terça-feira, 10 de julho de 2012

(Ainda) Proença

Pedro Proença, o árbitro, continua a dar que falar, agora pelo que disse em relação ao Benfica.
Em primeiro lugar, não posso deixar de manifestar estranheza por um mesmo árbitro ser, no mesmo, ano, o escolhido pela UEFA para apitar a final da Liga dos Campeões e a final do Europeu. Seria sempre estranho, qualquer que fosse o nome escolhido. Sendo Proença a coisa assume outras proporções.
Dito isto, nada me move contra Proença. É um facto que ele vem prejudicando o Benfica de forma constante e com consequências desportivas gravosas. Mas não é por isso que lhe desejo mal. Desejo apenas que não volte a apitar o Benfica, porque de facto não tem condições para tal. Além disso, não é o meu tipo de árbitro: todo ele é estilo e pouca substância, não raro falhando nas principais decisões por - creio - se ter em tão alta conta.
Ao regressar do Europeu, Proença falou de alto. O que é estranho.
Proença teve sorte pois o resultado final de 4-0 da final fez com que a sua decisão de não marcar penalty na mão clara de um jogador italiano na sua área não tivesse sido criticada pelos espanhóis. Ora considerando que Proença marcou um penalty sobre Emerson num lance muitíssimo menos aparatoso, em que (ao contrário do jogo da final do Euro) o jogador do Benfica tinha o braço junto ao corpo, não esboçou qualquer movimento do mesmo e a bola não ia para a baliza, tendo-se tratado de um cruzamento sem qualquer perigo, Proença deveria ter humildade e sobretudo não aludir de forma nenhuma ao Benfica. Tendo-o feito, ainda por cima a despropósito, para se vangloriar e fazendo reparos absolutamente inaceitáveis num árbitro, em relação à gestão e resultados do Benfica (nos quais tem a sua dose de responsabilidade por decisões que sistematicamente nos prejudicam), Proença demonstrou, se quaisquer dúvidas existissem, que não tem condições para arbitrar o nosso clube. Mostrou, para além disso, quão vaidoso e egocêntrico é, ao colocar-se em bicos de pés, permitindo-se criticar Governo, Benfica e todos aqueles que não se lançaram aos seus pés à chegada ao aeroporto, como se tivesse feito algo de extraordinário, de suprahumano.
Proença teve o seu momento e ainda bem para ele e de alguma forma para a arbitragem nacional. Talvez esse pudesse ter representado um novo começo para a arbitragem nacional: os seus agentes verificarem que são capazes de ser honestos e imparciais e que isso é bonito e é apreciado por todos os intervenientes no jogo. Ou Proença tem dúvidas de que se tivesse feito arbitragens como em Portugal marcando penalties à "Lisandro", à "Emerson" ou expulsando jogadores arbitrariamente como aqui faz, teria sido criticado por todo o mundo do futebol? Qual então o seu espanto pelos seus "erros" (quando se "erra" sempre para o mesmo lado ou se é zarolho ou não se é sério) serem criticados em Portugal? Em vez de fazer um auto-exame, Proença optou por usar o seu "crédito" para atacar o Benfica. A sua parcialidade ficou patente.

Uma nota final para os seus assistentes. Ao contrário de Proença não acertaram apenas nas decisões fáceis. Pelo contrário tomaram decisões difíceis e corajosas - e em todas elas estiveram certos. Para eles os meus parabéns.