sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Regresso de Proença à Choupana - eu explico

Proença distinguiu-se o ano passado por ter dado o campeonato ao Porto. Aliás se há coisa de que os cozinheiros dessa "conquista" não podem ser acusados é de terem tentado esconder o que fizeram. Pelo contrário: tudo foi feito às claras. Tão às claras que no jogo da "consagração" (de uma farsa), Proença foi o escolhido, brindando o adversário do Porto nesse jogo com ... um penalty e duas expulsões. Pois claro! E houve abraços e beijinhos para celebrar condignadamente.
Como deu Proença o campeonato ao Porto?
Simples: não marcando uma falta que existiu e que deu um contra-ataque do Porto que resultou no 2-2 (na altura o Benfica estava a dominar o jogo e adivinhava-se o 3-1 a qualquer momento) e, vendo aí uma janela de oportunidade, expulsando poucos minutos depois Emerson por duas faltas absolutamente insignificantes (uma delas nem é claro que exista). Claro que na nossa terra de gente ignara, ninguém analisou condignadamente estes lances de amarelos (num jogo em que aliás houve entradas muito feias, sobretudo de jogadores do Porto) e expôs com clareza e coragem a injustiça da expulsão. Aliás, como o expulso foi Emerson (o patinho feio), colocou-se a culpa no jogador, apresentando-o como o elo mais fraco (ele que nos lances em causa nada tinha feito para merecer nem sequer um cartão amarelo, quanto mais dois). Para coroar a sua exibição de "melhor do mundo", Proença, aqui numa decisão do seu auxiliar que ele sancionou, deixa passar um fora de jogo claríssimo, de mais de um metro, que resultou na derrota do Benfica a minutos do fim e na vantagem do Porto no campeonato, quer em pontos, quer no confronto directo.
Já antes Proença fizera das suas: na primeira volta, na nossa visita a Braga, sancionara uma cotovelada ostensiva e evidente Djamal na cara de Gaitan com apenas cartão amarelo, deixara passar em claro um penalty sobre Luisão e ainda inventara um penalty contra o Benfica num lance em que novamente Emerson (certamente escolhido não por acaso) de costas para o lance leva com a bola, cruzada a dois metros, no cotovelo. Tudo normal. Se o "melhor do mundo" apitou está bem apitado.

Mas o que tem isto a ver com a Choupana?

Uma só coisa: Proença.

Muitos já não se recordarão das circunstâncias em que o Sporting chegou o ano passado ao Jamor. Mas a Justiça Benfiquista vai recordar.

Então foi assim: na 1ª mão, o Nacional ganhava em Alvalade por 2-0 ao intervalo. Mas logo aos 56 minutos, o jogo começa a mudar de feição: Márcio Madeira, que entrara para substituir o lateral esquerdo do Nacional, "amarelado" na 1ª parte, vê também o mesmo cartão. E apenas 9 minutos depois, surge o 2º e a respetiva expulsão. O Sporting marca então o 1-2 e 6 minutos depois da hora (seis), num livre duvidoso e num lance esquisito em que há um fora de jogo posicional que parece interferir com a jogada, surge o empate. O árbitro foi Paulo Baptista.

Mas o melhor estava ainda para vir. No jogo da 2ª mão, com o Sporting a vencer por uma bola, aos 55 minutos Proença tem uma das suas decisões: expulsa um jogador do Nacional. Mas atenção: num lance em que o jogador do Nacional só joga a bola. Incrivelmente, o Nacional empata aos 62 a jogar 10 contra 11 (ou 14). Não contente, aos 75 Proença marca um penalty dos seus , PURA E SIMPLESMENTE INVENTADO do seu cardápio e... expulsa mais um do Nacional. Que passa a jogar com 9 e ainda tem oportunidade de fazer o 2-2. Aos 90+4 minutos, o Sporting faz o 3-1. Proença estava de parabéns.


De acordo com o Presidente do Nacional, quem viajou e esteve em em amena cavaqueira com Proença no voo para o Funchal?

Ainda não estão a ver?

Esse mesmo...

Paulo Pereira Cristovão.

Pois é.

As curiosidades com Proença não ficam porém por aqui.

É que já este ano, é chamado a arbitrar um jogo importante para o Sporting: o jogo em Alvalade com o Braga. Com o Sporting a vencer por 1-0, o Braga lança-se para o ataque e encosta o adversário às cordas. Adivinhava-se um golo a qualquer momento. E finalmente ele surge, através de Alan que se eleva mais alto e cabeceia bem na área. Golo.

Golo? Não!

A bola passou realmente Patrício, que parecia intransponível nessa partida. Mas não ultrapassou Proença. Ele estava lá e anulou o golo. Anulou porque sim. O que se passou? Joaquim Rita, comentando, lança a hipótese: talvez Proença tenha visto alguma coisa no meio campo...

É o melhor árbitro do mundo e está tudo dito.

Agora reparem nesta última curiosidade.

No Braga-Benfica da época passada, Proença prejudica o Benfica e beneficia o Braga.
No Benfica-Porto da época passada, Proença prejudica o Benfica e beneficia o Porto.
No Nacional-Sporting da época passada, Proença prejudica o Nacional e beneficia o Sporting.
No Porto-Sporting da época passada, Proença prejudica o Sporting e beneficia o Porto.
E no Sporting-Braga desta época, Proença prejudica o Braga e beneficia o Sporting.
As constantes: em todos os jogos houve penalties, expulsões ou ambos. Com uma excepção, no Sporting-Braga houve "apenas" um golo anulado porque sim. Uma equipa foi sempre beneficiada: o Porto. Uma sempre prejudicada: o Benfica. Braga e Sporting foram prejudicados ou beneficiados de acordo com as conveniências. O Nacional também sai prejudicado deste balanço. Veremos como no fim do jogo de Domingo estará este balanço.

Isto para falar só da época passada e da presente.

Já agora, Proença recentemente também esteve em Setúbal para apitar o Setúbal-Porto. Foi uma farsa em dois actos: primeiro as poças de água "impediram-no" de realizar o jogo. Depois, umas semanas depois, lá se jogou. O que se passou? Nada de especial. Só duas expulsões e um penalty...

No fim chamou "energúmenos" aos adeptos do Setúbal.

Proença é mesmo o melhor.

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