sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sportinguistas vão poder ir ao "dragão"

"Detentores das game box de Alvalade vão poder assistir a todos os jogos no dragão.

Godinho Lopes e a SAD portista firmaram um acordo que garantirá aos adeptos do Sporting o direito de entrarem gratuitamente no estádio do dragão para poderem rever os ídolos que se tinham habituado a ver evoluir no tapete verde-acastanhado e musguento de Alvalade. O acordo
também dará aos sportinguistas a possibilidade de optarem por uma espécie de dupla nacionalidade, ou seja, podem continuar a afirmar no emprego que são do Sporting, mas com novas amizades podem já dizer que são do Porto desde pequeninos, que odeiam o Calabote e que querem ver Lisboa a arder. Recorde-se que, em termos de dimensões, a fuga de talentos de Alvalade para a Invicta só tem comparação com a ponte aérea criada entre Luanda e Liboa, em 1975, e o êxodo de apoiantes de Seguro para as hostes de António Costa, na passada terça-feira. FB".

Retirado do "Inimigo Público", suplemento humorístico semanal.

O calendário do título - análise e comentários

No post anterior listei todos os jogos do Benfica e do Porto até ao fim do campeonato.

Este calendário dá-nos uma ideia do que nos espera e permite-nos alguma reflexão, que passaremos a fazer.

Note-se porém que há ainda que acrescentar os jogos europeus (que serão mais ou menos em função do apuramento ou não das duas equipas para as fases seguintes das competições) com o que isso implica em termos de recuperação física e gestão dos plantéis.

Sempre que possível faremos a referência a esses jogos, para termos um quadro ainda mais completo da presente época.

Os primeiros factos a salientar são os seguintes:

1) O Benfica joga mais vezes em casa e o Porto mais vezes fora.

Benfica - 8 jogos em casa, 6 fora.
Porto - 6 jogos em casa, 8 fora.

2) O Benfica acaba o campeonato em casa, o Porto fora.

Benfica - termina o campeonato em casa, contra o adversário teoricamente mais fraco.
Porto - termina o campeonato fora, contra a actual equipa sensação da prova.


3) O Benfica jogará dois jogos seguidos em casa, jornadas 19 e 20 e o Porto dois jogos seguidos fora, jornadas 23 e 24.

4) O Porto tem teoricamente mais jogos difíceis.

Benfica - joga com dois grandes, um casa, outro fora.
Porto - joga com 3 grandes, dois em casa, um fora.

5) O Porto tem a vantagem de receber o Benfica a uma jornada do fim, o Benfica tem a desvantagem inversa.

6) Porto tem vantagem em ter um menor número de jogos até ao fim da época.

Benfica - está neste momento em todas as provas (3 nacionais mais Liga Europa).
Porto - já só está no campeonato (em princípio será desclassificado da Taça da Liga) e na Liga dos Campeões.

Caso tal desclassificação se confirme, o Benfica jogará no mínimo mais dois jogos nas competições nacionais (2ª mão das meias-finais da Taça de Portugal e meia-final da Taça da Liga em Braga) e no máximo mais 4 (aqueles jogos mais as finais das competições).

7) Salvo alguma quebra pronunciada ou deslizes inesperados de alguma das equipas, cenários seguramente possíveis mas nesta altura não muito prováveis, o jogo no estádio das antas será decisivo - a vitória de uma das equipas pode significar o título.

Listados os factos, vamos à análise.

Em primeiro lugar, em relação às competições europeias, o Benfica defronta o Bayer Leverkusen num calendário teoricamente favorável em termos de campeonato: a 1ª mão é dia 14, depois do jogo com o Nacional (que deverá ser antecipado para sábado dia 9), seguindo-se um jogo em casa com a Académica. Logo depois jogaremos a 2ª mão (em casa), após o que jogamos novamente em casa para o campeonato, desta vez com o Paços. Ou seja essa eliminatória calha numa boa altura e não deverá interferir demasiado com os jogos da Liga, que não são de grau máximo de dificuldade.

Já em relação ao Porto as coisas são um pouco diferentes: se na 1ª mão, a 19 de Fevereiro, não tem grandes problemas (antes vai a Aveiro e depois recebe o Rio Ave) já a 2ª, a 13 março (fora), surge antes da sua visita à Madeira para defrontar o Marítimo. Na jornada seguinte (duas semanas depois, pois o campeonato pára por causa da selecção) irá a Coimbra jogar com a Académica e na outra recebe o Braga. Serão jornadas complicadas para o Porto, sobretudo se passar a eliminatória com o Málaga. É que os jogos dos quartos são a 2 ou 3 e 9 ou 10 abril, sendo que os jogos com Académica e Braga se jogarão precisamente nesta altura.

A partir daí já tudo é demasiado hipotético.

A esta distância, olhando para este calendário, o que podemos dizer não vai muito além do óbvio: as coisas estão muito equilibradas e qualquer deslize pode ser fatal. O calendário do Benfica é mais favorável do que o do Porto, até considerando a altura em que calham os jogos europeus. No entanto tem sobre o Benfica a vantagem de jogar em sua casa o jogo que poderá ser decisivo.

O ideal para nós era chegar a esse jogo já com uma boa vantagem na classificação. Olhando para os jogos até lá, é certo que a deslocação a Guimarães, a deslocação a Alvalade e as duas deslocações seguidas à Madeira e a Coimbra (com jogos europeus e uma paragem no campeonato pelo meio), assim como a receção ao Braga são as jornadas em que parece mais possível o Porto perder pontos. Para que isso possa acontecer, precisamos porém e antes de mais nada de ganhar os nossos jogos.

Um última curiosidade, que nos pode ajudar a enfrentar a segunda e decisiva metade da maratona competitiva em que nos encontramos: faltam disputar 14 jornadas deste campeonato mas é quase certo que o campeão ficará decidido à 29ª jornada. Até lá faltam 12 jogos. Se os ganharmos muito dificilmente deixaremos de ser campeões. O primeiro é no Domingo. Eu estarei lá. E vocês?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O ombro a ombro - todos os jogos até fim

Calendário do título
17ª JORNADACasaFora
Benfica-SetúbalGuimarães-Porto
18ª JORNADAForaCasa
Nacional-BenficaPorto-Olhanense
19ª JORNADACasaFora
Benfica-AcadémicaBeira Mar-Porto
20ª JORNADACasaCasa
Benfica-PaçosPorto-Rio Ave
21ª JORNADAForaFora
Beira Mar-BenficaSporting-Porto
22ª JORNADACasaCasa
Benfica-Gil VicentePorto-Estoril
23ª JORNADAForaFora
Guimarães-BenficaMarítimo-Porto
24ª JORNADACasaFora
Benfica-Rio AveAcadémica-Porto
25ª JORNADAForaCasa
Olhanense-BenficaPorto-Braga
26ª JORNADACasaFora
Benfica-SportingMoreirense-Porto
27ª JORNADAForaCasa
Marítimo-BenficaPorto-Setúbal
28ª JORNADACasaFora
Benfica-EstorilNacional-Porto
29ª JORNADACasaFora
PortoBenfica
30ª JORNADACasaFora
Benfica-MoreirensePaços de Ferreira-Porto


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Oh Sport Lisboa...

Estamos a um passo da final!
Que saudades do Jamor!
8 anos é demais para o Benfica. 3 anos são demais!
Mas agora estamos a um pequeno passo de o concretizar, ficando depois a faltar a conquista do trófeu. 

A exibição desta noite não foi de encher o olho, sobretudo na primeira parte em que aqui e ali houve alguma desconcentração que permitiu duas oportunidades ao Paços, mas foi muito realista e eficaz.
Nesta altura há também que perceber uma coisa: face a várias frentes e a tantos jogos, não se pode esperar intensidade máxima e grandes espetáculos em todos eles.
Justamente uma das coisas por que Jorge Jesus foi bastante criticado nas épocas anteriores foi por privilegiar talvez em demasia os espetáculos em certas fases prematuras da época e depois morrer na praia, deixando fugir as conquistas de títulos nos momentos decisivos. Não o podemos portanto recriminar minimamente por estar a ser consciente e a gerir o esforço e a intensidade competitiva da equipa, sobretudo quando consegue resultados altamente positivos como foi o caso desta noite.

De facto, só por respeito ao Paços e para não afrouxar a atitude competitiva evitamos dizer que estamos já na final. Mas que estamos muito perto, disso não há dúvidas.

Sobre o Paços de Ferreira queria aliás dizer que sinto simpatia por esta equipa e tenho de alguma forma pena de como se estarão a sentir os seus treinadores e atletas e que será uma grande desilusão. Há uma diferença muito evidente de valia entre as duas equipas e de facto, exceptuando as tais desatenções que deram duas oportunidades quase claras do Paços, essa diferença ficou bastante patente esta noite. O Benfica de facto quase não deu hipóteses. A qualidade que a equipa castora tem demonstrado merece porém todo o nosso respeito e exige que tenhamos na Luz uma abordagem séria do jogo da segunda mão (daqui a "apenas" 77 dias...).

Domingo volta o Campeonato.

Parabéns aos nossos atletas, com destaque muito especial para Luisão, André Gomes, Gaitan, Sálvio e Lima. Mas todos estiveram bem. Saúdo ainda em particular o regresso à titularidade de Aimar. Vê-se que carece de ritmo competitivo mas está a voltar e isso é que me importa destacar. Tenho muita convicção de que ainda nos será muito útil e dará muitas alegrias até ao fim da época.

A caminhada para o Jamor e os outros desafios que se avizinham

O Benfica joga hoje a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.
A partir de agora e durante praticamente todo o mês de Fevereiro jogaremos dois jogos por semana. A excepção será precisamente a próxima semana, em que "folgaremos" depois do jogo com o Setúbal em casa e até à visita à Madeira para defrontar o Nacional.
Depois desse mês e caso avancemos na Liga Europa, Março será novo mês bastante sobrecarregado: aos 5 jogos da Liga

 
Dom 03, 16:00  Beira-Mar--SL Benfica  Liga Zon Sagres----
Dom 10, 16:00SL Benfica--Gil VicenteLiga Zon Sagres----
Dom 17, 16:00V. Guimarães--SL BenficaLiga Zon Sagres----
A 22 e 26 joga a seleção.
Sáb 30, 16:00SL Benfica--Rio AveLiga Zon Sagres----


acrescem os oitavos de final da competição europeia, disputados a 7 e 14 de Março, contra Dinamo de Kiev ou Bordéus.

A partir daí, para as competições nacionais ficam a faltar muito poucos jogos: as decisões finais. Para o campeonato, objectivo primeiro da época, ficam a faltar apenas 6 jogos, para ser preciso.

Em Abril jogam-se apenas 3 - três - jogos para o campeonato (7, 21 e 28) mas potencialmente muitos no total de todas as competições. De facto o Benfica jogará a segunda mão da meia final da Taça de Portugal, na Luz contra o Paços a 17 de Abril. Curiosamente a Final da Taça da Liga está aparentemente marcada para dia 14. Já para a Liga Europa, caso nos apuremos, os jogos dos quartos de final são a 4 e 11 e a primeira mão das meias a 25 de Abril.

Em Maio jogam-se as cartadas finais: a "final" do Campeonato (no Porto a 12 de Maio), a final da Taça de Portugal e, caso estejamos perante uma época de sonho, a 2ª mão da meia final da Liga Europa (dia 2) e a final dia 15.

Enfrentar a fase decisiva da época

O Benfica ganhou em Setúbal por 5-0 a 24 de Agosto, faz no domingo uma volta. Muitos já não se recordarão que nesse jogo os titulares do meio campo foram Javi Garcia e Witsel. Enzo Peres jogou a extremo e no ataque estiveram Cardozo e Rodrigo. Do banco entraram Nolito, Aimar e Carlos Martins. De lá não saíram Bruno César e Saviola. Quanto a Matic... não foi convocado.
Isto demonstra que a equipa do Benfica mudou muito nos últimos 6 meses e que mudará novamente a partir de agora. É que Nolito e Bruno César deixaram de ser soluções (é verdade que o seu rendimento esta época nunca alcançou patamares aceitáveis), antevendo-se como única alternativa, para já, Urreta, sendo que Miguel Rosa também se tem destacado na equipa B.
As promoções dos Andrés vieram dar mais soluções à equipa desde que saíram os dois centro-campistas titulares nas duas primeiras jornadas, mas neste momento a superabundância que se verificava nas alas parece ter-se transformado numa relativa escassez de opções na fase da época em que as decisões se aproximam.
Há que recordar também que este campeonato com apenas 16 equipas é curto e que rapidamente entraremos nas jornadas decisivas. Estamos por outro lado em todas as outras competições, em condições favoráveis para ganhar duas delas, estando duas meias finais das Taças domésticas agendadas já para este Fevereiro.
Nunca prevemos o futuro e é sempre difícil fazer juízos definitivos sobre os benefícios e os prejuízos das entradas de jogadores. Nolito e Bruno César não estavam satisfeitos e isso é muitas vezes prejudicial a um balneário. Mas convém acautelar qualquer ausência de Sálvio ou de Gaitan. Urreta continua-me a parecer muito verde mas estou desejoso de que ele me desminta.
Seja como fôr, o que todos temos que compreender é que a fase das grandes decisões se aproxima. A união e a mentalidade serão decisivas. Um balneário forte, seguro de si, confiante nas suas capacidades é fundamental. Não pode haver agora dúvidas nem medos. Tudo o que de bom temos feito tem que ter a continuidade que faltou na época passada, nas condições que todos conhecemos.
Tenho esperança de que Aimar e Martins possam aparecer nesta fase, eles que estiveram praticamente sempre ausentes na primeira metade da época. Seriam um reforço de peso para enfrentar as decisões que se aproximam.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Eles não páram...

Esta época vai ser uma guerra...

Eles estão possessos...

Eles não nos podem ver felizes, não nos podem ver jogar bem, não nos podem ver ganhar.

Para eles vale tudo! Tudo mesmo!

Dizer que eles estão com azia é pouco, muito pouco.

Eles têm gritado, berrado, insultado, provocado, ameaçado. Eles têm pressionado os árbitros em público e se movido nos bastidores para operar todas as manobras possíveis e imaginárias para nos colocar armadilhas no caminho, para rasteirar e subverter a verdade desportiva.
 
Eles têm feito tudo isto, mas ontem depois da vitória sobre um Gil Vicente desamparado, a sua atitude era outra. Não apenas estavam de barriga cheia: eles estavam de novo seguros de que as coisas ainda são o que eram. E isso é o mais importante.

Lembrem-se: para eles o Benfica não pode ganhar, nunca. Não interessa se merece, não interessa se joga melhor, não interessa se é superior e vence com toda a limpeza.

Para eles o que interessa é o Benfica não ganhar (sobretudo até se o merecer, porque aí mais claramente se faz sentir a sua força), não hesitando, para o impedir, em sabotar, rasteirar, viciar o jogo do futebol e a verdade desportiva.

Depois da vitória do Benfica em Braga - que fugiu à lógica do sistema e surpreendeu aqueles que estavam seguros de que o Benfica ia cair em Braga - o alerta soou ainda mais alto. Era preciso algo em grande.

Justiça Benfiquista soube que houve controlo anti-doping na passada sexta-feira no Porto, informação que pode ser verificada neste link.

A UEFA esteve no Olival. Dois dias depois os jogadores do clube do Porto fazem uma grande exibição, como ainda não se tinha visto esta época, alcançando uma goleada rara para aquelas bandas.

Ontem houve de tudo, conseguiu-se o pleno. Foi a presença de Bruno Prata e Queirós respectivamente na TSF e na Antena 1, foi a goleada no jogo (até Defour já marca golões e Izmaylov se farta de jogar), a liderança de Martinez na bola de prata, a passagem para primeiro lugar face à diferença de golos, foi Dias Ferreira no "Dia Seguinte" a defender o Porto na situação de incumprimento de regulamentos na Taça da Liga, Guilherme Aguiar nas suas sete quintas e a preparar-se para concorrer à Câmara de Gaia...

Eles estavam a precisar...

E, note-se, tudo o que aconteceu desde o início da época fica branqueado através deste jogo: as exibições miseráveis "desbloqueadas" à custa de penalties ou expulsões (ou ambos), as jogadas de andebol dentro da área portistas, os foras-de-jogo inexistentes à equipa adversária e outras coisas, que um dia se saberão. Afinal, o Porto é mesmo uma grande equipa. Joga mesmo muito! Como dizia atrás, eles estavam mesmo a precisar.

A luta continua. Para a semana haverá mais três pontos em disputa e receberemos o Vitória de Setúbal naquele que será o primeiro jogo em casa após o jogo com o Porto. Nessa altura teremos disputado 4 jogos fora consecutivos, incluindo o de amanhã para a Taça. Seria bonito ter uma grande casa nesse jogo na Luz (apesar do horário não ser o mais convidativo - Domingo às 20.15h).

Entretanto temos porém um jogo importantíssimo. Não nos deixemos impressionar pelos fogos de artifício e continuemos a fazer o nosso caminho. Só isso nos pode ocupar.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Última etapa antes do Jamor - equipa sensação

Depois de uma vitória saborosa em Braga, o Benfica volta já depois de amanhã à competição, para disputar a 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal. O adversário é, como é sabido, o Paços de Ferreira, equipa sensação deste campeonato (em que despachou ontem, a jogar fora, o Moreirense por 5-0) que conta igualmente com um percurso assinalável na Taça. Poderia ainda estar nas meias-finais da Taça da Liga, não fora uma derrota na última jornada (e nos últimos minutos) da fase de grupos com o Sporting, conjugada com o resultado do jogo do Rio Ave.
É um percurso notável para um clube com poucos recursos mas bastante rigor nas contas. O seu treinador é um jovem com muitas potencialidades, que trabalhou com Jorge Jesus e vê no nosso treinador um modelo. De facto o Paços privilegia uma postura agressiva e atacante, mas sempre muito pragmática na forma de abordar os jogos. Aliás nem sequer o sucesso do Paços vem de agora. Há muitos anos que existe alí qualidade e consistência. É uma equipa por regra muito rápida nas saídas para o ataque e com muita agressividade no último terço do campo. Será por isso uma eliminatória difícil que de modo nenhum pode ser abordada de ânimo leve. O Benfica quer estar no Jamor e vencer a Taça e para isso tem que ser a mesma equipa que tem sido esta época: consistente, séria, rigorosa. Só com muita concentração e a abordagem certa a qualidade pode vir ao de cima.
Dito isto, terá que haver alguma gestão do plantel, até para que a equipa que jogará na Mata Real tenha a necessária frescura física. Enzo e Jardel não deverão jogar e Cardozo também está em dúvida. Matic, castigado para a recepção ao Setúbal para o campeonato deverá pelo contrário ser titular e assegurar a continuidade de processos no meio-campo. Do trio Gaitan, Ola John e Sálvio dois deverão ser titulares. Antevê-se uma vaga para um dos Andrés, não sendo de exluir que Rodrigo possa ter uma oportunidade de jogar a titular. Aimar poderá também jogar, seja de início seja como opção a sair do banco.
Nolito parece ser uma outra questão. Jorge Jesus - e bem - não gostou das declarações e postura do seu empresário (e quem sabe do próprio jogador). Compare-se a sua situação com a de Olha John e Gaitan. Em diferentes períodos da época, estes jogadores estiveram arredados das opções, nalguns casos nem chegando a ser convocados. No entanto continuaram a trabalhar e sempre que falaram foi no sentido de que compreendiam as opções e continuariam a dar o seu melhor para, quando chamados, mostrarem a sua qualidade. E assim aconteceu. Já Nolito, jogador de que gosto muito, não apenas pela imensa qualidade que tem mas também pela atitude, não tem aproveitado as oportunidades em que jogou e tem, através do seu empresário e de informações veiculadas para a imprensa, dado conta de descontentamento. Nolito deverá rever esta postura e procurar antes de mais render em campo. Precisamos dele e certamente que se se isso acontecer pode dar-nos e ter alegrias em campo com a camisola do Benfica.
A vitória em Braga foi boa mas já passou. Neste momento é altura de preparar um jogo de uma outra competição. Quer o jogo quer a competição são novamente de grande responsabilidade.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Sob a batuta de Gaitan

Ontem em Braga aconteceu o que esperávamos: o Benfica ganhou. Treinador e jogadores perceberam a importância crucial deste jogo e jogaram para vencer, com a estratégia e a atitude certa.

Jorge Jesus tem sido "acusado" de não ser capaz de vencer os jogos importantes e nessa medida este jogo - já de si crucial no contexto de um campeonato discutido taco-a-taco - tinha esse factor adicional.

A estratégia pareceu-me desde logo a correcta. De facto um meio campo com apenas Matic e Enzo poderia ser escasso para controlar o jogo contra um adversário que é forte nessa zona do terreno, com Viana, Custódio e outros. Na antevisão, antes de se saber que equipa jogaria, antecipei que Aimar poderia ter um papel importante na partida. Não foi o caso, mas apareceu Gaitan nesse lugar a desempenhar a função que muitas vezes foi de Aimar.

No futebol, ainda mais importante do que as tácticas é a dinâmica e a atitude da equipa e aí estivemos realmente muito bem, sobretudo pela forma como entrámos em campo. O golo logo nos primeiros minutos não me surpreendeu, muito embora seja verdade que o guarda-redes adversário poderia ter feito melhor. Sálvio foi porém veloz como uma flecha e aproveitou excelentemente a óptima jogada contruída pelo nosso ataque. Sálvio foi aliás um dos melhores, juntamente com o maestro Gaitan e o letal Lima. O brasileiro fez (mais) uma grande exibição, desta vez mais como ponta de lança único e móvel no centro do ataque. Muito bem ainda ao não festejar demasiado efusivamente o golo contra uma equipa que representou durante bastante tempo e mesmo ainda no início desta temporada.

Depois do golo inicial do Benfica o Braga conseguiu algumas jogadas de perigo, resultado sobretudo de bolas paradas e passes em profundidade para as costas da defesa do Benfica.

Nesta fase do jogo devo dizer que o árbitro me pareceu ajudar bastante o Braga, marcando tudo contra a nossa equipa e nada a nosso favor, favorecendo o jogo muito duro dos bracarenses, que naturalmente queriam pressionar e manter a bola tanto quanto possível perto da nossa área. Pareceu-me também que duas jogadas de perigo relativo do Braga resultaram de foras de jogo claros. Não posso assegurar porque estranhamente a transmissão televisiva não deu qualquer repetição dos lances. Também houve cantos que me pareceu não existirem e que contribuiram igualmente para a pressão do Braga nesta altura.

Mas o momento decisivo viria precisamente de um lance de bola parada bracarense em que quase todos os seus jogadores estavam no ataque e o Benfica saiu rapidíssimo para o ataque. Com 3 para 3, a bola circulou da direita do nosso ataque para a esquerda onde estava Lima que depois de não conseguir receber o passe e ficar enquadrado com a baliza, controlou a bola e flectiu da esquerda para a direita rematando para mais um golo que poderia talvez ter sido evitado por Beto (a bola passa-lhe por baixo dos braços e apesar de um ligeiro toque na luva entra).

A partir daí percebeu-se que o Benfica muito dificilmente deixaria fugir a vitória. Luisão esteve ao nível do grande líder e capitão que é e Jardel teve apenas uma falha, tendo de resto estado em bom plano. Melgarejo esteve sensacional, sobretudo na 2ª parte, de que falaremos já de seguida, e Maxi fechou sempre muito bem o seu flanco. Pensou-se ainda que o Benfica poderia conseguir um terceiro golo em contra-ataque, mas isso seria também demasiado pesado para o Braga.

Na segunda parte, as ordens de Jesus terão sido sobretudo no sentido de controlar o jogo, dando a iniciativa ao adversário, sem nunca se desposicionar em demasia. Aos 67 minutos, a fim de limitar ainda mais os espaços no nosso meio campo, Jorge Jesus tirou Ola John (que não esteve particularmente exuberante) e fez entrar André Almeida. Entretanto Alan ia-se atirando sucessivamente para o chão, tentando "tirar" faltas a Melgarejo, que esteve simplesmente impecável. Bem o árbitro nesta fase a não ir na cantiga do brasileiro. Do lado do Braga a entrada de um jovem João Pedro mexeu bastante com o jogo, dando mais dinâmica e imprevisibilidade à sua equipa. E o golo bracarense viria mesmo a surgir, curiosamente depois de um longo período em que o Benfica conseguiu ininterruptamente manter a posse de bola, por intermédio do referido jogador.
O Benfica soube manter a cabeça fria, apesar de algumas perdas de bola algo desnecessárias. A expulsão do central do Braga acabou com o jogo.
Em relação a este lance, há uma sucessão de 3 (ou 4) decisões arbitrais que foram favoráveis ao Benfica. Em primeiro lugar, há o desarme de Luisão. Parece-me correcto e sem falta mas já tenho visto muitas decisões em sentido contrário (sobretudo em Portugal). Depois há a questão de Lima estar ou não em jogo. Aparentemente estaria em jogo mas pela minha parte tenho que admitir que não vi nenhuma repetição absolutamente esclarecedora. Finalmente há a questão da falta e, existindo falta, a cor do cartão. Mais uma vez, em sinceridade tenho que dizer que não vi ainda uma imagem que mostre claramente existir falta. Existindo penso que não há dúvida de que o cartão a mostrar é o vermelho. De qualquer modo tivemos aqui (coisa rara) uma série de decisões, numa mesma jogada, que nos foram favoráveis e que espero que tenham sido todas correctas.

Ainda sobre a arbitragem há também um lance mal anulado a João Pedro que as imagens não esclarecem inteiramente. Poderia estar em jogo mas de qualquer modo é um lance relativamente banal, sem especial perigosidade, pelo menos naquele momento, pois Melga estava perto do bracarense.

Até ao fim (e já faltavam poucos minutos quando o central bracarense foi expulso), o Benfica controlou a partida e deixou passar o tempo até poder festejar. Foi a primeira vitória em 4 anos! Desde Quique que não venciamos. Nessa altura Di Maria foi estrela. Desta vez Gaitan foi maestro.