O sistema está podre e, mais cedo ou mais tarde, cairá - mas cabe ao Benfica dar o abanão que o provoque.
Nada se pode aguentar para lá de um certo ponto crítico. Quando o equilíbrio é quebrado, uma estrutura entra em ruptura e colapsa.
O ponto crítico foi o campeonato falsificado da época passada. A ruptura poderá acontecer esta época: com a nota dada a Xistra, depois da inqualificável arbitragem de Coimbra, o sistema expôs-se para além do imaginável, mostrando que árbitros e observadores, com a conivência de Vitor Pereira, fazem parte do mesmo arranjinho.
Depois de formular o meu apelo ao universo da blogosfera e a todos os benfiquistas, para que o nosso clube rompa definitiva e irreversivelmente com o estado de falsificação do futebol português, deixarei com regularidade sugestões.
À boleia da queixa dos árbitros ofendidos deixarei aqui a primeira dessas sugestões. Mas antes uma palavra sobre a honorabilidade dos árbitros. Já o disse antes: grande parte dos árbitros não são sérios nem decentes. Se depois da corrupção provada e conhecida do país inteiro através do escândalo do Apito Dourado só um ou outro sairam e os dirigentes (o tal "Antonino") se mantêm, como se podia esperar que algo mudasse.
Na altura FICOU PROVADO QUE MUITOS ÁRBITROS ERAM CORRUPTOS. E os que não foram corrompidos não deixavam de ser coniventes com uma realidade que não podiam desconhecer. Aliás o próprio Vítor Pereira já admitiu que "tinha que trabalhar com estes". Por isso, esta conversa da ofensa e da honorabilidade posta em causa é uma farsa para atirar areia para os olhos dos ingénuos. Estes senhores deviam ter vergonha. Mas não têm e por isso aqui fica a minha sugestão.
O Presidente do Benfica - e os adeptos e comentadores já agora - devem EXIGIR a Vítor Pereira, o da arbitragem, que explique porque só nomeia para os jogos fora do Benfica os seguintes árbitros: Pedro Proença, João Capela, Olegário Benquerença e Carlos Xistra. E que o desafie a nomeá-los para o Estádio da Luz. Peça, solicite tal nomeação e quando ela não se verificar (porque eles sabem bem até onde podem ir e não têm coragem de fazer na nossa casa o que fazem fora), EXIJA uma explicação, Presidente LFV. Porque é que isto é assim? Porque nos aparecem estes árbitros sempre em jogos fora, onde potencialmente se antecipa que podemos perder pontos?
E aos sócios e adeptos do Benfica faço um apelo: se alguma vez um destes árbitros voltar a pisar o relvado da Luz (algo que considero de uma improbabilidade extrema, mas ainda assim) que não esqueçam o que eles nos fizeram e que, de forma ordeira e civilizada, exprimam toda a justa revolta.
Mostrar mensagens com a etiqueta observadores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta observadores. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 16 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Eleições disputadas - questão dos direitos televisivos.
É muito positivo o facto do juíz Rui Rangel se estar a preparar para apresentar uma lista alternativa à de Luis Filipe Vieira.
Assente a poeira e acalmados os ânimos depois dos excessos, alguns dos quais inadmissíveis, da última Assembleia Geral, a apresentação desta lista permitirá um debate e troca de ideias entre os benfiquistas e servirá para fomentar maior exigência por parte de todos na defesa do Benfica.
Acresce que ambos os candidatos estão a tentar atrair para as respetivas listas figuras conceituadas, tendo sido referido os nomes de José Eduardo Moniz, para número 2 e Presidente da SAD na lista de Vieira, e de Bagão Felix, Manuel Boto e Camilo Lourenço na lista de Rangel. Confesso que tenho algumas dúvidas que pelo menos alguns destes nomes venham realmente a integrar as listas, mas só facto de serem chamados à vida do Benfica neste momento importante da sua existência, é em si mesmo positivo.
Acima de tudo, é importante que ambos os projectos dêm garantias de estabilidade e de um rumo para o Benfica, o que parece acontecer. Por muitas críticas que se façam a Luis Filipe Vieira - e eu fiz bastantes ao longo do tempo - ninguém deixará de reconhecer que o Benfica tem hoje uma estabilidade que não pode ser comparada com os tempos (não tão longínquos e dramáticos) de irresponsabilidade e semi-caos em que a própria existência do clube tal como o conhecemos chegou a estar ameaçada. Que voltou a vencer no futebol (embora ainda aquém do esperado e do necessário) e que nas modalidades começa a ser novamente o Benfica que todos conhecemos. O Benfica tem para além disso hoje uma marca muito valiosa, um estádio de topo e um canal de TV.
Por outro lado, nomes como os de Bagão Felix, Manuel Boto e até Tavares, que conhecem bem o Benfica e já deram múltiplas provas da sua competência e capacidade de gestão, são também garantias de que o que foi construído não seria deitado borda fora.
Estão portanto reunidas as condições para um debate sério, para olhar para os problemas e desafios que se apresentam para o futuro com diferentes caminhos e propostas de solução entre as quais os benfiquistas poderão serenamente escolher as que lhes derem mais garantias.
Entre as várias questões, as mais importantes são a da sustentatibilidade financeira (mantendo a competitividade desportiva) num contexto global de crise e escassez financeira que afecta toda a Europa e a questão dos direitos televisivos.
Em relação a esta questão, é preciso compreender que a Olivedesportos é uma peça muito importante do sistema que o Benfica tem que combater e erradicar para que a competição volte a ser limpa em Portugal.
Ao longo de décadas, a Olivedesportos criou uma teia de interesses e compadrios em Portugal, beneficiando de uma posição de monopólio, que permitiou ao Porto ser o clube dominante em termos de poder nas estruturas dirigentes e manter uma liquidez financeira superior ao Benfica, quando nós somos o clube com maior capacidade geradora de receita.
Ou seja, a Olivedesportos, pelo que faz e pelo que (num país pequeno em que muitos se sentem inclinados a bajular o poder) insinua, desequilibrou artificalmente a competição em Portugal. Porque é dela que tem vindo o dinheiro que permite a muitos clubes manterem-se à tona de água. Porque as próprias estruturas dirigentes do futebol sabem que são dela dependentes. Porque uma parte do próprio poder político tem sido mantido sob a sua dependência. São jogos de favores, são trocas de influências que se reflectem mais que não sejam no subconsciente dos agentes desportivos (para já não falar dos mal formados, que conscientemente alteram e adulteram a verdade das competições).
A Olivedesportos tem dominado as federações e as ligas, sendo um dos principais instrumentos do sistema. Tem, em termos de puro mercado, injectado no Porto mais dinheiro do que deveria e menos no Benfica. E tem igualmente, através da questão das imagens televisivas, condicionado as arbitragens e as classificações dos árbitros. Sendo que estes dependem de boas classificações para terem carreiras bem remuneradas, tudo fica desvirtuado. As arbitragens de Pedro Proença, recompensadas com finais ao mais alto nível e homenagens que chegam ao caricato, ou de Jorge de Sousa são o resultado deste sistema iníquo. Acredito que hoje já não exista "fruta para dormir", "café com leite", "quinhentinhos" ou viagens ao Brasil, mas existem classificações como árbitros internacionais, arbitragens de jogos da Champions League e finais de grandes competições.
Por tudo isto, a questão dos direitos televisivos é, para mim, a par da questão da sustentabilidade financeira do Benfica, a mais importante destas eleições. Esperemos que ela seja discutida convenientemente no pouco tempo disponível de campanha eleitoral. Cabe ao benfiquistas mantê-la na agenda.
Assente a poeira e acalmados os ânimos depois dos excessos, alguns dos quais inadmissíveis, da última Assembleia Geral, a apresentação desta lista permitirá um debate e troca de ideias entre os benfiquistas e servirá para fomentar maior exigência por parte de todos na defesa do Benfica.
Acresce que ambos os candidatos estão a tentar atrair para as respetivas listas figuras conceituadas, tendo sido referido os nomes de José Eduardo Moniz, para número 2 e Presidente da SAD na lista de Vieira, e de Bagão Felix, Manuel Boto e Camilo Lourenço na lista de Rangel. Confesso que tenho algumas dúvidas que pelo menos alguns destes nomes venham realmente a integrar as listas, mas só facto de serem chamados à vida do Benfica neste momento importante da sua existência, é em si mesmo positivo.
Acima de tudo, é importante que ambos os projectos dêm garantias de estabilidade e de um rumo para o Benfica, o que parece acontecer. Por muitas críticas que se façam a Luis Filipe Vieira - e eu fiz bastantes ao longo do tempo - ninguém deixará de reconhecer que o Benfica tem hoje uma estabilidade que não pode ser comparada com os tempos (não tão longínquos e dramáticos) de irresponsabilidade e semi-caos em que a própria existência do clube tal como o conhecemos chegou a estar ameaçada. Que voltou a vencer no futebol (embora ainda aquém do esperado e do necessário) e que nas modalidades começa a ser novamente o Benfica que todos conhecemos. O Benfica tem para além disso hoje uma marca muito valiosa, um estádio de topo e um canal de TV.
Por outro lado, nomes como os de Bagão Felix, Manuel Boto e até Tavares, que conhecem bem o Benfica e já deram múltiplas provas da sua competência e capacidade de gestão, são também garantias de que o que foi construído não seria deitado borda fora.
Estão portanto reunidas as condições para um debate sério, para olhar para os problemas e desafios que se apresentam para o futuro com diferentes caminhos e propostas de solução entre as quais os benfiquistas poderão serenamente escolher as que lhes derem mais garantias.
Entre as várias questões, as mais importantes são a da sustentatibilidade financeira (mantendo a competitividade desportiva) num contexto global de crise e escassez financeira que afecta toda a Europa e a questão dos direitos televisivos.
Em relação a esta questão, é preciso compreender que a Olivedesportos é uma peça muito importante do sistema que o Benfica tem que combater e erradicar para que a competição volte a ser limpa em Portugal.
Ao longo de décadas, a Olivedesportos criou uma teia de interesses e compadrios em Portugal, beneficiando de uma posição de monopólio, que permitiou ao Porto ser o clube dominante em termos de poder nas estruturas dirigentes e manter uma liquidez financeira superior ao Benfica, quando nós somos o clube com maior capacidade geradora de receita.
Ou seja, a Olivedesportos, pelo que faz e pelo que (num país pequeno em que muitos se sentem inclinados a bajular o poder) insinua, desequilibrou artificalmente a competição em Portugal. Porque é dela que tem vindo o dinheiro que permite a muitos clubes manterem-se à tona de água. Porque as próprias estruturas dirigentes do futebol sabem que são dela dependentes. Porque uma parte do próprio poder político tem sido mantido sob a sua dependência. São jogos de favores, são trocas de influências que se reflectem mais que não sejam no subconsciente dos agentes desportivos (para já não falar dos mal formados, que conscientemente alteram e adulteram a verdade das competições).
A Olivedesportos tem dominado as federações e as ligas, sendo um dos principais instrumentos do sistema. Tem, em termos de puro mercado, injectado no Porto mais dinheiro do que deveria e menos no Benfica. E tem igualmente, através da questão das imagens televisivas, condicionado as arbitragens e as classificações dos árbitros. Sendo que estes dependem de boas classificações para terem carreiras bem remuneradas, tudo fica desvirtuado. As arbitragens de Pedro Proença, recompensadas com finais ao mais alto nível e homenagens que chegam ao caricato, ou de Jorge de Sousa são o resultado deste sistema iníquo. Acredito que hoje já não exista "fruta para dormir", "café com leite", "quinhentinhos" ou viagens ao Brasil, mas existem classificações como árbitros internacionais, arbitragens de jogos da Champions League e finais de grandes competições.
Por tudo isto, a questão dos direitos televisivos é, para mim, a par da questão da sustentabilidade financeira do Benfica, a mais importante destas eleições. Esperemos que ela seja discutida convenientemente no pouco tempo disponível de campanha eleitoral. Cabe ao benfiquistas mantê-la na agenda.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
O que é o "sistema" - Parte II
Descrevi no anterior post o que é o sistema na sua face mais visível: o poder do futebol, que, através da posição consolidada durante 30 anos de Pinto da Costa, do Presidente da Federação, Fernando Gomes, ex-Administrador da Porto SAD e de Joaquim Oliveira, patrão da Controlinveste, está totalmente desequilibrado em favor do Porto. Da influência de Joaquim Oliveira convém ainda aqui reiterar que, através do seu controlo da TSF, JN, DN, "O Jogo" e Sporttv, ele se exerce de forma tripla:
- quer influenciando os clubes e impondo os nomes daqueles que lhe são próximos para cargos dirigentes;
- quer através da opinião que vai modelando no público do futebol, através da cobertura tendenciosa e pró-porto que os seus órgãos de comunicação social promovem (sobretudo o seu "Tribunal" d' "O Jogo" mas também as análises de Freitas Lobo que "não fala de arbitragens" e até, em muitos casos, os relatos da TSF, para não falar do caso caricato do JN);
- quer ainda através da criteriosa selecção dos lances de "dúvida" que a Sporttv faz e que são utilizadas pela Comissão de Análise da Liga para avaliar os árbitros.
Em Portugal existem 25 árbitros de primeira categoria e 9 internacionais.
Só os árbitros de primeira categoria podem apitar jogos profissionais. Só os internacionais podem apitar jogos organizados pela UEFA e a FIFA.
Para perceber a importância disto, há que entender que , ao contrário do que se pode pensar, a arbitragem é bem paga:
Para perceber a importância disto, há que entender que , ao contrário do que se pode pensar, a arbitragem é bem paga:
1.272 euros por cada jogo na I Liga, 890 na Honra, a que acrescem 118 euros se o jogo for durante a semana e 400 euros mensais de "subsídio de treino". Ou seja, um árbitro pode facturar uma média de 3.700 euros mensais (brutos). Isto fora jogos europeus. Para um trabalho em part-time, não está mal.
Mas, para alcançar tal estatuto, o árbitro precisa de uma coisa: boas avaliações. Isto mesmo nos dizem os regulamentos da Liga:
"Ao atingir o 3ª escalão nacional, o árbitro passa a ser promovido em função do relatório dos observadores. Na 2ª categoria a passagem para o escalão mais elevado requer, além de relatórios positivos dos observadores, a realização de testes físicos e escritos."
Chegamos então a estas personagens centrais do nosso futebol, aqueles a quem os destinos das competições estão em última análise confiados: os misteriosos observadores.
Com efeito, é com base nas avaliações feitas por eles que é elaborada a classificação dos árbitros. No final de cada jogo, o observador faz um relatório, onde assinala os "casos" e atribui uma nota à arbitragem.
E é aqui que está o busilis da questão.
Chegamos então a estas personagens centrais do nosso futebol, aqueles a quem os destinos das competições estão em última análise confiados: os misteriosos observadores.
Com efeito, é com base nas avaliações feitas por eles que é elaborada a classificação dos árbitros. No final de cada jogo, o observador faz um relatório, onde assinala os "casos" e atribui uma nota à arbitragem.
E é aqui que está o busilis da questão.
Os árbitros portugueses não estão preocupado em realizar boas arbitragens, em ser imparciais e justos. OS ÁRBITROS PORTUGUESES, SE QUISEREM TER BOAS CARREIRAS, TÊM ANTES DE MAIS NADA DE AGRADAR AOS OBSERVADORES.
E quem nomeia e controla os observadores? Nominalmente é o Conselho de Arbitragem, que por sua vez depende de Fernando Gomes... Mas, como se isto não bastasse, há ainda que referir que a Comissão de Análise (órgão do Conselho de Arbitragem que pode rever o rigor dos relatórios dos observadores) se baseia ... nas imagens das televisões, SPORTTV sobretudo. A qual é controlada por... Joaquim Oliveira.
Todos sabem onde está o poder e todos compreendem qual o seu lugar neste sistema. Há eminências pardas a quem ninguém quer desagradar. Para que o haveriam aliás de fazer? Para verem as suas carreiras conhecerem um final antecipado?
Mas há ainda outros aspectos do secreto mundo dos observadores que devem ser denunciados.
Vejamos. Existem 30 observadores da primeira categoria. Porém, não deixa de ser curioso que, desses 30, apenas um seja de Lisboa.
E quem nomeia e controla os observadores? Nominalmente é o Conselho de Arbitragem, que por sua vez depende de Fernando Gomes... Mas, como se isto não bastasse, há ainda que referir que a Comissão de Análise (órgão do Conselho de Arbitragem que pode rever o rigor dos relatórios dos observadores) se baseia ... nas imagens das televisões, SPORTTV sobretudo. A qual é controlada por... Joaquim Oliveira.
Todos sabem onde está o poder e todos compreendem qual o seu lugar neste sistema. Há eminências pardas a quem ninguém quer desagradar. Para que o haveriam aliás de fazer? Para verem as suas carreiras conhecerem um final antecipado?
Mas há ainda outros aspectos do secreto mundo dos observadores que devem ser denunciados.
Vejamos. Existem 30 observadores da primeira categoria. Porém, não deixa de ser curioso que, desses 30, apenas um seja de Lisboa.
Já do Porto existem 3, assim como de Braga. Também de Leiria (onde, como sabemos, há uma paixão enorme pelo futebol, conseguindo o clube local assistências de 300 e 500 pessoas por jogo...) são oriundos 3 observadores. Um pouco mais a norte, em Coimbra, o número passa para 6. Será impressão minha ou há aqui algo que não bate certo?
Havendo várias explicações possíveis para isto - não especularei sobre as razões - o que salta à evidência é que mais uma vez, no capítulo chave dos observadores o poder inclina-se para o Norte.
Mas mais importante ainda do que a Associação de onde são oriundos é, a meu ver, a questão dos relatórios continuarem a ser confidenciais. Porquê? A quem aproveita essa falta de transparência?
No entanto, os regulamentos são absolutamente claros sobre este ponto (artigo 19º da Arbitragem):
"1. Os relatórios dos observadores serão dados a conhecer aos respectivos árbitros e árbitros assistentes no prazo máximo de cinco dias úteis após a realização do jogo, obrigando-se os mesmos a guardar confidencialidade.
2. Os relatórios dos observadores serão, igualmente, dados a conhecer aos Clubes, a pedido destes e com referência aos jogos em que tenham participado, no prazo máximo de cinco dias úteis após a realização dos jogos a que disserem respeito, obrigando-se os mesmos a guardar a inerente confidencialidade."
Curiosamente, quando o Sporting ou o Porto são alegadamente prejudicados pelas arbitragens, à segunda-feira já todos sabemos que os árbitros em causa tiveram avaliações negativas, às vezes as piores da época. Já quando, semana após semana, o Benfica é autenticamente espoliado de pontos, nada se sabe.
Isto, meus amigos, é o sistema. Considero que o meu trabalho, está, sobre esta temática e pelo momento, concluído. Gostava que o meu clube estivesse atento a estas situações e fizesse também o seu. Por exemplo: quantas vezes foram solicitados os relatórios dos observadores? Talvez se o Benfica estivesse mais activo nestas matérias, os seus adeptos tivessem menos desgostos.
Dar entrevistas na praça pública é importante e pode ter algum efeito, mas se não se mexer nestes meandros nada se conseguirá. O Benfica tem que iniciar uma luta sem descanso pela transparência no futebol português. É preciso que pessoas como Proença, Olegário, Soares Dias e outros não voltem a apitar, sobretudo jogos do Benfica. E que os que os substituirem não tragam a mesma atitude, a mesma vontade de agradar a quem manda, a custo dos nossos resultados e dos nossos sucessos desportivos.
Os observadores têm que ser nomeados de forma isenta, às claras e os seus relatórios têm que ser tornados públicos! O mesmo tem que suceder com as regras para as transmissões televisivas.
É preciso transparência, coerência e equidade no futebol. É tempo de o EXIGIR.
Havendo várias explicações possíveis para isto - não especularei sobre as razões - o que salta à evidência é que mais uma vez, no capítulo chave dos observadores o poder inclina-se para o Norte.
Mas mais importante ainda do que a Associação de onde são oriundos é, a meu ver, a questão dos relatórios continuarem a ser confidenciais. Porquê? A quem aproveita essa falta de transparência?
No entanto, os regulamentos são absolutamente claros sobre este ponto (artigo 19º da Arbitragem):
"1. Os relatórios dos observadores serão dados a conhecer aos respectivos árbitros e árbitros assistentes no prazo máximo de cinco dias úteis após a realização do jogo, obrigando-se os mesmos a guardar confidencialidade.
2. Os relatórios dos observadores serão, igualmente, dados a conhecer aos Clubes, a pedido destes e com referência aos jogos em que tenham participado, no prazo máximo de cinco dias úteis após a realização dos jogos a que disserem respeito, obrigando-se os mesmos a guardar a inerente confidencialidade."
Curiosamente, quando o Sporting ou o Porto são alegadamente prejudicados pelas arbitragens, à segunda-feira já todos sabemos que os árbitros em causa tiveram avaliações negativas, às vezes as piores da época. Já quando, semana após semana, o Benfica é autenticamente espoliado de pontos, nada se sabe.
Isto, meus amigos, é o sistema. Considero que o meu trabalho, está, sobre esta temática e pelo momento, concluído. Gostava que o meu clube estivesse atento a estas situações e fizesse também o seu. Por exemplo: quantas vezes foram solicitados os relatórios dos observadores? Talvez se o Benfica estivesse mais activo nestas matérias, os seus adeptos tivessem menos desgostos.
Dar entrevistas na praça pública é importante e pode ter algum efeito, mas se não se mexer nestes meandros nada se conseguirá. O Benfica tem que iniciar uma luta sem descanso pela transparência no futebol português. É preciso que pessoas como Proença, Olegário, Soares Dias e outros não voltem a apitar, sobretudo jogos do Benfica. E que os que os substituirem não tragam a mesma atitude, a mesma vontade de agradar a quem manda, a custo dos nossos resultados e dos nossos sucessos desportivos.
Os observadores têm que ser nomeados de forma isenta, às claras e os seus relatórios têm que ser tornados públicos! O mesmo tem que suceder com as regras para as transmissões televisivas.
É preciso transparência, coerência e equidade no futebol. É tempo de o EXIGIR.
Subscrever:
Mensagens (Atom)