quinta-feira, 6 de junho de 2013

Treinador do Paços no Porto

Paulo Fonseca é o novo treinador do Porto.

Surpresa?

Para mim não.




"A Bola"
 
"Paulo Fonseca é novo treinador dos dragões
Por Paulo Pinto

O ex-treinador do Paços de Ferreira, Paulo Fonseca, foi o escolhido pelo presidente Pinto da Costa para substituir Vítor Pereira.

Paulo Fonseca, de 40 anos, irá assinar por duas temporadas e será apresentado antes de quarta-feira, tal como o presidente do FC Porto tinha anunciado.

O novo treinador, que estará a ultimar detalhes, deverá levar para o Dragão o adjunto Nuno Campos e Pedro Moreira. A restante equipa técnica deverá transitar.

Depois de uma época sensacional no Paços de Ferreira, que conquistou o terceiro lugar, o técnico, que está o quarto nível da UEFA PRO, vai agora dar um importante salto na sua carreira.

O FC Porto irá indemnizar o Paços de Ferreira em cerca de um milhão de euros, que diz respeito à cláusula de rescisão."

Porto fez várias propostas a Jesus

A notícia que vem hoje no "Correio da Manhã" confere em todos os detalhes com informações que obtivemos há já várias semanas.

O Porto fez várias propostas a Jorge Jesus, superando o que treinador auferia (e aufere) no Benfica.

É importante que os adeptos do Benfica tenham consciência disto e que não acreditem na propaganda portista (em relação à qual muita comunicação funciona como caixa de ressonância e amplificação) e no mito da infalibilidade de Pinto da Costa.

Pinto queria mesmo Jesus e usou um empresário chamado Baidek para o alcançar. A pressão colocada em Jesus foi tremenda. Este porém resistiu e preferiu ficar no Benfica.

Porque queria o Porto Jesus?

Porque Jorge Jesus, com os seus defeitos, é o melhor treinador a atuar em Portugal; porque colocaria o Porto a jogar a um nível que não alcança há muitos anos e porque o Benfica provavelmente recuaria ao passado recente, de Quique Flores ou Camacho, voltando a chegar ao fim da primeira volta praticamente sem hipóteses de ser campeão.


No Benfica, JJ tem que lutar contra o sistema, contra a arbitragem que não se cansa de facilitar a vida ao Porto e dificultá-la ao Benfica, contra equipas e treinadores que tudo fazem, lutando à exaustão para fazer o Benfica perder pontos mas contra o Porto jogam a ritmo de passeio, que contra o Benfica só falam de arbitragem mas contra o Porto, por muito escandalosamente que sejam prejudicados, não abrem a boca.


Pinto tem noção de tudo isto e tem noção de que os últimos dois campeonatos só mesmo com muita batota (e muita sorte) foram parar ao dragão. 

Critiquei muito JJ depois da final da Taça de Portugal mas não podemos por um segundo colocar em causa o desejo do treinador do Benfica em conquistar esse troféu, tanto mais conhecendo-se a história familiar que o liga ao Jamor. O que aconteceu não pode portanto de modo nenhum ser atribuído a um desejo (mesmo que subconsciente) de perder o jogo para sair do Benfica (como se disse que aconteceu com Trapattoni na derrota de 2005 com o Setúbal), mas sim ao desgaste de uma época competitivamente fatigante.

A frio, há que reconhecer que dificilmente o Benfica encontraria melhor treinador. Com o respeito que me merece Rui Vitória, parece-me o mesmo muito longe de ter a competência e a capacidade mental necessárias para suportar o nível de pressão de um clube como o Benfica, com jogadores internacionais e reputados, com vastos currículos, para gerir no balneário.

A renovação de JJ pelo Benfica não resolve todos os problemas que mais uma vez nos impediram de ganhar (internos e externos) mas, se bem gerida, pode ser um passo na direcção certa. 

O Benfica só poderia deixar sair Jesus caso tivesse uma alternativa melhor - e essas só existem fora de Portugal e não parecem disponíveis. Além disso, mesmo um grande treinador teria que passar por um período de aprendizagem no frutabol português: em qualquer campeonato é normal perder pontos mas em no nosso frutabol qualquer ponto perdido pode significar quase logo a perda do campeonato. Lembre-se que Koeman (um treinador interessante que chegou longe na Liga dos Campeões) nas primeiras 3 jornadas do campeonato fez 1 ponto...

A indefinição reinante no Porto e a solução que dali vier a emergir pode, por uma vez, dar alguma vantagem ao Benfica. Vitor Pereira, com todos os seus defeitos, sabia o que é o frutabol e soube gerir o seu plantel bem, mantendo um certo modelo de jogo muito enraizado no Porto bem como a mentalidade regionalista. O seu sucessor terá dificuldade em fazer melhor em termos de pontos conquistados e gestão de expectativas. Há também o fim do ciclo Moutinho (e Lucho estará já mesmo no fim de carreira, ao passo que Fernando também começa a perder algum pulmão) que deixará sequelas. 

A última coisa que retiro desta confirmação do falhanço da ofensiva portista a JJ é o reforço da ideia que venho defendendo: o Porto é como uma praga para o Benfica. Está sempre e a todos os níveis tentando desestabilizar-nos e prejudicar-nos. Saibamos usar isso em nosso proveito.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Eis a RTPorto no seu melhor


Comentários para quê?

O discurso da grandeza

O discurso acerca da grandeza do Benfica tem vindo a ser prejudicial aos nossos interesses.


São vários os valores constitutivos da história e da identidade do Benfica. A paixão e dedicação ao clube, o espírito de abnegação, a raça e o nunca desistir, a crença, o saber estar, a lealdade, o desportivismo, o respeito pelos adversários. Tudo isto faz parte da matriz do Benfica.


Mas a grandeza resulta dos resultados que, a par dessa forma de estar e dessa atitude moral, o Benfica obteve ao longo da sua história. Das suas conquistas e das suas vitórias.

Nos últimos anos, o Benfica não tem sido grande senão no número de adeptos - e repetir à exaustão essa discurso da grandeza não nos leva a parte nenhuma.

Porque razão o Benfica é Campeão Europeu de Hóquei?

Na minha perspectiva porque soube reconhecer que, não sendo a equipa mais forte da final four, teria que assumir uma postura humilde e saber jogar as suas armas. Na véspera da final, Luis Sénica disse que o Porto era o favorito. E BEM. Depois ganhou. Seria melhor ter dito que éramos nós os favoritos e depois perder? Para mim não.


A grandeza faz-se de títulos e os títulos conquistam-se usando da melhor forma as armas de que dispomos e fazendo das fraquezas forças.


Neste momento o Benfica tem que se colocar na posição de que não é o maior. Porque não o é de facto. 2 campeonatos em 11 para 9 do clube do Porto mostram-no, apesar de todos sabermos como as arbitragens têm tido um papel decisivo em muitos destes 11 anos.

Em vez de assumir uma postura de "grandeza", de que está "acima" do que se passa nos meandros do futebol e da arbitragem, na minha opinião o Benfica tem que assumir uma postura muito mais combativa. Tem que ter a lucidez e humildade de reconhecer que, bem ou mal (e a nosso ver mal, mas ainda assim esta é a realidade) o Porto é o "crónico" campeão. E, com essa postura combativa e humilde, começar a fazer tudo para quebrar esse domínio.

Há que desmistificar a postura portista de que vencem "contra tudo e todos", ainda agora repetida por dirigentes, técnicos e jogadores no fim do campeonato. Há que sublinhar a todo o momento que o que se passa é o contrário: o Porto tem tudo a seu favor. Não apenas tem a maioria esmagadora dos títulos dos últimos anos como ainda tem a constante protecção dos árbitros e das instâncias disciplinares, boa  imprensa (que nunca coloca questões incómodas ao Porto e está sempre pronta para elogiar a sua estrutura e organização) e até uma atitude passiva de vários adversários.

Na época que agora termina, o Benfica esteve calado em relação a tudo o que se passou, o que foi evidentemente muito prejudicial ao clube. Por exemplo: as declarações constantes do treinador do Porto contra jogadores do Benfica (Maxi, Enzo e Matic), alegando que tinham que ser amarelados; o que foi dito acerca do jogo com o Estoril e que foi INACREDITÁVEL. Não apenas na tentativa de espicaçar os jogadores do Estoril a fazerem o jogo das suas vidas como na tentativa de condicionar o trabalho do árbitro.

Entre outras coisas, foi dito, nas vésperas desse jogo entre Benfica e Estoril, o seguinte:


«Se me perguntasse há duas jornadas, eu diria que tinha legitimidade para ser um título bem discutido até à última jornada.»

«Neste momento, depois das duas últimas jornadas, já não acredito que assim seja. Não acredito que seja possível ao Estoril vencer na Luz. De uma forma ou de outra os três pontos vão lá ficar», 



«Acho impossível que isso (ndr. Estoril pontuar na Luz) aconteça. Podem escrever. Acho impossível.»

«Gostava que este campeonato fosse limpinho limpinho, mas para mim, na minha leitura, é um campeonato que fica manchado. Passa a sujinho, sujinho, sujinho, após o jogo inadmissível há duas jornadas.»



Mais do que mind games (que também são), estas declarações constituem uma forma de pressão e de condicionamento intolerável e que deviam ter merecido uma resposta imediata, expressando um total repúdio e exigindo uma investigação da Liga à possibilidade das mesmas configurarem uma infração dos regulamentos das competições, para além de de forma óbvia (isso não merece sequer discussão) atentarem contra a "honra" a a imparcialidade não apenas dos árbitros mas da competição. Recorda-se que Rui Gomes da Silva foi punido 10 ou 11 meses por esta razão.

Mas é esta atitude do Benfica de estar "acima" destas questões que o leva a silêncios que depois têm consequências altamente lesivas. É esta postura de "grandeza" que o leva a não abordar certos jogos da maneira mais correcta. 


E que leva a decisões erradas. Na realidade o Benfica até reagiu às provocações do Porto. Mas reagiu mal porque foi apresentar vídeos de jogos decorridos semanas ou meses antes quando tinha apenas que denunciar nos termos mais firmes e condenatórios declarações susceptíveis de colocar em causa a verdade desportiva. Até nas torpes insinuações feitas por Pereira a propósito de Jardel (que já desmistifiquei num comentário a outro post) e de Steven Vitória. Mais: as declarações de Vitor Pereira foram proferidas na véspera do jogo do Benfica com o Fenerbahçe, o que por si mesmo é infame e que deveria também ser denunciado e condenado. Ao invés de desejar boa sorte ao Benfica, como equipa portuguesa que estava às portas de uma final, o treinador do Porto viera lançar suspeitas sobre os nossos méritos e ainda desvalorizar o feito que estava à beira de ser realizado.

De uma atitude defensiva, o Benfica passaria a uma atitude de genuína e justificada indignação. Esta postura seria inatacável e defenderia os nossos interesses.


Esta mesma ideia errada de "grandeza" levou a que, nas vésperas do jogo com o Paços de Ferreira, quando aí sim se terão passado coisas estranhas, o Benfica voltasse a estar calado.

Para voltar a ganhar, é para mim evidente que o Benfica tem que desmontar o sistema que está montado e que permite ao Porto vencer quase por inércia. Para isso há que acabar com o discurso da "grandeza" e adoptar uma postura de defesa inteligente mas intransigente dos nossos interesses. É preciso sair da zona de conforto e adoptar uma postura combativa e destemida.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Os milhões e as paixões

Para nós adeptos, só a paixão conta. Não ganhamos um tostão com o futebol, antes pelo contrário: gastamos muito dinheiro a seguir o Benfica.

Já para os profissionais do futebol a história é evidentemente outra. Para aqueles que chegam ao topo (e o topo são o Benfica e o Porto em Portugal, os campeonatos inglês, espanhol, alemão ou italiano, a que se juntam os novos ricos franceses), os ordenados são principescos. Mas podem chegar a níveis quase impensáveis...

É difícil colocar a questão num plano moral, pois aqui aplicam-se as regras de mercado, o qual não tem princípios.

Atentemos nalguns exemplos de casos reais. 

1) o Presidente do Benfica está em vias de contratar um jogador (Falcao). À última da hora, no momento em que deveria assinar, o jogador exige que o salário acordado seja duplicado. Vieira recusa-se e cria-se um impasse. No dia seguinte ou dois dias depois o jogador assina pelo Porto.

2) LFV negoceia um jogador (aconteceu com Danilo, Alex Sandro e Diego Reis, entre outros) e estipula um  valor máximo a dispender. A dada altura (como, é algo que terá que ser investigado internamente) sabe-se que o Benfica está a negociar e Pinto da Costa avança. Cobre a proposta do Benfica e sobe um milhão de euros. A parada vai subindo até LFV atingir o valor estipulado. Não dá mais. Pinto da Costa paga mais um milhão e leva os jogadores.

A mesma coisa acontecera com Mário Jardel durante o consulado de Vilarinho, com valores que não recordo agora.

O futebol é hoje um negócio e num negócio não há paixões nem muitos escrúpulos. 

Percebe-se que as regras de gestão exijam que se estipulem valores e se estabeleçam tectos. Mas nem sequer era esse o meu ponto principal.

O ponto era e é o de mostrar como neste negócio as paixões têm um valor. Para alguns atletas, ele parece ser pequeno, para os adeptos as paixões são tudo.

Quer se goste ou não, há muitos jogadores e treinadores cuja carreira se rege apenas pelo dinheiro. Só assim se explica que Figo pudesse ter trocado o Barcelona pelo arqui-rival Real Madrid. Apenas por dinheiro. Chamar-lhe pesetero é justo neste contexto, ainda para mais conhecendo-se outros episódios pouco edificantes da sua vida desportiva e não só.

Ronaldo não é muito diferente. Quis sair do Manchester onde era adorado pelos adeptos apenas porque foi ganhar muito mais no Real Madrid. E estará já pronto a dar outro "salto", assim lhe paguem mais.

E estamos falando de gente que já ganha milhões...

E o que dizer de Moutinho? Formado no Sporting, praticamente recusou-se a jogar pelo seu clube pois queria mais dinheiro. Agora faz juras de amor ao Porto, apesar de dizer de cresceu benfiquista... E foi jogar para o último dos novos-ricos do futebol mundial, o Mónaco, clube que quase não tem adeptos. 

José Mourinho não é muito diferente. Do Benfica estava pronto para ir para o Sporting (o que abortou devido à indignação dos adeptos sportinguistas), acabou por ir para o Porto, depois quis sair (no meio de uma recambolesca história que mete mensagens de texto com ameaças do "macaco"), do Chelsea exigiu uma indemnização milionária, passou pelo Inter e Real Madrid e volta agora ao Chelsea para receber um ordenado escandalosamente alto.

O futebol é um negócio onde as "juras de amor" valem muito pouco. Sobram os simples, os adeptos que sofrem, seguem a sua equipa, vibram nas alegrias e choram nas derrotas. E sendo um negócio, são porém estas emoções de quem dele nunca recebe quaisquer dividendos materiais que lhe permitem pagar quantias astronómicas aos jogadores e treinadores. 

Disso os atletas nunca se deveriam esquecer. E por isso deveriam ter outro tipo de respeito por quem lhes dá tanto a ganhar.

O que se passou afinal Domingo de Carnaval?

Esta época fica marcada pelo Domingo de Carnaval.

Nesse dia Proença resolveu dar mais um dos seus "recitais", não vendo razão para duas penalidades a favor do Benfica mas vendo para duas expulsões contra.

Se pensarmos que perdemos o campeonato por 1 ponto podemos concluir que com outra arbitragem na Choupana o Benfica poderia ter sido campeão. 

No entanto não foi essa a única coisa que aconteceu nesse dia. Logo pela manhã de Domingo de Carnaval se soube que tinha ocorrido um assalto à Federação Portuguesa de Futebol. 

Alguém entrou e levou os computadores de Fernando Gomes e a sua secretária, numa operação altamente profissional. O Presidente da Federação disse nesse dia, com voz embargada, que o assalto fora feito a mando de alguém que o quererá limitar ou chantangear. São obviamente declarações gravíssimas que em si mesmas deveriam ser investigadas. Por outro lado foram encontradas diversas provas forenses no local e captadas imagens de vídeos.

Soube-se também entretanto que o computador de Vitor Pereira, o da arbitragem, fora também roubado e que poderia inclusivamente ter sido o alvo do assalto.

No entanto até hoje, dia 4 de Junho, nada se passou. Pelo contrário, se alguma coisa aconteceu foi precisamente um regresso ao passado em termos de arbitragem, como se viu na fase final do campeonato em que até tropeções ou simulações 1 metro fora da área deram penalties e expulsões dos adversários.

Provavelmente será mais um caso para "arquivar" e esquecer, até ao dia em que se fará a história de toda a corrupção em que viveu o futebol português. Quando será esse dia não sabemos.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Que lição! QUE LIÇÃO!!

Vitória ENORME do hóquei do Benfica ontem!

O Benfica é Campeão Europeu depois de ter batido o Barcelona (nos penalties) nas meias-finais e o Porto por 6-5 na final, disputada como se sabe no "dragão caixa". No seu percurso até à final o Benfica não teve derrotas, apesar de ter defrontado as melhores equipas europeias.

É uma vitória que merece ser exaltada e estudada!

Finalmente o Benfica está a acordar! 

Foi preciso levarmos muito na cabeça, mas finalmente os nossos dirigentes começam a acordar.

E nesse acordar conseguiram desde logo despertar instâncias nacionais e internacionais para uma realidade que vive fora da lei há já demasiado tempo.

Já o ano passado eu o tinha afirmado, insisti depois do jogo do campeonato à 29ª jornada (em relação ao qual o Benfica - mal - se calou) e este fim de semana confirmou-se plenamente. Os adeptos do Porto comportam-se como selvagens perante a passividade de toda a gente, desde as autoridades (polícia, Ministério da Administração Interna, tribunais) às entidades federativas, que assobiam para o ar e olham para o lado, fingindo que tudo está bem.

Não está!

Não esteve no campeonato nacional de futebol, pois não é normal que as ruas e as imediações do Hotel onde o Benfica ficou em Gaia estivessem cheias de marginais que estavam ali não apenas para insultar e intimidar como para tentar atacar, como matilhas de lobos, os BENFIQUISTAS DO NORTE que corajosamente ali foram apoiar e incentivar a sua equipa. NÃO É NORMAL que durante a noite tenham sido explodidos petardos e perturbada a ordem pública para evitar que os nossos jogadores tivessem o seu repouso. NÃO É NORMAL que tenha sido montado quase um CERCO ao local de estágio da nossa equipa que exigiu O MAIOR POLICIAMENTO JAMAIS REALIZADO PARA UM ENCONTRO DE FUTEBOL EM PORTUGAL. Os adeptos do Benfica do Norte tiveram que, no dia em que o Benfica chegou a Gaia, fugir perante hordas de selvagens que os queriam atacar. A polícia teve que disparar shotguns! E depois diz-se na comunicação social que a chegada do Benfica se deu SEM INCIDENTES!!

Sábado voltaram a registar-se cenas absolutamente lamentáveis, indignas de um Estado de direito, em dois recintos do clube regionalista do Porto. O primeiro no "Olival", onde mais uma vez não souberam perder e desataram à pancada. Estiveram bem os atletas do Benfica em não recuar, em não se deixar intimidar!

O que é isto? Agora temos que levar e calar? MUITO BEM os jovens benfiquistas, em vencer o campeonato sobre o fim do jogo e ao afirmar COM CORAGEM o seu direito a festejar essa conquista!

Mas ainda no sábado outros incidentes se davam noutro recinto, com a complacência (ou mesmo beneplácito) da nossa triste, enfadonha e adormecida comunicação social.

Para além de festejarem os golos do Barcelona como se fossem seus, os adeptos do Porto, os tais que passam a vida agora a dizer que estamos com uma "cabeça" e um melão, afinal ainda tentaram agredir os CORAJOSOS adeptos do Benfica que foram ver o seu clube disputar a "final four" da Liga dos Campeões em Hóquei em Patins, disputada na tal "caixa de dragão". Quem estava afinal com melão? Quem são afinal os arrogantes, os ressabiados? E isto num jogo em que o clube do Porto nem sequer intervinha!

Pois bem, depois desta vergonha, depois dos adeptos do Benfica, volto a sublinhar, gente de uma enorme coragem, terem sido retirados pela pouca polícia presente, o nosso clube assumiu finalmente uma posição de força e disse BASTA!

Basta de demando, de conluio entre polícia e marginais do Porto, basta de agressões impunes, de ambientes anti-desportivos, de intimidação e coação!

Finalmente não íamos ser os bombos da festa. Não jogaríamos a não ser que houvesse condições de segurança MÍNIMAS.

Esta atitude já deveria ter sido assumida no futebol e espero que sirva de exemplo para o futuro!

Depois desta posição, a entidade que gere o Hóquei a nível europeu tomou finalmente uma atitude e pôs o Porto em ordem! Ou havia condições mínimas ou o Porto era suspenso. A própria PSP do Porto finalmente foi também posta na linha!

E assim os nossos atletas entraram no ringue para jogar hóquei!

E fizeram uma exibição À BENFICA. Com muita humildade, muita raça, muito querer e muita crença. Com ÁRBITROS INTERNACIONAIS a coisa também muda de figura: apesar de algum caseirismo (o Porto não "chegou" às 10 faltas ao passo que o Benfica ficou nas 14) a coisa foi relativamente equilibrada. Para o campeonato, os árbitros teriam conseguido tirar algum coelho da cartola para garantir ao Porto mais um jackpot.

Assim foi o que se viu: uma atitude extraordinária dos nossos hoquistas, nunca se desconjuntaram apesar da entrada forte do Potro, sabendo ir atrás do resultado, nunca entraram em pânico, souberam sempre resolver as situações na defesa com tranquilidade e tiveram o mérito de defender com humildade quando foi preciso e ser incisivos e letais no ataque. Uma grande vitória do Benfica e um grande feito do nosso hóquei.

Muito bem esteve desta vez a comunicação do Benfica, ao denunciar não apenas o ambiente de terror vivido no sábado mas também a VERGONHOSA transmissão da RTP, que mais parecia o canal do Porto. Foi clara a surpresa e desalento dos comentadores da TELEVISÃO PÚBLICA aquando do golo que nos deu o título Europeu.

Notável a coragem dos adeptos que estiveram no Porto e que só puderam entrar com a segunda parte do jogo a decorrer, mas bem a tempo de fazer a festa.

UMA LIÇÃO. E QUE LIÇÃO!!