Fui e sou um defensor da continuidade de Jorge Jesus. Acho que o Benfica melhorou muito, está agora num patamar competitivo muito alto e só lhe falta melhorar alguns aspectos.
No entanto, há que perceber que a Taça de Portugal terá que ser ganha.
Até agora houve um erro sério (o não ganhar o jogo com o Estoril) e duas derrotas nos descontos plenas de infelicidade. Qualquer "não vitória" contra o Guimarães no Jamor viria afinal dar razão a quem diz que o Benfica falha nos momentos decisivos; faria o clube voltar a recuar a outros tempos e poderia criar uma dinâmica de derrota irreversível para Jorge Jesus no Benfica.
Se o Benfica não ganhou o Campeonato e a Liga Europa, apesar das boas exibições, essa deve ser mais uma razão para jogadores e treinador querem mostrar na última competição que resta como isso foi injusto, fazer uma grande exibição e conquistar categoricamente a Taça.
É isso que se exige nesta altura.
Qualquer outra atitude de derrotismo, de desmoralização, de se deixarem abater, teria que ser lida pelo contrário como a prova de que este grupo não era afinal um grupo vencedor e tirar daí as necessárias conclusões.
De qualquer modo, do que estou absolutamente convencido é de que o Benfica fará uma grande exibição e vencerá o jogo no Domingo, dando aos adeptos a alegria possível nesta altura e posicionando-se para o que terá que ser a próxima época: vencer troféus e derrotar o Porto, começando logo pela supertaça.
terça-feira, 21 de maio de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
A vergonha já chegou lá fora
A vergonha do futebol português começa finalmente a ultrapassar fronteiras. Sigam o link e vejam o que se diz. Porque quando somos nós a dizê-lo cá dentro é porque somos facciosos e temos mau perder. A história é a mesma há 30 anos. Nem com provas irrefutáveis esta gente foi presa ou sequer afastada fo futebol. Daí eu lhe chamar frutabol.
Lá fora diz-se "simulação chocante", "decisão escandalosa". Cá dentro anda-se para a frente como se nada fosse e fala-se dos "deméritos do Benfica" que perdeu "por culpa própria".
Vejam então a notícia dum site internacional:
http://www.givemefootball.com/346457-porto-claim-portuguese-title-after-outrageous-penalty-decision?fb_comment_id=fbc_365683363541578_1826683_365753743534540#f22edafb738070e
Lá fora diz-se "simulação chocante", "decisão escandalosa". Cá dentro anda-se para a frente como se nada fosse e fala-se dos "deméritos do Benfica" que perdeu "por culpa própria".
Vejam então a notícia dum site internacional:
http://www.givemefootball.com/346457-porto-claim-portuguese-title-after-outrageous-penalty-decision?fb_comment_id=fbc_365683363541578_1826683_365753743534540#f22edafb738070e
No País do frutabol
No País do frutabol vale tudo para ganhar.
No País do frutabol quem ganha é sempre o "melhor" e um "vencedor justo".
No País do frutabol ganha sempre o mesmo. E quando não ganha houve túneis ou capelas.
No País do frutabol é normal um clube ser beneficiado pela arbitragem em pelo menos dois terços dos jogos e prejudicado em 0.
No País do frutabol o clube que ganha sempre e é quase sempre beneficiado pelas arbitragens passa a época a queixar-se das arbitragens.
No País do frutabol todos os agentes desportivos olham para o lado para não terem que ver ou comentar esta situação.
No País do frutabol quando alguém se atravessa à frente do clube que ganha sempre é trucidado.
Se for árbitro a sua carreira está arruinada, se for jornalista leva pancada, é demitido ou passa à prateleira, se for jogador nunca mais ninguém lhe pega, se for clube pequeno vai, sem contemplações, parar à segunda divisão.
No País do frutabol quando um comentador é incómodo leva uns sopapos dos seguranças de Pinto da Costa, mas depois tudo passa e tudo é esquecido.
No País do frutabol qualquer árbitro pensa duas, três e quatro vezes antes de tomar uma decisão que o clube que ganha possa considerar prejudicial aos seus interesses - é que se arrisca a não voltar a apitar ao mais alto nível.
No País do frutabol quando o único clube que tem poder e dimensão para fazer frente ao clube que ganha é beneficiado por uma arbitragem cai o carmo e a trindade: semanas depois desse "escândalo" imprensa e comentadores ainda não falam noutra coisa.
No País do frutabol quando o Benfica vai ao Porto são precisos mil polícias armados para evitar a tragédia.
No País do frutabol quem comprovadamente corrompe é absolvido em tribunal, continua a dirigir o clube que ganha, a gozar na cara os adversários e a usar os mesmos métodos, agora ainda mais seguro de si mesmo e mais endeusado por uma legião de fanáticos e de aduladores.
No País do frutabol aqueles que perdem desta maneira desleal, são constantemente insultados em todos os jogos do clube que corrompe e não apenas ainda são gozados como não têm ninguém que verdadeiramente defenda o seu emblema.
No País do frutabol para além dos comentadores que são silenciados e agredidos, restam poucos independentes, pois a maioria, por medo, cobardia ou desonestidade faz activa ou passivamente o jogo do clube do sistema.
No País do frutabol os comentadores de serviço são constantemente portistas (Manuel Queirós, Freitas Lobo, Bruno Prata) ou sportinguistas (Fernando Correia) ou até madrilistas (Dani) pois quando um é benfiquista (João Gobern) demitem-no, colocando-o ao lado de fanáticos nos programas de paineleiros.
No País do frutabol, quem ganha tem sempre razão. Adula-se quem ganha e cospe-se em quem perde.
No País do frutabol não há vergonha na cara.
No País do frutabol todos sabem disto mas ninguém faz nada.
No País do frutabol mete nojo ver futebol.
No País do frutabol quem ganha é sempre o "melhor" e um "vencedor justo".
No País do frutabol ganha sempre o mesmo. E quando não ganha houve túneis ou capelas.
No País do frutabol é normal um clube ser beneficiado pela arbitragem em pelo menos dois terços dos jogos e prejudicado em 0.
No País do frutabol o clube que ganha sempre e é quase sempre beneficiado pelas arbitragens passa a época a queixar-se das arbitragens.
No País do frutabol todos os agentes desportivos olham para o lado para não terem que ver ou comentar esta situação.
No País do frutabol quando alguém se atravessa à frente do clube que ganha sempre é trucidado.
Se for árbitro a sua carreira está arruinada, se for jornalista leva pancada, é demitido ou passa à prateleira, se for jogador nunca mais ninguém lhe pega, se for clube pequeno vai, sem contemplações, parar à segunda divisão.
No País do frutabol quando um comentador é incómodo leva uns sopapos dos seguranças de Pinto da Costa, mas depois tudo passa e tudo é esquecido.
No País do frutabol qualquer árbitro pensa duas, três e quatro vezes antes de tomar uma decisão que o clube que ganha possa considerar prejudicial aos seus interesses - é que se arrisca a não voltar a apitar ao mais alto nível.
No País do frutabol quando o único clube que tem poder e dimensão para fazer frente ao clube que ganha é beneficiado por uma arbitragem cai o carmo e a trindade: semanas depois desse "escândalo" imprensa e comentadores ainda não falam noutra coisa.
No País do frutabol quando o Benfica vai ao Porto são precisos mil polícias armados para evitar a tragédia.
No País do frutabol quem comprovadamente corrompe é absolvido em tribunal, continua a dirigir o clube que ganha, a gozar na cara os adversários e a usar os mesmos métodos, agora ainda mais seguro de si mesmo e mais endeusado por uma legião de fanáticos e de aduladores.
No País do frutabol aqueles que perdem desta maneira desleal, são constantemente insultados em todos os jogos do clube que corrompe e não apenas ainda são gozados como não têm ninguém que verdadeiramente defenda o seu emblema.
No País do frutabol para além dos comentadores que são silenciados e agredidos, restam poucos independentes, pois a maioria, por medo, cobardia ou desonestidade faz activa ou passivamente o jogo do clube do sistema.
No País do frutabol os comentadores de serviço são constantemente portistas (Manuel Queirós, Freitas Lobo, Bruno Prata) ou sportinguistas (Fernando Correia) ou até madrilistas (Dani) pois quando um é benfiquista (João Gobern) demitem-no, colocando-o ao lado de fanáticos nos programas de paineleiros.
No País do frutabol, quem ganha tem sempre razão. Adula-se quem ganha e cospe-se em quem perde.
No País do frutabol não há vergonha na cara.
No País do frutabol todos sabem disto mas ninguém faz nada.
No País do frutabol mete nojo ver futebol.
Afinal houve um penalty em Paços (mas contra o Porto)
Obviamente não vi o jogo do Porto, fui ouvindo o relato.
Já sabia que o primeiro golo (o desbloqueador) foi obtido na sequência de dois erros (?). O primeiro: um passe do defesa do Paços a isolar o jogador batoteiro; o segundo: o assinalar de penalty quando não há falta e se houvesse era fora da área. Terão sido mesmo erros ou pelo contrário terá sido a execução do plano de "rigor" da máquina portista?
Espera, isto é a "Liga Capela". Portanto vale tudo. Como Capela terá "dado" 2 ou mesmo 3 pontos ao Benfica - vamos dizer que sim, que ele marcava 4 penalties contra o Benfica e nenhum a favor que é o eles queriam (para se rirem ainda mais de nós claro) - nessa medida o Porto tem "direito" a ser beneficiado contra o Setúbal, o Rio Ave, o Braga, o Guimarães e, para acabar em beleza, o Paços de Ferreira.
É que, acabei de saber agora, ainda ficou por marcar um penalty (esse sim, terá existido) contra o Porto.
De acordo com o próprio "jogo", ficou por marcar um penalty contra o Porto por falta de Varela aos 67'.
E ainda riem e ainda gozam e ainda há vice-presidentes do PSD a chamar-nos magrebinos e a dizer para ajoelharmos e ainda vão para o Marquês enxovalhar-nos.
E isto acontece ano, após ano, após ano...
CORRECÇÃO: o tal lance que foi branqueado por toda a imprensa, um alegado penalty a favor do Paços não é referido n"o jogo" mas sim no Record. Aqui fica o link:
http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/Porto/interior_premium.aspx?content_id=822765
Já sabia que o primeiro golo (o desbloqueador) foi obtido na sequência de dois erros (?). O primeiro: um passe do defesa do Paços a isolar o jogador batoteiro; o segundo: o assinalar de penalty quando não há falta e se houvesse era fora da área. Terão sido mesmo erros ou pelo contrário terá sido a execução do plano de "rigor" da máquina portista?
Espera, isto é a "Liga Capela". Portanto vale tudo. Como Capela terá "dado" 2 ou mesmo 3 pontos ao Benfica - vamos dizer que sim, que ele marcava 4 penalties contra o Benfica e nenhum a favor que é o eles queriam (para se rirem ainda mais de nós claro) - nessa medida o Porto tem "direito" a ser beneficiado contra o Setúbal, o Rio Ave, o Braga, o Guimarães e, para acabar em beleza, o Paços de Ferreira.
É que, acabei de saber agora, ainda ficou por marcar um penalty (esse sim, terá existido) contra o Porto.
De acordo com o próprio "jogo", ficou por marcar um penalty contra o Porto por falta de Varela aos 67'.
E ainda riem e ainda gozam e ainda há vice-presidentes do PSD a chamar-nos magrebinos e a dizer para ajoelharmos e ainda vão para o Marquês enxovalhar-nos.
E isto acontece ano, após ano, após ano...
CORRECÇÃO: o tal lance que foi branqueado por toda a imprensa, um alegado penalty a favor do Paços não é referido n"o jogo" mas sim no Record. Aqui fica o link:
http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/Porto/interior_premium.aspx?content_id=822765
Continuamos a ser comidos por parvos
Enquanto andamos nas nuvens a sonhar com épocas perfeitas, os outros andam a manobrar onde melhor sabem - nos pântanos.
A "Liga Capela" preparou o que faltava do caldo.
Porque é que o Porto "nunca falha nos momentos decisivos"?
Se falhar é humano, como já diziam os latinos, será que eles não serão humanos?
Claro que o Porto falha, como todos falham. O que não falha é a batota.
A "Liga Capela" deu ao Porto o que começava a parecer difícil. Um ardil para fazer uma campanha e uma última ofensiva contra o Benfica.
Toda a imprensa propagou esta ideia à exaustão. E o Benfica caiu como um patinho!
O Benfica foi beneficiado com o Sporting? Seguramente que sim. Mas daí à "Liga Capela" vão duas mãos de Alex Sandro, dois penalties contra o Rio Ave, uma mão de Danilo contra o Setúbal etc, etc, etc ... Praticamente não houve jornada em que não houvesse casos.
Desde a Liga Capela, o Porto foi beneficiado à descarada, de forma a ser impossível perder quaisquer pontos até ao jogo com o Benfica no dragão. Depois veio a vergonha do Nacional, que a jogar com juniores aos 20 minutos já perdia 3-0.
E assim ficou o jogo do Estoril a ser o decisivo. Já li em vários blogs que o Estoril terá recebido "incentivos", isto depois dos ordenados em atraso do Olhanense terem sido misteriosamente pagos na véspera do jogo com o Benfica.
Mas é por isto que o nosso falhanço contra o Estoril é IMPERDOÁVEL. As manobras foram feitas nas nossas barbas e nós fomos comidos por parvos. Os jogos ganham-se lá dentro mas também se ganham cá fora.
Depois, como eu já antecipava, foi a guerra. Houve petardos e tiros à porta do Hotel onde a nossa equipa estava no Porto - MAS TUDO CORREU MUITO BEM! Até Proença foi chamado para "abençoar" o jogo do título. Não houve casos? E a invasão de campo após o golo do Porto? Como é que depois disso Proença acaba o jogo apenas 30 segundos depois dos 4 que tinha concedido, quando a bola vai no ar num cruzamento para a área do Porto? Para nós isso não é um caso mas fosse ao contrário veriam como no fim do jogo não se falaria de outra coisa.
Por isso digo, continuamos a ser comidos por parvos. E digo mais: eles são mais aguerridos, como se vê até pelo treinador que passou o ano a atacar Jorge Jesus, com este a nunca lhe responder à altura. Eles têm-nos ÓDIO. E nós andamos em lirismos. Felizmente Jesus não entrou em parabéns a Vitor Pereira e ao Porto, depois da hipocrisia suprema daquele ao vir agora ao fim do campeonato com elogios.
O nosso lirismo continua ao não comentarmos a nomeação de Hugo Miguel, o artista de Coimbra, que transformou um penalty sobre Aimar no ano passado numa falta contra o Benfica. Fosse a situação inversa e o Porto desde logo diria que o campeonato estava entregue e que as faixas deveriam incluir o nome de Hugo Miguel.
Voltámos a ficar calados e o resultado está à vista. Miguel fez de novo das suas. Já no dragão James tentara a habilidade, sem que "o melhor do mundo" o sancionasse com o devido cartão. Desta vez, sabendo-se impune, fê-lo de novo. E aí está nova Liga - a "Liga Miguel, Soares Dias, Xistra e Proença". Como nós só "temos" a "Liga Capela", ficámos em clara desvantagem.
Ainda agora diz Rui Santos que o Benfica foi beneficiado no jogo com o Estoril. O tal em que tivemos um jogador expulso e sofremos um golo em fora de jogo. Fosse ao contrário...
O Benfica é isto. Não tem capacidade de influência sobre coisa nenhuma, da imprensa à arbitragem.
Sabiam que desde o jogo com o Sporting que não apenas Capela mas o próprio comentador Pedro Henriques foram banidos? Pedro Henriques lá voltou nos últimos dias a aparecer mas apenas para comentar jogos internacionais.
Nas antas, há uma semana dois repórteres da Antena 1 foram espancados, o ano passado foi o comentador da TVI (nesse caso por capangas de Pinto da Costa) e se recuarmos no tempo há muitos mais casos. No entanto quando uma vez perguntaram a Pinto da Costa (já há muitos anos, pelo que se vê como a coisa vem de trás) e citaram vários casos, este riu-se e disse "qualquer dia monto lá um hospital".
E a imprensa bajula-o, beija-lhe os pés!
Acreditem, somos comidos por parvos.
E enquanto formos comidos por parvos, podemos jogar muito bem que não ganhamos coisa nenhuma.
Esperar pela justiça e pela verdade em Portugal implica morrer de velho sem nunca a alcançar. Isso já se percebeu há muito.
O Benfica é o maior clube de Portugal em adeptos. No entanto continuam a fazer de nós o que querem, gato sapato autêntico. Agora até já há festa do Porto no Marquês de Pombal. Quando os nossos tentaram festejar há 3 anos nos aliados foram corridos à paulada.
O Benfica é o maior clube português mas não tem peso nas instituições, é desrespeitado constantemente e tratado como um desgraçado. E depois aparece como um coitadinho. Para mim começa a ser demais.
A "Liga Capela" preparou o que faltava do caldo.
Porque é que o Porto "nunca falha nos momentos decisivos"?
Se falhar é humano, como já diziam os latinos, será que eles não serão humanos?
Claro que o Porto falha, como todos falham. O que não falha é a batota.
A "Liga Capela" deu ao Porto o que começava a parecer difícil. Um ardil para fazer uma campanha e uma última ofensiva contra o Benfica.
Toda a imprensa propagou esta ideia à exaustão. E o Benfica caiu como um patinho!
O Benfica foi beneficiado com o Sporting? Seguramente que sim. Mas daí à "Liga Capela" vão duas mãos de Alex Sandro, dois penalties contra o Rio Ave, uma mão de Danilo contra o Setúbal etc, etc, etc ... Praticamente não houve jornada em que não houvesse casos.
Desde a Liga Capela, o Porto foi beneficiado à descarada, de forma a ser impossível perder quaisquer pontos até ao jogo com o Benfica no dragão. Depois veio a vergonha do Nacional, que a jogar com juniores aos 20 minutos já perdia 3-0.
E assim ficou o jogo do Estoril a ser o decisivo. Já li em vários blogs que o Estoril terá recebido "incentivos", isto depois dos ordenados em atraso do Olhanense terem sido misteriosamente pagos na véspera do jogo com o Benfica.
Mas é por isto que o nosso falhanço contra o Estoril é IMPERDOÁVEL. As manobras foram feitas nas nossas barbas e nós fomos comidos por parvos. Os jogos ganham-se lá dentro mas também se ganham cá fora.
Depois, como eu já antecipava, foi a guerra. Houve petardos e tiros à porta do Hotel onde a nossa equipa estava no Porto - MAS TUDO CORREU MUITO BEM! Até Proença foi chamado para "abençoar" o jogo do título. Não houve casos? E a invasão de campo após o golo do Porto? Como é que depois disso Proença acaba o jogo apenas 30 segundos depois dos 4 que tinha concedido, quando a bola vai no ar num cruzamento para a área do Porto? Para nós isso não é um caso mas fosse ao contrário veriam como no fim do jogo não se falaria de outra coisa.
Por isso digo, continuamos a ser comidos por parvos. E digo mais: eles são mais aguerridos, como se vê até pelo treinador que passou o ano a atacar Jorge Jesus, com este a nunca lhe responder à altura. Eles têm-nos ÓDIO. E nós andamos em lirismos. Felizmente Jesus não entrou em parabéns a Vitor Pereira e ao Porto, depois da hipocrisia suprema daquele ao vir agora ao fim do campeonato com elogios.
O nosso lirismo continua ao não comentarmos a nomeação de Hugo Miguel, o artista de Coimbra, que transformou um penalty sobre Aimar no ano passado numa falta contra o Benfica. Fosse a situação inversa e o Porto desde logo diria que o campeonato estava entregue e que as faixas deveriam incluir o nome de Hugo Miguel.
Voltámos a ficar calados e o resultado está à vista. Miguel fez de novo das suas. Já no dragão James tentara a habilidade, sem que "o melhor do mundo" o sancionasse com o devido cartão. Desta vez, sabendo-se impune, fê-lo de novo. E aí está nova Liga - a "Liga Miguel, Soares Dias, Xistra e Proença". Como nós só "temos" a "Liga Capela", ficámos em clara desvantagem.
Ainda agora diz Rui Santos que o Benfica foi beneficiado no jogo com o Estoril. O tal em que tivemos um jogador expulso e sofremos um golo em fora de jogo. Fosse ao contrário...
O Benfica é isto. Não tem capacidade de influência sobre coisa nenhuma, da imprensa à arbitragem.
Sabiam que desde o jogo com o Sporting que não apenas Capela mas o próprio comentador Pedro Henriques foram banidos? Pedro Henriques lá voltou nos últimos dias a aparecer mas apenas para comentar jogos internacionais.
Nas antas, há uma semana dois repórteres da Antena 1 foram espancados, o ano passado foi o comentador da TVI (nesse caso por capangas de Pinto da Costa) e se recuarmos no tempo há muitos mais casos. No entanto quando uma vez perguntaram a Pinto da Costa (já há muitos anos, pelo que se vê como a coisa vem de trás) e citaram vários casos, este riu-se e disse "qualquer dia monto lá um hospital".
E a imprensa bajula-o, beija-lhe os pés!
Acreditem, somos comidos por parvos.
E enquanto formos comidos por parvos, podemos jogar muito bem que não ganhamos coisa nenhuma.
Esperar pela justiça e pela verdade em Portugal implica morrer de velho sem nunca a alcançar. Isso já se percebeu há muito.
O Benfica é o maior clube de Portugal em adeptos. No entanto continuam a fazer de nós o que querem, gato sapato autêntico. Agora até já há festa do Porto no Marquês de Pombal. Quando os nossos tentaram festejar há 3 anos nos aliados foram corridos à paulada.
O Benfica é o maior clube português mas não tem peso nas instituições, é desrespeitado constantemente e tratado como um desgraçado. E depois aparece como um coitadinho. Para mim começa a ser demais.
sábado, 18 de maio de 2013
O campeonato está entregue
As hipóteses do Porto perder pontos em Paços de Ferreira são praticamente nulas.
A "máquina" está em movimento e tudo está arranjado para que de uma maneira ou de outra nada falhe. Há mesmo uma probabilidade alta do resultado ser bastante desnivelado - por exemplo um 4-0. É que o Porto, além de ser superior ao Paços, não deixa nada ao acaso e está a operar em várias frentes, nomeadamente a da intimidação e do terror psicológico. Algo que já aconteceu aliás na passada semana aquando da nossa visita ao dragão: apesar do dispositivo de segurança montado (o maior de sempre), a polícia ainda teve que disparar tiros.
No Porto impera a lei do mais forte. E o mais forte é o Futebol Clube do Porto com a sua "estrutura" e os seus braços armados que ninguém consegue (ou quer) controlar - desde a polícia aos tribunais.
Nesta medida nem sequer é muito justo estarmos a pedir ao Paços de Ferreira para se empenhar muito para evitar o desfecho mais do que previsível. O que têm o Paços e os seus jogadores afinal a ganhar? Nada, pois a sua classificação está já estabelecida. O que têm os jogadores e o clube a perder? Muita coisa! Para já jogadores e treinador arriscam-se a ser alvo de represálias imediatas, mesmo no seu próprio campo. O ambiente à volta do relvado e mesmo na cidade será de grande intimidação. No futuro, através dos seus orgãos de poder manietados na Federação, na Liga, na arbitragem, nos observadores, nos empresários, o Porto far-lhes-ia a vida negra.
Para quê então estarem-se a meter em trabalhos?
Compare-se esta situação com a do jogo entre o Benfica e o Estoril e ficaremos a perceber porque é que é tão difícil ao Benfica ser campeão, ao passo que o Porto é campeão praticamente sem ter que se mexer. Acrescente-se a isto a questão arbitragem e perceberemos que é mesmo quase impossível o Benfica ser campeão. Foi por isso que em dada altura aqui disse que o Benfica praticamente deveria tirar o sentido de ser campeão e dedicar-se apenas às provas europeias.
Dito isto, é bom estarmos devidamente preparados e não termos nenhum tipo de ilusão, para amanhã não voltarmos a ter nova desilusão. Foram já demasiadas nas últimas semanas. Desta vez e ao contrário de quase sempre, digo: eu NÃO acredito.
Pesadelo acaba amanhã
Era uma época de sonho mas tornou-se um pesadelo. Todos andávamos de facto nas nuvens. Com qualidade do nosso futebol, os espectáculos proporcionados, os golos, a dedicação dos nossos jogadores, a sua abnegação e espírito de sacrifício, o apoio entusiástico dos adeptos, a Luz a reviver os seus melhores tempos e afervilhar de emoção. Emoção positiva, sem cânticos ofensivos dedicados a rivais que não estão em campo. Emoção benfiquista, alegria popular.
Quem anda nas nuvens por vezes tem que ser chamado à terra. Mas no nosso caso não foi isso que aconteceu.
Não! - de repente e sem qualquer aviso, sem que tenhamos feito nada que o pudesse causar, o sonho tornou-se num pesadelo, um autêntico filme de terror que estamos a viver há duas semanas. Quando parece que não pode ser pior, eis que novo requinte de malvadez nos é inflingido.
Mas não se preocupem. O pesadelo acaba amanhã. Acabam amanhã as insónias, os maus humores, as frustrações. Felizmente, pois não sei quanto mais tempo aguentaríamos. O pesadelo acaba amanhã - para bem da nossa saúde e das nossas famílias.
Depois fica só a faltar o epílogo.
Quem anda nas nuvens por vezes tem que ser chamado à terra. Mas no nosso caso não foi isso que aconteceu.
Não! - de repente e sem qualquer aviso, sem que tenhamos feito nada que o pudesse causar, o sonho tornou-se num pesadelo, um autêntico filme de terror que estamos a viver há duas semanas. Quando parece que não pode ser pior, eis que novo requinte de malvadez nos é inflingido.
Mas não se preocupem. O pesadelo acaba amanhã. Acabam amanhã as insónias, os maus humores, as frustrações. Felizmente, pois não sei quanto mais tempo aguentaríamos. O pesadelo acaba amanhã - para bem da nossa saúde e das nossas famílias.
Depois fica só a faltar o epílogo.
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