os jogadores acordarem, hoje considero que era daqueles jogos em que das bancadas devia vir um apoio constante e sonoro e foi exactamente isso que aconteceu. O público esteve excelente, ao nível da equipa. Apoiaram-se mutuamente.  


PS2: António Salvador esteve ao seu nível habitual - rasteiro, rasteirinho. Aquele gesto pode ter sido para agradar aos seus adeptos, mas parece-me que, mais ainda do que isso, foi para Pinto ver. Não passa de um ordinário.

terça-feira, 2 de maio de 2023

"O Jogo" é uma comédia

 


Semana após semana é previsível o que vão escrever. Desta vez para "matar" logo o argumento de que mesmo que o penalty por mão não tivesse sido, houve outro claro logo a seguir sobre o Otamendi, o "tribunal" d' "O jogo" descobriu uma falta do Musa...

E esta gente são ex-árbitros. Quantos destes não andarão ainda lá dentro?