segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Os pobres, os fracos, os burros e os vendidos

Há uma diferença muito grande entre estes diferentes tipos.
Se é verdade que o Evangelho ensina que os pobres de espírito, isto é os que fazem da pobreza e do despojamento uma forma de vida espiritual, herdarão o Reino dos Céus, não o é menos que, no mesmo Sermão da Montanha, é dito que felizes são os que têm fome e sede justiça, porque serão saciados.

Já os que se saciam na injustiça e na corrupção, não é difícil perceber o que terão como prémio.

Há uma figura em Portugal que se delicia em fazer da prepotência, da vaidade, da arrogância e da arbitrariedade a sua forma de estar na vida. Tem sido tão bem sucedido, que já o apelidaram de melhor do mundo. Há anos que esta figura velhaca, sob a falsa capa de um alegado benfiquismo, vai desavergonhadamente e à vista de todos beneficiando de forma evidente um clube comprovadamente corrupto, violento, batoteiro, mafioso. Esta figura vaidosa, já chamada por um benfiquista que não tem medo de dizer as coisas como elas são de azeiteiro-da-cabeça-d'unto, é o vendido. Vendeu-se por honrarias e teve a sua recompensa: foi nomeado para arbitrar no mesmo ano as finais da Champions e do Campeonato da Europa (coisa em si mesma singular) e agora foi coroado como o melhor do mundo.

Depois há aqueles que dizem que Cardozo foi bem expulso. Ah sim? E dizem-se benfiquistas? Bem expulso porquê? Por andar á volta de um jogador do Nacional que escondia a bola, retardando o andamento do jogo, até este se atirar para o chão? Cardozo pôs-se a jeito? A jeito de quê? De tentar jogar rápido e procurar ganhar o jogo? E nós criticamos isto? Cardozo deu ostensivamente algum murro ou pontapé no adversário? Ou tentou apenas recuperar a bola? Quantas cenas há todas as semanas parecidas ou piores, que resultam em nada ou no máximo em amarelo? Onde está a agressão que ao fim de várias repetições ainda não vi? Quem concorda com o vermelho merece o Proença que tem. O Proença que faz o que lhe apetece e com a sua brilhantina e postura direitinha parece sempre seguro da máxima arbitrariedade das suas decisões. Os que "defendem" ou "compreendem" a expulsão fazem o jogo dos nossos adversários. Os nossos adversários mesmo quando James dá um murro a um adversário dizem que isso não é motivo para vermelho, porque um vermelho "só pode ser dado por algo de muito grave". E isso nem são adeptos assumidos, são comentadores supostamente isentos. Os benfiquistas que, em vez de defenderem à exaustão os seus, num contexto de grande adversidade e contra adversários que não olham a meios para ganhar, justificam a decisão de Proença, são os burros.

Depois há os fracos. Os fracos são os que reconhecem o estado de coisas mas que nada fazem para o alterar, ou se limitam a choramingar serem injustiçados. Que o adepto seja um fraco pela posição de falta de poder que lhe é inerente, é algo que não pode ser criticado. É uma fraqueza que resulta da condição de simples adepto. Mais não é possível fazer, senão assobiar no Estádio ou, no caso de alguns mais inconscientes ou violentos, dar uma cabeçada num centro comercial.

Por falar nisso, eu vou contar o que se passou, pois muito se fala nisso sem que se saiba o que realmente aconteceu.

O que aconteceu, que sei de fonte segura, é que o dito adepto dirigiu uns impropérios a Proença. Este, cheio de si mesmo (como se viu agora em Setúbal quando chamou enermúmenos aos adeptos da equipa da casa, depois de mais uma das suas miseráveis e larápias actuações, exigindo da polícia que pusesse termo às manifestações de desagrado daqueles simplórios à sua fina pessoa), avançou para o adepto, encostando a sua cabeça à do outro para o intimidar. Este não foi de modas e aplicou-lhe uma cabeçada. Foi assim.

Mas então se os adeptos não são propriamente os fracos, quem são os fracos? Os fracos são os que deixam os seus (seus seguidores, seus atletas, suas tropas em sentido lato) desprotegidos perante os "grandes" seus iguais por estatuto. Os que não dão a cara e não assumem a frente do combate, mandando peões à frente. Depois, quando se perde, os fracos fazem que a derrota não foi sua, mas dos que não souberam combater na linha da frente.

Dou até amanhã para ver uma acção firme e decidida por parte de quem está à frente do Benfica.

Benfica continua calado

Já passou a noite de ontem, já passou a manhã de hoje e continuo à espera de uma acção firme por parte dos responsáveis do Benfica. Como ontem disse, caso ela não aconteça - como começa a parecer - pura e simplesmente acabo este blog e revejo todo o meu envolvimento com o Benfica, presenças no Estádio incluídas. Eu não me sinto bem em ambientes conspurcados e se a direção do Benfica nada fizer torna-se cúmplice de um futebol totalmente falso, um autêntico pântano onde só os répteis e as criaturas inferiores se sentem em casa.
Não duvido de que Rui Gomes da Silva, que tem cargos dirigentes no Benfica, vá ter um discurso agressivo esta noite na SIC, mas isso não chega. Isso é foclore, é quase comédia. Fala-se, alguns maduros ouvem mas tudo fica na mesma. Já disse no passado, este sistema não cai a bem e pelos vistos também não cai de podre. Só mesmo à bruta. Se nada se passar de relevante até amanhã, o blog encerrará.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mais uma vergonha no futebol português

Não vou recapitular tudo o que já se passou - sempre em prejuízo do Benfica e benefício do Porto - até à presente jornada carnavalesca. Não vale a pena e se alguém estiver interessado é pesquisar aqui no blog por Xistras e afins.
Vou só falar desta jornada.

1. O melhor do mundo volta à Choupana.

O que aconteceu foi o expectável. Duas expulsões de jogadores nossos, sem que nada tivessem feito para o justificar. No lance de Cardozo, já ouvi dizer que terá tocado no pé do jogador do Nacional. Eu não vi. Se fôr verdade, deveria ter levado (no máximo) um amarelo. Mas se as coisas são assim, se existe um tal rigor, então podemo-nos queixar de dois penalties. Dois penalties não é coisa pouca. Mas há ainda a expulsão de Matic. Uma autêntica vergonha, num lance em que o nosso jogador nem se mexe, encomendada umas semanas antes por um selvagem, ao mesmo tempo que não se inibe de elogiar o melhor do mundo, aliás tal como os seus jogadores. Tanta porcaria... Envergonha-me um País (que amo por tudo o que foi capaz de fazer na sua História) em que ninguém se indigna com isto. Ao que chegámos.

2. No dragon rouba-se à descarada.

Uma carga clara sobre o guarda-redes não dá falta mas sim golo do clube do Porto.
Uma entrada assassina do Air Jordan do dragon só dá amarelo.
Um lance em que Otamendi de facto tem a entrada que Proença queria que Matic tivesse tido para justificar a sua expulsão dá amarelo ao jogador do clube do Porto.
Um lance igual ao que aconteceu na área do Nacional na Choupana dá penalty para o clube do Porto.
Mas... surpresa... a Justiça chega de cima e Jackson falha. Surpresa ainda maior, o modesto Olhanense empata mesmo o jogo. Há limites para tudo, limites para o roubo e a desvergonha, ainda que os agentes sujos do nosso futebol os desconheçam.
Depois há 5 minutos de desconto, os mesmos que na Choupana, onde há a cena escandalosa da expulsão de Cardozo e tudo o mais que se seguiu, para além da lesão do guarda-redes nacionalista.

Isto é uma VERGONHA. Passa-se à frente de milhões. E depois os Freitas Lobos e outros branqueadores vêm explicar como o Porto é tão bom.

Benfiquistas o que mais será preciso para agirmos? Será preciso Pinto Costa entrar em campo antes dos nossos jogos para dar dinheiro ao árbitro? Já AP Vasconcelos dizia há dias, antevendo o que vinha a caminho: "assim se perdem campeonatos". Vão ao blog Master Groove e leiam.

Eu só pergunto, quanto tempo mais permitiremos isto?

Um miserável lacaio do sistema

esteve hoje na Choupana.
Só a sua presença em campo foi uma afronta para o Benfica.
Mas se isso por si só não bastasse, o dito ainda expulsou dois jogadores do Benfica sem qualquer razão. Mas isso é normal nas arbitragens do energúmeno.
Os palhaços devem estar no circo, não a apitar. Nem sequer no Carnaval.
Isto tem alguma coisa a ver com o computador do Fernando Gomes?